Life
11 Capítulo X - Stay by my side
Notas iniciais
Tipo, eu realmente sinto muito mesmo. Mas para aqueles que esperaram ansiosos pela fic [ninguém ç.ç] Aqui estamos. Bem, alguns aviso:
- A fic já foi terminada. Terminei de escrever só falta passar pro PC [superemocionada aqui Ç.Ç] E ficou lindo.
- Arranjamos um meio de passar a fic pro pc sem ter que escrever tudo de novo, então não demorará tanto assim a ser postado ok? Mas mesmo assim peço consideração de vocês amores.
- Eu estou na conta da Mid por que ela que ia postar a fic, por que estamos na escola, mas o appa dela ligou e anunciou que ia buscar ela e que já estava na porta da escola então ela se foi, e como eu quero arrumar o perfil dela, não posso sair da conta agora HSUAUASHHUSAUHSA.
Então é isso amores. Agradeço as nenhum reviws no ultimo cap [ç.T] e agradeço a quem continua a ler mesmo com meus vacilos. Amo vocês ok? Espero que gostem do Cap, e desculpem qualquer erro que passou despercebido. Um beijo 'u'
Logo eu chegava feliz à casa de Jong. Eu tinha muita coisa para contar. Quando eu cheguei lá eu reparei que eu sempre e surpreendia com o tamanho daquela casa, afinal Jong era muito exagerado.
Eu esticava minha mão para dentro da caixa de correio e retirava a chave reserva sorrindo, já abrindo o portal branco e alto que cobria a casa inteira. Eu entrava e Kevin o cachorro de guarda de Jong vinha correndo. Quando ele me viu, simplesmente pulou em cima de mim para me lamber, mas eu saí da frente antes que pudesse fazê-lo, já correndo para dentro da casa. "Pra que tanto exagero Jong?"
Quando entrei me deparei com duas crianças dormindo no sofá, cobertas de doces.
O pote de sorvete que já não era mais sorvete, pois havia derretido, estava quase caindo na cabeça de Tae, o que me fez rir. Mas eu não podia deixar isso assim não é mesmo? Então eu tirei todos os doces e joguei-os fora, depois eu desliguei a TV e peguei Tae no colo, o levando para qualquer um dos muitos quartos, pois eu não sabia exatamente qual deles lhe pertencia. Então eu trouxe um cobertor e um travesseiro e coloquei para Jong, que dormia feito uma pedra, com a boca aberta, pronto para babar a qualquer instante.
Eu ria olhando-o, indo me deitar no outro sofá.
Eu tirava feliz o papel que meu pai me deu de dentro da mala, que a propósito estava do lado do sofá que eu estava, e admirei-o sorrindo. Logo acabei adormecendo.
...
# Jong ON #
Eu me espreguiçava devagar abrindo meus olhos, notando que Tae não estava mais deitado comigo, e eu estranhei. Era cedo demais e a casa estava quieta. Olhei para o chão e ele não estava lá também. "Ufa, ainda bem que ele não caiu" e então me levantei, notando alguém diferente na sala. O que diabos Amber estava fazendo ali?
Eu levantei e vi que ela estava dormindo no meu sofá. Ela dormia, mas respirava ofegante. Enquanto Amber dormia murmurou algumas palavras desconexas e a ouvi falando meu nome. Aquilo, por mais que não fosse nada, me deixou extremamente feliz.
Dei uma olhada na sala e ela estava simplesmente um lixo. Eu tinha que limpar, mas não dava para fazer isso com Amber lá sem acordá-la.
Eu a peguei com cuidado e a carreguei para o meu quarto. Eu a coloquei na minha cama.
- Não me deixa sozinha. Fica comigo Jong... — Amber puxou meu braço ainda com os olhos meio fechados.
- Liu eu... Eu não...
- Não me deixa sozinha. — Amber puxou meu braço dessa vez mais forte. A vontade de me deitar com ela estava gigante, mas alguma coisa me dizia para não fazer isso. "E quando ela acordasse?" Do jeito que a Liu é ia me dar um pau se me visse deitado com ela. Amber puxou novamente meu braço. Avistei uma almofada e eu dei para ela, que apertou a mesma e largou meu braço. Ela sorriu e virou para o outro lado voltando a dormir com a almofada. Olhei para aquela cena e ri sozinho. A Liu sorrindo e apertando uma almofada enquanto dormia era algo cômico. Tirei uma foto com o meu celular, para futuras chantagens. Sai do quarto com cuidado para não acordá-la. Estava com uma preguiça gigante de limpar tudo, mas eu tinha que fazer aquilo, pois a empregada só viria na semana seguinte.
Desci as escadas e olhei mais uma vez para aquela bagunça. Como eu queria ter deitado com a Amber!
#Jong OFF#
...
Eu me levantava devagar e ia até a sala. O que eu estranhava era que ela agora não estava mais a imundice de antes. Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, um Jong sorridente me abraçou com força enquanto comemorava algo que eu não sabia o que era.
- Hey, hey! Se acalma! O que houve?
- A assistente social acabou de ligar... Ela disse... — ele ofegava de tão cansado e eu pedia para ele respirar — Ela disse que... Que a adoção foi... FOI ACEITA! Tae é meu filho agora, e não vai precisar ir para o orfanato!
- O que? Sério? Sério? Sério mesmo?
- SIM.
#Jong ON#
Nós dois começamos a pular feito retardados e nos abraçamos contentes. Tudo finalmente estava começando a dar certo.
Mas quando dei por mim, eu estava abraçando fortemente Amber contra mim e meu rosto se escondia em seu pescoço. Eu rapidamente me afastei notando o quanto ela estava sem jeito e podendo sentir também o quanto corado eu estava, mas eu simplesmente mudei o assunto, ignorando qualquer coisa que pudesse atrapalhar aquele momento alegre.
- TEMOS que comemorar Amber!
- C-Claro... Mas o que quer fazer?
- Vamos ao parque que chegou à cidade...
- Hoje?
- Claro! Quando mais?
- É que hoje eu... Eu tinha uma coisa pra fazer e...
- Não acredito que você não quer comemorar isso comigo e com o Tae!
- Eu nunca disse isso!
- Então deixe para trás tudo que tem que fazer e vá com agente! Não há nada que não possa ser resolvido outro dia!
Eu via que Amber suspirava e parecia olhar para um papel dentro do seu bolso, e depois suspirava concordando.
- Ok então... Vou acordar o Tae!
...
Estacionei o carro, e depois nós fomos andando para o parque. Era um daqueles parques de diversões com brinquedos já velhos e barracas de tudo o que você imaginar.
Lembro que na minha adolescência eu adorava ir a parques desse jeito com minhas namoradas. Uma das melhores coisas era ir à roda gigante com elas, que sempre ficavam assustadas e eu podia me aproveitar da situação.
Nós mal saímos do carro e Tae já pulava alegre em direção ao parque. Eu e Amber rimos ao vê-lo tão empolgado, e logo corremos atrás dele.
Estava sendo um dia ótimo para mim, desde o começo. Assim que entramos no parque Tae deu de cara com uma garotinha e se pôs a brincar com ela. Seu nome era Sully, e Amber me disse que os dois eram amigos. Tae pediu para ficar com ela, mas Amber fez cara feia.
Mas logo ela deixou ao ver que ela não estava acompanhada de seu pai, e sim de uma tia muito legal. “Acho que Tae deve ter problemas com o pai da garotinha.”
Assim que Tae saiu completamente de nossas vistas, Amber começou a rir se aproximando de mim, e antes que eu pudesse notar estávamos andando no mesmo passo, o que foi estranho e engraçado ao mesmo tempo.
- Poxa, aqui é realmente muito legal... — dizia Amber passando as mãos nos braços descobertos. Eu, como que por impulso, retirei minha jaqueta e coloquei sobre ela — N-não precisa Jong...
- Pare de frescura! — Ela sorria assentindo com a cabeça.
Eu continuava a andar quando notei que ela não estava mais ao meu lado.
Ela estava parada em frente a uma das barracas, seus olhos pareciam brilhar admirando algo que estava pendurado como um dos prêmios.
Eu voltei e fui ao lado dela.
- O que foi?
- Um... Um... Um... — Amber gaguejava como uma criança. — DINOSSAURO ROSA COM "CRISTA" ARCO-ÍRIS! Eu preciso! — Amber gritava apontando para o dinossauro rosa com a cabeça tão grande que era muito maior que o corpo (qualquersemelhançacomqualquerpessoavivaoumortaemeracoincidencia) e as coisas pontudas nas suas costas eram todas coloridas. "Amber gosta desse tipo de pelúcia?"
Eu me aproximei mais dela e a olhei.
- Eu vou ganhar essa pelúcia! — ela dizia jogando uma nota para o cara. O jogo era de angola, e ela tinha que acertar as 5 argolas em uma das 4 latas colocadas, era um jogo de mira, mas claro, não era nada fácil. Amber jogava as argola devagar, mas acertou apenas 2. O mínimo era 4 acertos. Amber pagou por mais 5 angolas e as lançou novamente, mas errou. E assim foi indo, ela pagou mais umas 2 vezes e errou. Ela já estava ficando nervosa, jogava as argolas sem nem esperar pelo resultado da anterior. Até que eu segurei seu braço a impedindo de comprar mais angola e a olhei.
- Calma... Eu vou ganhar esse dinossauro para você!
Eu paguei pelas argolas e as peguei devagar. Olhei para as latas e mirei lentamente o alvo. Logo lancei as 4 argolas praticamente de uma vez só, e elas foram entrando na lata apressadamente. Logo só faltava uma argola, e eu com ar de autoridade a joguei sem nem olhar para onde, e logo aceitei a última argola também. Amber olhava surpresa para mim e eu me vi sorrindo. Logo ela apontou para o Dinossauro rosa e o homem da barraca ainda com os olhos arregalados o entregou.
...
- Jong! Aquilo foi... Foi... — Amber andava ao meu lado abraçada com o dinossauro — foi INCRÍVEL! Como você conseguiu fazer aquilo?
- Eu sou muito bom de mira. Alguns dizem que sou Jong alvo-certeiro. — eu ria e sentia ela me dar um tapinha no braço — Tá. Eu conto! Eu fazia pontaria quando eu era mais novo... Tipo tiro.
- Sério? Que demais! — Amber parava em frente à outra barraca e me olhava. — vamos ver se é verdade. Eu te desafio!
Eu ria a olhando e me aproximava dela, logo pegando uma arma que tinha na tal barraca. Era uma barraca de tiro. Eu ajustava a arma em minhas mãos, era como um rifle um pouco menor. Eu mal mirava e logo atirava nos patos. Eu derrubava 3 de 5, o que me deixou um pouco surpreso, provavelmente o dono da barraca tinha aumentado a velocidade, pois eu com certeza ia acertar os 5. Amber ajustava a arma em suas mãos. Agora era a hora dela, mas acho que ela não sabia fazê-lo, pois segurava a arma desajeitadamente. "Desse jeito ela pode se machucar". Eu fui atrás dela e segurei as suas mãos, ajudando a segurar a arma.
- Faça assim... — eu segurava em suas mãos e guiava-as pela arma — aí você mira... Olha ali para onde você quer acertar e veja a hora certa... — eu me aproximava mais, nossos rostos agora estavam bem próximos, Amber olhava para frente e eu... Eu olhava para ela. Meu coração por uns instantes pulava mais rápido e eu sentia um arrepio forte. Eu estava tão perto do seu rosto... Eu me aproximava mais, o que ao meu ver parecia impossível, e agora sentia minha respiração bater no rosto da mesma e voltar.
Minha atenção foi totalmente desviada por um barulho de tiro, vinda da arma que estava em nossas mãos. Eu me afastei assustado olhando Amber que comemorava o acerto de um pato...
-V… Você perdeu! Eu acertei 3!
- Seu chato!
Eu ria tentando descontrair meus próprios pensamentos. Afinal, que idiotice eu estou fazendo?
Nos não ganhamos nenhum prêmio naquela barraca, mas estavamos nos divertindo. Fomos a algumas barracas e jogamos mais algumas vezes 'um com o outro'
...
# Tae ON #
Eu e a Sully estávamos brincando nos brinquedos a um bom tempo, e agora iríamos ao brinquedo de água. Eu estava super ansioso. Até que Sully me cutucou sem sua tia ver.
- Tae.. Eu expliquei sua história para meu papai. Ele não sabia que sua mamãe tinha morrido... Ele pensava que você era uma pessoa má... Desculpa ele, tá?
Eu sorria olhando ela.
- Eu não tenho nada contra seu Appa. Pelo contrário. Eu gosto dele. Não ligo pra essas coisas! Vamos brincar! — eu ria e ela ficava um pouco vermelha, logo nos empolgávamos com o tal brinquedo.
# Tae OFF #
Eu e Amber andávamos pelo parque. Ela estava feliz com aquele bendito dinossauro que ela insistia que era igual a mim. Estávamos nos divertindo. Mas... Eu realmente estava confuso. Todos aqueles momentos estavam fazendo meu coração bater mais rápido e me fazendo pensar em Amber todo o tempo.
Era estranho... Mas era melhor eu ignorar. Logo ia passar, não é mesmo?
De repente Amber parou e riu olhando para algum lugar.
- Olha Jong uma barraca do beijo! Nossa! Eu não vejo uma desde o colegial! — Amber guardou seu dinossauro na sacola e logo andou em direção à barraca.
- Aonde você vai?
- Eu vou pagar por um beijo!
- PRA QUE? — eu me estressava sem nem ao menos notar.
- Deixa de ser caipira Jong! Nada mal em um... — ela fazia um biquinho se virando para mim — beijinho...
Nesse instantes umas crianças passaram correndo em volta de nós, e quando menos pude notar Amber já estava caindo em cima de mim, com nossos lábios selados. Meu coração batia acelerado e eu sentia meu rosto pegar fogo. Ela se levantava devagar me ajudando em seguida.
- Perdão. Eu me desequilibrei.
- Relaxa... — Amber sorria sem jeito e ia em direção à barraca — para que você vai aí? Eu acabei de te presentear com um beijo gratuito!
Amber me dava um soco no braço e seguia para a barraca. Eu a acompanhava com passos negativos. Por que ela tinha que beijar alguém?
Amber entrava na pequena fila. Com certeza ela queria beijar o garoto novinho que estava ali. Era um japonês de cabelos grandes castanhos que tinha um piercing na orelha. Todas as garotas queriam beijar ele, mas era de olhos vendados.
Amber pagava e colocava a venda. Eu via o tal japonês pedir desesperado para ir ao banheiro e ir em seguida, sendo substituído por um velho feio com os dentes sujos de doce de feijão. Eu... Eu não sei. Acho que por impulso eu acabei empurrando o homem para longe. Afinal Amber podia pegar alguma doença... N-não é mesmo? Mas antes que eu pudesse fazer alguma coisa, Amber me puxou para um beijo.
Eu senti os seus lábios quentes tomarem os meus e dançaram conforme a sua própria música. Meu coração estava a mil e eu já não conseguia segurar qualquer coisa. Eu tinha meus olhos arregalados e ainda estava surpreso. Amber pareceu desanimada, pois estava fazendo todo o trabalho, ela aos poucos se afastou, mas eu não deixei, colocando meus braços em seus ombros eu a puxei para mais perto, dando-lhe um beijo selvagem e desesperado, expressando tudo o que eu sentia. Foi algo muito intenso e eu não tive medo dessa vez. Eu simplesmente me entreguei.
Logo eu fui perdendo o ar e vi que ela já estava sem ele e me afastei lentamente. Amber sorria de ponta a ponta e ia tirar a venda, só que eu não podia deixar ela fazer isso. Ela não podia saber que fui eu quem a beijou. Então eu segurei suas mãos e com uma voz fina acrescentei
- Não pode tirar a venda ainda!
- Por quê?
Eu saía devagar e logo o garoto voltava correndo do banheiro. Ele me olhava questionando o porquê de eu estar ali; E eu fui para fora sem jeito. Amber tirou a venda e sorriu.
Ficou um pouco corada e acrescentou um "obrigado", que deixou o garoto confuso. Ela saia dali e ia em minha direção.
- Viu? Matou? Foi só um beijinho...
Eu não consegui falar nada. Eu estava bobo e minhas pernas estavam bambas. Minha respiração estava falha e eu simplesmente não sabia o que fazer.
- Que foi Jong? O gato comeu sua língua? Vamos logo! — ela me puxava pela mão, e com a outra segurava a sacola. Ela me levava até o bote. Era um bote redondo que ia descendo por um riozinho. Tinha alguns obstáculos. Amber parecia ainda mais empolgada.
Decidimos guardar nossas coisas no guarda volume e depois voltamos para a fila do brinquedo. Colocamos os coletes e sentamos no brinquedo e bote começava a se mexer. Seguia a correnteza do riozinho. Era divertido ver as ondas formadas pelo bote molhar as pessoas que ainda estava na fila.
Aos poucos já estávamos bem longe do início e o bote caminhava para cá e pra lá. Eu estava sem jeito. Sei que isso pode parecer estranho, mas... Eu não conseguia olhar para ela sem sentir meu coração bater mais forte e ter vontade de... Abraça-la e... “DROGA JONG! PARE COM ESSAS COISAS! Se acalme... Respire fundo e ignore tudo! Isso tem que passar e..." na hora em que eu pensava nisso Amber encostou a cabeça em meu ombro com os olhos semi fechados.
- To ficando enjoada Jong. Esse bote mexe muito! Posso ficar encostada assim em você?
- P-Pode Amber... Claro q-que pode!
Amber ficava daquele jeito. De olhos fechados e encostada em mim. Eu pensava nunca tê-la visto tão angelical. Ela estava serena mesmo estando enjoada. Logo o bote chegou ao seu destino, mas eu mal percebi olhando Amber e fazendo carinho em seus cabelos. Ela estava tão linda. Até que fui chamado atenção pelo guardinha que estava parado esperando que nós dois saíssemos.
Eu cutucava Amber e ela ficava feliz por já ter acabado.
Depois de sair do bote sentamos em um banco para que o enjoo de Liu passasse. Avistei a roda gigante e puxei Liu.
- Para onde estamos indo JJong?
-Você vai ver. — sorri me lembrando do que fazia com as garotas na roda gigante há uns anos atrás, mas então me lembrei de que estava com Amber e meu sorriso murchou.
Chegamos à fila da roda gigante, que só tinha um casal.
- Roda gigante? Não, não, não e não! Você não vai me fazer entrar nisso Kim!
- Por que não Liu?
- Porque não, oras!
-“Porque não” não é resposta! – Ri internamente ao me lembrar de uma brincadeira boba que fazia quando criança.
- Pra mim é JongHyun! – Amber cruzou o braço e fez bico.
Então uma lembrança veio em minha cabeça. Amber tinha medo de altura no colegial. Duvido muito que isso tenha mudado.
- Porque você tem medo de altura Liu? É isso?
- Eu não tenho medo Kim! Só não quero ir... – Ela desviou o olhar.
- Você está com medo sim. Então eu duvido você entrar nessa roda gigante e dar uma volta completa nela!
-Duvida?
- DU-VI-DO Liu!
Amber me fuzilou com o olhar e me puxou para dentro da cabine seguinte.
...
Nós nos sentamos no mesmo banco, mas cada um em uma ponta. A roda gigante começou a subir e percebi que Amber começou a tremer, mas não falei nada. Ela fez uma cara hilária de medo e fechou os olhos. Eu ri dela.
- Ta rindo do que? – Ela disse de olhos ainda fechados.
- Da sua cara de medo.
Ela abriu os olhos e me lançou um olhar bravo.
- Você tem medo de altura não é?
- Eu? Claro que não!
- Para de ser chata e admite logo menina.
- Eu não tenho medo de altura JongHyun! –Amber bateu o pé no chão com tanta força que fez a cabine balançar. Ela se encolheu no lugar e fechou os olhos. Eu ri fraco e coloquei meu braço ao redor dela. Amber estremeceu e me encarou.
- O que diabos você está fazendo JongHyun? – Ela me olhou com a maior cara de reprovação que tinha. Fiquei com vergonha e voltei ao meu lugar inicial. Ficamos por um tempo apenas olhando para o nada, pelo menos Amber estava olhando para o nada e eu olhando para fora. A vista era linda. Dava para ver toda a cidade, todas aquelas luzes e todo aquele tumulto que eu amo.
-Olha pra sua janela Liu, pelo menos é melhor que olhar pra esse chão sujo e grudento. – Eu a provoquei. Amber ficou muito puta e ia começar a me xingar, quando a roda gigante deu um tranco. Ela gritou e pulou no meu colo, agarrando meu pescoço. Nossos rostos ficaram muito próximos pela milésima vez só naquela noite, e então me lembrei do beijo que nos demos. Me aproximei mais um pouco. Dava para sentir a sua respiração ofegante e ver o nervosismo em seus olhos. Então ela também ficava assim por mim? Então é isso mesmo produção? Sorri internamente e a beijei. Amber partiu o beijo rapidamente. Ela estava parecendo uma pimenta, o que me deixou mais feliz ainda.
- Que porra foi essa Kim?- Ela disse se afastando.
Naquele momento eu não consegui dizer nada.
- Kim?- Amber me cutucou, me tirando do transe.
-Ahn... É... Você... Sua boca estava suja!- sorri amarelo.
- E você me beijou para limpar?
- Sim. – deu meu melhor sorriso Colgate. Amber rodou os olhos.
-Sabe, não precisava ter... Você sabe. Era só ter me avisado. — Ela limpou a sujeira inexistente da sua boca, ainda parecendo uma pimenta. A roda gigante voltou a se movimentar e o silencio reinou. Olhei para Amber por um bom tempo, mas ela não virava o rosto, apenas olhava para sua janela. Eu voltei a olhar as luzes do parque e da cidade.
- Realmente Kim, a vista daqui é linda. — Ela sorriu para mim e eu sorri de volta.
Saímos da roda gigante e fomos atrás do Tae. Nós decidimos ir embora e pedimos pizza. Amber agiu como se nada tivesse acontecido, mas enquanto estávamos na pizzaria percebi que ela estava meio avoada.
Já era tarde quando saímos da pizzaria, então fomos todos para minha casa dormir.
#Jong OFF#
...
Era cedo, bem cedo, e eu decidi que precisava ir embora. Acabei dormindo na casa de Jong, mas eu precisava ir atrás do presente do meu Key...
Eu me levantava devagar e logo arrumada minhas coisas. Mas eu olhei tudo e decidi que era melhor eu buscar as coisas depois, pois andar de manhazinha com mala não é uma boa ideia.
Eu saia do quarto e ia andando lentamente. Até que eu ouvi alguém falar algo.
- Não vá Amber... Fique!
Eu olhei para trás e vi Jong que me olhava apreensivo.
- Não Jong,eu tenho que ir!
Eu ia indo mais ele segurou minha mão e me puxou, dando-me um abraço comigo de costas. Ele me abraçava forte com os dois braços em volta de mim e o queixo apoiado em minha cabeça.
- JJong...
- Amber... Eu nos últimos dias percebi o quanto não consigo ficar longe de você. Pois sempre está nos meus pensamentos, nos meus sonhos, no meu coração. Amber, pra mim não importa se você está presa ao seu sentimento pelo Key ou se você pensa em desistir de amar. Eu... Eu descobri que te amo, e que não consigo ficar um instante sequer longe de você. Então por favor, não me deixe mais! Fique aqui... Comigo!
Eu sentia um arrepio forte que ia da cabeça aos pés. Eu nunca esperei ouvir algo assim. Não do Jong. Eu sentia ele me abraçar ainda mais forte e afagar o queixo nos meus cabelos. Eu abaixava minha cabeça e ficava ainda mais sem reação.
- JJong... Eu... Eu preciso ir! Tem uma coisa que tenho que fazer e...
-NÃO! — Jong gritava — me escuta! Não é mais uma brincadeira! Tem sentimentos em jogo! E... E eu não quero e nem vou desistir de você tão cedo! Eu não quero perder! Não pra ele... Então por favor! Pense direito. E não me deixe! — ele me virava de frente a ele e olhava nos fundos dos meus olhos. Seus olhos estavam marejados, e várias lágrimas já escapavam. Eu não sabia que Jong era tão chorão! Ele me abraçava ainda mais forte. — Por favor Amber! — ele escondia a cabeça no meu pescoço e eu mal conseguia abraça-lo.
-JongHyun... Tem algo que eu realmente preciso fazer. E eu... Preciso realmente ir!
Ele se afastava devagar, encarando o chão. Colocava as mãos nos bolsos.
- Amber... Se você realmente for não volte mais... Pelo menos não por mim! — ele saia e se afastava, mas me olhava por alguns segundos. — Então... Isso e um adeus Amber Josephine Liu. — ele saia em direção à cozinha e eu soltava um "me desculpe" correndo porta a fora.
Logo estava pegando um táxi.
Minha vida estava parecendo um filme.
Enquanto eu olhava a neve pela janela do carro eu não pude evitar chorar.
...
Notas finais
Hey hey, recado aos novos leitores... Comentem a fic please? Criem uma conta e comentem quem não tiver, e aos meus amiguinhos do face, tratem de comentar lá também! Ou eu mordo todos vocês RAWR! HSAUASHUASHUSAHU
e mais uma coisa, para a BigodedoKiSeop... É bom você não ter me abandonado, se não eu te soco... E o próximo cap é o que prometi te dedicar lá nos primeiros comentários. Lembra?
Bem, de todo caso, espero que estejam todos gostando da Fic, amamos vocês e desculpem qualquer coisa novamente.
Aguardo Reviws.
Um beijo...
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