Life
11 Será ela o problema?
Notas iniciais
– Por favor, Samantha Puckett. Compareça a sala da diretora. — Falou Theresa através do microfone. Logo, uma loira apareçeu sem entender nada, e olhou para Carly. Pensou. Claro, ela tinha armado algo. Aquele olhar dela era mentiroso. Tinha tramado para a Puckett, e a mesma tinha medo das consequências. Analisou a expressão de ambas. Fechou seu sorriso, e se manteve de pé.
– O quê eu fiz desta vez? — Perguntou. Carly armou para ela. Não tinha dúvida. Só não sabia a gravidade da mentira da morena. Carly continuava sentada no banco com a mesma expressão. Estava com medo. Ou fingia estar. Estava se parabenizando por dentro. Dava palmas para si mesma. ' Você conseguiu Carly. Conseguiu novamente. Ganhou. '
– A Carly, achou isto- Theresa colocou a faca perto de Sam- No banheiro de vocês. — A mulher cruzou os braços. Não conseguia manter a postura.
– Fala sério!- Ela bufou- Pra quê eu iria colocar uma faca no banheiro?
– Diga-me você, Samantha! — Pronunciou Carly com raiva. — Talvez... Para me matar! — Ela se levantou, indo para perto da loira. Mesmo assim mantia uma certa distância.
– Se eu realmente tivesse uma faca, eu iria mesmo! — Ameaçou Sam com raiva. Seus dentes estavam cerrados, e seus olhos transpareciam toda a raiva que sentia no momento.
– Está vendo! Ela quer me matar! Acabou de acusar isso! — Carly deu um passo para trás. Comemorou. Sam estava com raiva. Theresa iria dar uma bela lição nela. O quê mais poderia dar certo?
– Carly, poderia sair por favor? Tenho que conversar com Sam. — Falou Theresa com a maior calma possível. Sam finalmente se sentou, ainda agitada por causa da morena.
– Claro. — Ela saiu desfilando com seu sorrisinho cínico.
– Olha Sam... Já foram muitas advertências nesses 7 anos. Você é uma ótima aluna, eu sei... Mas, talvez seja melhor eu te dar uma suspensão.
– Será que não entende diretora? A Carly é uma cobra disfarçada de Carly! Ela me odeia, desfez o meu namoro , acabou com minha vida social lá fora, espalhou boatos íntimos sobre mim. Ela me odeia, e não vai parar até eu estar morta! Acredita em mim! Eu conheço ela melhor que a Missy! — Gritou Sam exaltada.
– Olha, a única coisa que eu posso fazer é te dar mais uma chance, você deve saber que objetos pontiagudos no quarto é proibido. Então, você vai para a detenção por quatro horas. — Theresa se levantou, e pegou uma espécie de ficha. Colocou-a na prancheta, e começou a escrever com uma caneta azul. — Também devo lhe recomendar um pscólogo.
– O quê? Eu não preciso disso, quem precisa é a Carly, e de um psquiatra também, porquê ela está louquinha das ideias. — Sam fez um gesto com as mãos, e Theresa deu a ficha na mão dela.
– Entregue isso ...
– Na secretaria, que me darão um papel com o tempo e meu nome, um professor que é louco e só fica lendo ' Um amor pra recordar' umas 1 milhão de vezes vai nos supervisionar. E aí ficamos fazendo nada por 4 horas, no meu caso. Aí, ele muda de posição e fica roncando por algumas horas, funga o nariz estranhamente, e alguns acabam dormindo, até que um se toca e todos saem deixando ele dormindo. Já me mandou para a detenção no 9° ano, não se lembra? — Perguntou Sam enquanto analisava o papel.
– Bem, não vou falar, já que você sabe de tudo. De uma hora até às cinco, ficará lá. Pode sair agora, Sam. — A loira assentiu, e passou pelo quarto. Viu que a morena não estava lá. Pegou o diário de Carly e o escondeu na mochila.
* * *
Pov. Sam
Fiz todo o processo, e me dirigi á sala de detenção. Logo, o professor estava lendo ' Um amor para recordar' novamente. Bufei e me sentei distante dos encrenqueiros. Para quem nunca foi para a detenção, existem três motivos para uma pessoa estar na detenção:
1. Fez merda. ( A maioria)
2. Fez merda sem querer. ( Já fui desse grupo)
3. Não fez merda, mas alguém fez merda, e te acusou por ter feito a merda. (' Tô 'nesse grupo aí.)
Abri minha mochila, e comecei a ler o diário de Carly novamente. Me parece que ela largou o coitado, até chegar na Thallerman, porquê as datas são de seis anos atrás.
– 'Ninguém sabe do meu passado. Muito menos eu.' — Li na mente, e cobri as letras que estavam exageradamente brilhantes, para que as pessoas não zoassem da minha cara, ainda mais por ter o nome da Shay. Vi que tinha algumas fotos que ela colou. Minha mãe estava numa delas. Continuei lendo, e senti alguém me tocar.
– Quê? — Fechei rapidamente o diário, colocando a frente dele para baixo, e me virei. O cheiro era bem familiar. — Jennifer? Oque faz aqui?
– Fiz merda... Sem querer. — Não disse que havia três motivos? — E você? — Ela perguntou.
– Carly... — Não precisei terminar a frase, ela assentiu já sabendo. Se distanciou de mim, e voltei a ler o diário. Eram muitas interrogações para minha cabeça...
* * *
Algumas horas depois...
– Hey! Vamos sair daqui. Ele já tá dormindo! — Falou um dos encrenqueiros.
– Todos nós saímos, e fui a última. Guardei o diário de Carly na mochila, e estava olhando para baixo, trocando olhares com o chão.
– Hey, Puckett. — Um cara me cutucou. Pela sua voz...
– Ai, Diamond. Deu uma pra me perseguir agora? — Me encostei na porta. O professor estava roncando e fungando alto.
– Não... Toma. — Ele entregou outra carta. Saiu de lá, assobiando, e a abri.
– A.D? Denovo este vagabundo? -Tirei o selo, e fui lendo enquanto caminhava para o quarto da West.
' O tempo é veloz, cada vez mais. Cada segundo longe de você é um desperdício. É como me jogar de um precipício. Quero ter você comigo, ser muito mais que um amigo. Trazer você pra perto de mim, não dá pra ser feliz assim. Cabelos lindos, boca vermelha, pele suave que incendeia. Atitude e certeza, sua maior beleza. '
– Quem será que está mandando estas cartas? Até que o carinha é romântico. — Sorri docemente, e coloquei a carta cuidadosamente na mochila.
* * *
– O quê foi cara? Parece meio bolado. — Robbie tocou nas costas de Beck, que estava deitado na cama, de frente para a parede.
– Me deixa aqui! — Gritou Beck. Robbie colocou as mãos para cima, e saiu do quarto.
Beck pegou novamente as pedras de crack e ficou analisando-as.
– Vocês vão sempre estar aqui, não é princesas? Princesas do papai. Suas lindas.
* * *
– Com licença, posso entrar? — Sikowitz bateu na porta, que estava entre-aberta. Theresa apenas assentiu, sorrindo levemente.
– No que posso ajudar, Sikowitz? — Ela parou de olhar para seu computador, e o fitou.
– Theresa... Você sabe que Carly e Sam estão na mesma aula... A de teatro, que dou aula. Vi também que Carly na última aula chamou Sam de dopada, vadia... Filha da... E outras coisas mais. Algumas coisas eram de atuação, mas outras... Pareciam realmente verdade. Você sabe se essas garotas têm histórico de ódio ou...
– Oh... Você não sabe de nada, hein. Carly e Sam se odeiam a muitos anos. Mas o estanho, era que elas eram super amigas... E de uma hora para outra... Ficaram assim.
– Mas... Eu sinto que o ódio não vem de Sam, e sim de Carly. Sam não faz nada, e Carly só a acusa, e chama de palavrões existentes e não existentes.
– Talvez não.
– Claro que sim, Theresa. Olhe para Sam... Estudiosa, bonita, popular, sincera... Amiga, conselheira.
Carly parece ser má, já á vi como líder de torcida, é patricinha, tira notas regulares que só dá pra passar. E... Não só destila seu veneno com Sam.
– Está acusando Carly?
– Não, não... Eu só acho que... Elas tem um problema. E que Carly é a culpada de todos os problemas que Sam está tendo. Bem, não estou acusando Carly, ela parece ser uma ótima aluna. Desculpa se pareceu isso. Não vou tomar seu tempo, Theresa. Estou indo. Uma ótima noite para você. — Sikowitz saiu, e deixou Theresa pensando : Será que ela estaria protegendo Carly demais?
Fale com o autor