Life Changing
6 Fé
Fé
Judy e Russel Fabray, Brittany e seus pais, mais alguns familiares e alguns colegas de Lucy estavam todos na sala de espera do hospital aguardando notícias. Ninguém entendia o que havia acontecido, era pra Lucy estar na escola no horário do acidente, ela havia enviado à mãe uma mensagem avisando que já havia chegado na escola, assim como fazia todos os dias, Brittany chorava muito, mas não dizia uma palavra, não conseguia, não entendia, ela sentiu que a prima havia ficado triste quando a viu beijando John, mas elas nunca tinham assumido nada, então eram livres, não via problema algum, se perguntava se o acidente de Lucy tinha algo haver com aquilo.
— Responsáveis por Lucy Quinn Fabray! – Um médico chamava após horas que Lucy havia dado entrada no centro cirúrgico.
— Somos nós. – Respondam Judy e Russel ao mesmo tempo.
— Boa noite, eu sou Dr. Connor Price e estou responsável pelo caso da Srtª. Fabray. Ela teve um pequeno traumatismo craniano, que não danificou em nada seu cérebro. – Judy soltou a respiração que nem sabia que estava segurando. – Mas Lucy teve sua coluna afetada, fizemos o que podíamos durante a cirurgia, mas há riscos de alguns danos dos quais só saberemos quando ela acordar, no momento ela está em coma induzido, nós a manteremos assim por algum tempo, para que seu corpo se recupere melhor. É hora de ter fé em suas crenças. – Agora Judy era amparada pela cunhada, enquanto Russel caiu ajoelhado pedindo à Deus que ajudasse sua filhinha, e prometendo que se tudo ficasse bem ele jamais iria ser tão ranzinza com sua menininha e respeitaria suas decisões.
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Lucy estava num lugar que nunca havia visto antes, era pacato, extremamente quieto, ela seguiu andando e avistou uma casa, a única casa do lugar, ela ia apertar a campainha, mas a porta estava aberta, então ela entrou, parecia que não havia ninguém, ela foi andando entre os cômodos e já no segundo andar, ela viu uma luz acesa, a porta entreaberta, ela espiou e seu coração apertou com o que viu, seu anjo que antes lhe cantara uma canção pra dormir agora estava chorando, lágrimas grossas, mas ela não via Lucy.
Lucy, então se sentiu desnorteada, de repente ela estava num outro quarto, dessa vez um quarto claro, todo branco e havia uma pessoa deitada em uma cama estreita, era uma cama de hospital, o corpo que ali jazia estava ligado a vários aparelhos, muitos faziam um barulho estranho, ela se aproximou e para sua surpresa e desespero, o corpo que estava ali era o seu, Lucy novamente estava sem chão, não entendia.
Muitas vezes Lucy se encontrava visitando seu anjo e seu corpo quebrado, ela não entendia essa transição, não era como se ela controlasse, quando com seu anjo, ela costumava acariciar seus cabelos castanhos e beijar suas lágrimas, quando com seu corpo, ela apenas contava histórias das quais gostava e que já havia lido tantas vezes que sabia de cabeça, eram histórias que sempre a faziam bem de alguma forma, então era isso que ela esperava.
E ela orava muito todo o tempo, se dependesse de sua fé, ela iria sair daquele estado, ela já sabia que não era mais um pesadelo, aquilo era bem real, e ela só queria que tudo voltasse ao normal.
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Rachel havia chorado todas as noites por causa de Finn, mas acordava todas as manhãs com um sorriso no rosto, ela sentia que havia algo acontecendo, como se alguém estivesse tomando conta dela durante toda a noite, muitas vezes em seus sonhos ela via aqueles olhos da sua alucinação no auditório no mesmo dia em que Finn terminou com ela.
Rachel fazia suas preces para que, o que ou quem quer que fosse estivesse bem, pois sentia que precisava fazer aquilo, afinal aquele mesmo pressentimento já se arrastava por dias, como se algo ruím estivesse acontecendo, mas não podia ser sobre o término de seu namoro, parecia algo maior.
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