Life

25 Capítulo 24


Notas iniciais
Gente, desculpa por não postar esse fds... foi niver da minha sogra e eu fiquei enrolada ajudando em tudo...e depois... bem, só três palavras resumem meu problema: rum, vodka e ponche ;)
mas enfim... tenho q recuperar o tempo perdido... pode ser que em um dos próximos dias poste mais de um por noite :)
Boa leitura e mto obrigada a todos pelos reviews e pelo carinho, estou muito feliz mesmo que estajam acompanhando e gostando de Life! Deixem sempre suas críticas e sugestões!!
Só mais uma coisa: alegria extremaaaa!! Signatum (minha fic anterior) acabou de receber mais uma recomendação!!! Já são 10!!!!!! Maria Carolina, sua linda, muito obrigada por esta emoção!! Este cap é dedicado a você!
bjos a todos!!!

Minhas palavras saíram antes que eu pudesse detê-las. Fiz muito esforço para conter as lágrimas que jurei nunca mais derramar. Elas não caíram, mas eu estava um caco por dentro.

Alex se assustou com minha revelação e senti seu aperto afrouxar em meu braço. Eu não disse mais nada. Não queria encará-lo porque eu não queria ver o que sempre detestei, a coisa que mais repudiava na vida: o olhar de pena.

- Eu sinto muito. – ele disse simplesmente.

- Não sinta. Não preciso de sua pena, não há nada que possa fazer pra mudar o que aconteceu, mas eu quero que entenda que eu não sou capaz de confiar nem de me envolver com ninguém, Alex. – finalmente eu o encarei – Eu não sou capaz de te dar o que você quer.

Ele não demorou para responder:

- Eu disse que você era diferente e continuo dizendo. Não pense que quero apenas me aproveitar de você. Eu não consigo imaginar o que você sente ou o que você passou, mas saiba que eu vou te respeitar sempre.

Não respondi, apenas virei a cabeça pro lado e respirei fundo. Alex continuou.

- Eu compreendo sua reação agora e te agradeço por você se abrir comigo, por mais difícil que seja. Eu vou sempre respeitar você, Manuella e sinceramente, eu consigo te admirar muito mais agora. Você sempre teve meu respeito como mulher e agora conseguiu minha admiração.

Dizendo isso, Alex saiu andando calmamente, voltando para o caminho que levava de volta aos seus companheiros.

- Tire uns minutos pra terminar de se refrescar e depois venha. Temos que voltar pra estrada.

Eu o observei sair e não sabia o que estava sentindo. Alex sempre foi muito brincalhão e cabeça oca, apesar de ser responsável para conosco, mas nunca achei que ele pudesse ser tão maduro. Isso realmente me surpreendeu. O melhor de tudo foi conseguir não ver aquilo, não ver o olhar de pena dele. Em um certo nível, eu estava orgulhosa de mim e devia esse sentimento a Alex.

...

A estrada estava limpa. Era realmente muito estranho, depois de um ataque daqueles, não termos sido seguidos pelo resto dos dias. Também foi uma sorte extrema não encontramos vampiros errantes no caminho.

Eu sentia o vento frio no rosto enquanto pilotava e poderia jurar que Carvalho estava dormindo na minha garupa. Aproveitei para deixar minha mente voltar no tempo, para algumas horas atrás. A revelação de Manuella ainda martelava em meu peito. Jamais imaginei que ela tivesse passado por uma situação dessas e estava sentido algo que não saberia explicar.

Eu estava envergonhado e um tanto raivoso comigo mesmo, mas também estava admirado. A coragem daquela mulher ia muito além de qualquer outra coisa que eu já tenha visto. Ela tinha um grande trauma na vida e, mesmo assim, aqui estava ela, viajando com um bando de desconhecidos atrás de seu objetivo. Naquele momento eu soube que sentia por ela uma coisa diferente. Era desejo e necessidade, mas também era quente e inexplicável. Eu tinha vontade de abraça-la e fazer todo o mundo a minha volta parar, queria poder mantê-la segura em meus braços. Eu poderia estar sentindo uma grande paixão por Manuella e esse pensamento não me causava repulsa, pelo contrário, me deixava aliviado.

O céu foi se transformando. Havia uma tempestade grande a caminho. O vento forte soprava contra nós e reduzia o avanço das motos, prejudicava nossa visibilidade. Ainda faltava um bom pedaço de chão até chegarmos a Naska, provavelmente, teríamos que parar.

Fui reduzindo a velocidade até que os demais me alcançaram.

- ACHO QUE TEREMOS QUE PARAR! NÃO VAI DAR TEMPO DE CHEGARMOS LÁ COM A TEMPSTADE QUE SE APROXIMA! – gritei para que ouvissem.

- MAS FALTA TÃO POUCO! NÃO PODEMOS PARAR AGORA! – Marcos falou na moto ao lado – SE TIVERMOS QUE PERNOITAR NA FLORESTA, TEREMOS APENAS POUCOS QUILÔMETROS ATÉ NASKA, NÃO VALE A PENA!

- MAS SE CONTINUARMOS DURANTE A NOITE OS MALDITOS VÃO NOS OUVIR! VÃO CAIR COMO MOSCAS NA CARNE PODRE! – Olavo observou bem, gritando da garupa de Dornelles.

- ALEX, O QUE VOCÊ ACHA? – Júnior perguntou do outro lado, enquanto os outros aguardavam minha decisão.

- EU NÃO SEI. ACHO ARRISCADO DEMAIS CONTINUARMOS DURANTE A NOITE NAS MOTOS. SE MONTARMOS ACAMPAMENTO PERTO DE NASKA E O PIOR ACONTECER, AINDA ESTAREMOS PERTO O SUFICIENTE PRA ELES MANDAREM REFORÇOS, SE NECESSÁRIO. ELES VÃO PODER OUVIR OS TIROS E VIRÃO ATÉ NÓS. – falei pensando em todas as possibilidades.

- EU ACHO VÁLIDO PARARMOS! VAMOS CONTINUAR CONTANDO COM A SORTE! FAZ DIAZ QUE NÃO ENCONTRAMOS COM OS MALDITOS, PODEMOS FICAR MAIS ALGUMAS HORAS SEM ELES. – Carvalho finalmente deu sinal de vida.

Olhei para a moto mais distante, pedindo a opinião de Manuella com o olhar. Ela apenas acenou rapidamente.

- OK, ENTÃO VAMOS DEIXAR AS MOTOS AQUI, PERTO DA ESTRADA! A TEMPESTADE VAI TRATAR DE ESFRIAR OS MOTORES. TEMOS QUE ACHAR UM LUGAR SEGURO NA MATA. – conclui.

Todos se moveram. Deixamos as motos espalhadas em lugares estratégicos e aproveitamos que ainda faltava um pouco para o anoitecer para montar acampamento. Na chuva, era sempre muito difícil pra ouvirmos os barulhos da aproximação dos vampiros e também para que eu sentisse o cheiro deles. Não havia rio passando por perto e o lugar mais seguro que encontramos foi uma pequena gruta rasa repleta de morcegos.

Nós estávamos preparando as armas quando a tempestade caiu. O céu estava completamente negro, com nuvens pesadas, e a chuva forte logo inundou a floresta. A pequena gruta não tinha mais de cinco metros de profundidade e acabava numa enorme parede de pedra. Não era muito larga, mas tinha altura suficiente para que não precisássemos envergar o corpo.

Os relógios apitaram 17:30h e a chuva caía torrencialmente. Uma lanterna fraca foi deixada acesa nos fundos, muito bem camuflada para que uma mínima claridade nos deixasse ver apenas sombras na escuridão da gruta.

Como de praxe, eu estava sentado na frente de todos, sobre minha mochila, com o facão apertado nas mãos. Aquele lugar podia ser nossa salvação ou nosso túmulo. Se um grupo muito grande de malditos aparecesse, nós não teríamos pra onde correr. Mas com aquela chuva, ficar do lado de fora era inviável.

- Que frio da porra! – Marcos falou baixo enquanto esfregava o braço pra se aquecer.

- Vem aqui que eu te aqueço, criança. – Olavo sacaneou, arrancando risinhos dos demais.

Marcos sorriu irônico e vi quando estendeu o dedo do meio em direção ao outro, que ainda ria.

O tempo passou devagar, como em todas as noites. A chuva aumentava e diminuía de intensidade continuamente. Meus companheiros faziam um revezamento de posições, sempre deixando três por vez descansarem no fundo da gruta.

Estávamos eu, Dornelles e Manuella à frente.

- Bom, você vai gostar de Naska. – Dornelles disse a ela, sentando ao seu lado. Eu permanecia mais a frente.

- Lá tem água quente? – Manuella perguntou.

- Sim. – ele respondeu.

- Então eu já gosto de Naska. – ela disse.

Sorri e Dornelles também.

- Sabe, eu gostei de Santa Clara. Você tem família lá? – ele perguntou, tentando fazer o tempo passar.

- Não. Quer dizer... eu tenho uma amiga lá pela qual tenho muito carinho, mas minha família sumiu depois do caos dos vampiros. Eu morava com uma tia, na verdade, e ela se separou de mim quando os militares nos levaram para a base militar em que cresci.

- Bom, isso é mal. – ele falou – Eu também não tive a sorte de ficar com eles.

- Você era casado? – Manuella perguntou, quando percebeu que Dornelles olhava para o anelar esquerdo vazio.

- Sim. Isabela, minha esposa, tinha acabado de ter nosso terceiro filho, Mateo. Eles estavam em casa e eu me voluntariei no hospital da cidade para auxiliar os feridos da guerra quando estourou aquilo tudo. Quando voltei, eles não estavam mais. Eu acho que foram remanejados pra alguma base ou... ou então se infectaram, eu não sei.

- Sinto muito. – ela disse, baixando a cabeça e pondo a mão com a pistola sobre o colo.

- Eu ainda tenho esperanças de encontra-los. – Dornelles falou com a voz firme.

Dornelles era um dos caras que eu admirava. Sempre se sacrificava pelos outros e não media esforços para defender aquilo que acreditava. Eu o conheci há anos, na primeira excursão que fiz juntos com o primeiro batalhão. Ele vivia em uma província distante e na noite em que cheguei, ele estava de guarda nos portões.

Assim que abriram para deixar nosso pelotão passar, um dos vampiros saiu da pilha de corpos no chão e saltou em minha direção, pelas costas. Dornelles acertou um tiro na testa da criatura e desde então ele faz parte do pelotão que me segue. Cada um desses homens tem um motivo para fazê-lo, mas eu sei que nenhum deles é tão honroso quanto o de Dornelles.

Momentos depois o silêncio se instaurou na pequena gruta. O frio estava aumentando e o cansaço estava no limite. Cheguei até a beira do refúgio, e senti a chuva forte e gelada me atingir. Respirei fundo, fechando os olhos. O cheiro de terra molhada e o ar pesado dificultavam muito minha percepção. De fato, eu não senti nenhum cheiro desagradável, nada que denunciasse a presença dos monstros, mas algo em meu peito começou a ficar inquieto.

- Que horas são? – perguntei a Dornelles que estava próximo.

- Três e vinte. – ele respondeu.

A maldita luz de display do meu relógio já estava ferrada faz tempo. Por algum motivo, aquela informação me deixou agoniado. As horas estavam cada vez mais lentas e ainda estava cedo, faltando muito tempo para o nascer do sol.

- Aconteceu alguma coisa, Alex? – Manuella perguntou – Parece nervoso.

- Não, nada. Só que a chuva me deixa angustiado... dificulta as coisas pra gente. Aqui dentro não é um bom lugar... Acho que vou dar uma volta lá fora, checar o perímetro.

Mal acabei de falar e ouvi um barulho. Imediatamente segurei o facão e me pus de pé. Dornelles se levantou com o susto, assim como Manuella. Instintivamente, dei um passo para a esquerda, para lado em que ela estava.

- O que foi? – Dornelles perguntou em tom baixo. Nos fundos, todos já estavam prontos.

- Não sei... acho que ouvi um barulho. Pode ser algum animal, mas pareceu o som de algo... pisando firme no chão.

- Pode ser um animal grande, caçando... – Manuella tentou.

- É... sem dúvida tem algo lá fora que está caçando... – respondi, sentindo já o coração bater mais rápido.

Então ele apareceu. Chegou sorrateiro e vi apenas sua silhueta, mas sabia que era ele, aquele maldito vampiro. Tudo ficou vermelho. Senti a fúria me dominar assim que ouvi seu grunhido na direção da gruta.

Não senti mais nada, apenas a chuva que batia forte contra meu rosto enquanto eu disparei na direção do vampiro. Mais uma vez, aquele filho da puta fez o que eu menos esperava e fugiu. Simplesmente, o maldito saltou para o alto da árvore mais alta e de lá, saltou para a próxima grande copa grande, há mais de cinquenta metros de distância.

De baixo, eu o acompanhava. Sua velocidade era incrível. Aquela carne podre e mal cheirosa tinha uma explosão muscular invejável. Mas pro azar dele, eu não era um saldado normal. Aquele vampiro ainda iria provar de minha ira.

Não sei quanto tempo o persegui. Podia ser horas, ou segundos. Minha raiva nublava todos os sentidos além do ataque. Foi quando ouvi uma explosão ao longe que parei, de súbito. Algo em meu peito estava martelando, insistindo para que eu mantivesse o controle, mas era muito difícil. O vampiro urrou e pulou, de repente, vendo minha hesitação, vindo pra cima de mim.

Desviei no momento exato e vi minha chance. Pulei sobre o corpo podre, escorregando de leve na terra molhada. Aquele sutil atraso, fez com que ele tivesse tempo para se armar. O impacto do meu corpo contra o da criatura foi forte ao ponto de rachar o troco da árvore sobre a qual o atirei. Aquele cheiro e proximidade estavam me alucinando. O vampiro era forte, totalmente diferente dos outros. Um adversário como nunca enfrentei antes.

Eu o imprensei contra a árvore, imobilizando seus braços e pernas. Eu o mataria esmagado como o verme repulsivo que era e teria prazer em sentir o cheiro podre de suas vísceras sobre mim. Somente naquele momento me dei conta de que estava sem meu facão, mas isso não seria problema, eu acabaria com ele de qualquer forma.

Foi quando ele percebeu que estava perdendo, quando seu corpo estava prestes a sucumbir, que aconteceu. O vampiro, o maldito desgraçado, sorriu pra mim.

Era um sorriso vazio de humor e repleto de sarcasmo e dentes podres; parecia com o rosto distorcido de um assassino insano diante da morte, como quem desdenhava de seu algoz. Aquilo me fez parar. O seu corpo estava completamente imobilizado, o sangue escuro escorria pelo tronco da árvore.

- Você vai... fracassar...

Ouvi paralisado o sussurro quase inaudível do vampiro. Soltando os braços rapidamente, aproveitando o corpo molhado e escorregadio, o maldito levantou os braços e cravou as garras no tronco da árvore, fazendo força para subir. Senti o impacto em meu peito quando o maldito me empurrou com os pés e voei alguns metros para trás antes de recobrar o equilíbrio. O vampiro escalou com facilidade e sumiu na copa enorme. Ouvi enquanto ele corria pra longe, fugindo de mim, pulando de galho em galho.

Meu corpo se contraiu, pronto para seguir o desgraçado, mas algo dentro de mim me angustiava. Eu estava bufando, vendo tudo rubro, querendo desesperadamente segui-lo, mas também, precisando desesperadamente de controle sobre a fúria indomada que me cegava. Mas nada conseguia aliviar aquela cólera, nada exceto aquele cheiro...

Um cheiro...

Então, como um raio, me veio a percepção. O vampiro correndo, me afastando daquele cheiro, me levando pra longe do controle e do refúgio. Era uma distração.

Com o coração batendo forte, dei meia volta e corri o máximo que pude, espalhando terra e água por todos os lados. Sentia o impacto dos pingos d’água que faziam barulho quando me acertavam. O cheiro então tomou conta de mim mais uma vez, e finalmente os encontrei. Não era um grupo grande e, em minha fúria eu os esmagava, os destroçava um por um. A raiva e o ódio me impulsionavam. Em segundos eu os mutilei. Aquelas malditas palavras não me saiam da mente, tampouco o plano bem sucedido do filho da puta.

Eu não sei quanto vampiros destrocei, mas sei que não eram suficientes. O som dos urros parou; o cheiro de podre diminuiu. Respirei fundo diversas vezes, tentando me controlar, não consegui. Eu queria aquele cheiro comigo, queria sentir o conforto do controle com ele, mas ele não estava aqui.

- Alex? – escutei uma voz atrás de mim.

Virei-me rapidamente, avançando a direção da voz. Joguei o peso do corpo sobre o adversário, que gritava coisas sem sentido. Senti muitos braços tentarem me deter, mas eu os jogava pra longe facilmente. Aquele cheiro... eu precisava daquele cheiro comigo.

- Alex! – ouvi mais uma vez.

Eu sabia que reconhecia aquela voz, que insistia em chamar... meu nome?

Era difícil, eu não sabia quem eu era, não sabia o que pensar, o que fazer. A voz insistiu. Lembrei de um nome... Marcos.

- ALEX!

Finalmente o vermelho foi sumindo, desaparecendo conforme a chuva lavava a fúria de mim. Mas não foi completamente. Eu senti meu corpo diferente, sentia minha consciência voltando, mas apenas parcialmente. Eu sentia o poder de meus músculos, mas começava a entender o ambiente a minha volta.

Marcos, Dornelles, Olavo... eles estavam aqui, rodeando-me com as armas apontadas. Abaixo de mim, uma voz abafada e a luz medíocre da lanterna de um deles era o que me permitia enxergar. Era Júnior, quase desmaiado sob meu corpo.

Levantei-me depressa, algo em meu peito ainda doía.

- Onde ela está? – perguntei com a voz grave e urgente.

- Não sabemos. Foi tudo rápido, muitos deles invadiram a gruta e precisamos jogar uma granada pra dispersá-los e sair. Depois disso, nós juntamos o máximo e atiramos contra os desgraçados. Não eram muitos, mas estávamos cercados, foi uma emboscada.

- Marcos, eu perguntei onde ela está e não o que aconteceu. – falei encarando o homem que me olhava desconfiado.

Ele me encarou profundamente e vi medo em seus olhos.

- Acho que correu com alguém... Carvalho. Eles estavam do outro lado e um bando se aproximou rápido. Eles correram e não os achamos na confusão. – Dornelles falou rapidamente, pois Marcos não parava de me encarar paralisado.

- Eu acho que devemos pegar as motos e correr para Naska. Mais deles virão com o cheiro e o barulho, além disso, temos...

Não ouvi mais, comecei a correr na chuva, atrás dela.

Notas finais
Momentos de tensão....
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