Life

10 Capítulo IX - Sorry (Dear. Daddy)


Notas iniciais
UHUUUL, olha eu aqui adiantada.
Não to me aguentando, quero postar e terminar logo a fic e acabar com a agonia de todas. Gente, agradeço a todos que leem comentam e que indicam, isso me traz cada vez mais vontades de escrever, então continuem please.
Gente, desculpem por todo o drama, mas eu amo isso, se bem que tem hora que estressa, mas tudo terá resultados positivos no final [será?]. Espero que gostem desse GIGANTE cap, não tem como cortar. Gomen. Obrigado por tudo minhas queridas e queridos. Amo-lhes ^^

(Coloque para carregar http://www.youtube.com/watch?v=b2Ev9hLwKX4 )


Eu acordei cedo no dia seguinte, afinal eu estava em uma fazenda e tinha que acordar cedo para cumprir meus compromissos. Eu coloquei uma roupa simples e desci até a cozinha e encontrei minha mãe fazendo o café da manhã.

– Bom dia Amber. Você está bem querida?

– Sim, obrigada. Precisa de ajuda?

– Claro. Mas seu serviço será lá fora. Pode pegar leite e ovos para mim?

– Claro.

Eu fui até o celeiro tirar leite das vacas, e um pouco ao longe no “pequeno chiqueiro” meu pai lutava contra os porcos. Ele lutava tentando agarrar um, mas caia muitas vezes. Ele já estava completamente sujo de lama. Eu me lembrei de que antigamente costumávamos brincar enquanto tentávamos pegar um porco para matar. Eu nunca gostava de matar porcos, mas era necessário. Mas chega de pensar no passado, “eu preciso fazer meus serviços” não é mesmo?
Eu fui em direção as vacas e peguei um balde. Logo comecei a tirar o leite.

…

# Tae ON #

Eu abria os olhos e me espreguiçava devagar. Ainda era estranho pra mim, estar naquele lugar tão diferente. Eu levantei ainda um tanto perdido e fui até o banheiro, me encontrando com um Jong muito bem arrumado correndo pela casa, arrumando tudo.

– Está tudo bem Jong?

– Sim Tae… É que hoje é a entrevista com a assistente social… Temos que – ele continuava andando com as roupas nas mãos e pulava o aspirador de pó que estava no meio da sala, colocando as roupas em cima da tábua de passar roupa, já ligando o ferro – Temos que causar uma boa impressão para a adoção ser aceita e legalizada;

– Tá… E isso significa que…?

– Significa que teremos que estar no lugar perfeito, do jeito perfeito, com roupas perfeitas, comida perfeita…

– Tá, tá… Entendi! Tem que estar tudo perfeito!

– Sim. E você vai me ajudar tá?

– Claro! – Eu sorria olhando para ele logo já pegando o aspirador e passando pela casa. Depois que eu passei o aspirador na casa toda eu fui ver Jong que estava apanhando feio do ferro. Eu ria expulsando Jong de perto do ferro. Eu comecei a passar as roupas enquanto ele foi dobrando e separando.
Em pouco tempo já tínhamos terminado. Terminamos de guardar as roupas, tirar o pó e arrumar as camas e quartos em geral e fomos lavar o banheiro. Foi muito divertido… Acho que Jong não costuma fazer essas coisas, por que ele se atrapalha bastante, o que é engraçado. Ele acabou se molhando enquanto limpava a pia, me fazendo rir bastante.

– Ah, então o senhor achou isso engraçado? E se eu… — Ele pegou o balde de água e vinha lentamente em minha direção – fizer o mesmo com você?

Eu saí correndo pelo banheiro enquanto Jong tentava me alcançar. O legal era que o banheiro de Jong era imenso e cheio de coisas como a banheira de hidromassagem e a espreguiçadeira massageadora, por exemplo. Além da porta que tinha no banheiro que dava em uma sala com uma fonte termal feita exclusivamente para ele. Poxa, eu realmente não entendo por que tanto exagero. "Esse Jong, viu!"

Eu me escondia atrás da espreguiçadeira enquanto via Jong me procurar. Eu olhei para o lado e vi uma cueca perdida pelo banheiro e ria pegando ela. Tínhamos esquecido esta. Mas antes que pudesse fazer algo vi Jong aparecer e me pegar, colocando-me sobre seus ombros. Eu me debatia tentando escapar, mas ele logo me colocava dentro do Box que tinha a banheira normal. Ele ligava o chuveiro gelado. Estava muito, muito gelado! Eu tentava sair pelos cantos, mas ele tinha ligado o chuveirinho, me molhando mais. Logo eu estava encharcado e a banheira estava quase cheia. Eu o olhava bravo e logo começava a chutar água nele. Ele ia fugir, mas eu o puxei, fazendo-o cair dentro da banheira desajeitado.

– JONG! Você está bem?

Ele fingiu estar triste, mas logo me puxava para baixo, prendendo minha cabeça em baixo do seu braço, fazendo aquele bendito cafuné chato com as mãos fechadas.

# Tae OFF #

Eu terminei de pegar os ovos e estava indo levar para minha mãe, mas acabei esbarrando em alguém. Meu pai vinha segurando um porco que estava com as patas e o fussinho amarrados. Ele olhava para mim e tentava equilibrar o leite e os ovos.

– CUIDADO! Vai derrubar tudo!

Ele acabou soltando o porco segurando os baldes.

– Está tudo sobcontrole! Eu consigo levar isso! Não precisa se preocupar…

O porco se remexia tentando se soltar e Hiro ia abaixar para tentar segurar o mesmo, mas eu não me segurava, e acabei soltando uma pergunta a ele.

– Por que você não confia nas coisas que eu faço?

Ele me olhava surpreso, acho que não esperava por essa pergunta. Ficamos nos encarando por um tempo, até que o porco s soltou e saiu correndo.

– Ótimo, ele fugiu!

– Vai botar a culpa em mim agora também?

– Mas é claro! Você sempre é o motivo dos meus problemas.

– Mas como? A culpa não é minha por ter nascido.

– Está jogando a culpa em cima de mim de novo? Por que você sempre tem que ser “a certa” da história?

– Por que eu tenho que sempre estar errada? Por que você nunca me dá a chance de fazer as coisas do meu jeito?

– POR QUE EU ESTOU CANSADO DAS SUAS BURRICES! Chega de sempre cometer erros Amber! Chega de sempre fazer besteira e esperar que os outros aceitem as coisas facilmente do modo que estiver! Você não é mais criança! Tá na hora de saber distinguir o que é certo ou errado!

– Pare de me julgar! Não acha que eu sou capaz? Não pode me dar uma chance de fazer as coisas da minha forma?! Não pode esperar para ver o que acontece? Pare de me julgar, pare de ser tão durão! Pare de ser tão… Tão… Tão idiota!

– Idiota? Eu sou idiota? – minha mãe e Luna saíram pela porta correndo e seguravam meu pai, separando agente. – Talvez eu seja um idiota mesmo… Por ainda ter esperanças de te ver bem… E de lutar contra tudo, minha vida toda para te dar o melhor! Mesmo há nove anos quando você engravidou eu lutei por você! Mesmo brigados eu ainda orava todas as noites para você e seu filho ficarem bem, e sempre vigiava você de longe, com medo de que algo acontecesse. – ele se acamava um pouco. Se afastando e me encarando por um tempo. – Talvez você tenha razão… Talvez eu realmente seja um idiota!
Ele me encarava novamente e se soltava dos braços de minha mãe, saindo andando aleatoriamente. Minha mãe saiu correndo atrás dele e Luna parava em minha frente brava.

– Pra que você veio aqui afinal? Para continuar a brigar com meu pai ou para fazer minha mãe ter um enfarte? Você realmente só pensa em você? Você realmente só veio aqui por causa dessa maldita sala? Por que se for… Pode ir! Eu descubro esse maldito lugar e te falo! Mas deixe minha casa em paz! MAS QUE SACO AMBER!
Luna saia apressada me deixando sem jeito e sem palavras. Quando foi que a pequena Luna cresceu tanto? Ela parecia mais madura que eu, e tinha apenas 14 anos. Parece que meu pai a criou muito bem.

…

# Tae ON #

Tínhamos terminado de limpar o banheiro e tivemos que tomar um banho, por que senão ficaríamos gripados.
Eu terminava de me vestir . Jong falou para mim por uma roupa confortável e caseira, pois eu ia ajudá-lo a fazer a comida, e com certeza iríamos nos sujar. Eu saía do quarto e Jong me puxava, me fazendo sentar no sofá. Ele pegou sua toalha e secou meus cabelos. Eu ria ao vê-lo fazer isso. Ele realmente tinha um jeitão de pai. Meio crianção, mas pai mesmo assim.

Ele terminou e me levou sentado em cima dos seus ombros para a cozinha, enquanto eu ria, por que Jong era baixinho e então eu nem ficava tão alto assim.

Nós começamos a escolher o que fazer. Iríamos fazer macarronada com almôndegas e salada de batata. Eu estava lavando as batatas e o macarrão enquanto Jong descascava e cortava as batatas que eu já tinha lavado. Eu coloquei água e óleo em uma panela e Jong acendeu o fogo para por a mesma. Era legal como trabalhamos em equipe. Depois que ele cortou e descascou todas as batatas eu coloquei elas para cozinhar e decidi ajudar ele a cortar as coisas para a salada, afinal as almôndegas já estavam prontas. Eu sentei do lado de Jong e ele me deu umas coisas e me mostrou como cortar.

– Faça assim, mas cuidado para não se cortar, ok?

Eu assentia começando a cortar. Era legal vê-lo cozinhando e brincando comigo. Eu realmente estava confortável ao lado dele.
Eu parei de pensar, pois senti algo cortante penetrar meu dedo.

– AI! Eu cortei meu dedo…

Eu vi Jong me olhar preocupado e correr para cima de mim para ver. Ele me puxou até a alta pia e me sentou nela. Ele lavou rapidamente meu dedo e abriu uma gaveta tirando um band-aid do Rilakkuma e colocando sobre o corte. Ele me olhava preocupado.

– Está doendo?

– Pouquinho.

– Você vai ficar bem!

Ele estava fazendo o molho quando eu me cortei. Ele pegou a colher e sujou meu nariz de molho, me fazendo rir.

– Prove.

Eu peguei um pouco e experimentei. Sorri como resposta de que estava bom e peguei mais um pouco com o dedo. Mas dessa vez eu sujei seu rosto. Foi divertido ajudar ele. Depois enquanto ele terminava de preparar as coisas eu fui me arrumar, afinal a assistente social poderia chegar a qualquer instante.

Logo estava tudo pronto. Só faltava Jong. Eu ajudei-o a escolher uma roupa formal. Eu também usava uma. Um terninho preto. Eu fiz Jong usar um terno igual ao meu. Ele recusava alegando ser “brega”, mas eu consegui convencê-lo.

Aquilo foi legal. Depois Jong insistiu que queria arrumar meu cabelo. Eu não quis deixar, mas não consegui fugir. Eu não gostava do meu cabelo daquele jeito, lambido pra trás. Então assim que pude baguncei ele. Eu adorava meu cabelo bagunçado, me deixava charmoso.

Agora já não tinha muita coisa para fazer, então acabamos dormindo enquanto esperávamos a chegada da assistente social. Afinal, acordamos muito cedo, coisa que não éramos muito acostumados.

# Tae OFF #

…

“Será que eu fui dura demais? Quero dizer… Será que eu… Realmente estou errada? Todos vivem jogando isso na minha cara… Não é que eu não goste do meu pai… Mas… É difícil! Ainda mais depois de tudo que aconteceu. Eu… Só tenho os meus próprios desejos! Será que é difícil entender isso?” Eu pensava enquanto deitava em minha cama, como de costume. Meu quarto sempre era meu refugiu.

…

– Eu dormi? – Eu me levantei devagar, tinha acabado dormindo. Eu andava em direção à cozinha; Mas eu ouvia algo e me escondia atrás da parede novamente. Eu espiava e via que meu pai estava bebendo. Eu realmente fiquei chocada, ele não era de beber! “Ótimo! A culpa é minha também?” Não… A coisa era séria! Minha mãe estava tentando tirar a garrafa dele e ele parecia já estar completamente bêbado. “Ele só costuma beber quando está triste… Muito triste…” Eu dava uma ultima olhada antes de subir apressadamente para o meu quarto.

…

– DROGA! A culpa é minha agora?! Tipo… Eu não queria que as coisas fossem assim… Mas… Eu realmente estou errada? Digo… AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! O que está acontecendo? O que eu to fazendo? Droga! E o pior é que eu nem sei mais se estou certa ou se estou errada… Ah que ótimo! E ainda por cima estou ficando louca, estou falando sozinha! AISH!
Eu me levantava indo até o banheiro, mas antes eu acabei vendo algo que roubou minha atenção.

– Meu… Meu violão?

…

# Tae ON #

Eu acordei e notei que Jong não estava mais ali no quarto e levantei indo até a sala. Eu vi que estava de pijama, provavelmente Jong me trocou. Quando cheguei lá ele estava usando uma roupa normal enquanto conversava com a assistente. Era de tarde, estava quase anoitecendo.
Jong e ela estavam jantando a comida que fizemos. Eu fui até eles e me sentei, não antes de cumprimentar a mulher, claro.

Foi uma tarde/noite até que… Prazerosa.

# Tae OFF #

(Coloque para tocar)


Eu comecei a tocar algumas musicas, sem nem ligar para qual. Era tarde, mas eu precisava descontrair minha mente. Mas não importava o que eu fazia, eu continuava pensando em tudo isso…

Mas sabe… Eu estou me sentindo culpada. Por que eu… Eu… Eu amo meu pai… Mesmo estando brigados, Hiro… Ele… Continua sendo meu pai. E eu não gosto de vê-lo beber, ainda mais por minha causa. DROGA! Tem vezes que eu simplesmente me odeio. Eu queria poder conseguir mostrar para ele como eu estava me sentindo nesse momento, mas eu sei que isso é impossível. Meu orgulho besta nunca ia me permitir fazê-lo.
Eu peguei firme no meu violão e “magicamente” as letras foram saindo de minha cabeça. E uma linda música triste, mas ainda sim linda, que aos poucos foi transcrevendo meus sentimentos foi criada.


Hokshi ohneul naega geudae mameul

Perdoe-me se eu possivelmente cheguei

Ahpeugae haetdamyun yongsuhhaeyo

A ferir seus sentimentos hoje

Babo gateun nan chulupneun mal dwaepuleeman haetjo

A parte imatura de mim, só disse coisas imaturas

Hokshi jigeum geudae eerun nae mam eehae mothandaedogwaenchanayo

Se você possivelmente não pode compreender os meussentimentos, tudo bem

Ahmoo byunmyungdo pilyo upjo naheu jalmotingulyo

Não há necessidade de desculpas, É tudo culpa minha


Eu pensava nas besteiras que fiz hoje; Mesmo não tendo certeza sobre minhas opiniões eu sabia que tinha ferido ele... E eu sabia que isso não era justo. Ele sempre lutou por mim, sempre fez tudo por mim. E eu tinha estragado tudo…

Malhaji anado modoo alayo doo nunae nunmul goyutjanayo

Mesmo se você não diz, todos sabem que seus olhos estãoimersos em lágrimas.

Sorry, so sorry, eegae nae mamingulyo

Desculpe, desculpe, este é o meu coração.

Maeumee yuhrin nal aljanayo naega duh jal haebolgaeyo

Você sabe que o dia em que eu abrir meu coração, farei melhor

Sorry, sorry, I'm sorry, sorry, ee mal bakaeneun mothae, yeah

Desculpe (desculpe), eu sinto muito (desculpe), eu não posso dizernada além disso



Eu sabia que era tudo minha culpa. Se eu não fosse tão cabeça dura talvez eu… Talvez eu poderia consertar as coisas… Ou melhor, poderia fazer tudo de uma forma que não tivesse machucado ninguém. Por que fazer meu pai chorar e beber não era o que eu queria. Na verdade eu nem sabia mais o que eu queria;

Ahjik geudae s

oksanghan mamae nal jogeum miwuhhaedo gwaenchanayo

Você ainda pode me odiar por seus dolorosos sentimentos.

Ahmoo pyohyundo pilyo upjo naeu geudaeingulyo

Não há necessidade de qualquer manifestação.

Nahaegaen yungwunhangulyo

Para mim, você estará aqui para sempre



Independente da escolha que ele fizesse a partir daquele dia eu teria que aceitar. Afinal, eu causei tudo isso… Não importa o quanto doa em mim, eu terei que respeitar suas ações… Mesmo que ele nunca mais me perdoe.

Malhaji anado modoo alayo doo nunae nunmul goyutjanayo

Mesmo se você não diz, todos sabem que seus olhos estãoimersos em lágrimas

Sorry, so sorry, eegae nae mamingulyo

Desculpe, desculpe, este é o meu coração.

Maeumee yuhrin nal aljanayo naega duh jal haebolgaeyo

Você sabe que o dia em que eu abrir meu coração, farei melhor

Sorry, sorry, I'm sorry, sorry, ee mal bakaeneun mothae, yeah

Desculpe (desculpe), eu sinto muito (desculpe), eu não posso dizernada além disso

Ee gut bakaen, hal su upjo, geudae upneun saesang,sangsang mothajo

Eu não posso fazer nada mais que isso. Não posso imaginar ummundo sem você

Bujokhajiman jogeum suhduljiman geudael saranghaneungulyo, oh, oh

Ainda estou carente e deficiente, eu te amo. Oh, oh



Eu não posso viver mais assim… Meu pai é a minha vida… Por que as coisas ficaram assim? Eu me lembrava dos momentos felizes que tivemos… Juntos… E como doía saber que as coisas acabaram assim…

Malhaji anado da alayo du nunae nunmul heureujanayo

Mesmo se você não diz, todos sabem que seus olhos estãoimersos em lágrimas

Sorry, so sorry eegae nae mamingulyo

Desculpe, desculpe, este é o meu coração

Maeumee yuhrin nal aljanayo naega duh jal haebolgaeyo

Você sabe que o dia em que eu abrir meu coração, farei melhor

Sorry, sorry, I'm sorry, sorry,

Desculpe (desculpe), eu sinto muito (desculpe),

Ee mal bakaeneun ee mal bakaen mothaeyo, yeah

Eu não posso dizer nada além disso,

Sorry, sorry, so hard to say I'm sorry

Desculpe, desculpe, tão difícil de dizer que estou arrependido

Sorry, I'm sorry, ee mal junhaji mothae yeah

Desculpe, eu sinto muito, não posso dizer nada mais que isso, yeah


– É tão difícil dizer que… Estou… Arrependida… Mas… Não posso e nem consigo… Dizer nada a, mas…

Ao terminar a canção eu pude ouvir um barulho na porta e me virei assustada. Vi minha mãe que segurava em seus braços meu pai. Mas acho que provavelmente eles estavam ali desde o começo da musica, pois ambos tinham lágrimas nos olhos.

– A… Amber? – minha mãe parecia totalmente comovida.


…

# Tae ON #

A noite foi totalmente incrível! Jong e eu conseguimos convencer a assistente social para que ela jogasse alguns jogos conosco, inclusive videogame. E ela, depois de um tempo, acabou se soltando. Eu sabia desde o dia em que eu quase fui preso que ela era uma pessoa muito legal e carinhosa.

Naquela noite uma das coisas que eu achei mais divertido era quando ela ficava brava por ter perdido, ou quando insistia de que eu e Jong éramos iguaizinhos, o que foi muitas vezes a noite toda.
Agora ela já tinha ido e Jong e eu estávamos terminando, ou tentando, arrumar a bagunça que lá estava. Mas por mais incrível que pareça, mesmo depois de ter dormido quase a tarde toda eu estava morrendo de sono novamente, e parece que Jong também. Mas ao invés de dormimos paramos o que estávamos fazendo e começamos a fazer uma maratona de filmes. Começamos com Harry Potter e a pedra filosofal, acompanhado de muitos doces e um balde de sorvete. Ia ser muito legal, isso se eu e ele não tivéssemos capotado no meio do filme. Acabamos dormindo ali mesmo, no sofá-cama em que estávamos deitados.


# Tae OFF #


…

Meus pais me olhavam e eu simplesmente não sabia aonde enfiar a cara. Eu não sabia ao certo o que deveria fazer. Meu pai se soltou dos braços de minha mãe e entrou no quarto, acenando para minha mãe como se pedisse para ela ir embora, e ela assim o fez. Logo estávamos apenas ele e eu no quarto, o que me fazia vir a ideia de que eu morreria em breve. Ele ficou me olhando por um tempo, enquanto eu mal tinha coragem de fazer isso. Eu segurava meu violão e fiquei um bom tempo olhando ele. Era engraçado como mesmo bêbado meu pai era “consciente” em relação ao que fazia. Ele se aproximava um pouco, me deixando com mais medo do que eu estava. Ele se aproximou e eu olhei para ele.

– Pode… Largar esse violão? – ele dizia baixando o mesmo para meu colo com uma das mãos. Ele continuava me olhando e eu baixava agora um pouco o olhar. Ele suspirou e puxou uma cadeira para minha frente, sentando-se nela.

– Eu… Sempre achei que… Você me odiava.

– Por que achou isso?

– Ainda me pergunta o por quê?

Eu suspirava e baixava minha cabeça. Estava tudo tão confuso.

– Eu não te odeio. Eu entendo seus motivos, sempre entendi. É só que às vezes é difícil para mim… Às vezes eu sinto como se você nunca tivesse confiado em mim, por que você sempre quer fazer as coisas do seu jeito… E poxa… Isso magoa!

– Eu nunca quis te magoar. Eu só queria te…

– Me proteger. – Eu o interrompia – Eu sei… Mas sua “super proteção” também acabou me machucando.

– Tem razão…

Eu olhava para ele assustada. Ele disse que eu tenho razão?

– Como disse?

– Eu disse que você tem razão. Amber, eu estou errado sim por não ter te dado a chance de fazer as coisas sozinha, mas é pelo fato de que eu sempre te vi como meu bebe… E foi difícil para mim ver que um dia você teria crescido e que trilharia seu caminho sozinha, sem a minha ajuda. Sempre foi difícil! Claro, isso não muda o fato de você também ter me magoado… Mas eu compreendo que também tenho uma parcela de culpa.

– Eu sei que também fui grossa e injusta. Não tinha… Eu não tenho o direito de dizer que você não gosta de mim ou que não faz nada por mim, pois você sempre me deu tudo e me tratou com todo carinho e amor necessários… Você cuidou muito bem de mim! Mas às vezes eu acabo perdendo a linha e qualquer mágoa se torna o pior pesadelo na minha vida…

Eu voltava a encarar o chão e via meu pai suspirar tenso. Ficamos um tempo em silencio, até que ele olhava para cima tentando segurar as lágrimas e indo em direção a porta.

– Mas que merda fizemos todo esse tempo?

Ele ia sair mais eu comecei a falar.

– Eu… Não menti daquela vez…

– O que?

– Quando eu disse que não sabia quem era o pai… Na verdade eu sabia não sabendo… Pois eu fui dopada. Na verdade, tudo sempre é por causa da bebida. – Acho que aquilo soou como uma indireta, pois meu pai parecia parar para pensar – ah, mais uma coisa… Eu também não menti enquanto cantava. Eu sempre sei quando você está triste… Ou quando tem ou não razão, por que… — “DROGA, lágrimas inúteis! DESAPAREÇAM!” – Por que você é o meu mundo APPA. E eu estou acabada, pois eu estou vendo que meu mundo está desabando!

Eu mesma não acredito nas palavras que disse… Foram muito bonitas para serem minhas, para terem saído de mim. Ele me olhou após ouvir a palavra “APPA”, pois eu não o chamava de pai desde aquela época. Ele parecia emocionado antes mesmo de eu terminar de falar aquilo, por simplesmente ouvir novamente aquela palavra. Ele me olhou e veio até mim, arrancando um abraço que, honestamente, eu não esperava. Ficamos abraçados por um tempo, e eu sentia as lágrimas rolarem, tanto as minhas quanto as dele; Afinal ele tinha toda razão… Que merda fizemos todo esses anos?


Um pouco depois a ficha caiu e nos largamos brusca e apressadamente, afinal meu pai é um “durão” e... Filha de peixinho, peixinho é.

…

No dia seguinte eu ajudava minha mãe a preparar o almoço. Tinha acordado fazia pouco tempo. Hoje teríamos porco assado, claro. Mas na realidade nem Mika e nem Luna sabiam que eu e meu pai tínhamos feito “ as pazes”, então agimos como de costume.
Logo estávamos servindo o almoço. A mesa estava posta e estava linda. Eu tinha feito a maioria da comida ali, inclusive o porco com a ajuda da minha mãe. De repente, enquanto estávamos comendo, eu virei para meu pai tentando esconder o sarcasmo e pedi

– Appa poderia me passar a farinha, por favor?

– Claro minha filha.

Meu pai me entregava a farinha e minha mãe e Luna se encaravam assustadas. Eu e ele não nos falávamos diretamente e muito menos nos tratávamos como pai e filha.

– Mas o que foi isso? – Luna soltava empolgada.

– Você fizeram as pazes?

Eu dava de ombros arrancando risos delas.

– Ah! Por isso que Amber está bem rosada hoje?

– E por isso o papai está tão bem humorado, mamãe?

– Não é verdade! – eu e ele soltávamos juntos, mas logo todos nós começamos a rir. Foi uma tarde inesquecível.

...

Mais tarde eu estava lavando a louça, já era noite e eu ia embora no dia seguinte, até que eu senti alguém me cutucar e eu olhava para o lado. Meu pai me olhava sério me estendendo uma folha de papel.


– O que é isso?

– O endereço de onde Key escondeu o tal presente.

Eu pegava o papel sorrindo e agradecia assentindo com a cabeça. Meu pai estava saindo, mas logo falou algo, chamando minha atenção.

– Ah Amber, você… Teria sido uma ótima mãe. – Eu sorria boba vendo-o sair da cozinha.

“É Key… Mas uma vez você conseguiu fazer magia…”

…

No outro dia eu acordei cedo, mas nem tanto, era mais ou menos umas 9 horas. Eu peguei minhas coisas, que havia arrumado no dia anterior e me despedi dos meus pais, pedindo desculpas por qualquer incomodo causado. Eu estava louca para ver Tae e Jong.

Quando parei para notar já estava saindo da estação, pegando um táxi para a casa do Jong.

…

Notas finais
ALILUIA QUE DIOS SEJA LORVADO. HSUAHSUAHSAU
É ISSAE galerin' to com dor nas costas [reclamaçõesdavóvóCake] por vocês U_U.
E ai gostaram? Achei que ficou Kawaii 'u' e vocês?
Anciosos pelo cap 10? Olha que tem grandes emoções boas ein. Será que terá beijo na boca? HMMMMM Não sei, será que isso foi uma indireta de que terá? Por que se não eu não teria falado; se bem que eu posso ter falado isso para fazer vocês pensarem que teria quando na verdade não teria, mas eu poderia estar fazendo vocês pensarem que não teria para ter não tendo sendo que na realidade teria não tendo completamente uma certeza se teria ou não teria porque... AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH nó nos neoronios Ç.Ç Ok, fiquem ligados e ponto. U_U
Um beijo 'u'