Life Changes

2 Capítulo 2 - A Boate


Notas iniciais
Continuando nossa saga entre Paige e Jacob... O que será que vai acontecer? =P
Plágio é crime. Por favor, respeitem!

JACOB PDV

Entramos na boate, e acabei passando a frente do casalzinho. Encontrei a mesa que eu queria, que era um pouco afastada da que eu sempre ficava, e assim que sentei, ela sentou exatamente na minha frente. Depois que o Tom abraçou sua cintura em pé, já que aquelas mesas e bancos eram altos, ela virou toda sua atenção para ele. Os risinhos cúmplices já estavam me enervando e tirando a atenção que me restava.

- Está tudo bem querido? — Emy veio pro meu lado e tentou me abraçar, mas eu não conseguia tirar os olhos dela.
- Está amor, é que estou um pouco cansado. – virei o rosto para não dar tanta bola do que estava olhando.
- Então porque veio? Poderia ter ficado em casa descansando, não é? — sim, mas a minha curiosidade é muito maior e eu preferi aparecer.
- O Tom não ia deixar barato se eu não aparecesse.
- Lógico que não, eu hein, primeira vez da Paige na cidade e ela tem que se enturmar.
- Tom, aquela ali não é sua ex-namorada, Tiffany? – apontei para a garota que estava se aproximando.
- Sim, mas porque.... – ele virou confuso quando notou que ela estava indo na direção deles — Quer dançar? – e olhou pra Paige.
- Mas... – ela nem terminou de falar e ele já foi carregando-a pra pista.
- Ele está fugindo de mim é? — Tiffany chegou perto de mim com cara de poucos amigos.
- Não sei, você deveria perguntar a ele... – fui frio e tomei um tapa da Emy.
- Não fale assim com minha amiga! — Emy falou revoltada.
- Desculpa, não está mais aqui quem falou.
- E quem é aquela ali? — Tiffany apontou de um jeito debochado e eu não gostei não.
- Amiga dele, por quê?
- De onde surgiu? – além de debochada, é recalcada.
- Parece que ela vai morar com eles não é amor?
- Isso mesmo...


Eles continuaram dançando não sei quantas musicas e aquela aproximação dos dois ia me deixando cada vez mais estressado. Eles estavam íntimos demais para o meu gosto... E depois o Tom me diz que eles são apenas amigos, sei... Por isso que ele me proibiu de dar em cima dela... Calma ai, porque eu estou assim com uma garota que conheci hoje? Que saco, eu nunca fiquei assim com nenhuma mulher.

PAIGE PDV

Algumas músicas já tinham tocado, e a nossa animação era grande, mas o Tom estava carinhoso demais para o meu gosto.


- Você não quer que nenhum amigo seu chegue perto de mim porque todos são safados, ou porque você quer ficar comigo?
- Que isso, está pensando o que de mim? – ele se assustou e ri.
- Porque você nunca foi assim tão carinhoso comigo. Só quando namorávamos.
- Desculpa, é que a Tiffany me deixa maluco, parece que nunca aceitou que nós terminamos. Só estou assim para ela ver que não a quero mais.
- Da próxima vez então me conta, antes que eu pense que você quer se aproveitar de mim... — dei um sorriso malicioso.
- Mas eu quero me aproveitar de você! — dei um tapa no ombro dele — Mas só para boas intenções.. – ele piscou e rimos juntos.
- Enfim quando vou conhecer seus amigos gatos?
- Calma ai mocinha, não é assim não, eu tenho que aprovar!
- Pra que? Pra me dizer o de sempre, que não prestam e blá blá blá.
- E não é verdade? Desculpe, mas seus namorados não foram lá melhores exemplos.
- E você se encaixa nisso também?
- Lógico, eu tenho que espelhar em mim mesmo para saber se eles prestam ou não.
- Você é impagável! — ri mais ainda do comentário e ele se divertiu.
- Mas pode ficar tranqüila que vamos nos divertir bastante.

JACOB PDV

Mas que tanto eles riam? Que felicidade toda era aquela?


- Eles dois são namorados ou alguma coisa do tipo? — Emy sussurrou no meu ouvido.
- Eles disseram que são apenas amigos.
- Não parece isso não! — ela começou a rir e eu não me agüentei.
- Bom eu vou acreditar no que meu amigo me falou não é? Ele não mentiria pra mim.
- Desculpa, não está mais aqui quem falou. Mas se não tem nada, pode ter certeza que com a proximidade vai ter.
- Se você diz...


Levantei e fui em direção ao bar. Emy ficou um pouco perdida, mas nada que desse a entender que eu não tinha gostado do assunto...

PAIGE PDV

A musica terminou e Tom continuou me contando umas novidades sobre ele. Riamos de suas aventuras com as namoradas que arrumava e que alem de grudentas, eram loucas.

- Onde está o outro? — Tom ficou olhando em volta e não o viu.
- Sei lá, ele está de ovo virado hoje, e eu não quero falar mais nada senão vai sair briga. Vamos dançar Tom? — Emy se mostrava indiferente porque ela não queria deixar nada transparecer.
- Vamos sim... Tudo bem pra você? — ele olhou pra mim e assenti.
- Tranquilo, eu vou ao bar pegar uma bebida depois volto.


Eles foram para a pista de dança e quando cheguei ao bar todos os rapazes que passavam por mim me davam uma cantada ou me olhavam sugestivamente. Mas eu não poderia tirar os olhos do meu foco... E ele estava lá, sentado de frente para o barman, com aquelas costas definidas por debaixo daquela blusa preta, aqueles cabelos curtos que deixavam seu pescoço à mostra, bem preparados para receber um beijo.


- Não deveria beber sozinho, é chato! — falei bem próximo ao seu ouvido, fazendo um ventinho passar pelo seu pescoço. Ele estremeceu.
- Já que diz, por que não bebe algo comigo? – o olhar sedutor era bem chamativo e instigante, mas não me deixei levar, só pulei de alegria por dentro por estar tudo dando certo.

- Claro!

JACOB PDV

Ela queria me provocar? Falar daquele jeito perto de mim com aquela voz rouca? Alguém ia pagar pelo que fez.


- Então, qual bebida vai ser?
- Um Alexander*, por favor. — ela pediu ao barman.

- Não conheço essa bebida, é boa?

- Maravilhosa! – olhou para o barman que apenas assentiu.

- Geralmente quem bebe são mulheres. – ele comentou.

- Por isso o nome masculino.

- Pode se dizer que sim. – riram.
- Está gostando da boate? – acabei mudando de assunto.
- Muito legal, a música, o ambiente... Acho que vou me acostumar rápido.


Ela girou no banco e encostou as costas no balcão. Quando a bebida chegou, eu entreguei a ela e tentei continuar o papo.


- Qual... — ela cruzou as pernas ao mesmo tempo em que levou o copo a boca e deixou um pouco do drink em seus lábios. Quando me dei conta, ela estava passando a língua em volta dos lábios e retirando o excesso do drink que havia ficado. Isso é maldade, não se faz. Automaticamente, todos os caras em volta estavam babando por ela. Eu também me incluo nisso. Girei também e fiquei de frente pra ela. Encostei o braço no balcão, me inclinando mais para perto do seu corpo.
- O que você dizia? — quando ela voltou a me olhar, nossos rostos ficaram em uma proximidade perigosa — Está querendo me provocar? — ela deu um sorriso vitorioso e eu estava quase beijando-a, quando lembrei que a Emy estava ali.
- Na verdade, você está fazendo o trabalho todo sozinha. — tentei me afastar, mas ela acabou se aproximando e o cheiro do seu perfume atravessou minhas narinas, me deixando um pouco tonto.
- E está funcionando? — lembrei-me do que o Tom falou e de repente o mundo caiu na minha cabeça. Do jeito que ele conversava com ela, provavelmente ele a queria. Não poderia fazer isso com meu amigo, mesmo querendo, e muito!
- Não. — respondi firme, e ela se acomodou novamente em seu lugar.


Ficamos calados mais um tempo, até que a olhei de canto de olho e percebi a serenidade naquela face. Não sabia decifrar o que ela estava pensando naquele momento, mas fiquei ainda mais curioso em saber. De repente ela se levantou, pediu licença rapidamente e foi em direção ao banheiro.

- O que deu em você para rejeitar uma mulher dessas hein? – esqueci-me de comentar que o barman era meu amigo?

- Tom a viu primeiro.
- E ele sabe que ela praticamente se jogou pra cima de você?
- Eu não quero que ele saiba. Acho que ele está afim dela, então são detalhes desnecessários.
- Ok. – ele foi atender uma pessoa do outro lado e depois voltou – Mas só digo uma coisa: Não acredito que ele tenha chance depois do que acabei de ver. – ele piscou, riu e foi atender outro cliente.


Voltei para a mesa e ela estava sentada de cara fechada olhando para a pista novamente. As palavras do Bob percorriam a minha mente e eu tinha quase certeza de que ele estava falando a verdade. Acho que ela não gostou muito do que eu fiz não, mas não podia deixar de pensar no Tom. Eles voltaram para a mesa e Tom olhou assustado para ela.
- Já falou besteira para ela não é? – me reprovou com os olhos e me assustei.
- Ele não sabe ser um bom anfitrião. – Emy me olhou do mesmo jeito do Tom.
- Gente, eu não fiz nada... Fiz? — olhei para Paige que nem sequer me olhou.
- Não gente, ele não fez nada, eu estou com dor de cabeça, acho que estou ainda um pouco cansada da viagem, afinal o Tom não me deixou descansar nem um pouco.
- Bem, então vamos não é? Já que viemos para você conhecer e meu trabalho já foi feito... E essa indireta-direta sua já diz tudo.
- Podem ficar, eu pego um táxi.
- Eu te levo, pode deixar. — Tom estava prestativo demais para o meu gosto.
- Ok.
- E você amor, vai continuar aqui ou vai embora também? – Emy me olhou já mais afável.
- Acho que vou aproveitar o embalo e vou descansar também.
- Pode me dar uma carona?

- Ok. – como namorado dela, era minha obrigação fazer isso, já que ela já tinha vindo sozinha pra cá.


Saímos da boate e Tom levou Paige no carro dele. Levei a Emy para casa e ainda assim não tivemos uma conversa útil no carro. Estava pensando muito no que eles dois estavam fazendo sozinhos. Eu sei, maluco, mas nem eu estava me entendendo naquele momento.

- E então amor, não quer ficar um pouco comigo? – assim que estacionei o carro no prédio dela, ela passou as mãos pelos meus ombros e por mais que eu quisesse, tanto o corpo como a mente não me acompanhavam mais.

- Desculpe Emy, mas eu preciso dormir. Amanhã o dia é longo e eu ainda tenho muitas coisas para resolver antes de sair de casa.

- Mas você não quer nem uma massagem para relaxar esses músculos contraídos pelo estresse? – mal sabe ela sobre qual nível de estresse eu estava passando.

- Deixa para outro dia, tudo bem? – para não ficar mal acabei dando um beijo bem demorado nela. Até que a situação começou a ficar um pouco mais desconfortável e a Paige apareceu na minha mente – Até amanhã!

Fiquei com pena da porta do meu carro. Ela saiu possessa e dando passos pesados para dentro do seu prédio. No fundo eu a entendia, não era de negar fogo. O que eu não entendia era como EU tinha ficado assim, já que tinha conhecido a Paige poucas horas antes. Será que uma mulher é capaz de fazer você ficar assim em pouco tempo?

* Alexander é um short drink, um coquetel, clássico, extravagante, feminino, próprio para encontros, saboroso e doce, mas sedutor e envolvente. Também chamado de Brandy Alexander. Possui como ingredientes: o conhaque ou armagnac, licor de cacau, noz moscada e creme de leite.

Notas finais
É isso aí... O que acharam?