Life

1 Capítulo I - Dont leave me


Notas iniciais
Espero que não me matem, não me soquem, não me chutem. XD Leiam e me digam se gostaram, dai continuarem postar. Estou com o segundo capitulo completo...
Gente aviso: Sei que SHINee e F(x) são coreanos, embora eu tenha uso frequente da língua japonesa. Então usarei expressões japonesas na maioria de vezes.
Ah, para melhor desenvolvimento da leitura da Fic, eu aconselho que escutem Life - SHINee enquanto leem o começo deste episódio. Acho que vão ficar emocionadas/os.

Era mais um daqueles dias turbulentos, eu simplesmente não sabia o porquê, mas os momentos de alegria não eram mais tão freqüentes […] eu desejava que tudo mudasse, que os tempos em que corríamos e riamos juntos voltassem a aparecer… Mais eu sabia que não seria assim. Eu sentia uma necessidade grande de te abraçar e te trazer de volta à sanidade e aconchego em meus braços…

Enquanto ouvia meu rock… Ou melhor, meu J-Rock pesado, eu simplesmente pensava em quais maneiras para te fazer enxergar meus sentimentos e frustrações… Calçava minhas botas de couro e meu Jeans apertado, minha regata branca e meu colete de couro. Bagunçava meus cabelos curtos e logo via que tinha emagrecido. “Preciso voltar a comer” Eu pensava rindo para mim mesma, logo saindo pela porta da frente.
Conforme as pessoas passavam, eu pude notar o quão besta elas eram, tentando esconder suas verdadeiras personalidades com cabelos e roupas da moda. “Bakas. Todos eles…”. Tirava um pirulito de chocolate do bolso, o que atraia olhares de pessoas que passavam por mim. Sentava em um banco da rua enquanto os carros não reduziam ao farol…

— Onde já se viu uma mulher desse tamanho chupando um pirulito de chocolate?! — Exclamava uma mulher quase da meia idade, e eu ria cruzando minhas pernas, e com os olhos fechados degustava o pirulito, acrescentando:

— Ora, e onde já se viu uma mulher de tal idade cuidando de vida alheia… — Ouvia uma exclamação e passos furiosos até o outro lado da calçada, o que me fez rir ainda mais.

Meu telefone começou a tocar e eu o atendi com o pirulito na boca… Ouvia as palavras que sovam do mesmo, e de um pulo levantava-me do banco deixando o pirulito cair no chão, corria sem me importar com nada. Passava em meio ao trafico com lagrimas em meus olhos; mesmo uma e outra buzina forte, e freadas bruscas não fazia cessar meus passos grosseiros e desesperados. Logo seguia por uma calçada e via as pessoas me olharem admiradas, provavelmente pensavam por que uma mulher daquele tamanho e com aquele visual “agressivo” corria com lagrimas nos olhos. Só eu podia entender.

Logo eu entrava em um hospital e, sem ao menos parar na recepção, me pus a correr subindo as escadas. Eram muito grandes e eu logo começava a perder o fôlego, e com as lagrimas escorrendo, eu caia por um degrau segurando o telefone com força. Discava alguns números no mesmo chorando, e quando o atendiam eu começava a gritar

— IDIOTA! Me espere! Eu não vou deixar você ir! Eu estou chegando — soluçava — Eu… Estou… Chegando…

-Ai… S… Aishiteru… Baka… Eu… Sempre vou… Estar no seu… Coração…
Ouvia uma voz fraca no telefone, seguido por uma tosse, e então o telefone era desligado. Eu gritava um “Não” e continuava a correr pelas escadas com mais pressa, largando o próprio celular no chão. Corria e logo chegava a um corredor cheio de salas, e corria em direção à sala do fundo. Tentava entrar na mesma, e ao entrar via um garoto deitado no leito com um celular na mão. Ele me olhou, e sorriu, e logo sua face perdia a cor e a vida…
Eu olhava-o desolada e corria até a maca, mais sentia alguém me puxando, me impedindo de ir até lá; eu me rebatia lutando para ir até lá, mais era tirada da sala. Os médicos iam até a sala e tentavam revivê-lo com os choques enquanto eu chorava ajoelhada no chão, olhando a sala em minha frente, olhando o mesmo, torcendo por sua vida.


Demorava um pouco mais, e então de repente os médicos pararam, e se afastaram lentamente.

Eu levantava os olhos, esperançosa, mais logo eles o cobriam com um tecido branco,; e eu me pus a chorar escancaradamente, me jogando no chão e cobrindo o rosto com as mãos…
Foi então que descobri a dor de perder alguém…

…


Logo eles vinham com a Tampa do caixão, mais eu pedia que esperassem mais um pouco antes de fechá-lo. Eu alisava seu rosto lentamente como se alisasse um tecido novo e macio… Sua face era tão serena, mesmo morto, ele continuava transmitindo a tranquilidade, paz e bondade que sempre me faziam melhor… Todos em minha volta choravam e eu apenas olhava o garoto em minha frente.
Sua família decidiu por não ficar para o enterro todo, já que sua mãe já estava a ponto de ter um enfarte. Só ficaram algumas pessoas; o enterro foi individual, pois eles não tinham nenhuma lapide familiar. Então como ultima despedida eu dei-lhe um beijo nos lábios gelados, desejando que fosse um sonho e que eu pudesse vê-lo acordar mais uma vez.
“Queria ter feito isso enquanto você estava vivo… Me perdoe…” Sussurrei para mim mesma, na esperança de que ele me ouvisse. Logo eles fecharam o caixão e enterraram o mesmo, e eu segurava algo em minhas mãos, como se fosse um tipo de colar… Mais cujo pingente insignificante para muitos, era algo que me marcava profundamente. Então eu fiquei ali, até depois do enterro, até mesmo quando todos foram embora…

— Amber, você não vai embora? — A doce voz de Minho soava atrás de mim; e eu o olhava de canto de olho.

— Ah… Eu vou ficar mais um pouco…

— Vocês dois eram muito próximos, não é mesmo?

“Ele era minha vida” Eu pensava e logo o respondia

- Ah, ele era meu tudo… Meu melhor amigo, conselheiro… Como um irmão… — Dizia desolada. “Ele era o amor da minha vida” pensava novamente.

Sentia meus olhos formigarem mais segurava o choro, não podia chorar ali, não com Minho me olhando.

— Ah… — Via como ele ficava sem jeito — Lamento mesmo… Key também era um grande amigo… Ele me ajudou muito… Mas Amber, eu tenho algo para te dar… — Ele então tirava do bolso um telefone celular e eu na hora reconhecia. — Key pediu para lhe dar isso antes de morrer… — Ele me entregava, eu sentia meus olhos dançarem, e fungava o nariz enquanto segurava o mesmo. — Bem, era isso… Eu tenho que ir, me desculpe! — Ele sorria e eu assentia que tudo bem com a cabeça. Logo me via sozinha ali. Olhava para a lapide novamente e começava a chorar.

— Desculpa… Eu devia ter ficado com você esta noite! Eu disse que sempre estaria com você não é? Desde que descobrimos este câncer. Key… Me perdoa! Por favor! Eu devia ter dito o quanto eu te amava! Devia ter estado mais ao seu lado… Eu devia estar lutando mais com você… Me perdoa! Eu… Key… Por que o Key Deus? Me leva no lugar dele… Eu não posso viver… Eu não QUERO viver se não for ao lado dele… Por que… POR QUÊ? — Eu começava a socar o chão. O gramado artificial posto muito apressadamente para cobrir a terra cavada e tampava saia um pouco.

Eu não queria acreditar… Eu não podia acredita… Por que o MEU Key? Eu fechava meus olhos deitada sobre onde (debaixo da terra) Key estava. Eu chorava como nunca chorei antes. Chorava ali, até adormecer.

...

— Hey seu idiota, por que você não consegue tirar pelo menos uma foto direito? — Eu fazia um bico enorme e Key ria com aquela carinha fofa de desaforo.

— Você está reclamando? Por que não faz melhor então?

Eu ria e negava.

— Não, não… Tudo bem… Mais tira essa droga logo…

Via rir e me jogar uma bola de neve na cara, eu me irritava revidando, e logo começávamos a fazer uma grande guerra. Via ele correr enquanto os “cliques” da câmera sobre o tripé soavam pelo friento silencio daquela tarde. Via por alguns segundos a câmera e logo sentia um corpo se atirando contra o meu e começava a rir, caindo no chão com Key em cima de mim. Nos olhávamos um pouco sorrindo e ele esfregava seu nariz gelado no meu ainda quente, me fazendo rir. Sorrimos e ficamos ali brincando com os flocos que caiam; como duas crianças, dois amigos, dois irmãos…

…

Sentia cutucões sobre minha pele gelada e abria os olhos. O dia estava acabando e o luar começava a crescer no céu; mesmo com as densas nuvens a cobrindo. O vento soprava muito forte e logo começara a nevar. Abria totalmente meus olhos e via Onew me cutucar.

— Amber, logo o cemitério terá que fechar por causa da neve… Vamos… Eu te levarei em casa. — Ele dizia com voz sua calma, sorrindo.

Eu olhava em seus doces e tristes olhos e segurava em sua mão, me levantando com dificuldade. Limpava a neve de minhas roupas e via Onew colocar seu casaco preto sobre meus ombros descobertos, e sem dizer nada, apenas com um sorriso me guiou até o carro. Eu o acompanhava sem dizer nada. Apenas apertava o celular no bolso da calça.

…

Onew dirigia sem dizer uma palavra. Em pouco tempo me deixava em casa. Eu simplesmente o agradeci, mais antes que pudesse sair do carro ele me puxava dando-me um abraço forte…
Eu ficava sem entender o porquê daquilo naquele momento. Eu sentia que o abraço não era por causa da morte de Key, e logo era surpreendida com uma chave que me era entregue.

— O que é isso?

— Apenas guarde bem. Quando chegar a hora saberá como usar. Mais agora vai, vai, vai! — Sentia-me sendo empurrada para fora do carro. Me perguntava o porquê daquilo, mais simplesmente não estava com a cabeça para aquilo agora. Abria a porta da minha casa. Ela estava um chiqueiro. Mais não queria saber de arrumá-la. Eu tirava minhas roupas ficando apenas com minha “cueca feminina” e minha regata branca. Tudo ali me lembrava o Key, inclusive aquela regata que antes era dele. Até mesmo as cuecas que foram presentes dele. Tudo tinha a cara dele, o cheiro dele, inclusive eu, e aquilo doía. Ia até a geladeira e procurava algo. Tirava uma vodka de lá e alguns doces. Me jogava no sofá bebendo. Eu me lembrava de quantos doces comemos juntos e aquilo doía. Bebia. Eu era fraca para bebidas por que não era acostumada. Ele não me deixava beber. Não gostava disso.
Não conseguia ficar ali, tudo me lembrava você.
Jogava a garrafa de Vodka longe, e a mesma quebrava fazendo jorrar todo seu liquido no chão. Jogava os doces na parede e apertava meus cabelos com força.
Por que você tinha que ir embora? POR QUÊ? “Eu te amo tanto” Eu pensava.

— CHEGA! — Eu gritava me levantando. Pegava algumas coisas e logo formava algo com elas. — Não posso viver… Se não for ao seu lado Key… Me perdoe! — Subia em uma cadeira e colocava uma corda improvisada no pescoço. E apertava o nó no mesmo.
Fechava meus olhos e suspirava.

Dizem que quando você está prestes a morrer, você lembra de toda a sua vida. E é verdade! Eu me lembrei de todos os momentos mágicos que passamos juntos. O quanto você me ajudou e me ensinou. O quanto eu te “desprezava” por ser essa coisinha boba que você sempre foi.

Você era minha vida… Para que continuar a viver? “Afinal, o meu motivo para viver está morto!” Eu apertava algo em minha mão. Era o mesmo colar com pingente diferente.
Logo eu ia andando e ficava na ponta dos pés na cadeira. Sim, era o fim. “Mais não precisa se preocupar Key, afinal, tudo acabou quando você morreu…”. Eu estava prestes a me enforcar… Até que o telefone começou a tocar, e eu o ignorei. Não era hora para telefonemas… Eu estava pronta para me matar quando a secretaria eletrônica anunciou, e logo após uma voz conhecida me falou por ela…

— Amber…? Você está ai? Amber?

Aquela voz…

— NÃO PODE SER! Eu gritava assustada, caindo para trás da cadeira, caindo de bunda no chão. Eu olhava assustada para o telefone.

— Amber?! Amber!

— Essa voz… Não pode ser… — Arregalava os olhos olhando o telefone — KEY?

…

Notas finais
Gente, GOMEN NEE por terminar nesse mistério. Sei que odeiam isso, mais se não fizer isso, não terão interesse na história.
Prestem atenção em todos os detalhes, principalmente os mais "Insignificantes" pois serão de muita importância daqui para a frente. Kissus.