Lie To Me

15 Capítulo 15: A Little Sexy Change


Notas iniciais
Meu coração tá ferido de amar errado.

O mês chegou ao fim de forma comum. As aulas continuando, provas, minitestes, treinos e constantes idas à biblioteca por parte do inglês, que tinha feito amizade com o bibliotecário (coisa que Alfred não aprovava, embora achasse saudável que Arthur tivesse algum amigo).

E estava tudo tão bem e calmo que nem as periódicas mensagens dos pais de Alfred para o mesmo o incomodavam mais, afinal, Arthur sempre estava lhe esperando em casa, o americano com uma libido excessiva só descontada no inglês, que reclamava no dia seguinte sobre como os quadris doíam.

Até as dores nas pernas tinham diminuído e a fisioterapia, se tornado mais fácil. Tudo estava indo perfeitamente bem. Naquele final de semana haveria o baile do colégio, e como Arthur dissera que ia, não havia escolha a não ser ir mesmo.

Suspirou, no meio do shopping center com Alfred empurrando sua cadeira-de-rodas. “Comprar ternos”, ele disse. “Que grande besteira”, Arthur pensou. Tinha ainda ternos em casa seminovos, então para que comprar outro? “Porque roupas de ocasiões especiais não devem ser usadas duas vezes, Arthie”, disse Alfred, fazendo o outro bufar, mal-humorado.

Adentraram uma loja enorme só de ternos, vaga por ainda ser dia de semana. Tinham ido do colégio para lá, plena quinta-feira, uma vez que o baile seria numa sexta à noite e o jogo de Alfred, no sábado, e como sabiam que não teriam tempo algum na sexta, se adiantaram.

Uma vendedora surgiu, os olhos maquiados e o sorriso falso.

-Bem vindos! Em que posso ajudá-los?-Perguntou, falsamente alegre, o sorriso diminuindo um pouco diante de mais um suspiro de Arthur.

-Eu queria dois ternos para o baile que vai ter no meu colégio, um pra mim e um para ele aqui.-Bateu com força no ombro de Arthur, fazendo-o olhar para cima ainda de mau-humor.

-Ah, sim, por aqui.-Disse a vendedora guiando-os pela loja.

Alfred se curvou em direção ao inglês enquanto empurrava a cadeira-de-rodas, apenas para murmurar em seu ouvido:

-Arthie, não seja tão grosso com essa mulher. Aonde está todo o seu cavalheirismo?

-Aonde o sol não bate, Alfred.-Arthur respondeu, cruzando os braços.-Ainda não sei para que estamos aqui quando já temos roupas. Deveria parar de gastar sem pensar.

-E você deveria me avisar quando for ficar de TPM, que saco.

-TPM...?!

-Aqui estão. Temos esses modelos, estes aqui mais escuros e aqueles ali são nossas peças de classe para casamentos e ocasiões realmente especiais. Para você...-A vendedora puxou Alfred para o lado, lhe mostrando uma peça.-Este aqui eu creio que ficaria melhor. Quanto ao seu amigo... Não quero ser mal-educada, mas você poderia deixá-lo de pé, por favor? Senão ficará muito difícil saber qual modelo é o melhor para ele.

-Ah, sim, claro.-Alfred disse, erguendo um Arthur desavisado pelas axilas como uma criança ou um daqueles bonecos de madeira.

-Ei...! Me ponha no chão, Alfred!-Arthur exclamou, mais irritado ainda.

-Qualé, Arthie, você quer ou não quer terminar logo com isso?-Perguntou o americano, o olhos azuis brilhando enquanto se divertia internamente, logo vendo o inglês bufar.

Quando terminaram de ajeitar o assunto do terno, saíram ambos dali e voltaram a andar pelo shopping. Já era por volta das sete da noite, e a barriga do americano roncava absurdamente alto.

-O que é isso?! Não me diga que é sua barriga...-Perguntou o inglês, virando-se para olhar pelo canto do olho o americano empurrando a cadeira-de-rodas atrás de si, que por sua vez tinha uma face até que constrangida.-Alfred, você acabou de comer sorvete, lembra? Antes de irmos olhar os ternos, aquele sorvete de 5 bolas, você lembra? E você comeu aquilo sozinho, como diabos pode ter fome?!

-Eu não sei, Arthie, eu simplesmente tenho!-Deu um sorriso amarelo, parando e olhando em volta, convenientemente localizados na praça de alimentação.-Mas estou com fome. O que você quer comer, Arthie?

-Qualquer coisa que não seja fast-food.-Resmungou.

-Muito bem então, eu como no MacDonald's e você, no Subway, okay? Agrademos a gregos e troianos.

-O que há com você falando assim? Andou ficando mais inteligente.

-Acho que é a convivência com você.-Sorriu, empurrando o outro até uma mesa qualquer no meio de várias outras, dando-lhe um curto beijo na testa e logo se afastando para comprar as comidas enquanto o inglês corava, mesmo que quisesse esconder, vendo o americano pegar filas para lhe comprar a comida.

-Ele é só um idiota...-Murmurou para si mesmo, embora no final tenha sorrido de forma mais tenra.-Mas acho que é meu idiota, certo?

Mas então de longe viu o americano se esbarrar em alguém e derrubar toda a comida dessa pessoa, fazendo com que esta última começasse a gritar com ele enquanto Alfred tentava pedir desculpas da melhor maneira que podia, crianças chorando ao seu lado e o caixa do restaurante cada vez mais impaciente. Arthur levou a mão ao rosto, suspirando sem acreditar.

-Oh, Deus, esqueça o que eu disse, okay? Ele é só um idiota bem idiota.

Cerca de 20 minutos depois, Alfred chegou com o seu lanche e o de Arthur, colocando a bandeja com as comidas sobre a mesa e se sentando em frente ao inglês, logo começando a comer enquanto Arthur o fitava com um olhar incrédulo demais, mastigando devagar seu sanduíche.

-O que é, Arthie? Por que está olhando assim pra mim?-Perguntou o americano, parando de mastigar e dando um longo gole na coca-cola.

-É que você come demais... Enfim, você quer mesmo ir para esse baile?

-Você não quer, Arthie?

-É que... Toda vida que penso nisso tenho um mal pressentimento. Não sei o que é, sinto uma coisa estranha no peito. Mau agouro.

-Ah, Arthie, tenho certeza que é só coisa da sua cabeça. Ésó um baile, o que poderia haver demais, huh?-Sorriu o americano, voltando a comer vorazmente enquanto o outro dava um sorriso curto, mas tentando acalmar a si próprio. Ele tinha razão, certo? Era apenas um baile, e Arthur nem estaria lá sozinho, Alfred estaria com ele e iria lhe proteger, ficaria tudo bem.

Certo?

Saíram do shopping pouco depois de comer, parando no caminho para comprar cervejas por insistência do americano e então indo direto para casa. Uma vez no apartamento, Alfred rapidamente abriu a primeira lata de cerveja, sorrindo de uma orelha à outra.

-Arthie, vamos comemorar!-Disse, jogando-se no sofá aonde o outro já estava sentado, passando seu braço pelos ombros do inglês e rapidamente tomando um longo gole da cerveja.-Tome aqui, beba um pouco.

-Eu não acho que tenhamos a idade necessária para beber...-Comentou, fitando o outro com gravidade.

-Eu tenho 19 já, e você? Vamos, Arthie, estamos no último ano do High School! Você deve ser da mesma idade que eu, mas é engraçado, eu nunca perguntei sua idade antes?

-Vou fazer 18 no final de setembro...-Disse, desviando o olhar, um tanto desconfortável por ter o outro tão perto de si. Ainda não estava totalmente acostumado à tanta proximidade.-Você não perguntou nem meu nome direito, que dirá minha idade.

-Você ainda tem 17, Arthie?! Isso me faz dois anos mais velho que você!

-Apenas por alguns meses.

-Você ainda tem 17! Arthie, você é um pirralhinho enquanto eu já sou adulto! Mas isso não significa que você deveria estar no 2° do High School?

-Eu pulei algumas séries.-Deu de ombros, quase soltando o cometário ácido de que, enquanto ele pulara séries, Alfred parecia ter repetido algumas, mas naquele momento não quis humilhar o americano.

-Não duvido.-Sorriu, bebendo mais um gole da cerveja.-Mas, Arthie, bebe comigo. A coisa mais triste do mundo é beber sozinho, chega a ser depressivo de tão triste.

-Eu não vou beber...

-Só um gole? Por favor?

-Que grande bom exemplo você é, querendo me induzir a fazer tais coisas para que possa compartilhar comigo essa sua vontade de beber e me levar para um caminho nefasto e mau sucedido. Não, obrigada, eu até lhe chamaria de ébrio mais tarde, mas mais tarde você não vai nem notar que é um sinônimo para bêbado, então lhe chamo logo agora, mas indiretamente, para que não perceba.

-Porra, Arthie, não precisa me dar um sermão! Era só ter dito não, e para seu governo, eu sei sim o que é ébrio.

-E o que seria?

-Aquele tipo de madeira que se faz mesas e cadeiras.

O inglês riu, mas levou uma das mãos até a boca para tapar a mesma, educação em primeiro lugar, logo curvando-se de tanto rir enquanto Alfred lhe fitava sem entender.

-O que foi, Arthie? Eu falei errado?

-Não, é que...-Parou para rir novamente, respirando fundo por alguns momentos para só então voltar à postura ereta e fitar o outro ao seu lado, os olhos azuis escondidos pelos óculos de grau baixo.-Deixa para lá, eu suponho que você saiba a definição de ósculo então?

-Ah, aquele do seu livro? Não sei, e você nunca quis me dizer, o que só me faz pensar que é algo pervertido.

-Não é nada pervertido!

-Então por que não me diz de uma vez por todas?

-Porque de vez em quando eu lembro que você, quando me conheceu e rudemente tirou o livro de minhas mãos, perguntou se era de comer e então perguntou se eu poderia lhe dar um.-Sorriu Arthur, fitando o chão então como se lembrasse de uma boa memória, terna.-E eu achei engraçado, mesmo que não demonstrasse, porque que idiota pediria um beijo logo de mim? Só poderia não saber mesmo o que era...

-ÓSCULO É BEIJO?!-Alfred exclamou bem próximo ao ouvido do inglês, que levou uma das mãos ao mesmo lugar e logo começou a reclamar, subitamente o sorriso se esvaindo, de mau humor novamente.

-Quer me deixar surdo?!

-Mas, Arthie, eu nunca que ia pensar que ósculo é beijo! Ósculo, ósculo, ósculo... Isso me lembra muitas coisas, mas não “beijo”!

-A não ser que o dicionário esteja errado, sim, ósculo é sinônimo de beijo.

-Então aquele seu livro estranho, traduzindo, se chama “O Beijo Perdido”? Soa bem melhor assim, mais romântico.

-E o que você sabe sobre romantismo? Só saía com as meninas para levá-las para a cama, não tem direito de falar.

-Mas, Arthie.-Alfred puxou o rosto do outro para si, fitando-o nos olhos demoradamente.-Eu conheci você. E eu amo você, isso não é romântico?

-Isso foi apenas um acaso do destino e um momento de insanidade sua para ter vindo falar do nada comigo naquela hora e tomado o livro das minhas mãos tão rudemente, tanto que eu passei semanas suspeitando que algo estava errado.

-E parou de suspeitar?

-Parei porque vi que, de qualquer forma, o estrago já estava feito e eu nada ganharia cismando a toa com aquilo.

-Então você vai beber ou não?

-Por que já mudou de assunto?

-Você gostava daquele assunto?

-Não é isso, é que você é ilógico demais, uma hora estamos falando sobre nós e então você muda o assunto para a bebida apenas porque você quer que eu beba, coisa que não vai acontecer.

-Tem certeza que não?-O americano sorriu, malicioso.

-Tenho.-Assentiu o inglês, embora estranhasse aquele sorriso, mas não a tempo de fazer alguma coisa porque antes que notasse, Alfred tinha levado a lata de cerveja a boca, mas sem engolir a bebida, e puxado o inglês, beijando-lhe com força e fazendo-lhe com que engolisse a cerveja, se afastando segundos depois apenas para ver Arthur tossir e colocar a língua para fora, fazendo uma careta.

-O que foi isso, seu imbecil?!-Exclamou o inglês, irritado.

-Foi a minha forma de fazer você beber, quer de novo?

-Não! Pare com isso! Gente normal não bebe!

-E você é muito normal, viu.-Caçoou o americano, irritando ainda mais o inglês, que bufou.-Ah, qualé, Arthie! Só uma vez! Uma vez! Ah, é assim? Então você nem deve conseguir, acho que uma lata já seria demais para você, não é? É claro que sim, e eu pensando que você era bom em tudo...

-Eu SOU bom em tudo. Passe para cá.-Disse Arthur, agora determinado à mostrar a Alfred que ele podia sim fazer tudo, principalmente porque nem precisava das pernas para fazer aquilo. No fundo no fundo, preferia jogar aquela latinha longe de si, mas já era tarde demais. Engoliu a cerveja e fez uma careta quando parou, fitando o americano, que sorriu.

-Viu, Arthie? Nem morreu, morreu?

-Você é uma péssima influência.-Disse Arthur, voltando a tomar na lata e voltando a fazer caretas. O fato foi que cerca de meia hora depois, o inglês já estava rindo de tudo e falando besteiras, assim como Alfred, embora este último estivesse mais ciente de si por ter uma carreira maior quando o assunto era bebidas alcólicas.

Arthur ria de forma escandalosa, assistindo televisão e falando tudo o que vinha a sua cabeça, numa das mãos uma lata de cerveja e na outra, o controle remoto. Não demorou a começar a se abanar com uma das mãos, com calor, e a fitar Alfred com um brilho estranho nos olhos esmeraldinos.

-Alfred...-Chamou, a voz subitamente se arrastando, quase sensual, sugestiva, mas estranha porque era da boca de Arthur que saía.

-Sim, Arthie?-Perguntou o americano, fitando o outro sem entender, deixando a latinha de lado para analisá-lo melhor. Arthur levou uma das mãos até a gola da camisa e então aos botões, abrindo-os sem cerimônia, a boca semiaberta.-Arthie... Você está bêbado, já? Você está bem? Não me parece muito bem...

-Estou morrendo de tesão, sua anta...-Disse o inglês, deixando a lata de cerveja cair no chão, já vazia, e puxando Alfred pela camisa para um beijo longo e profundo, fazendo com que o americano quase levasse um susto quando sentiu sua boca sendo invadida pelo menor, afastando-se então, sem entender.

-Arthie...! O que deu em você?!-Exclamou, levantando-se no sofá apenas para ver a imagem do inglês com as pernas abertas, o bem visível volume nas calças, a face corada, o peito exposto por uma camisa desabotoada.

-Hã?! O que está falando, seu imbecil?! Não é você que quer sempre transar?!-Exclamou, a voz saindo arrastada pelo efeito da bebida.

-É, mas... É estranho quando você toma a iniciativa...

-Você não me quer, é isso?!

-Não, não é que eu não queira você, é que...

-Chega! Contente-se apenas com o meu silêncio!

-Arthie, lá vem você com isso de novo...-O americano suspirou, apoiando-se no braço do sofá, um tanto tonto. Quem sabe devesse beber mais para ficar naquele estado também... Mas nem teve tempo de pensar porque a mão na qual estava apoiado foi puxada de repente, fazendo com que caísse deitado no sofá de mau jeito, xingando o inglês.-Arthie, você ficou louco?! Quer me matar, eu...

-Eu te acho tão sexy.-Comentou o outro, puxando o rosto de Alfred para cima e sorrindo bobamente ao falar aquilo, o rosto sempre corado, os olhos parecendo cansados.-Eu te chamo de gordo, mas acho sexy esse seu peso a mais, sabe? E se eu te chamo de idiota, é porque não sei te elogiar, Alfred...

-Arthie...

-Se eu te mando embora, é porque na verdade quero que fique. Você foi o meu único amigo e amante e eu te amo demais, e tenho medo de me machucar *hic*.-Soluçou, ainda sorrindo como um lesado, provavelmente deixando todo o bendito orgulho de lado.-Mas eu sou capaz de fazer qualquer coisa por você, até aprender a cozinhar, se isso te deixar feliz...

-Arthie, você está com febre?

-Vá à merda, seu monte de banha, eu aqui me declarando pra você e você me diz isso?!-Exclamou de repente, dando um tapa no alto da cabeça do outro e se afastando até o outro lado do sofá.-Alfred, acabou a cerveja, foi? *hic* Quero mais, vá pegar...

O americano se levantou do sofá, coçando a cabeça sem saber o que fazer. Não imaginou que Arthur bêbado fosse tão problemático... E bipolar, mas deu de ombros, sorrindo internamente. Deveria ter gravado todas aquelas coisas que ele disse para lhe mostrar no dia seguinte. Se aproximou do inglês, parando à sua frente.

-Acho melhor você não beber mais nada por hoje, Arthie...

-Ficou louco?! Eu bebo é para ficar bêbado, e não para ficar sóbrio! *hic*

-Mas você já está bêbado... E soluçando, ainda por cima. Vou pegar uma água para você, não saia daí...-Disse o americano, indo até a cozinha, sentindo-se uma babá enquanto ouvia os gritos do inglês na sala.

-Isso foi uma piada de mau gosto! Minhas pernas nem prestam, como eu deveria sair daqui, eim?! Mas que merda, Alfred, você é burro demais... Ah... Alfred! Não venha ainda!

-Hein? O que foi agora?-Perguntou, já voltando com um copo d'água nas mãos apenas para achar o inglês com as mãos dentro das calças, fitando seu próprio volume com uma enorme expressão de descaso.-Arthur Kirkland, o que é que você está fazendo?

-Eu não sei, é culpa sua. Eu bebi e estou excitado, se você vier me fazer uma oral, te dou um beijo, o que acha? Água? Não quero porra de água, eu *hic* sou autossuficiente e vou parar de soluçar sozinho... Por que está me olhando assim? Nunca viu nenhum homem tentando se masturbar na sua frente? Mas que merda, seu gordo, vá embora.

-Arthie...-Alfred levou uma das mãos até o rosto, balançando-o negativamente, sem acreditar.-De todas as pessoas do mundo, de você eu não esperava isso...

-Isso o quê? Ímpeto sexual? Ah, vá morrer, seu idiota.-Falou Arthur, desabotoando as calças então, deixando-a cair aos seus pés, a camisa ainda desabotoada cobrindo-lhe apenas os ombros e as costas e a cueca box branca aparecendo, mas antes de tirá-la também, voltou a fitar o americano.-E aí, você vai me comer ou quer que eu te coma hoje?

-Ah, bem... Já que você insiste... Mesmo que eu ache tudo isso estranho, principalmente a parte que você pede por isso... Tudo bem, então.-O americano deu de ombros, começando a despir a camisa e também a desabotoar a calça, se aproximando do inglês, já nu exceto pela camisa, fitando o outro com um olhar diferente de qualquer outro.

-Alfred...-Arthur chamou quando o outro já estava suficientemente perto para poder lhe puxar, beijando-lhe vorazmente, levando a mão até o membro do americano, tocando-o por cima da cueca para depois meter a mão na peça de roupas, tocando pele com pele.

-Arthur... Vai devagar, cara...-Sorriu o americano, surpreso com o outro e pego totalmente desprevenido, sentando-se em cima do inglês no sofá, ainda lhe beijando, as pernas uma de cada lado, as mãos nas costas do menor, se segurando para não perder o equilíbrio.

-Mnn... Vá à merda...-Murmurou o inglês entre os beijos, tocando Alfred com mais intensidade, passando a lhe beijar no pescoço e então descendo para seu peito, indo logo para os mamilos, mordendo e chupando-os, o que fez o americano corar bastante, além de lhe fazer ainda soltar curtos gemidos.

Okay, aquela experiência era totalmente nova para Alfred, que sempre fora acostumado a agir naquelas horas. Sempre era ele que começava, seja com Arthur seja com as tantas meninas com quais dormiu, mas era sempre ele que fazia tudo aquilo, e não faziam com ele. Era estranho e ele começava a se sentir constrangido, e não deixou de pensar que, se deixasse, acabaria era ficando por baixo.

Mas mesmo sendo constrangedor e até minimamente humilhante, nem era ruim... Tudo bem, não era nem um pouco ruim, na verdade, muito bom. Pela primeira vez pode apenas aproveitar, relaxar e gozar como nunca o tinham deixado fazer.

Até porque, Arthur tinha uma língua muito boa, não era?

Enterrou a cabeça no ombro do inglês, querendo e ao mesmo tempo não querendo parar, seu orgulho de “ativo” sendo jogado todo fora com aquilo. Imagine se o vissem agora, que horror, Alfred, estrela do futebol e filho aparentemente perfeito tendo os mamilos chupados por um nerd, ficava até mais constrangedor dessa forma.

Por isso, trancou o maxilar. Não iria gemer mais nenhuma vez, mas foi só parar de fazer qualquer som que Arthur também parou, se afastou um pouco e ergueu a cabeça apenas para fitar o americano, os olhos estranhos ainda.

-Por que parou?

-Parei o quê?

-De gemer, sua anta. Eu gosto de te ouvir gemendo.

-Porque é... Sei lá, é... Arthie, você não acha melhor...

-Porque é humilhante, você quer dizer. É, sim, é. Como acha que eu me sinto? Não, não quero trocar, continue aí.

-Mas, Arthie... Você não pode me obrigar a ficar aqui! Eu quero ficar por cima! Não sou a mulher da relação, você que é!

-Correção: Eu ERA a mulher da relação. Agora eu sou o homem e você vai continuar aí e vai continuar gemendo para mim porque se você não fizer isso...-Arthur sorriu maliciosamente, apertando com força o membro do americano, que xingou, sentindo um tanto de dor.-Vai se arrepender mais tarde. Fui claro?

-Mas, Arthie...

-Cale a boca, sou eu que mando aqui. A culpa é sua, foi você que me fez beber, arque com as consequências porque será eu quem guiará as rédeas esta noite.

Alfred xingou, apertando com mais força, quase ferindo com as unhas, as costas do menor quando este voltou a lhe tocar assim como brincar com seus mamilos com a boca, mas o americano ainda não desistira. Estava determinado a não ficar por baixo, isso seria demais para seu ego de conquistador.

Mas...

Foi de repente jogado no chão, caindo de costas no mesmo e se sentando de repente, levando um susto para então fitar Arthur, que exibia uma face demonstrando imenso prazer.

-Ficou louco?!-Alfred exclamou, mas sem tempo para falar mais nada porque a mão do inglês agarrou seus cabelos violentamente enquanto o mesmo, ainda sentado no sofá, se curvava em sua direção, o sorriso malicioso de volta.

-Você não achou que ia apenas se divertir, achou?-Perguntou Arthur.

-Arthie, você tá me machucando, solta...-Murmurou o americano, levando a mão livre até a mão do outro em seus cabelos, mas tudo o que recebeu foi uma nova puxada nos mesmos. Já estava temendo ficar careca, aliás, de onde Arthur tirara tanta força?!

-Você vai me chupar, querendo ou não.

-Você está ficando louco mesmo.

-Me obedeça.

-Não sou seu escravo! O que diabos há com você?! Isso é uma segunda personalidade?! Porra, Arthie, eu nunca mais te dou cerveja na vida e...Ah! Isso doeu!

-É para você não me contestar, agora anda, vai, obedece!

-Não.

-Anda!

-Não!

-Se eu pudesse te dava um chute agora, mas... Ah, é mesmo! Não posso porque você me fez perder as utilidade das pernas! Me desculpe, devo lhe dar um tapa, então?!

-Não precisava dizer isso!

-Eu quero e faço tudo para conseguir o que quero quando quero. Ande, Alfred, e ande logo porque está latejando de tão rígido.

Alfred fitou o inglês por alguns instantes, a cabeça doendo por quase um tufo de cabelos arrancados. Suspirou, dando-se por vencido. No final das contas, ele se culpava pelo acidente de Arthur, e mesmo que o inglês nunca tivesse usado aquilo como chantagem emocional, Arthur sabia que aquela era sua arma definitiva quando quisesse algo do americano, mesmo que machucasse, de leve, Alfred.

O americano se aproximou mais, apoiando as mãos nas coxas do inglês e então abocanhando o membro do mesmo, fechando os olhos para nem ver o que fazia. Não que sentisse nojo, não era isso, mas em suma, sentia-se humilhado, dominado por um nerd paraplégico e isso feria tensamente seu orgulho e seu ego.

Mas por que estaria tão excitado com tudo aquilo?

Continuou a chupar o inglês, beijando-lhe a ponta do membro e passando a língua por tua sua extensão, ouvindo quase o tempo todo os gemidos do inglês, que dessa vez não parecia tão vulnerável quanto nas primeiras transas. Continuou ali não soube por quanto tempo até a hora que Arthur tocou-lhe os cabelos de forma mais gentil, um pedido mudo para que parasse. Alfred olhou em seus olhos, e no verde não havia mais nada exceto ternura.

Mas que merda, Arthur era mesmo bipolar quando bebia? Numa hora batia e em outra hora passava a mão na cabeça?!

-Alfred...-Murmurou o inglês, a voz saindo arrastada, mais normal e menos dominador, menos assustador, correção.-Você realizaria um sonho meu?

-Olha, depois de tudo que você me fez fazer, acho que não seria difícil.-Comentou o americano, limpando os restos de saliva da boca com as costas das mãos.

-Você me deixa penetrar em você?

-Penetrar...? NAQUELE SENTIDO?! Nem pensar! Eu ainda gosto de ser virgem nesse buraco, obrigado!-O americano cruzou os braços e se pôs de pé, ultrajado.

-Não seja tão escandaloso! Quantas vezes eu já não te dei esse mesmo buraco, seu imbecil?!

-Já mudou de novo?! Arthie, eu tenho quase certeza que você é bipolar!

-Isso não vem ao caso, o importante é que você está sendo insensível e intolerante!

-Insensível?! Eu?! Insensível?! E o que eu acabei de fazer em você, heim?! Não conta?!

-Eu te dei várias vezes já, por que você não pode me dar uma vez sequer?!

-Porque...! Porque... Porque dói!

-Vai doer a mesma coisa que você fez doer em mim, e quando fez comigo, nem se importou com isso, importou?! Você me violou sem nem se importar direito!

-Violei?! Você fala como se tivesse sido estuprado, mas se me lembro bem, você concordou e tudo o mais, seu argumento é inválido, Arthur!

-Pois tudo bem, então! Me deixe amargurando sozinho porque o meu namorado não quer realizar pelo menos um desejo meu!

-Não faça tanto drama assim!

-Então dê pra mim!

-Não vou dar!

-Então eu também não! Não venha mais pedir esse buraco pra mim porque o meu eu não dou mais, você terá que se divertir sozinho e no banheiro! E limpe depois!

-Eh?! Arthie, isso já é sacanagem!

-Não, se você não me der o seu, eu também não lhe dou o meu! Ponto final!

-Mas, Arthie...!

-Nada de mas! A escolha é sua, e ai de você se tentar fazer algo comigo porque eu ligo para a polícia, e em quem você acha que eles vão acreditar?! Em mim, o pobre paraplégico violado, ou em você, o jovem e irracional jogador de futebol que nem camisinha usa?!

-O assunto não é esse!

-Então pronto!

-Argh! Tá bem, tá bem, eu aceito! Mas que droga, Arthie, eu nunca mais vou te dar sequer uma gota de álcool! Hmpf!

-Tá, tá, tá, pare de falar e venha logo... Fique nessa posição, assim, isso, agora...

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Uma dor de cabeça, ou melhor, a dor de cabeça. A pior dor de cabeça que tivera na vida, os olhos inchados, o corpo dolorido, tontura, enjoo. Estava de ressaca, o único male que achou que era imune porque beber nunca passara por sua cabeça.

Se sentou no... Sofá?! Tinha dormido ali, então? Olhou em volta. A luz forte entrava pela janela. Que horas seriam? Estariam atrasados para o colégio? Que dia era aquele? Olhou em volta novamente, confuso, a cabeça pesando. Aonde estaria Alfred? Colocou um pé no chão apenas para se apoiar e puxar a cadeira-de-rodas perto dali, mas caiu, tendo sido puxado para baixo com força, caindo em cima do americano, que o fitava mortalmente, os olhos azuis piscando como se clamassem “eu terei minha vingança!” o tempo inteiro.

-Bom dia, Arthur.-Alfred disse, sem necessariamente desejar um bom dia ao inglês, que o fitava, um tanto confuso.

-Ah, bom dia...? Eu acho...

-Arthur Kirkland, você nunca mais vai beber na sua vida, eu dou valor à minha parte de trás, mas aviso-lhe de antemão que a minha vingança será maligna.

-Vingança...? Sua o quê...? Ah, MERDA!-Arthur se sentou em cima do americano, que agora o fitava sadicamente, logo o vendo corar imensamente e levar ambas as mãos até a boca, chocado, finalmente dando-se conta que estava nu e por esse motivo, jogando-se em cima do americano enquanto gritava com todas as forças para que ele fechasse os olhos.-DROGA, ALFRED, VOCÊ DEIXOU ISSO ACONTECER?!

-Não foi culpa minha!-Alfred agora ria. Desde bem antes sabia que aquela seria a reação do inglês às memórias que voltavam lentamente, mas incrivelmente nítidas, e talvez fosse só por aquilo que deixara as coisas rolarem na noite anterior.-Foi você que bebeu, eu nem sequer sabia que você tinha um lado dominador!

-Não diga essas besteiras, está enganado!-Arthur exclamou, querendo se levantar e correr dali, se esconder em qualquer lugar, mas tudo o que pode fazer foi agarrar uma camisa jogada ao seu lado e rapidamente vesti-la, ainda sentada em cima do americano, a face extremamente corada.-Droga, Alfred! Eu disse a você! Eu sabia que algo ruim aconteceria se eu bebesse, só não imaginava que...

-Vou pegar mais leve com você das próximas vezes, okay?-Alfred sorriu de forma mais terna, sem caçoar, levando então uma das mãos até o rosto do inglês, que o fitou, um tanto arisco, ainda não acostumado com aquelas demonstrações de afetos.-Só não faça isso de novo...-O americano riu.

-Tudo bem... Mas na verdade eu... Prefiro quando vai com força...-Murmurou, desviando o olhar, virando o rosto, sabendo que Alfred soltaria alguma piada, mas longe disso, o americano puxou o inglês para perto de si, beijando-lhe os lábios rapidamente enquanto continuava a sorrir.

Brincou com os cabelos do menor enquanto lhe beijava, tentando ser um pouco mais gentil, quem sabe, um dos tantos pedidos de desculpas mudos por ter passado tanto tempo mentindo para Arthur. Mas simplesmente não pôde evitar, se afastou do inglês apenas o bastante para fitar seu rosto e sorriu, brincalhão.

-Quer dizer, Arthie, que você gosta de um sexo selvagem?

Notas finais
Enfiem, são quase 1 da manhã e eu estou aqui, postando tecnicamente atrasada, mas antes que vocês me crucifiquem ou algo do tipo enquanto me chamam de irresponsável, não vou mentir se disser que foi culpa dos meus pais porque eles tomaram o 3G (porque eu uso aquela internet móvel cu mesmo) e só me devolveram tardão da noite (ou seja, agora).
Sobre o capítulo........... Me digam de verdade se tiver ficado OC ou estranho demais, sei lá, algo fora do lugar, okay? Eu REALMENTE preciso que vocês sejam sinceros enquanto a isso.
Enfiem, é isso pessoal, espero que tenham gostado de tudo o mais ~~
Kisses e até próxima semana (ou não, depende de o chap 16 estar pronto ou não).