Life
2 Capítulo II - Do it for me
Notas iniciais
Eu simplesmente não conseguia acreditar… Key? Era ele mesmo? Mas como?!Eu me levantava devagar encarando o telefone e me aproximava do mesmo. Minhas mãos tremulas tentavam uma aproximação; logo eu tomava o telefone em minhas mãos.
- A… Alô? — Escutava um barulho estranho e logo depois um silencio momentâneo. — é algum tipo de brincadeira? Por que se for…
- Hey, Amber… Apenas escute ok? — O som do telefone voltava ao normal, e começavam a falar novamente — Bem, se você está ouvindo isso é por que provavelmente estou morto… É uma gravação… Fiz isso para você antes de morrer.
Meu coração parecia parar e eu sentia um arrepio do pé até a nuca. O que era aquilo?Se era mesmo uma gravação do Key, não havia motivo para responder…
- Amber, em primeiro lugar eu quero que você largue tudo o que está “aprontando”, e faça o que digo, está bem?
Sentia uma lagrima fria tocar meu rosto e mordia os lábios, Assentia com a cabeça. Apenas ouvia, não conseguia dizer nada.
- Amber pode fazer algo para mim? Sabe o meu celular? Então, pegue ele… Tenho certeza que alguém o entregou. — Eu corria e o pegava; e voltava ajoelhando em frente ao telefone. Apertava com força o celular em minhas mãos — Use ele a partir de hoje para me ajudar, ok? Eu… Fiz umas coisas antes de morrer e quero que você me ajude a terminá-las. Conto com você! — Eu sorria chorando um pouco — Bem… Pegue esta chave que também te foi entregue e, vá ao endereço que vai receber pelo meu celular. Lá receberá mais informações. Um beijo…
- Não! Espera! — Falava alto. Mais logo o telefone era desligado. Eu enxugava minhas lagrimas e logo sentia algo vibrando em minhas mãos. Chegava uma nova mensagem no celular do Key.Eu apertava e o abria. Logo lendo a mensagem no mesmo o jogava em cima do sofá e logo começava a me trocar. Colocava uma grossa blusa de lã e uma calça simples; sapatos e umas luvas, pois nevava muito lá fora.Eu então sorria lendo novamente a mensagem, que dizia:
“Olá, vá até a Rua Jefferson nº517, é um pequeno hotel onde eu aluguei um quarto. O numero 32. A moça saberá do que se trata, só diga que é… Era a melhor amiga de Key-sama. Chegando ao quarto abra a porta e leia uma folha em cima da cômoda, e então entenderá mais sobre o que terá que fazer. Um beijo.”
…
Pegava um taxi para o lugar que Key me mandou ir e, no meio do caminho eu pensava que, mesmo estando morto eu queria poder ajudá-lo, pois eu tinha uma divida eterna com ele. “Você me salvou mesmo morto, não é? Você continua me protegendo Key, e é por isso que eu te amo tanto… Vou te ajudar no que quer, mesmo que seja até o ultimo minuto da minha vida…” Eu acabava sorrindo enquanto admirava a neve do lado de fora da janela. “Estou chegando Key… Não vou falhar dessa vez!”…
…
Descia do carro pagando o motorista. Sentia o vento gelado tocar meu rosto e respirava fundo. Andava em direção ao pequeno hotel e entrava, limpando a neve das roupas. A mulher da recepção era uma anciã japonesa. Seus cabelos eram totalmente brancos, como a neve… A neve que me lembrava tanto o Key…Ela me olhava e mal me dava atenção. Eu arranhava a garganta e ela me olhava com cara de tédio.
- Pois não, no que posso ajudar?
- Ah… Sou… — respirava fundo — A melhor amiga de Key-sama… — Dizia sem jeito.
A expressão dela mudava na hora. Ela sorriu, e logo foi até mim, me dando um abraço apertado; deixando-me sem graça.
- Gomen nee, Liu-dono. Venha, venha. Tome uma xícara de chá comigo!
- Quem sabe outra hora… — Eu sorria sem jeito — Eu realmente preciso ir até o quarto 32…
Ela sorria e logo me entregava a chave. Eu agradecia com a cabeça. Mais antes que eu pudesse ir ela segurava meu braço; e com um sorriso meigo e “materno” me dizia com carinho
- Pessoas como Key-sama vão para o céu. Tornam-se estrelas e nos protegem da altura em que estão! Sabia que Key-sama antes de morrer, me pagou um aluguel de mais de 3 anos? — Eu a olhava admirada — Sim… Ele era um anjo em vida. E agora poderá ser um de verdade zelando por nós. — Ela sorria — Mais… Agora pode ir… Não quero te atrasar! Vá!
Eu assentia com a cabeça, logo me punha a correr até o elevador.
…
- 27, 28, 29, 30… — respirava fundo — 31… 32. — Eu olhava a porta atentamente, a admirando. Então tirava a chave do bolso e mordia os lábios nervosa. O que me aguardava? O que Key queria que eu fizesse? Eu abri a porta e entrei ascendendo a luz. Ia até a cômoda onde havia uma folha, e um DVD sem nome. Então eu pegava a folha nas mãos e começava a ler em voz alta
“ Eu agradeço do fundo da minha alma por você ter chegado até aqui! Bem Amber, eu não posso dizer muita coisa através desta folha, mas peço que você guarde bem a chave que encontrará debaixo desta — Eu pegava a mesma, a guardando no bolso — pois, logo terá que usá-la. E assista este DVD até o fim. É muito importante. Um beijo. ”
Eu corria até a TV próxima e colocava o DVD. Logo começava a tocar uma musica, e eu ria ouvindo a mesma.
- A musica do baile de formatura Key? AH NÃO! Meu Deus! — Eu ria escandalosamente como se estivesse ouvindo uma piada suja com um melhor amigo — Ah não! Não me lembre disso!
Na TV aparecia a imagem de Key, e ele começava a falar
- Ah sim, eu precisava colocar essa musica! Você lembra? Você levou o maior fora de um garoto nesse dia. E veio brava até mim, e me obrigou a dançar com você, alegando que “não tinha ido ali á toa e nem tinha usado vestido á toa…” — ele ria na TV e eu sorria para a mesma — É, foi divertido apesar de tudo, não foi? Sim… Eu levarei para sempre momentos como este na minha alma… Você marcou minha vida! Eu nunca deixaria de ser o “riquinho filhinho da mamãe” se você não fosse obrigada a fazer aquele trabalho chato na quinta série, com aquele “garoto metido”. Fomos obrigados a fazer o trabalhos juntos… Mais saiba que eu ainda acho que ficaria melhor sem ter feito aquele trabalho com você — ele ria mostrando a língua, e eu retrucava — brincadeira! Poxa Amber… Desde pequena você sempre foi um garotinho! Menos na adolescência. Você sempre se apaixonava por um garoto diferente; e cara na boa, ficar ouvindo seus Dolores amorosos era um saco! — eu ria gritando um “Idiota” — Mais… Eu sempre fazia tudo por você… Você se lembra daquele garoto por quem você se apaixonou e até hoje não me contou quem era? — eu mordia os lábios nervosa. Meu rosto mudava para uma expressão triste, e eu murmurava um “você” — Então… Eu chorava quase todas as vezes que te via mal por ele… Doía não poder te ajudar em nada… Mais Amber… Foi ai que notei o quanto nos faz bem ajudar as pessoas! Você acaba se alegrando por vê-las bem, e sente dor junto com elas quando se machucam… Foi ai que decidi ajudar as pessoas, para me sentir bem… No restinho da minha vida… — eu arqueava uma sobrancelha, e me perguntava “restinho… de vida?” — Me perdoe Amber, mas faz um tempo que eu sabia desse câncer; desde a adolescência… Desde o começo era um tumor, mas eu decidi que não queria passar pela dor e agonia do tratamento. Eu queria aproveitar ao Maximo meus últimos anos de vida! Eu… Não queria que você soubesse do câncer… Mais aquele dia eu passei mal, e você me levou para o médico e… Ele acabou dando o diagnostico… Perdoe-me! — Eu chorava compulsivamente e ficava com muita raiva. Pegava o controle na mão pronta para desligar e ir embora de uma vez por todas; mas quando ia fazê-lo, Key voltou a falar — Não me odeie! Por favor… Continue assistindo! Lembra de dois anos atrás? Fomos naquele hospital de tratamento especial do câncer vestidos de “doutores da alegria”? Lembra dos rostos tristes daquelas criancinhas? — eu parava um pouco de chorar controlando a minha raiva. Sentava-me novamente, assentindo que sim com a cabeça — Eles estavam tão tristes, não é mesmo? As suas vidas eram ficar ali praticamente o dia todo, sem alegria e tomando aquelas doses doloridas de remédio… Tendo que fazer Quimioterapia e Radioterapia, sentindo dor para tentar viver… Eu não ia aguentar isso, não é? — Eu chorava um pouco mais e concordava. “Nem eu aguentaria te ver naquele estado…” — Acho que nem você conseguiria me ver daquele jeito — eu sorria pela semelhança das frases, e concordava novamente — Bem, alem do que, não viveríamos nada do que vivemos nos últimos 4 anos e… Enfim… Eu não sei quantos meses me restam… — ele ria, e eu completava sua frase, dizendo um “6 meses… 4 anos e meio…” — Enfim… Como disse antes, ou escrevi, eu estou empenhado em ajudar as pessoas, e já que morri você tem que fazer algo para mim, ok? Sempre te deixarei informações importantes, nas minhas filmagens, cartas, telefonemas gravados… Etc… Então… Siga-os, por favor! — Eu sorria limpando as lagrimas, sentando-me confortavelmente, esperando por suas informações.
…
Olhava os produtos na prateleira. “Nada de genérico, só marca original” pensava enquanto pegava algumas caixas de cereal. Por todo corredor que passava pegava algo. Até que parava e pegava umas carnes. Enquanto o açougueiro pesava as mesmas, eu me lembrava das ultimas palavras de Key
“- Por favor, vá até o mercado e compre algumas coisas que eu gostava; faça um jantar muito “gordo” e gostoso. Um jantar que uma pessoa fique estufada de tanto comer. Faça como se fosse para mim! Sabe Amber, eu zoava com sua cara falando que sua comida era ruim, mas… Era a comida mais gostosa para mim! Você cozinha muito bem… Mais enfim, depois pegue uma receita médica que está na primeira gaveta da cômoda e compre os remédios que estão na mesma, são muitos, por isso deixei dinheiro junto à receita. Depois você receberá uma mensagem no meu celular de onde levar todas essas coisas. Agradeço desde já. Até logo. Um beijo. ”
Eu sorria pegando as carnes, me dirigindo já ao caixa. “Eu vou fazer a melhor comida do mundo Key… Pode ter certeza!”
…
Eu havia feito o jantar com o maior capricho do mundo um arroz, feijão bem temperado, estrogonofe de frango com batata (polvilhados com queijo parmesão triturado manualmente), purê de batata, salada com alface americano e mini-tomates; alguns sucos também (Levava estes em pequenas garrafinhas de refrigerantes). Além de algumas coisas que comprei no mercado. Levava os remédios também.Assim que chegava saia do taxi e chegava ao endereço que me foi passado. Era um barracão, muito pobre e mal cuidado. Eu usava a chave deixada por ele para abrir a porta e entrava com todas as sacolas e compras. O cheiro de mofo da casa dominava meu olfato. Deixava as sacolas em cima de uma mesinha velha logo a frente e ia acender as luzes (que alem de fracas piscavam constantemente). “Mas e agora? O que vou fazer com isso?” Pensava, estranhando que Key me mandara a um lugar como aquele. Mais logo era surpreendida por algo pontudo em minhas costas. Eu me mexia devagar e notava que era uma faca.
- Quem é você? O que faz aqui?
Eu me assustava, tentava virar o rosto, mais logo sentia a faca ser pressionada um pouco mais contra mim.
- PARADA! Ou eu te mato — Os gritos me assustavam e eu ficava imóvel sentindo a faca em minhas costas, sentindo medo do lugar em que estava… “Key, por que me mandou para cá?”
…
Notas finais
PS: Não me matem com as fics com final que deixa todos curiosos. SHAUHUSAHU esse é meu jeito ~mexicano~ de escrever XD beijooos.
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