Life Changes
1 Capítulo 1 - Conhecendo a amiga do Tom
Notas iniciais
Plágio é crime!!!!!!!!!!!!!
Vamos começar a brincadeira. Não digo que ela esteja totalmente bem escrita, porque é meio complicado reeditar algo que nós mesmos escrevemos. No início eu não escrevia muito bem já que minha mente pensa mais rápido do que meus dedos são capazes de digitar.
Então, perdoem qualquer coisa.
Enjoy it!
Ainda estamos sem os links, amanhã coloco. Obrigada!
JACOB PDV
Recebi uma ligação do Tom hoje de manhã. Ele disse que iríamos ter uma nova moradora no apartamento e que era melhor amiga dele. Até ai tudo bem, estava conversando com ele normalmente, quando recebi um ultimato de que estava terminantemente proibido de dar em cima dela. Mas como Tom me conhece muito bem, ele logo percebeu pela mudança na minha voz que logo me interessei em saber como ela era. Pra ele da prioridade pra ela, deveria ser muito bonita e claro atraente. Obvio que a voz dele estava mais pra de irmão mais velho, o que nunca vi acontecer na minha vida, mas... Vai entender a cabeça dele. A previsão era de que ela chegaria no outro dia, então eu tinha muito tempo para descansar até lá.
Cheguei ao prédio exausto. Andava quase me arrastando até o elevador e pensando no dia que passei com a Emy. Ela era minha primeira namorada e eu gostava muito de ficar o dia inteiro com ela. Tudo bem que passávamos mais tempo conversando, a considerava quase uma amiga, ela entendia muita coisa da minha vida e eu sempre dava muitos conselhos para ela. Ou seja, no final do dia eu ficava arrasado.
Pensando no dia que passei com ela e soltando um sorriso bobo nos lábios que a principio não percebi o que estava fazendo, entrei no apartamento no modo automático. Mas foi virar para ir em direção a sala que notei a diferença em tudo. Perplexo é a melhor palavra para descrever a minha cara nesse momento. Não tinha sujeira em lugar nenhum e estava tudo no lugar. Cocei a cabeça sem entender nada, porque Tom não tinha me falado nada em relação a empregada ter vindo hoje para limpar o apartamento. Ela vinha toda terça para isso. Ontem tivemos uma reunião do pessoal da NBA para ver os jogos.
Então quando eu cheguei a cozinha, vi uma morena de cabelos longos meio desgrenhados de costas, lavando a louça e cantarolando alguma coisa que no momento me era inaudível. Ela tinha curvas muito lindas para eu ficar reparando nisso. Será que era uma namorada nova do Tom?
Meu celular começou a tocar pegando os dois de surpresa. O problema era que ela estava com pratos na mão e os jogou pro ar, tentei correr pra pegar e não deixá-los cair, mas a única coisa que se sucedeu foi o nosso choque, principalmente de nossas testas uma na outra e o resultado dos pratos caindo ao chão. Gememos de dor e colocamos as mãos na cabeça. Meu celular continuou tocando estridente e ela virou para me olhar e quase deu um berro, não fosse pelo fato de eu ser mais esperto e ter colocado a mão na boca dela para que não gritasse.
– Calma, calma, eu sou o Jacob, amigo do Tom... — a expressão dela mudou de susto para vergonha, e abaixou para pegar os cacos do chão.
– Desculpa, é que você me assustou. — ela não me encarou mais e ficou recolhendo e colocando os cacos num saco de lixo próximo.
– Eu que peço desculpas, não sabia que tinha alguém em casa e de repente meu telefone começou a tocar... Deixa eu te ajudar.
Terminamos de recolher o que não eram mais pratos e quando a olhei, ela estava rindo.
– Aconteceu algo?
– É que eu sempre sou desastrada, não sei nem como consegui arrumar a casa sem quebrar nada.
– Você que arrumou tudo isso aqui? – ela assentiu e como já estava me levantando, ofereci minhas mãos e a ajudei a levantar. Quando a puxei, seu corpo foi direto de encontro ao meu e involuntariamente passamos a nos encarar intensamente. Aqueles olhos azuis eram tão hipnotizantes que nem sei quanto tempo se passou até meu celular voltar a tocar e nos tirar a atenção.
Ela foi a primeira a sair do transe, me deixando ainda um pouco perdido com o que tinha acontecido. Ela tirou o avental e foi em direção a área de serviço. Não conseguia tirar os meus olhos de cada movimento que ela fazia, até mesmo tirando o telefone da calça e atendendo sem nem olhar para a tela e saber quem estava atrapalhando aquele momento.
– Alô...
– Oi, meu amor! Que saudades... Poxa nem me ligou o dia todo. – olhei para o celular de novo e vi que era a Debby do outro lado da linha.
– Desculpa, é que tive problemas na faculdade, um trabalho para entregar, estou todo enrolado. – dei um sorriso meio de canto de boca imaginando que trabalho maravilhoso eu estava fazendo com a Emy.
A amiga-namorada-sei lá o que do Tom voltou com uma vassoura e quando começou a varrer eu a impedi, já que ainda estava plantado na cozinha.
– Tudo bem, eu falo com você depois está bem? — desliguei o telefone e ela continuava me olhando sem entender nada — Deixa que eu termino aqui.
– Não tem problema, eu mesma termino – fui empurrado delicadamente para fora da cozinha e comecei a rir
– Você é namorada do Tom?
– Não! — ela riu e ficou me olhando divertida — Se fosse não arrumaria o apartamento de vocês!
– Ah vai saber, ele arruma cada namorada diferente, vai que ele arranjou uma maníaca por limpeza?
– Acha que eu sou maníaca por limpeza? — fiquei sem graça e ela alargou ainda mais o sorriso — Calma, não fica assim, estou brincando. Mas pode ir se acostumando com esse tipo de limpeza porque eu não gosto de fazer nada pela metade.
– Então você é o que afinal? – estava curioso.
– Amiga do Tom, nova moradora daqui... Paige, muito prazer! — sério que essa mulher linda é logo a amiga do Tom? Antes fosse namorada dele... inferno!
– Prazer! – disfarcei meu descontentamento, e acredito que ela não tenha percebido.
Uma meia hora depois, ainda estávamos conversando e ela me contou as aventuras que passou para chegar na cidade. Depois, reclamou que estava muito suja e se retirou para tomar um banho. Percebi que aquela era a minha deixa para ficar ainda mais intimo dela. Não pensem besteira, eu não iria ficar com ela, só seria muito educado, atencioso, e amigo. Afinal, quando ela precisasse de alguém para confiar e conversar num momento de dificuldade, não precisaria nem sair do apartamento não é?
Já aviso logo que não sou safado, sou realista, e inteligente. Sai catando uma garrafa de vinho para digamos, comemorar a chegada dela na cidade. Ela voltou e estranhou a garrafa a principio, mas logo depois se deixou levar e em seguida sentou na minha frente cruzando as pernas. Isso seria normal, toda mulher faz isso, mas o vestido dela era curto e quando ela o fez, a barra do vestido subiu. Isso não é nada bom para minha sanidade.
– Já está se preparando para a próxima noitada? — ela me perguntou curiosa e eu respondi negativamente com a cabeça — Tom me ligou e disse que vai me levar para conhecer a cidade. Acha que me vesti bem?
Deveria dizer que eu estava babando por ela? Não, lógico que não.
– Está legal. — comentei indiferente, ou pelo menos tentei, e ela nem ligou. E isso geralmente é bem difícil de acontecer.
– Não tem problema, alguém por ai pode gostar. — ela piscou pra mim, tomou a taça de vinho da minha mão e tomou de um gole só — Que vinho bom.
Já estava sentindo que me perder em cada movimento dela iria se tornar uma constante. Não sei nem se cheguei a respirar com ela fazendo aquele movimento tão sensual e natural ao mesmo tempo.
– Terra chamando Jacob! — ela cutucou a minha cabeça — Estou aqui falando e você não está me ouvindo.
– Ah desculpa, parei para pensar. — antes que te agarre. PARA DE PENSAR ISSO.
– Tudo bem... — o celular dela tocou – Oi Tom (...) Ele está aqui na minha frente (...) Não estamos ficando Tom... – a voz dela saiu entediada e repreensiva, acabei rindo – (...) Eu acho que ele não vai não, você não falou nada (...) Minuto, vou falar com ele (...)
– Comigo?
– Sim, o Tom quer saber se você não vai sair conosco? Mas ele falou que é pra ir acompanhado, mesmo sabendo que você arranja companhia quando quer.
– Ele falou tudo isso? — me assustei, Tom não falava essas coisas de mim assim para desconhecidos. Se bem que ela não era tão desconhecida...
– Na verdade não, eu que completei o final.... — o sorriso malicioso e lindo que ela deu me fez baixar a guarda. Sim, ela era folgada, mas nem estava me importando com isso.
– Tudo bem, vou sim... Só preciso tomar um banho. – não era normal isso acontecer comigo. Meio que me entreguei de bandeja para ela ali naquele momento. Mas eu precisava conhecê-la um pouco mais e sentia que cada momento era importante para isso. Era muito estranho estar me sentindo daquele jeito, mas não estava nem ligando mais.
PAIGE PDV
Ele foi tomar banho e me deixou na sala. Terminei de falar com Tom ao telefone e lógico, liguei para Emy para contar o que aconteceu.
– E então?– ela estava eufórica ao telefone.
– Tudo ótimo, pelo visto vai ser mais fácil do que eu pensava.
– Me diz uma coisa apenas....– ela estava meio apreensiva — Ele não vai descobrir mesmo que somos amigas né?
– Só fingimos que nos conhecemos agora e está tudo ótimo.
– É, ele acabou de me ligar. Me convidou para sairmos, você vai com o Tom?
– Vou, só não sei se ele vai levar algum amigo/a dele ou vai sozinho comigo.
– Entendi. Então mais tarde a gente se vê....
– Ok.
Ajeitei mais o cabelo porque o Tom falou que eu tinha que estar arrasando... Do jeito que eu o conheço muito bem, ele ia me exibir para Deus e o mundo e ainda ia dizer para os amigos que nenhum deles poderia ficar comigo, principalmente o Jacob. Coitado, nem sabe o que estou aprontando!
Depois que ele saiu do quarto e me encontrou na sala, eu tentei piamente não mostrar que estava babando. O homem podia ser safado, mas tinha um cheiro delicioso e era lindo demais. Pelo menos não seria um sacrifício o que eu estava fazendo! Tá, eu sei que não presto, mas você entenderia minha situação se tivesse aquela visão que eu estava tendo naquele momento.
JACOB PDV
– O Tom vai encontrar com a gente aqui, ou temos que encontrá-lo lá?
– Ele tinha falado para você ir de carro e me levar.
– Ok. — peguei o telefone e liguei para Emy — Amor, está ai? Calma ai, minutinho... — olhei para ela que estava arrumando a bolsa — O Tom está onde?
– Otobar... — ela falou sem entender direito o nome do lugar e eu ri... Logo na boate mais badalada da cidade? Eu não podia ser visto com a Emy por lá...
– Ãr... Amor... Otobar. — Que se dane... — Ok, me encontra lá então?
– Vamos? — Acho que ela percebeu meu nervosismo...
Fomos andando em direção ao elevador e eu não pude deixar de sentir o cheiro do perfume dela. Calvin Klein... Muito bom gosto.
– Perfume cheiroso. — disse meio sem graça.
– Obr.. Obrigada! — ela também ficou sem graça — O seu também é muito bom.
– Hugo Boss.
– Percebi. — ela deu uma piscada e saiu andando na minha frente quando saímos do elevador.
Eu sei que eu tinha que parar de olhar para ela, mas era praticamente impossível. Nunca tinha visto mulher tão misteriosa e bonita na minha vida. Não tem como explicar, ela não era parecida com qualquer uma que eu tenha ficado. Tudo bem que a Emy era uma ótima pessoa, sempre podia contar com ela, mas a Debby e a Úrsula nem chegavam aos pés das duas, principalmente dela...
– Jake... Posso te chamar assim? – assenti com a cabeça — Você costuma parar e ficar viajando muito na maionese? — Ela me olhou confusa e divertida e voltei para Terra novamente.
– Desculpa, estou com muitas coisas na cabeça...
– Nota-se. Se eu não seguro a porta você se fecha no meio do elevador. — ela começou a rir e eu ri também. De vergonha.
– Pois bem, vamos? — tossi para disfarçar e ela se divertiu mais ainda — Está rindo de mim?
– Estou... — fechei a cara e ela ficou sem graça — Desculpa, mas é que nunca vi ninguém ficar tanto tempo assim viajando. E olha que eu faço muito isso.
– Não já disse que é porque estou com a cabeça cheia? — fui um pouco ríspido e ela mudou de feição.
– Desculpa.
Fomos em direção ao carro e quando destravei as portas ela entrou e sentou no banco do carona. Acho que ficou com raiva por eu ter falado daquele jeito. Mas não gosto mesmo que me zoem, mulher nenhuma faz isso comigo. Por isso só tenho amigo homem, quando me zoam pelo menos eu tenho o que responder. E sem ofender. Ela ficou olhando pela janela completamente atenta a cidade, mas não perguntava nada.
– Primeira vez aqui na cidade? — tentei puxar assunto.
– Sim -curta e grossa.
– E está gostando?
– Sim.
– Monossilábica?
– Não. — ok, me irritei....
– Podemos voltar ao papo descontraído de mais cedo?
– Se você fosse menos grosso e agüentasse as brincadeiras...
– Mas eu mal te conheço...
– Tanto faz...
Ela deu de ombros e continuou olhando pela janela. Assim que chegamos no estacionamento em frente a boate e desliguei, só senti o baque da porta do carro e me vi sozinho dentro dele. Ela não tem geladeira em casa não? Tom e Emy já estavam na porta nos esperando num papo muito descontraído para o meu gosto. Achei estranho, porque a Emy nunca foi assim com ninguém. Mas assim que o Tom viu a amiguinha, praticamente saiu correndo e lhe deu aquele abraço apertado de anos de distancia.
– Saudades de você pequena. — ele falou perto do ouvido dela, mas eu pude ouvir. E aquela intimidade não me agradou nenhum pouco.
– Também estava amor. — ela deu um beijo na bochecha dele e eu fiquei meio que com raiva...
– Que foi Jake, comeu alguma coisa e não gostou? – ele a agarrou de lado, voltou pro meu lado e esperou pela minha resposta.
– Oi amor, não vai falar comigo não? — Emy me olhou com um biquinho e eu dei um beijo avassalador nela. Só para não mostrar que não tinha gostado.
– Tudo bem cara... Estou ótimo melhor dizendo! – depois do showzinho particular, resolvi responder.
– Vamos entrar então?
Quando aparecemos na porta da boate, os seguranças também ficaram babando por ela e nos deixaram entrar rapidinho. Ela e Tom riam demais e se divertiam com a situação e isso ajudava ainda mais na minha raiva...
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