Life Changing
32 Sinais
SINAIS
Quinn acordou encostada em uma árvore em meio a um grande campo, era o que parecia, tudo muito bonito, um dia ensolarado, mas ao longe via-se uma grande tempestade se formando. Ela não soube como chegou ali, mas sabia que precisava encontrar um abrigo rápido, olhou para todo o lugar em busca de um e foi quando ela a viu. Rachel estava linda, e Quinn abriu o sorriso maior do mundo quando a morena sorriu e soprou-lhe um beijo. Rachel se aproximou e a segurou pela mão.
— Oi, baby, senti tanto sua falta.. Em todo esse tempo longe, eu sempre imaginei esse seu sorriso que eu sei que é só meu, é tão bom ter você por perto novamente. – Rachel disse beijando a palma da mão da loira.
— Anjo, sentir saudades seria um eufemismo, eu me senti tão vazia sem você, meu mundo desabou, Rae. – Quinn disse acariciando a bochecha da morena que se inclinou para o toque.
— Baby, minha vontade é ter você para sempre, mas nem sempre a vida é justa ou do jeito que queremos. – Rachel enfrentava o olhar de Quinn. – Eu agora tenho 3 pessoinhas que dependem totalmente de mim, eles são mais importantes que qualquer outra coisa, inclusive mais importantes do que nós. – Quinn assentiu, mas a tristeza em seus olhos era inegável. — Eu sei que você pode ter dificuldade para entender, mas é um amor diferente, não oferece escolhas, é arrebatador, eu simplesmente fui tomada por este sentimento. – Rachel abraçou Quinn e se aconchegou no peito dela sentindo seu cheiro. — Não é que eu te ame menos, pelo contrário, mesmo distantes, meu amor por você é cada dia maior. Eu errei, agora eu sei, mas foi por medo de te perder, eu juro. – Quinn cheirava os cabelos de Rachel e a abraçava com força e carinho.
— Ei, olhe pra mim. – Quinn levantou o rosto de Rachel em sua direção. – Você nunca vai me perder. – Ela colocou a mão da morena em seu coração. – Ele sempre será seu, eu não tenho como lutar contra, eu tentei, mas não consegui. Eu te amo tanto, você é minha vida, Rae, o ar que eu respiro, é o motivo pelo qual eu crio forças todos os dias pra levantar, seja pra dar um passo a cada dia, como na época do meu acidente, seja pra te fazer feliz quando estávamos juntas, ou seja para esperar que você voltasse pra mim. – Quinn selou os lábios com os da morena em um beijo leve, repleto de amor. – Você é meu tudo, Anjo. Eu quero tanto ter você de volta.
— Quinn, eu não posso te garantir isso agora. Olhe. – Rachel apontou para um bosque cheio de flores. – Está vendo minha menina? – Beth estava correndo atrás de borboletas e sorria grande. – Eu preciso que você a leve pra casa, só você pode, Quinn. – Ela apertou as duas mãos de Quinn em seu rosto e beijou ambas as palmas. – Por favor, é importante pra mim. Eu preciso que você a leve para Charlie e Luke. Diga a eles que os amo mais que a mim mesma e eu sinto tanta falta deles. – Rachel disse com lágrimas grossas escorrendo por todo o rosto.
— Ei, Anjo, acalme-se, eu farei, mas vamos voltar todas juntas, ok? Eu, você e Beth. – Quinn olhou para Beth e acenou fazendo a menina vir correndo em sua direção. – Ela está vindo, Rae. Podemos ir embora juntas.
— Amor, ouça. – Quinn sorriu para como Rachel a chamou. – Eu não posso ir agora, tenho que enfrentar o que está por vir. – A morena apontou para a tempestade que estava mais próxima. – Aprenda três coisas importantes, Luke é observador e protetor, mas ama um carinho, não se deixe intimidar com a aparência séria dele, ele é um garoto muito sensível. Ele adora quando eu bagunço os cabelos dele. – Rachel sorriu entre as lágrimas lembrando do filho. – Charlie parece ser a mais independente, mas é a que mais precisa de atenção, ela é a mais durona entre os três, mas é a que mais sente quando algo acontece, acho que a deixei conviver muito com Santana, ela adora carinho na barriga, assim como você, é o que a acalma. – Quinn sorriu pensando em como Rachel lembrava dos seus momentos juntas, mas prestava total atenção. – Beth é a mais apegada a mim, ela vai ser a que mais vai sofrer, deixe ela dormir em seu peito quando ela estiver sentindo minha falta, coloque um vídeo meu cantando alguma coisa, sempre a tranquiliza. – Rachel deixou escorrer mais algumas lágrimas. – E quanto a você, lembre-se que eu sempre estarei com você, como sempre estive, nossa conexão sempre nos deixou próximas, dessa vez não será diferente. Lembre-se que eu a amo para sempre, Amor.
— Eu vou me lembrar de tudo isso, mas você vem conosco, não vou te deixar aqui. — Ela segurou a mão de Rachel com a intenção de levá-la junto.
— Quinn, eu não posso. Leve Beth, por favor. – Rachel pegou a pequena loirinha que estava correndo ao redor das duas. – Lil Bee, Mamãe vai ter que ficar por aqui mais um tempo, eu quero que vá com Quinn, ela vai cuidar de você e dos seus irmãozinhos. Prometa que vai ajudar a tomar conta deles e diga a eles que o nosso segredo tem que ser descoberto sozinho, ninguém pode contar, certo? – Rachel sussurrou e a loirinha assentiu. – Mamãe te ama muito, assim como amo os seus irmãos. – Rachel beijou a bochecha da filha e a colocou nos braços de Quinn. – Baby, por favor cuide deles como seus, eles vão te amar.
— Eu vou, eu prometo, eles são seus e por isso eu os amei no momento em que soube que existiam. – Rachel sorriu e beijou os lábios de Quinn demoradamente, quando se deram conta, a tempestade já estava muito próxima, e de repente Rachel estava sendo engolfada por ela. – Corra, Quinn, salve Beth, só você pode. Vá. – Quinn queria tentar tirar Rachel daquela tormenta, mas Beth estava agarrada em seu pescoço, ela correu e não viu mais Rachel, então apenas um clarão.
— Racheeeeel – Quinn acordou gritando o nome da morena. – Oh meu Deus. – Ela sussurrou e apertou os bebês contra o peito, aquele sonho pareceu tão real.
— Quinn, você está bem? – Hiram perguntou já ajoelhado em sua frente.
— Sim, foi apenas um sonho. – Ela arrumou a posição e ia contar, mas não houve tempo.
— Srta. Quinn Fabray? – Uma médica toda de verde e uma máscara no pescoço chamou da porta.
— Sou eu, ela levantou entregando Charlie para Hiram e colocando Luke em um dos berços.
— Podemos falar em particular? – A loira assentiu e seguiu a médica até o corredor. – Srta. Tivemos complicações, com a Srta. Rachel e com a garotinha Elizabeth. – A médica suspirou e encarou Quinn. – É sempre difícil dar estas notícias. – Quinn estava em pânico, ela apertou as unhas contra as palmas da mãos com força. – Nós já havíamos terminado a cirurgia, conseguimos conter a pressão do traumatismo no cérebro, mas ela acabou sofrendo um ataque cardíaco há pouco mais de uma hora. – Quinn derramava lágrimas imensas.
— Não. Não me diga que ela... – Quinn não conseguia falar.
— Não. Nós conseguimos reverter o quadro, mas ela entrou em coma em seguida, nós já fizemos todo o possível no momento para mantê-la bem, mas no momento só podemos aguardar e esperar o melhor. Na situação dela, eu sugiro que vocês se apeguem em suas crenças, em Deus, e orem muito por ela. – Quinn não podia acreditar no que ouvia.
— Doutora, e Beth? – Quinn disse entre soluços.
— A garota também sofreu um pequeno traumatismo craniano, mas foi leve, o que não nos causou problemas, mas teve seu fígado perfurado, nós tivemos que retirar aproximadamente 17% do fígado dela, mas ela perdeu muito sangue e necessitamos fazer uma transfusão urgente, como o tipo de sangue dela é raro, estamos com dificuldades de conseguir. Agora mesmo, nosso hospital está solicitando em todos os hospitais e bancos de sangue, mas não estamos tendo sucesso, por isso precisamos de toda a ajuda possível, se você souber de algum familiar ou alguém compatível com a menina, seria crucial, ela depende disso agora.
Quinn apenas apontou para Sam que entrava no corredor correndo com Santana em seu encalço.
— Ele é o pai, ele deve ser compatível. – Quinn olhava para Sam esperançosamente. – Sam, — ela falou alto para ele escutar. – Beth precisa de uma transfusão urgente, mas não há sangue do tipo dela. Você é compatível? – Sam estava ofegante e preferiu não corrigir Quinn.
— Eu sou AB-, eu não sei se sou compatível, mas se for, vamos logo.
— Você é o pai? – A médica franziu a testa, mas Quinn não percebeu a reação. – Bem, infelizmente você não é compatível, o sangue da menina é O-, ela só pode receber doações do tipo O-. Se souberem de alguém nos avisem, ou na dúvida solicitem testes, o quanto antes conseguirmos será imprescindível para a vida da menina. – Quinn estava paralisada, aquilo não era possível, mas Rachel havia falado no sonho que só ela poderia salvar Beth, era isso.
— Eu sou O-, vamos, doutora. – A médica sorriu aliviada e as duas saíram em disparada pelo lado oposto do corredor.
— Santana, você viu isso? – Sam disse com um olhar pensativo.
— Sim.. Ela vai salvar Beth.. – Santana disse chorando. — Rachel sempre se preocupou com o tipo raro de sangue de Beth entre os trigêmeos, porque ela mesma não poderia doar para os própria filha se fosse necessário. Charlie e Luke são A-, como Rachel, e eles podem receber doações de A- ou O-, o que deixaria ela e Hiram, como eventuais doadores, mas Beth só poderia receber doações de O-, que é raro, ela disse que em um momento como esse nunca hesitaria em chamar Quinn, eu sempre disse que ela se preocupava demais, mas ela insistia que ter consciência sobre estas coisas poderia fazer diferença entre vida e morte, parece que suas preocupações faziam sentido. – Santana agachou tentando respirar. – Droga, Sam, a baixinha sempre está certa. Ela não pode morrer, Sam, não pode. – Santana chorava alto.
— San, acalme-se.. — O loiro afagava as costas da latina. — Nós não sabemos ainda o estado dela. Vamos ver Charlie e Luke. Se recomponha, não podemos assustar as crianças. – Santana assentiu, respirou fundo e limpou suas lágrimas, mas seus olhos estavam vermelhos como sangue, depois de tanto chorar nas últimas horas.
Sam e Santana entraram no quarto e logo foram sufocados por abraços, Kurt ao ver a latina se derreteu em lágrimas, ele sabia o quanto ela estava sofrendo, ele presenciou toda a aproximação das duas, e sabia o quanto eram importantes uma para a outra.
— Dinda.. – Charlotte chamou pela latina estendendo os braços em direção à ela. – Eu quer Mamãe, Dinda, fala pra ela vim logo.. Por favor, Dinda.. – A moreninha falava com um bico de choro fazendo o coração de Santana apertar mais ainda. Ela pegou a bebê no colo, a abraçou e chorou junto com a menina.
— Lil Lamb, por favor não faça assim, Mamãe vai vir assim que estiver melhor, ok? – Santana falava entre soluços aspirando o cheiro de sua afilhada. – Ela vem, ela não vai nos abandonar, ela sempre cuidou de todos nós, ela acha que somos todos crianças, lembra? Ela tem que vir. – Santana dizia em um sussurro para a menina que a abraçava muito apertado. – Onde está Luke? – Ela passou os olhos pelo lugar e o viu no colo de Sam que estava talvez na mesma posição que ela. Ela lembrou que há um ano e meio atrás os dois seguravam os bebês da mesma forma, mas com grande felicidade, hoje o afago era repleto de tristeza e medo. Ela pensou em Beth, em Rachel, ela não saberia o que fazer sem as duas em sua vida, elas tinham que ficar bem. Tinham.
Aproximadamente uma hora depois Quinn entrou no quarto. Todos a olhavam com expectativa por notícias, uma vez que só ela sabia da atual situação de Rachel e Beth.
— Meu sangue é realmente compatível com o de Beth e estão fazendo a transfusão neste momento. — Graças a Deus foi dito em uníssono por todos.
Todos pareciam respirar um pouco mais aliviados. – A boa notícia é que os médicos acham que isso a deixará estável, ela perdeu cerca de 17% do fígado, mas pela idade dela a regeneração do órgão tende a ser rápida e íntegra, garantindo que o órgão ficará 100% perfeito sem riscos de seqüelas ou problemas futuros. Elizabeth logo estará perfeita. – Todos sorriram aliviados, os bebês trocaram olhares e sorrisos entre si, até parecia que estavam tendo uma conversa muda. – Mas há a má notícia.. – Quinn suspirou. – Rachel está viva.. A pressão do seu cérebro foi contida com a cirurgia.. Mas ela teve um ataque cardíaco logo após a cirurgia. – Quinn sentia o gosto de suas lágrimas na boca. — Após isso ela entrou em coma.. Os médicos não sabem quando e se ela vai sair deste estado, já tomaram todas as providências, mas não podem fazer mais nada, só podem aguardar. A Dra. Roberts disse para nos apegar a todas as nossas crenças e orarmos muito, a vida dela agora está nas mãos de Deus. – Quinn terminou a frase chorando muito e olhando para Luke e Charlie que estavam chorando silenciosamente agora, como se tivessem entendido cada palavra. O silêncio era aterrorizante, todos estavam chorando silenciosamente, Santana foi a única que se movimentou para colocar Charlie nos braços de Kurt. Ela foi até onde Quinn estava. Ninguém esperava o que aconteceu. Santana acertou um tapa em cheio no lado direito do rosto de Quinn e a loira apenas a olhava.
— Tudo isso é culpa sua, cadela. Ela só queria te explicar e você a expulsou, mas não antes de trepar com ela, não é mesmo? Eu vi as marcas que você deixou no corpo dela. Maldita seja você, se acontecer algo com ela, eu juro que vou fazer você sofrer, eu estou dando minha palavra na frente de todos aqui. Tudo isso que está acontecendo é por sua causa, Rachel é teimosa, mas você não podia evitar o orgulho Fabray, não é? Minha amiga está entre a vida e a morte por sua causa, eu espero que você sofra tanto quanto ela deve estar sofrendo. – Santana saiu do quarto deixando Quinn em lágrimas e todos atônitos. Quinn caiu de joelhos com as mãos no chão a segurando para não cair e chorava desesperadamente. Charlotte e Luke conseguiram se soltar de Sam e Kurt e correram em direção a loira que os abraçou e afundou a cabeça no pescocinho de Luke, apertando Charlotte contra o peito.
— Não é culpa sua.. Não é.. Mamãe disse que ela tudo culpa dela e que ela ia resolvê tudo, ela falou, não foi Lil Lamb? – Luke disse e deu um beijinho na cabeça da loira.
— É vedade, Mamãe disse, eu ouvi, nóisi tava no carro quando ela falô. – Charlie fazia carinho na mão de Quinn que a mantinha perto. E Quinn só passou a chorar mais.
— Babys, me perdoem, por favor, me perdoem, eu prometo à vocês que vou cuidar de vocês três até a mamãe ficar boa, eu juro. – Quinn chorava e apertava os bebês contra ela sentindo o cheiro deles, e de certa forma ela sentia a presença de Rachel, o que a fazia chorar cada vez mais.
Todos os presentes não estavam acreditando no que viam, aquela cena doía demais em quem assistia, imagine para Quinn. Algum tempo depois ela levantou com os bebês no colo sem nenhuma dificuldade.
— Vocês podem ficar com o papai? Eu preciso fazer uma coisa lá fora. – Ela perguntou às crianças.
— Não Papai. Você plometeu que ia cuidá dos bebês. – Luke disse já com lágrimas. Quinn olhou para Sam se desculpando, mas ela não quebraria sua promessa para as crianças e para Rachel, ela sabia agora que o sonho com Rachel foi de alguma forma real, entre elas tudo era possível.
— Eu volto logo, eu prometo. Eu só preciso saber sobre sua mamãe e Beth, ok? – O menino assentiu, ela beijou topo da cabeça dos dois e lembrou-se do que Rachel falou no sonho, então ela bagunçou os cabelos de Luke da forma mais carinhosa possível e acariciou a barriguinha de Charlie tirando um sorriso encantador dos dois e os deixando mais tranquilos, então saiu do quarto e se encaminhou até a ala da UTI. Ela deixou Sam de queixo caído, ele convivia muito com as crianças para saber que esses eram os truques de Rachel para acalmar os filhos. – Boa tarde, a Dra. Roberts permitiu que eu visitasse Rachel Berry por alguns minutos, ela disse que deixaria a autorização aqui.
— Você é? – A enfermeira perguntou.
— Lucy Quinn Fabray.
— Está certo. Você precisa vestir isto. – A enfermeira entregou uma roupa azul, uma máscara, uma touca e um protetor de sapatos. – Depois lave bem as mãos ali. – A enfermeira apontou para um lavabo um pouco mais a frente. – Eu te levarei até ela.
Quinn fez tudo que foi solicitado, em pouco tempo ela estava em um quarto muito claro, e o que ela viu a destroçou. Rachel estava deitada inerte em uma cama fria de hospital. Havia uma perna engessada até quase a coxa. Muitos arranhões e hematomas nos braços, no rosto, ela via que a parte descoberta da região do pescoço e peito estavam bem roxas e havia uma faixa que parecia ser a marca do cinto de segurança atravessando o pescoço e descendo até onde ela conseguia avistar. A cabeça estava em boa parte enfaixada e haviam vários tubos e fios conectados na morena. Aquela cena tragou Quinn para a mais profunda dor, ver seu Anjo daquele jeito era terrível, indescritível, ela desejava trocar de lugar com seu amor, ela daria sua vida para desfazer aquilo, mas ela sabia que não tinha como. Ela segurou a mão de Rachel por uns bons minutos e apenas chorou seu coração.
— Anjo, eu não sei se você pode me ouvir, mas eu quero que saiba que eu vou cumprir a promessa que te fiz em meu sonho, eu sei que você também estava lá. Eu vou cuidar dos bebês, eu juro pra você. Eu acho que salvei Beth, como você me pediu. Eu também aprendi as três coisas que você me ensinou e acho que funcionou com Charlotte e Luke. Eu prometo aplicar em Beth também, sempre que precisar. Eu vou protegê-los e amá-los por você até que você esteja bem. Eu vou cumprir com minha promessa, mas em troca eu quero que você lute.. Lute pelos bebês, lute por Sam, lute por mim também, eu não saberei viver em um mundo em que você não exista, mas principalmente, lute por você, por sua vida.. Não nos abandone, Rae, por favor. – Quinn retirou a máscara e deu um leve beijo na bochecha de Rachel transmitindo todo o seu amor. Ela ficou ali olhando o amor de sua vida até que a enfermeira solicitou sua saída.
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