Faziam três dias do acidente, Santana ainda não havia dirigido a palavra à Quinn, a loira se recusava a interagir com qualquer outra pessoa que não fossem as crianças, a culpa que sentia a estava corroendo, mas ela ficaria pelos bebês, por seu Anjo. Marley havia pego algumas trocas de roupa e coisas de higiene pessoal para ela, pois teimosa, se negou a sair do lado de Charlie e Luke, ela também não queria sair de perto de Beth e Rachel. O pediatra e a assistente social acabaram mantendo Charlie e Luke mais quatro dias em observação, por precaução. Depois de amanhã as crianças seriam liberadas e Quinn sabia que enfrentaria mais uma grande batalha com Santana e principalmente Sam.

— Puck.. – A loira sussurrou para o amigo que a atendeu com o olhar. – Venha comigo. – Ela se dirigiu para o final do corredor com Puck em seu encalço. – Eu preciso que você vá até minha casa, transfira tudo que está no escritório ao lado do meu quarto para o quarto de hóspedes vazio no andar de baixo. – Puck estranhou, mas não questionou. – Então transforme o escritório em um quarto para os trigêmeos. – Puck arregalou os olhos. – Contrate uma empresa desse tipo com um decorador especializado em decorações infantis, também quero que o apartamento inteiro seja revisado e alterado, tudo que for necessário para segurança dos bebês. – Puck estava calado, ele imaginava se Quinn já havia descoberto que aquelas três crianças eram seus filhos. – Chame Marls pra te ajudar, eu quero o melhor quarto para eles. Ah, adapte além do banheiro do quarto deles, o do meu quarto também, quero que eles tenham acesso a tudo. Também veja se tem como colocar aquelas grades de segurança na minha cama, se não houver essa possibilidade, compre outra, segurança nunca é demais. – Quinn falava sem parar. – E diga para focar a decoração em ursinhos, abelhinhas e carneirinhos, são os apelidos deles. – A loira terminou e Puck ainda a olhava admirado com a preocupação e cuidado da amiga para os bebês de Rachel.

— Você tem certeza sobre isso, Baby Queen? São muitas mudanças e responsabilidades. – Puck queria saber até onde Quinn fora afetada por tudo isso.

— Como dois e dois são quatro, Noah. Eles são filhos de Rachel e eu cuidarei deles como se fossem meus. – A loira suspirou. – Eu prometi aos quatro, Puck. – Ela sentou no braço de um pequeno sofá que estava por ali e respirou fundo encarando o amigo. – Eu não sei explicar, Noah, eles tem todo o meu amor, assim que eu soube que eles existiam eu os amei, eles são filhos dela, Noah, da mulher que eu amo, eu farei qualquer coisa por eles, assim como faria por ela. – Ela chorava novamente e Puck a abraçou.

— Eu entendo, Baby Queen, eu entendo. Minha Princesa Judia vai ficar bem, ela é forte e decidida, não vai se entregar, eu sei disso. – Puck também tinha lágrimas escorrendo pelo rosto agora.

— Noah, não fale sobre isso com ninguém, além de Marley, eu ainda não sei como, mas estas crianças ficarão sob minha custódia até Rachel se recuperar, não importa quem eu tenha que enfrentar. – A loira falou decidida.

— Okay, eu vou agilizar tudo isso, mas Q.. Antes de tomar qualquer atitude precipitada, converse com Santana, ela está magoada, mas dá pra ver como ela ama esses bebês, ela vai concordar com o que for melhor pra eles, e eu tenho certeza que você é o melhor no momento. – Noah disse com a mão no ombro de Quinn.

— Minha preocupação maior é com Sam, Puck, ele é o pai, ele tem todos os direitos, mas nem que eu tenha que levá-lo pra morar na minha casa, eu vou ficar com eles. O que me lembra, peça a Martha para deixar o quarto central de hóspedes pronto. – A loira levantou e Puck só conseguia pensar no quanto Sam e Santana iriam concordar ou descordar de tudo isso. – Agora eu vou ver Beth. Resolva tudo pra mim, por favor. Me desculpe por sobrecarregá-lo, eu prometo te recompensar.

— Assim você me magoa, Q. Eu faço isso por você, mas principalmente por Rachel, é com todo carinho que estou fazendo isso por vocês. – Puck falou encarando Quinn.

— Está certo. Obrigada, meu amigo. Ah, Puck, solicite urgência para estas mudanças, preciso de tudo pronto para depois de amanhã. – Eles se despediram e Quinn foi até a UTI ver Beth, onde teve que repetir todo o procedimento de higiene que usou com Rachel. – Oi, docinho, você vai ficar bem logo. – Quinn a olhava a menina que parecia tão pequena em relação ao dia em que a pegou nos braços. Beth estava em berço especial, estava só de fralda, com tubos e fios ligados no pequeno corpinho, um curativo consideravelmente grande no lado direito que começava logo abaixo do peito, ela havia sido sedada por necessitar ficar imóvel nas primeiras 12 horas após a cirurgia, mas já estava aparentemente bem, apesar da agitação causada pela imobilidade e inquietação natural de um bebê, mas estava sendo monitorada e recebendo analgésicos que a deixavam sem dor e ajudavam na recuperação. O médico responsável por ela havia informado que ela sairia da UTI hoje, mas ficaria internada por pelo menos duas semanas, pois precisava acompanhá-la.

— Mamãe ainda não pode vim vê Beth? – A menina perguntou baixinho com a voz fraquinha.

— Ainda não, baby girl, mas ela me pediu pra cuidar de você, e eu vou ok? – Quinn disse acariciando a cabecinha da pequena.

— Beth sabe, mamãe disse, lemba? – Quinn teve um choque inicial, mas assentiu para a menina, ela sabia que aquele sonho tinha sido real de certa forma, ela não se surpreendia, ela e Rachel sempre tiveram essa ligação estranha, o que a surpreendia, era que Beth também tinha, mas dizem que crianças são mais suscetíveis a este tipo de coisa, então não era de se estranhar.

— Eu lembro, baby girl. Você tem que ficar bem logo, os seus irmãozinhos estão ansiosos para te ver. Eles estão com muitas saudades da Lil Bee. – A loira olhava nos olhos de Beth com tanta emoção, ela tinha os olhos de seu anjo, era inacreditável como ela conseguia se perder naqueles olhos também.

— Eu também tá com saudade da Lil Lamb e do Lil Bear. Você fala pá eles que Beth tá com saudade?

— Eu falo, bebê, prometo. Agora, você tem descansar para ficar boa rapidinho, ok? – Quinn disse ao ver a enfermeira já injetando analgésicos pelo IV em Beth e sabia que logo a menina adormeceria.

— Você é bonita, muito bonita.. – A menina falava já adormecendo. – Parece com eu.. – Beth falou baixinho antes de adormecer, mas Quinn já não conseguiu entender a última frase da loirinha.

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— Santana, você tem que pedir desculpas à Quinn, você sabe que o acidente não foi culpa dela, são coisas que acontecem. – Leroy dizia irritado. – A mais afetada com tudo isso é ela. Todos nós sabemos o quanto ela ainda ama Rachel, apesar de minha filha tê-la tratado como merda, sem contar toda esta história com as crianças que vai ser um choque quando ela descobrir. – Leroy cruzou os braços, lembrando a postura de Rachel quando estava brava e Santana suspirou.

— Eu não vou me desculpar, se ela tivesse ouvido Rachel em LA, nada disso teria acontecido. – Santana falou olhando para a vista através da janela.

— Isso poderia ter acontecido em qualquer lugar, Sannie. – Hiram disse abraçando a latina por trás. – Você sabe disso. Santana você é como nossa filha, nós a amamos e por isso a conhecemos, você está brava e com raiva da situação e descontando em Quinn, mas no fundo você sabe que ela não tem culpa de nada. – A latina tinha lágrimas escorrendo no rosto. – Por favor, querida, Quinn deve estar se sentindo culpada, e ela não merece.

— Veja o carinho que está tendo com esses bebês sem menos saber o que eles são dela. Santana, ela não nos deixou arcar com nenhum gasto, resolveu toda a burocracia, está prestando toda a assistência aos bebês, salvou a vida de Beth, eu sei que ontem ela chamou os dois maiores especialistas dos Estados Unidos no caso de Rachel para ajudar nossa estrelinha. Ela está fazendo tudo isso por amor, Santana. Pelo amor de Deus, entenda. Se coloque no lugar dela. – Leroy falava segurando as mãos da latina.

— Droga, Lee, eu sei. Mas eu não sei como, ok? Eu vou tentar falar com ela, mas não vou me desculpar. – Santana disse e ambos os homens sabiam que era o máximo que conseguiriam dela.

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— Charlotte Rae, não faça isso mocinha. – Kurt dizia para uma Charlotte que batia as mãos na água da banheira com total intenção de molhar o Padrinho. – Oh Meu Deus, me deixe te dar banho.

— Kurt, deixe que eu termino. – Quinn disse já levantando as mangas da camisa e se agachando ao lado do rapaz.

— Oh, Q, não é necessário, ela vai te molhar, ela é uma garotinha muito má quando quer.

— Eu num vo molhá ela, Dindo. – A garota fez sua melhor carinha de boazinha. – Eu pometo.

— Não tem problema, Kurt, eu vou ficar bem. – Kurt assentiu e deixou Quinn tomar seu lugar. – Agora, baby girl, você vai me deixar te dar um banho pra você ficar cheirosinha?

— Siiimmm... – A menina bateu na água espirrando água em Quinn e em todo o banheiro, Quinn riu e Kurt balançou a cabeça. Quinn banhou Charlie com cuidado da inexperiência, mas com destreza natural, sempre rindo com as palhaçadas de Charlie. Depois do banho fez questão de trocar a menina.

— Agora que você e Luke estão cheirosinhos, é hora de comer pra ficarem fortes e inteligentes. – A menina se animou e Luke que estava no colo de Sam fez careta.

— Não faça careta, rapazinho, Quinn tem razão, você tem que comer, se sua mamãe estivesse aqui, o que ela faria? – Sam disse esperando a resposta do menino.

— Ela ia dize se eu num comesse tudo, num ia pode blinca com as imãzinhas.

— Exatamente, então agora vocês dois vão comer tudo, ok? Porque senão não vai brincar com Charlie antes da soneca. – Sam falava com autoridade, mas muito carinhoso e Quinn secretamente o invejava por isso. – Quinn você quer que eu ajude? – Ele perguntou à loira que estava com dois potinhos com a comida das crianças nas mãos.

— Acho que não, Sam. Ontem eles não deram trabalho. Obrigada. – Ela disse ficando vermelha. Ela ainda não conseguia encarar Sam, além da culpa que sentia, só pensava que fez Rachel o trair e deixou provas para que ele visse. Se ele não soubesse ou tivesse dúvidas, Santana havia deixado claro, ela não sabia porque desde o momento que chegou Sam a tratava tão bem, ainda que ele devesse a estar odiando. “Provavelmente ele está pensando no bem estar dos filhos, ele parece ser um ótimo pai e deve amar muito Rachel, mas também quem poderia não amá-la?” ela pensou.

— Ok, vou falar com Santana, mas volto logo. Precisamos conversar. – Ele disse antes de sair e ela assentiu.

Mais tarde, depois que Beth foi levada ao quarto e foram feitas as devidas especificações para acompanhamento e cuidados com ela enquanto estivesse internada, enquanto Kurt e Leroy cuidavam de Luke e Charlie, e Hiram estava com Beth, Sam chamou Quinn e Santana para a cafeteria.

— Bom, a situação entre nós três é bem complicada. – Sam disse olhando para as duas mulheres que dividiam uma mesa com ele. – Infelizmente toda essa merda aconteceu, e Deus sabe o quanto eu estou triste com tudo isso, e eu também sei que vocês estão despedaçadas com tudo. – Ele tinha os olhos marejados e as mulheres apenas o encaravam. – Mas temos coisas à resolver, por isso as chamei aqui. – Ele respirou fundo e encarou a loira. — Quinn, eu sei que você está magoada e se sentindo culpada, mas você não é. Rachel com certeza vai querer matar Santana quando souber o que ela fez com você. – A latina fez careta e em seguida balançou os ombros. – Santana, eu nem preciso falar que você se excedeu, você sabe, mas enfim, você é quem decide sobre suas ações. – Ela fingiu ignorar o comentário. – Bem, a sede de LA está sem administração e sabemos que não há como deixar assim. Eu sei que Santana não vai voltar até que Rachel esteja bem, então eu proponho que eu volte na segunda-feira para lá, mas eu gostaria de ter mais alguém comigo, há muita coisa acontecendo por lá, vocês sabem.

— Sam, você pretende levar as crianças com você? Porque Beth não pode ser movida ainda. – Quinn falou sentindo medo pela resposta.

— Não. As crianças ficarão juntas e perto da mãe. – Ele pensou em Rachel que estava ali, mas também em Quinn que ainda não sabia que era mãe tanto quanto Rachel. – Além disso, você tomou todas as providências necessárias para o bem estar de Rachel e Beth, não seria justo com você. – Ela assentiu e agradeceu, mas no fundo estava estranhando as ações do rapaz. Ele deveria querer ficar perto da sua mulher e filhos, principalmente na atual conjugação das coisas.

— Bem, eu posso pedir à Puck para ir com você. – Ela olhou para a latina. – Santana, você pode me ajudar com a sede daqui? – A latina apenas acenou em concordância. – Na verdade, eu quero cuidar das crianças enquanto Rachel não puder, eu prometi à eles. – Ela preferiu não falar que também prometeu à Rachel. – Eu sei que é estranho, Sam, mas eu gostaria de sua autorização como pai, eu prometo tratá-los com tudo que precisarem.

— Você tem minha autorização, Quinn. – Santana ia se manifestar contra, mas Sam apertou sua coxa por debaixo da mesa, calando a latina. – Rachel com certeza ia gostar disso.

— Obrigada pela confiança com seus filhos, apesar de tudo que eu fiz com você. – Ela acenou em direção ao roxo no rosto de Sam.

— Não se desculpe, Quinn, depois que Rachel acordar, ela vai e explicar como tudo aconteceu, ela veio aqui pra isso e eu vou deixar pra ela, mas saiba que não tenho nenhuma mágoa sua e espero que um dia, em breve, você e eu possamos voltar a ser amigos como antes. – Quinn apenas travou os olhos com os de Sam, mas não teve qualquer outra reação, ela não sabia se poderia perdoar Sam algum dia, ele tomou toda a sua chance de um dia ser feliz, mas ela iria se esforçar para terem um bom relacionamento, ela não queria mais perder o contato com os trigêmeos depois de conhecê-los, os três causaram nela um amor instantâneo e ela não iria abrir mão disso, ela só não saberia como reagiria todas as vezes que tivesse que enfrentar Sam e Rachel juntos no futuro, provavelmente seria aterrador, mas ela era adulta e enfrentaria.

— Santana.. – Ela desviou o olhar de Sam e encarou a latina. – Eu já pedi à Noah e Marley que providenciassem um quarto para os bebês na minha casa, eu também pedi que um dos quartos de hóspedes fosse preparado, as crianças vão comigo, uma vez que Sam autorizou, e você pode ficar conosco, se quiser. – Santana não se segurou mais.

— Ora, mas quem você acha que é? Eu ajudei Rachel a criar estas crianças, eu vi cada etapa desde o nascimento até aqui, eu que segurei a mão dela durante o parto, eu sou parte da família deles. Você fez o que? NADA! Aliás, fez sim, mas nem em seus sonhos é perto do suficiente. Você apenas foi a ...

— Santana, cale a porra da boca. – Sam gritou assustando tanto das mulheres. – Você não vai alegar tudo o que fez pelas crianças agora, Rachel não merece e muito menos os bebês. Eu já disse que Quinn tem autorização para cuidar deles como ela achar melhor, você não pode ir contra isso. – Sam apertava o braço de Santana a encarando diretamente nos olhos, mas não a intimidou.

— Ah, eu posso, eu posso e vou, você não tem o direito de... – Ela foi arrastada por Sam para fora da cafeteria, deixando todos os presentes assustados e Quinn desconcertada.

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— Você quer o quê com isso, Santana? – Sam perguntava exaltado. – Você sabe que ela é a mãe, e só Deus sabe como ela ainda não tomou consciência disso. – Ele a jogou num sofá que estava ali na sala de espera do hospital, onde foram parar. – Rachel veio pra Nova Iorque para tentar se acertar com Quinn, ela queria que seus filhos estivessem com a outra mãe também, ela deixou isso claro pra nós. Inferno, San, cresça, o mundo não gira ao seu redor. – Ele respirou fundo e Santana o encarava com alguma lágrimas. – Você sabe tanto quanto eu que as crianças amam Quinn e você é testemunha de como ela retribui esse amor, mesmo achando que eles são meus filhos, Santana. Ela faz isso porque são filhos de Rachel, nós sabemos que em nenhum momento desta separação que a foi imposta ela deixou de amar nossa amiga, San. Por favor abaixe a guarda e ajude Quinn, você sabe que isto está sendo mais difícil pra ela do que pra todos nós. Pense nisso. – Ele saiu e deixou a latina sozinha.

— Eu só quero minha irmã de volta.. – Santana sussurrou para si mesma se entregando novamente ao choro.

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Santana estava com Beth no colo tentando acalmar a menina, mas tudo que fazia parecia inútil, ela já havia tentado de tudo, mas não conseguia, Hiram e Leroy tiveram o mesmo insucesso. Sam havia tentado, mas nada que fez ajudou, ele sabia, assim como Santana, que só Rachel conseguia acalmar Beth quando a menina estava nervosa ou ansiosa. Blaine que tinha visto todos os esforços serem ineficientes, resolveu sutilmente incluir uma certa loira no processo, ele entrou no quarto de Luke e Charlie, onde sabia que a loira estaria, e a viu lendo Winnie The Pooh para dois bebês já adormecidos.

— Oi.. – Ele sussurrou para a loira.

— Oi, Blaine. Onde estão todos? – Ela também sussurrava.

— Kurt foi buscar mais roupas para eles. – Ele indicou os bebês dormindo. – Hiram e Leroy foram comer alguma coisa, Sam e Santana estão tentando fazer Beth parar de chorar, mas não estão conseguindo, ela só pede pela mãe. Santana já está desesperada. — Quinn, como Blaine já esperava, colocou o livro na mesinha, verificou se as crianças estavam devidamente cobertas, dando um beijo em cada um, pediu que Blaine ficasse com eles, saindo do quarto e deixando Blaine quase certo de que Beth estaria agora em boas mãos, ele havia visto Quinn interagir com as crianças e elas sempre aceitavam o que a loira fazia, eles tinham uma ligação natural.

— Beth, baby, por favor pare de chorar, você está bem, bebê, nós estamos aqui para você, mamãe vem assim que puder. – Santana falava com lágrimas nos olhos.

— Eu quer a Mamãe... Mamãe.. – Beth dizia em um choro sentido. Quinn se aproximou de Santana e estendeu os braços para pegar a menina, Santana fez uma careta, mas cedeu quando a loirinha estendeu os bracinhos para a loira. – Mamma... quer a mamãe... – Santana e Sam se entreolharam.

— Baby girl, a mamma não pode estar aqui agora, lembra? Eu vou cuidar de você ok? – Quinn segurava Beth com todo cuidado do mundo. – Vamos deitar um pouquinho.

— Mamma... Mamãe, Mamãe... – Beth ainda chorava muito e Santana não entendia como Quinn ainda não percebera que a pequena estava a chamando de Mamma. – Quinn deitou na cama para o acompanhante de Beth e colocou a bebê em seu peito, ela pegou o celular e procurava alguma coisa, logo a voz de Rachel invadiu o quarto e todos lembraram daquele dia.

— Eu não sei bem como este novo ano será, mas eu espero que seja tão bom ou melhor que o que passou, eu tenho os melhores amigos do mundo, meus pais, minha mãe que está longe, mas sempre se faz presente, tenho o trabalho que eu amo, eu estou realizada profissionalmente, mas a diferença é que neste ano eu tenho comigo o amor da minha vida.. – Ela olhou para Quinn e enviou um beijo no ar.

— Baby, eu te amo e esta é para você. – Rachel então passou a cantar com todo o seu coração.

I can't win, I can't reign

I will never win this game

Without you

Without you

Eles estavam na casa de Rachel e Santana, comemorando o reveillon, haviam chegado a mais ou menos uma hora da Times Square e Rachel resolveu estrear seu piano para o público.

I am lost, I am vain

I will never be the same

Without you

Without you

Ela olhava para Quinn com tanto amor e Quinn estava hipnotizada.

I won't run, I won't fly

I will never make it by

Without you

Without you

I can't rest, I can't fight

All I need is you and I

Without you

Without you

Oh, oh, oh

You, you, you

Without

You, you, you

Without you

I can't erase, so I'll take blame

But I can't accept that we're estranged

Without you

Without you

I can't quit now, this can't be right

I can't take one more sleepless night

Without you

Without you

I won't soar, I won't climb

If you're not here, I'm paralyzed

Without you

Without you

I can't look, I'm so blind

I lost my heart, I lost my mind

Without you

Without you

Oh, oh, oh

You, you, you

Without

You, you, you

Without you

O arranjo da música era lindo e o som da voz de Rachel com o do piano era perfeito, todos estavam encantados, mas para Quinn sentia como o amor que ela sentia em música. Era seu amor expressando que a amava, da mesma forma que ela a amava.

I am lost, I am vain

I will never be the same

Without you

Without you

Without you

— Baby, eu te amo e espero que este ano, nosso amor só se intensifique, se isso é possível. – Rachel disse indo em direção à Quinn.

— Eu também te amo, Anjo, eu tenho dúvidas de que isso é possível, porque você já é tudo pra mim. – Quinn suavemente e intensamente beijou Rachel e quando pararam para respirar, com as testas encostadas, Santana as tirou de seu mundo particular.

— Isso é nojento, procurem um quarto. – Todos riram, mas as meninas não demoraram para irem pra casa de Quinn realmente encontrando um quarto.

Sam lembrava-se como ficou encantado com o talento de Rachel, era a primeira vez que ele a ouvira fora do teatro. Santana lembrava de como feliz Rachel estava naquele dia e pedia à Deus que permitisse sua amiga ainda poder cantar para eles daquela forma. Quinn lembrava do imenso amor que quase explodia no seu peito em todos os momentos depois que conheceu seu Anjo, muitas vezes ela havia assistido aquele vídeo que Kurt havia lhe enviado ainda na festa de ano novo, e pensado como Rachel poderia cantar aquela música pra ela e poucos dias depois a abandonar, mas naquele momento tudo que ela queria era saber que Rachel ficaria bem, mesmo que nunca mais pudesse ter o seu amor correspondido.

Ao fim do vídeo, Beth estava dormindo no peito de Quinn com a mãozinha segurando a camisa da loira que abraçava a menina protetoramente. Pouco tempo depois Quinn a colocou no berço e saiu discretamente deixando Sam e Santana impressionados. Santana naquele momento teve que admitir que Quinn não era apenas a mãe biológica dos trigêmeos, ela os amava e os protegeria, então decidiu que ficaria ao lado da loira.