Life

8 Capítulo VIII - Memories [parte I]


Notas iniciais
HELLO ~~ my dear 'leitores' como estão vocês?
Bem primeiramente eu e a Vii gostaríamos de pedir mil desculpas pela demora, é que ta tendo muito trabalho e preguiça sacas? SAHUSAHUHUSA bem mais aqui está o cap 8... então é o seguinte, está ficando massa, maaaas tem um porém.. como viram pelo titulo do cap, precisamos dividir esse cap em 2 partes Cap. 8 memories parte 1 e 2. mas acho que vão gostar.. está beeeeeem grande e legal, muitas emoções nos aguardam. Perdom os erros de portuga por que tá super corrido e mal deu tempo de revisar, mais prometo que os outros terão menos ok? BEIJOOOOS e BEJITOS...
PS: REVIEWS e INDICAÇÕES ein? HUSAUHSAUH beijos again. ~~ cakecake OMMA ~~
Midnight Circus ~
Heey pessoas ~ Desculpa pela demora >,< Como disse a Katllyn estamos tendo muito trabalho e muita preguiça, fora que ela ta sem pc, o que deixa tudo mais complicado x.x -q
Enfim, espero que gostem do cap ^^ ~

Eu sorri sem jeito e me aproximei devagar delas. Era minha mãe Mika e minha irmã Luna. Elas sorriram e vieram em minha direção, um tanto contidas.

– Amber querida, como você está? – Perguntou minha mãe me abraçando em seguida, me deixando um pouco sem jeito.

– Estou bem obrigado, e vocês?

– Estamos bem Unnie – Luna sorriu de ponta a ponta, ela parecia realmente empolgada com minha volta. Eu não pude deixar de notar o quanto ela havia crescido.

– Vamos indo que eu ainda preciso fazer o jantar, então se apressem! -minha mãe disse já nos levando em direção ao lado de fora da estação. Elas me ajudaram com a bagagem e logo estávamos indo de ônibus até a fazenda. Minha família era humilde e sempre deram muita importância para o “nome”, então eles dificilmente abriam mão de presentes herdados e coisas do tipo, por esse motivo que não abriram mão da fazenda, que era um presente do meu bisavô. A fazenda era grande, mas ficava junto à cidade, pois tinha sido construída há muitas décadas atrás, quando não havia muita preferência quanto ao local. Minha infância inteira foi ali e eu já até era acostumada com os horários, então sabia o que me aguardava.

Logo chegamos à fazenda e eu pude sentir o ar fresco dominar meus pulmões e minha pele, me arrancando um sorriso bobo. Quantas vezes eu não desejei apenas poder voltar para aquele lugar?

Eu cheguei e guardei as malas; arrumei-me e fui ajudar a minha mãe e Luna, mas no caminho me deparei com Hiro, meu pai, que estava ordenhando. Ele virou o rosto me olhando sem expressão, e em seguida continuou a ordenhar sem dar muita importância para a minha presença. Bem a cara do Hiro mesmo.

– Veio aqui pedir desculpas?

– TSC, claro que não! Vim apenas ver vocês.
– Ah ta! Você veio descobrir onde fica o tal lugar que o Key deixou algo para você, não é mesmo?

– Como você… — Ele me interrompeu.

– Apenas eu sei onde fica esse lugar. Mas que eu me lembre eu não te devo nenhum favor, afinal eu só penso em mim mesmo! Então não tenho que te dizer nada.

– AISH! E eu pedi alguma coisa por acaso? Não quero nada que venha de você!

– Ótimo! Então sai da minha casa!

Eu ia respondê-lo, mas minha mãe apareceu na nossa frente e nos interrompeu.

– EI VOCÊS DOIS! Isso de novo não! Vamos Amber, me ajude na cozinha, sim?

Eu sai com ela, mas não antes de encarar Hiro mais uma vez.

…

– Nossa Unnie, você cozinha muito bem! – Luna disse com a boca cheia de arroz e sushi.

– Verdade filha! Onde aprendeu a cozinhar tão bem?

– Bem, eu fui aprendendo sozinha conforme foi passando o tempo. Principalmente quando Key foi internado. Eu comecei a cozinhar para ele tendo que aprender seus diferentes gostos – Eu ri pegando mais sashimi. O cardápio que preparei foi um jantar japonês.

– O que achou da comida querido? – Minha mãe perguntou sorridente e meu pai nem se preocupou em responder. Ela arranhou a garganta, fazendo um som que chamou sua atenção.

– Acho que um aleijado cozinharia melhor. – Hiro disse sem ao menos desviar os olhos do jornal.

Eu fiquei completamente enfurecida e senti meus olhos marejarem. Me levantei com pressa de sair de perto daquele monstro.

– Vou para meu quarto… Com licença.
Eu subi sem nem ao menos terminar minha comida.

…

#Tae ON#

Eu tinha acabado de chegar à casa do Jong, e ela era simplesmente ENORME. Tudo ali era lindo e aparentava ser novo e muito caro. Eu me senti um pouco sem jeito por estar ali. Tinha medo de quebrar algo ou então de deixá-lo bravo de alguma forma. Conforme eu fui passando pela casa vi que ali combinava muito com Jong, era tudo muito brilhante e “mágico” como ele. Ele era uma pessoa que sempre se destacava. Ele era brilhante... Brilhante mesmo... “Isso combina com ele...”.

– Taemin… — Jong interrompeu meus devaneios – Fique a vontade! Não precisa ficar nervoso! – Ele disse logo bagunçando meus cabelos. Eu sorri sapeca e sai correndo mexendo em tudo na casa.

– Ok então… BLING BLING!

– Bling Bling? – o ouvi rir do novo apelido que tinha lhe dado e em seguida o vi levar minhas coisas para meu novo quarto. – Hey seu curioso, vou preparar algo para comermos ok?

Eu concordei com a cabeça… Como uma casa podia ser tão grande, tão linda e cheia de coisas legais?

# Tae OFF#

…

Eu entrei naquele quarto e vagas memórias vieram em minha cabeça. Memórias que eu preferi muitas vezes apagar de vez…

#Amber OFF#

# FLASHBACK #

Após terminar de dançar com Key, Amber o largou lá e saiu bufando do baile. “Como ele pode? Aquele infeliz” pensou alto. Lembrou-se da cara de Victoria e Krystal e de seus risos direcionados a ela. Desceu as escadas da frente da escola e quase caiu por causa do salto preto que usava. Sabia que seus amigos estavam em um pub perto dali. Andou até lá pensando na conversa que teve com Henry sobre o estranho convite de Kim JongHyun para o baile, e ele tinha razão. Ela tinha sido humilhada mais uma vez. E dessa vez a pessoa nem precisou estar lá para fazê-lo, pelo contrario. Por não comparecer fez com que passasse uma grande vergonha na frente de todos.

Amber chegou ao pub e viu seus amigos do lado de fora. Pegou a garrafa de vodca da mão de Eli e bebeu quase meia garrafa em um gole só.

– Vai com calma Liu.

– Amber você não está com frio só com esse vestido? Sua louca! – Henry tirou sua jaqueta e pôs na garota que olhava para o nada. Amber estava com tanta raiva que nem sentiu o vento gelado ao sair do colégio sem seu casaco.

–Vocês estão aqui desde que horas?

– Pra falar a verdade nós íamos entrar agora. Dá-nos a honra da sua presença Liu? – Kiseop disse sarcasticamente curvando-se. Amber deu mais um gole na bebida e sorriu para o garoto entrando no local.

...

Cada garoto tinha ido a uma direção diferente. “Provavelmente para tentar alguma coisa com alguma menina, ou até fazer mais” pensou. O único que ficou e tentou conversar com ela sobre seu estado foi Henry, mas mesmo assim desistiu. O resto já estava bêbado demais para falar coisa com coisa.

Um garoto alto, moreno, com um casaco preto havia entrando no pub, chamando a atenção de algumas pessoas do local. Ele andou até um ruivo que estava algumas mesas atrás de Amber e deu uma bela olhada para a menina sozinha na mesa. Ele falou por alguns minutos com o ruivo que parecia ser seu amigo.

Amber bebeu seu shot e fechou os olhos. A bebida rasgava sua garganta. Abriu os olhos e deparou com o garoto que passou olhando, já sentado a sua frente, sorrindo.

– Bebe isso. Com certeza é melhor que seu shot. – ele colocou um copo alto com um liquido laranja e uma rodela da fruta na borda. A garota deu um gole e agradeceu o estranho. Eles começaram a conversar e ela descobriu varias coisas sobre o estranho que já não era tão estranho. Amber bebeu todo o liquido laranja no qual não sabia o nome e o estranho que se chamava T.O.P pediu outra bebida. O amigo dele entregou um drink azul florescente e outro vermelho. Amber já estava boba devido ao que tinha tomado antes e ao ver aquelas bebidas de cores fortes com guarda-chuvinhas se encantou. T.O.P deu um gole na bebida azul florescente e a entregou para Amber. Eles continuaram a conversar e quando Amber terminou sua bebida T.O.P ofereceu a outra que estava intocada. Ela olhou desconfiada por ele não ter tomado nada e estar oferecendo a ela. O moreno apenas sorriu dizendo que ela podia tomar que ele pediria outra coisa depois. A pequena deu ombros e tomou o liquido vermelho chamativo.

Foi a ultima coisa que se lembrou daquela noite. Simplesmente acordou no outro dia se sentindo estranha, em um lugar que não sabia ao certo onde era. Sozinha… Afinal, era como ela sempre ficava não é mesmo?

...

~~~ Dois Meses Depois ~~~

–LUNA, CHAMA SUA IRMÃ E VEM COMER! AGORA!

Luna bateu na porta do quarto de Amber e ao ver que ela não respondia (ao certificar-se de que a mesma estava aberta) entrou.

–Unnie?- Luna olhou para o quarto e não viu Amber. A garota não saia do quarto fazia quase um mês. Ela apenas ia para a escola e quando voltava se enfurnava no seu quarto. Ninguém a via pelo resto do dia, a não ser na hora das refeições, que ela pegava seu prato e levava para o mesmo. Seus pais perguntavam o que ela tanto fazia no quarto e a garota simplesmente respondia “Tenho muitos trabalhos para fazer”.

Luna ouviu um barulho vindo do banheiro e foi andando para ver se era sua unnie. Amber saiu do banheiro, pálida.

– Unnie! Você ta bem?

Amber apenas sorriu fraco, assentindo. Bagunçou os cabelos de Luna e se deitou. Como a janela ficava acima de sua cama, ela tinha arrumado os travesseiros de um jeito que o vento pudesse ir diretamente nela. Estava começando a entrar o inverno e ar gelado sempre melhorava seu estado. Ela adorava o frio, ele a ajudava a esquecer de seus problemas.

– Unnie, vamos comer!

– Não estou com fome Luna. Depois eu como, ok?

– Vamos Unnie! A Omma vai ficar brava se você não for comer conosco hoje.

Amber apenas sussurrou um “não” enquanto olhava pensativa para o céu nublado. Luna saiu de seu quarto sem falar nada.

Não podia ser o que a garota estava cogitando. Os vômitos, a menstruação atrasada, o fato de não poder mais sentir o cheiro da comida de sua mãe sem que ela ficasse enjoada, os desejos de comer coisas que nunca teve vontade... Não, não podia ser!

– AMBER SE VOCE NÃO DESCER EM DOIS MINUTOS EU VOU ATÉ AI E TE ARRASTO PELOS CABELOS MENINA!

Amber ouviu sua Omma gritar e riu. Era melhor descer antes que alguém subisse e visse seu estado. Foi ao banheiro, lavou o rosto, escovou os dentes, deu uma arrumada no cabelo e apertou as bochechas para ficar mais corada. Desceu as escadas e andou lentamente até onde todos estavam comendo. Ela olhou para a panela em cima da mesa e as frutas. Ela sentiu aquele cheiro e instantaneamente veio à ânsia de vomito. Olhou para cima, prendeu a respiração e correu até a cozinha para pegar água.

–Omma, não estou com fome agora. Posso comer mais tarde?

–Não. – Seu pai respondeu seco. – Faz quase um mês que você mal olha para os seus pais. Vai sentar e vai comeragora.– Seu Appa lhe lançou um olhar que fez a garota estremecer e sentar na mesma hora, quase derrubando seu copo de água. Amber olhou para o que sua Omma tinha feito e um arrepio lhe correu pelo corpo. Ela não aguentaria sentir aquele cheiro sem se afetar por muito tempo. Tomou mais um gole de água e pegou a vasilha de morangos que tinha na mesa. Ela agradeceu mentalmente por ter morangos naquela mesa. Amber sentiu o cheiro dos morangos, o que fez o enjoo diminuir um pouco e começou a atacar as frutas.

Após o almoço, seu pai a obrigou a ajudar com a louça.

–Omma você esqueceu-se do doce de feijão – Luna tirou o doce da geladeira e apenas o cheiro fez Amber ficar enjoada. Ela saiu correndo para o banheiro vomitar. Sua omma largou a louça e foi ver porque diabos a filha saiu correndo daquele jeito, encontrando uma Amber que vomitava sem parar.

– O que houve? Você está bem? Sua Omma a olhou espantada e Amber ficou ofegante. Segurou seus próprios braços com força, como se segurasse e respondeu um ‘estou bem’ super baixo. — Não está não! Você está mal! Amanhã iremos ao medico ok? Suba e descanse! — Ela ajudou a filha a se levantar.

...


No outro dia Amber foi cedo com sua mãe ao médico. Conforme esperavam na sala de estar do consultório, um frio ocupava o corpo da garota. Ela tinha medo do que podia acontecer após passar pela porta do consultório. Amber ouviu seu nome ser chamado e um grande aperto tomou seu coração, ela respirou e torceu para que estivesse tudo bem, e que fosse apenas um alarme falso.

No consultório o médico avaliou a garota após serem declarados seus sintomas. “Pelo menos minha Omma ficou lá fora”
Um pouco depois, o médico chamou sua mãe. Sua cara era indiferente e Amber esperava no consultório. Depois de um tempo viu sua mãe entrar com uma cara estranha e a puxar pelo pulso, aparentemente furiosa.

– O que foi? O que houve? O que ele disse?

Ela não respondeu uma palavra sequer e puxou a garota o caminho todo até sua casa sem dizer uma palavra, nem sequer a olhou. Quando chegaram, ela a levou até o andar de cima onde ficava os quarto e a soltou bruscamente. Sua mãe finalmente conseguiu a encarar, e estava com lagrimas nos olhos, e o rosto delicado totalmente numa expressão brava e triste.

– Omma? O… O que foi?

– SUA IRRESPONSAVEL! SUA ESTUPIDA! SUA… SUA…

– Por que você está me xingando? O que houve?

– VOCÊ ESTÁ... – Sua mãe abaixou o tom de voz — Você está grávida!

A garota arregalou os olhos deixando o corpo cair o chão, sem reação. Seus olhos se enchiam de lagrimas e ela não sabia o que fazer. Sua mãe a olhou com desprezo.

– Sai da minha frente! Ou eu acabo com você aqui e agora! E a partir de hoje… Não conte comigo para nada! E se vira com seu pai!

Ela saiu desolada e bateu a porta do quarto com força. Amber se levantou um pouco desnorteada e se trancou no seu quarto.
Ela olhou para tudo, simplesmente não sabia o que fazer. Sentou em sua cama, com suas pernas ainda bambas, colocando seus braços envoltos de suas pernas contraídas, abraçando seus joelhos. Suas lagrimas rolavam e ela se sentiu cada vez mais perdida. Ela naquele momento pensou em como isso aconteceu e, conseguiu se lembrar de algumas coisas... Da bebida que o estranho rapaz ofereceu que ela não deveria ter aceitado e algumas cenas das coisas que aconteceram depois. Ela se lembrou vagamente do rapaz tirando suas roupas e sentiu um forte enjoo embalado por lagrimas, mal deu tempo de chegar ao banheiro e logo vomitou. Começou a chorar ainda mais. Estava com nojo de si mesma... “Por que eu aceitei aquilo? Por que eu conversei com ele se nem o conhecia? Por que fui cair na lábia dele? POR QUÊ?” mais algumas cenas passavam em sua cabeça, fazendo-a vomitar mais…

...

– Hey Amber. Amber acorda! Acorda! – O pai fez cócegas para acordar a garota.

Amber começou a se remexer na cama negando as cócegas. Ela ria muito e seu pai a acompanhava. Ele parou de fazer cócegas e Amber se espreguiçou e sentou na cama.

– Como você ta filha? Melhor?

Amber assentiu e olhou para o céu nublado.

– Sua omma está muito brava com você. O que a senhorita aprontou dessa vez hein? — O mais velho disse em tom brincalhão. –Ela também me disse que você tem algo para me contar. O que é?

A garota apenas olhou para baixo.

– Você sabe que pode contar tudo para o seu Appa. O que aconteceu Amber? – Ele disse com uma ponta de preocupação na voz.

As lagrimas vieram, mas ela conseguiu conte-las. A pequena fingiu seu melhor sorriso e balançou a cabeça, negando.

–Não é nada demais Appa. Você sabe que a Omma sempre encrenca com tudo, principalmente as coisas mais sem importância.

–Isso é verdade... Vem, levanta dessa cama e vamos tomar café! – Amber estremeceu.

–Eu acho melhor não Appa. Os médicos disseram que é melhor eu comer coisas bem leves. Disseram que meu estomago está frágil por causa dos vômitos.

– Então é melhor eu fazer algo leve para você. Pelo jeito sua Omma não vai fazer muitas coisas para nós hoje, ainda mais do jeito que está brava. –A omma de Amber passou pelo corredor dos quartos, olhando furiosamente para a garota. – Ela deve estar naqueles dias. – Seu pai sussurrou e fez uma careta, fazendo Amber rir. Ele deu um beijo na testa da menina e saiu do quarto.

– Conta para ele Amber! – Sua omma disse seca aparecendo de repente na porta de seu quarto. Deu-lhe um de seus olhares mais furiosos e saiu.

Amber se jogou na cama e cobriu a cabeça com um travesseiro. Como ela iria contar para seu Appa que estava esperando um filho? Não queria decepcionar seu amado Appa e não tinha ideia de qual seria sua reação depois de saber da “novidade”. Como Amber queria que fossa apenas uma gripe boba, assim como seu pai achava...

Ela sabia que uma hora ou outra ela teria que tomar coragem para encarar seu pai e lhe contar a verdade. Pensou em todas as coisas enquanto estava deitada em sua cama vendo o céu.

– Filha? Está acordada?- Amber se levantou e sorriu fraco para o pai. – Eu trouxe sopa. É melhor você comer antes que esfrie. — Seu pai colocou a bandeja com sopa no colo da garota e acariciou seu rosto. – Querida, o que aconteceu? Você está com uma cara estranha...

Era agora ou nunca.

– Appa... Eu preciso te contar uma coisa... Eu... Eu estou... – Amber respirou fundo e fechou os olhos — Appa eu estou grávida.

Amber estava medo do que podia acontecer a partir daquele momento. Os olhos de seu pai aos poucos perderam a vibração bondosa e o brilho que antes ficava bem à tona. Eles rapidamente escureceram e fulminaram chamas negras. Ele encarou Amber e a expressão bondosa sumiu de vez.

– Você está o que?

Amber abaixou a cabeça e encarou o chão. Seu pai a segurou firme pelos braços.

– Você está grávida Amber? GRAVIDA? FALA QUE É MENTIRA MENINA FALA QUE É MENTIRA AGORA! – Hiro a chacoalhou com força machucando seus braços

– NÃO É MENTIRA! EU TO GRAVIDA DE VERDADE!

Ele deu um tapa que fez a garota sair do lugar.

–Como pode? Como? Quem é o pai?

Ela ficou em silencio com a mão no rosto dolorido. Ele começou a apertar seus braços apressando sua resposta.

– Quem é o pai dessa criança? QUEM É AMBER JOSEPHINE LIU?

–Eu não sei.

Amber levou outro tapa no rosto, esse ainda mais forte que o anterior. Seu pai estava furioso.

–SUA IRRESPONSAVEL! SUA IDIOTA! SUA ESTUPIDA! COMO PODE FAZER ISSO? VIROU ALGUM TIPO DE PUTA POR ACASO? SAI DANDO PARA QUALQUER UM AGORA? DÁ NA ESQUINA É?! ME RESPONDE!

A garota o empurrou e olhou com os olhos embalados em lagrimas.

–EU NÃO SEI MESMO QUEM É A PORRA DO PAI E PERGUNTA O QUE ACONTECEU ANTES DE ME BATER!

–AH CLARO, ATÉ JÁ SEI A HISTORIA. Alguém misteriosamente te comeu e você nem viu ou sentiu, foi mágica certo? Porque VOCÊ é a inocente da historia não é? Sempre... Chega disso. Você não é mais criança devia ter mais responsabilidade, mas agora por causa disso vai ter que criar um filho sem nem ao menos ter juízo suficiente para isso! Como vai cuidar de uma criança se nem sabe cuidar de você mesma?

– Eu sei cuidar de mim melhor do que você imagina! Sempre fiquei sozinha! Vocês nunca se preocuparam em como eu sinto o com o que acontece comigo! Só prestam atenção em mim quando estou quase morrendo! Nunca fizeram nada por mim. NUNCA!

Amber recebeu outro tapa forte que a fez cair no chão derrubando algumas coisas de seu quarto. Sua mãe e Luna correram para o quarto preocupadas com a gritaria e viram-no ir para cima dela. Sua mãe mandou Luna ir para o quarto e segurou seu marido.

–Para! Agora não dá para fazer mais nada...

–SUA INGRATA COMO PODE DIZER ISSO? EU TE DEI TUDO! COMIDA, DINHEIRO E TODA A EDUCAÇÃO NECESSARIA! EU SEMPRE TE DEI TUDO DO BOM E DO MELHOR! SEMPRE! ATÉ AQUELA MALDITA VIAGEM QUE VOCE SEMPRE QUIS PARA LONDRES EU IA TE DAR! COMPREI ONTEM PORQUE ACHEI QUE VOCE ESTAVA DOENTE E IA TE ANIMAR – Ele pegou as passagens do bolso e rasgou jogando os pedacinhos em sua cara — EU SEMPRE TE MIMEI E CUIDEI DE VOCE COMO NUNCA FIZ COM NINGUEM NEM COM SUA IRMÃ E AGORA VOCE FAZ ISSO?- Ele estava chorando enquanto sua esposa o segurava. – Eu... Eu confiei em você Amber. Sempre confiei. E olha o que você faz comigo! Nunca pensei que você fosse capaz de me magoar como está fazendo agora- Ele respirou fundo tentando se controlar- Eu prefiro sair daqui... Antes que eu te odeie mais do que eu te odeio agora... Se isso é possível.

Hiro saiu do quarto junto com sua esposa, encarando Amber pela ultima vez. Seu olhar era seco, mas carregado de tristeza e desamparo ao mesmo tempo.

...

Um pouco mais tarde Amber ainda estava em sua cama, deitada. Pensava em tudo que tinha acontecido e se sentia péssima. Ela não conseguia aceitar o que estava acontecendo e sabia que agora precisaria tomar as suas próprias decisões e trilhar seu novo caminho, sozinha... Mas o que deveria fazer? De uma coisa ela sabia naquele instante, precisava sair um pouco daquele lugar... Precisava sair um pouco para pensar.
Ela se levantou, pegou uma blusa com toca e saiu sorrateiramente de casa.


Notas finais
UUUUUUUUUUUHHH AMBER ESTÁ GRAVIDA O.O acho que vocês não esperavam por essa néah?
Tinha que ser nosso engravidador favorito néah?
Tinha que ser o T.O.P HAM''
e ai meninas e meninos leitores do meu s2 bebes da OMMA Cake, o que acharam?
Ansiosos Pela PARTE 2? *--*
beeeijos