Life
12 Blue Bee
Notas iniciais
Cat andava devagar pelas enormes e empoeiradas prateleiras da biblioteca da Thallerman. Escutou um barulho baixo e olhou para trás assustada. Sorriu aliviada e aproximou-se da loira.
– Cat, temos que começar um plano ainda hoje para você conseguir sair desse grupo de cobras e para livrar Sam e Jade. – Disse uma loira enquanto encostava devagar em uma das prateleiras.
– Pode ser, mas... Tem duvida que não me deixa ficar calada. – Cat disse e a loira arqueou uma sobrancelha. – Porque quer me livrar disso se não vai sair junto comigo?
– Tudo em seu tempo Cat... E eu não posso. – A loira abaixou o olhar.
– Se quiser ajuda... – Cat disse pegando um livro da prateleira: ‘Lua Nova’.
– Com seus planos? – A loira perguntou arqueando a sobrancelha direita e Cat assentiu. A loira sorriu debochada. – Não, obrigada. Seus planos são horríveis. E parece que seu gosto por livros e series também... – Disse notando a capa do livro. E depois colocou um papel branco e amassado lá...
– Ah... fala sério. – Cat disse revirando os olhos e a loira virou de volta para a saiada até Cat chama-la.
– Jhenny... – Chamou e a loira virou-se para a ruiva. – Obrigada. – Sorriu de leve.
– Disponha. – Jhenny sorriu de lado e saiu. Cat olhou o pequeno papel que estava dentro do livro e leu ‘’Encontre-me na sorveteria aqui em frente da Thallerman as 16:30... Te espero ;)’
* * *
Em algum quarto do setor masculino da Thallerman.
... Eu te amo, Sam, e o meu amor me faz querer ser um cara cada vez melhor. Você merece bem mais do que um cara imaturo e cheio de dúvidas...
– Ufa! Terminei. – Disse discando o numero de James no celular.
– Fala...
– James, preciso que entregue outra carta para a Sam.
– Cara, eu não quero mis fazer isso... Ela não tá mais gostando. Hoje de manhã ela me deu um tapa...
– Cara, por favor...
– Tudo bem. Daqui a pouco passo ai...
** *
Sam chegou correndo no quarto e pulou na cama. A procura do diário que agora guardava dentro de seu baú que ficava abaixo de sua cama. Retirou a chave do bolso da calça e abriu o baú. Retirou o diário de Carly e logo após trancou o baú novamente. Correu para o banheiro e trancou-se lá para começar a ler...
‘ Melanie Puckett ’
– Sério? Eu, minha mãe, e agora a Mel... Essa garota odeia todos os Puckett’s existentes? E ainda tem que escrever sobre eles? – Sam perguntou em um sussurro para sí mesma e voltou a ler.
... Eu e ela éramos muito amigas. Pamela decidiu nos afastar depois de outra conversa misteriosa com meu pai. Sabe qual a dor que é ser uma Puckett? Não? Se conhecer a Mel tão bem como eu você saberá. A mãe dela a maltratava e sem motivos... Para ela (Pamela), seu ‘mundinho’ cor de rosa, sua luz do sol, sua flor... Era Sam. Enquanto Mel era apenas a gêmea que veio por um mero engano. Uma vez Mel me contou que o pai sempre a chamava de Blue Bee (Rainha Azul) por que para ele, Mel realmente era uma rainha e sua cor preferida era azul... Dai o apelido. Outra vez ela me contou...
– Samantha Puckett. – Alguém com a voz enjoativa (pelo menos par Sam) berrou do lado de fora. – Dá pra sair desse banheiro? Faz vinte minutos que cheguei aqui e você não sai dai. Entrou um serial killer ai?
– Cala a boca Carly... Só não consegue ser mais enjoada porque se não meus ouvidos não aguentariam. Já estariam sangrando. – Sam disse se desencostando da porta e ficando de pé. Olhou a hora em seu celular e realmente havia ficado um pouco mais que meia hora lendo...
– Dane-se oque quer falar sobre mim. Só quero tomar banho na minha banheira...
– Tudo bem princesa Blue Bee. – Sam disse dando de ombros e Carly espantou-se.
– Sam... Andou mexendo nas minhas coisas? – Perguntou apressada enquanto correu para as gavetas de seu cômodo a procura do diário.
– Claro que não Shay... Porque? – Sam perguntou nervosa mais tentando esconder.
– Meu diário sumiu. Samantha abre a porta. – Berrou Carly tentando... Arrombar?
– Não precisa ser eu... – Sam disse tremendo.
– Precisa sim Samantha... Só tem eu e você aqui. Onde leu Blue Bee? Diga.
– Ué... Você quer ser uma abelha rainha e eu amo a cor azul...
– Você não gosta de azul, gosta de roxo. Quem gosta de azul é a Melanie.
– Desde quando conheceu minha irmã? No tempo que ela saiu de casa com o papai quando tínhamos 8 anos?
– Quem não conhece a Melanie? Uma das melhores atrizes de Hollywood... Abre isso.
– Mas todos conhecem algum famoso tipo o Justin e... Só saberiam da cor favorita dele se ele revelasse. Como o fez... Certo? Mas ela não revelou.
– Revelou você anda no mundo da lua agora abre isso e me dá meu diário.
– Não vou abrir nada e não estou com seu diario. – Sam disse suspirando aliviada após conseguir esconder o diario de Carly em uma janela alta aonde a morena só alcançaria se subisse no banquinho. Oque ela nunca faria...
– Sam, se não abrir essa porta e entregar meu diario juro que eu...
– Jura qe oque? – Sam perguntou saindo do banheiro. – Faça bom proveito do banheiro. E bom banho...
– ARGH! Você me irrita. – Carly berrou fechando a porta do banheiro com força.
* * *
Cantina – Mesa das Lideres
– Fala sério Cat... Tem que arrumar algum namorado. Você é popular... Deve ter muitos na tua cola. – Missy disse.
– Cadê a Carly ein? – Cat perguntou olhando para os lados nervosa.
– Dá pra esquecer a Carly e focar na conversa Catherine? – Lucy perguntou com raiva.
– Qual seu problema comigo Lucyana?
– Meu problema contigo é que você simplesmente ainda não seguiu com o plano do James e da Jade.
– Mudando de assuntou e voltando para o principal... – Missy interrompeu. – Cat, tá gostando de alguém?
– Ah... Tem um carinha bem bacana na minha sala de História... Sei lá. Parece que temos um tipo de... Química?
– Jhenny é ótima com essas coisas. Certo Jhenny? – Debochou Emma.
– Porque? Oque foi? – Perguntou Cat.
– É que o namorado da Jhenny é uma figura. – Nanda disse.
– Porque? Oque foi? – Cat perguntou. – Será que alguém pode falar algo?
– Robert... – Murmurou Missy e Cat voltou sua atenção para ela. – Robert ou apenas Robbie Shapiro. Ele é da sua sala de história, óculos enormes, cabelos cacheados, nerd, idiota e super retardado. Ah... Namorado da Jhenny também. – Sorriu debochada e Jhenny virou o rosto.
– Qual o problema? Ele é legal. Não liguem para a aparência. E ele é ótimo em história. Tudo bem... Ele é meio desastrado, mas, todos têm defeitos ué... Ninguém é perfeito. Por exemplo... Missy não controla a raiva quando se trata de Carly, Lucy tem fama de mulher da vida, Emma tem um pai bêbado, uma mãe descontrolada e uma irmã mais nova paranoica. Nanda sofre de anorexia e quando era menor era um pouco acima do peso e sofria bulling. Carly pode ser a princesinha da Thallerman, mas, eu tenho certeza que ela esconde algo. Tori pode ter talento e ser a melhor da turma de canto, mas, antes de entrar aqui ela não tinha talento algum. E só entrou porque usou Playback. Jhenny namora meninos com aparência que não são príncipes. A diretora Theresa se pega com os professores. O lixeiro sonha em ser bom cantor. Eu sempre entro em problemas. Sam nasceu dentro de um ônibus. Jade corta os pulsos. Alguém aqui é perfeito? – Perguntou Cat e parou de falar ao ver as amigas olhando-a perplexas. Menos Jhenny... Que sorria levemente.
* * *
Toc Toc
– Já vai... – Freddie disse e abriu porta do quarto. Logo, Beck caiu nos braços do amigo desmaiado. O moreno o levou até a cama e depois de alguns minutos, Beck despertou.
– Freddie? – Perguntou sonolento.
– Cara, cê precisa parar com o lance das drogas... Pelo menos nessa semana? Agente tem que treinar para o campeonato contra a BroadStaire Academy que é com a maioria dos alunos da Inglaterra. Nosso maior rival... Theresa vai te matar se você ficar no banco.
– Me deixa quieto Freddie. Me deixa com elas... – Beck disse com lágrimas nos olhos.
– Beck, não faz isso. Não vai dá mais pra você voltar atrás... Para enquanto ainda há um mínimo de tempo. – Freddie aproximando-se do amigo.
– Sai daqui. – Disse empurrando Freddie bruscamente. – Só quer me separar delas pra pegar elas de mim... – Beck disse e limpou as lagrimas que escorriam e sorriu como um verdadeiro psicopata.
– Freddie? – Sam chegou no quarto. – Beck?
– Ele tá dopado outra vez... Na verdade, ele está entrando em depressão Sammy.
– Calados os dois... – Beck disse gargalhando.
– C-Como assim? – Sam perguntou gaguejando.
– Sim Sam... Ele está com mudanças extremamente bipolares e ri e chora o tempo todo. Ele está entrando nas piores depressões que alguém pode ter.
* * *
Horas mais tarde
Sam fechava a porta de seu armário com força e ia em direção a cantina quando alguém a puxa pela ombro.
– Calma ai apressadinha. – James disse sorrindo largamente. – TPM?
– Não... Eu só... Por que quer saber da minha vida?
– Calma... Só queria saber se eu posso te ajudar. Nada mais...
– Não, não pode... – Sam disse virando de costas mas logo voltou-se para ele. – Tá você pode... Quero que me diga quem é o escritor das cartas.
– Sammy eu não posso...
– Então manda ele aparecer logo ou parar de me encher caramba. – Sam disse exaltada.
– Quer que ele pare de escrever as cartas?
– Sim... – Disse ela olhando para a mão de James. – Outra carta? Porque ele mesmo não entrega?
– Ele tem medo da sua reação Sam... Você nem acharia que é ele mesmo que escreve as cartas já que ele nem é assim... Tão romântico pessoalmente. Mas ele está apaixonado de verdade.
– Passa isso pra cá... – Sam disse puxando a carta da mão de James. Virou as costas e leu:
Sam, eu vou falar alto que é pra todo mundo ouvir: Eu fui bobo, eu fui um idiota de ter deixado você ir pra longe de mim. Mas te perder me fez mudar. Sofrer a sua ausência me fez crescer. Perceber o quanto o meu mundo fica pequeno sem você. Desculpa ter demorado tanto tempo pra perceber isso. Nunca quis te magoar. Eu te amo, Sam, e o meu amor me faz querer ser um cara cada vez melhor. Você merece bem mais do que um cara imaturo e cheio de dúvidas. Eu só quero mais uma chance pra mostrar que eu posso ser esse cara. Se você achar que eu mereço, eu estou bem aqui na sua frente.
– Tudo bem... Eu pouco me importo com isso. A menos que ele se revele... – Sam disse virando as costas.
– Oque vai fazer?
– Vou entregar a Theresa para ela encontrar o responsável. – Dizia Sam um pouco mais alto já que estava cada vez afastando-se mais. Ela dizia isso para James entregar quem realmente escrevia as cartas. Pois ela nunca entregaria a Theresa. — Essas cartas são proibidas na Tallerman e esse engraçadinho vai ver só... Eu vou descobrir quem ele é e...
– Sou eu Sam. – James falou apressado.
– Oque? – Sam perguntou confusa voltando até James.
– Eu sou quem escreve as cartas. – Disse engolindo seco.
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