Lie To Me
16 Capítulo 16: It's Over
Notas iniciais
Sexta-feira quase noite, Arthur e Alfred em casa, ambos se aprontando para ir ao baile. Do colégio, tinha voltado ao apartamento e agora os dois corriam de um lado para o outro (exceto Arthur, você sabe que isso é uma expressão, não sabe? Dã!) porque já estavam quase atrasados. Na verdade, Arthur já estava pronto e tudo que fazia era apressar o americano, pois por ser um inglês, detestava chegar nos lugares atrasado mesmo que o lugar em questão não fosse muito do seu gosto.
Enfim, Alfred já estava se irritando com o inglês porque este último não parava de lhe encher o saco.
-Alfred, nós vamos nos atrasar!-Exclamou Arthur, sentado na cadeira-de-rodas ao lado da porta com os braços cruzados e vestindo o terno com perfeição.
-Você quer parar?! Eu já sei que vamos chegar atrasados, não precisa ficar me apressando!-Gritou Alfred do quarto, procurando seus sapatos e depois, procurando as meias.
-Por isso mesmo você precisa se apressar!
-Me deixe em paz!
-Não, não deixo! Não quero ser motivo de piada para aquela gente! Você pode achar charme chegar atrasado nos lugares, mas eu acho falta de educação!
Alfred surgiu no corredor, os sapatos ainda com os cadarços desamarrados, mas calçados, e o cabelo revolto além do terno amassado. Tinha ainda uma das mãos na cabeça como se estivesse se segurando para não mandar o inglês para a puta que o pariu.
-Olha, Arthie, eu estou pronto, só preciso achar minha carteira e nós vamos...
-Aquela ali?-Apontou para o objeto de couro preto sobre a mesa de centro na sala.-Podemos ir agora?
-Hmpf, podemos, podemos!-Exclamou, apagando as luzes e indo então até a porta, abrindo-a e empurrando a cadeira-de-rodas de Arthur para fora, depois fechando o apartamento com a chave. Virou-se novamente para o inglês, que o fitava.-O que foi?
-Desça aqui.-Pediu, a voz não tão mais irritada, fazendo o americano confuso ficar de joelhos no chão para que o outro levasse ambas as mãos até seus cabelos.-Estão desarrumados. Pronto, agora está melhor.
Alfred sorriu para o outro, voltando a se pôr de pé.
-E eu aqui, crente que você ia me dar um beijo.
Foram até o elevador, logo na portaria e então na calçada aonde o motorista de Alfred já esperava. Uma vez no carro, rumaram para a escola com um bom sentimento sobre tudo aquilo. Ou não.
Arthur estava com um negócio desde cedo, mas não comentara nada sobre isso para não preocupar o americano. Afinal, era importante, mesmo que indiretamente, que aquele baile desse certo para o Alfred por causa dos seus pais. Nada poderia sair errado, ou então seu nome apareceria nos tabloides na manhã seguinte, e isso não era bom.
A questão era que quando chegaram na escola, esta já estava lotada de alunos. Meninas com belos vestidos e rapazes de ternos, smookings e outras roupas, todos rumando para o ginásio. O carro parou e Alfred e Arthur desceram, e lentamente rumaram para lá também. Quem olhasse de longe, acharia que ambos iam para um funeral e não um baile.
As portas do ginásio estavam abertas e deixavam fugir a alta música animada estilo anos 80. A decoração também poderia ser vista há quilômetros de distância, de tão espalhafatosa e enfeitada, mas o ambiente todo estava tão alegre (e lotado) que ninguém notava este detalhe.
Arthur e Alfred adentraram o ginásio com a maioria que também chegava atrasada, e evitando ir para a pista de dança (que tomava todo o centro do lugar, ainda mais lotada), ficaram no canto do lugar, sentados naquelas cadeiras de plástico (pelo menos Alfred). A música alta demais começava a causar dor de cabeça no inglês, que precisou gritar para que o outro, bem ao seu lado, ouvisse.
-Você não vai dançar?!
-Por quê?! Você quer que eu vá?!-Exclamou de volta, olhando nos olhos do inglês, o ambiente um tanto escuro naquele canto.
Arthur abriu a boca para dizer alguma coisa, mas voltou a fechá-la e acabou negando com a cabeça, voltando a olhar as pessoas dançando há alguns metros de si. Não podia negar que estava com inveja, de certa forma, e Alfred sentiu isso.
Voltou a sorrir, o sorriso meigo, e se pôs de pé, puxando o outro de repente para si, uma das mãos em suas costas para não deixar Arthur cair e a outra mão segurando a do inglês.
-O-O que está fazendo?!-Arthur exclamou, sem entender.
-Estou te levando pra dança, oras!
-Eu não posso dançar, sua anta!
-Comigo você pode!-Voltou a sorrir, colocando os “leves” pés de Arthur sobre os seus e segurando-o contra si com força enquanto, ali mesmo no canto, dava pequenos e curtos passos de uma valsa improvisada, tentando a todo custo se lembrar daquelas poucas e antigas aulas de dança de salão que tivera quando menor.
E por um segundo, pareceu que a música parou, as pessoas pararam, o mundo parou e apenas eles dois continuaram se movendo, juntos, sem se importar com mais nada, nem sequer se estavam dançando direito. Por um segundo, ou alguns minutos, na verdade, nada parecia que ia dar errado.
Nada.
Arthur olhando Alfred nos olhos porque tinha vergonha demais de deitar a cabeça em seu peito, embora quisesse, e Alfred fitando o inglês com os olhos azuis sem malícia. E a noite prometia ser boa.
Até a hora que a música realmente parou e uma luz forte daqueles destacou os dois no canto. O americano levou uma das mãos em frente aos olhos, que doíam da súbita claridade, e Arthur, mesmo de mau humor por ter sido “flagrado” daquela forma, corou.
-Até que enfim! Achamos que os nossos convidados de honra nunca iriam chegar!-Exclamou uma voz no microfone, no palco, ao norte do ginásio aonde Susanna, vestida num decotado e de costas nuas vestido vermelho, falava. A maquiagem pesava em seu rosto, e a esta altura, Alfred já tinha colocado Arthur de volta na cadeira-de-rodas e agora a fitava de braços cruzados, não muito feliz.
-Pessoal, esta é uma noite muito especial para todos nós.-Susanna continuou, de longe olhando nos olhos de Alfred.-Todo ano nós escolhemos o rei e a rainha do baile, não é? Este ano também faremos isso, mas iremos além! Hoje nós iremos premiar também o casal mais especial do ano! Aquele casal que trouxe coisas boas para nossa escola, aquele casal que chamou atenção, aquele casal que merece atenção!
A multidão soltou um suspiro se expectativa, e alguns rapazes já começavam a gritar “sou eu! Sou eu!”. Alfred apenas observava a situação, um tanto inseguro.
-Por isso, uma vez que agora é a hora das premiações, nossos jurados vão dizer quem é o rei e a rainha deste ano...-Susanna recuou um pouco e, atrás dela, subindo no palco, surgiu Brandom com dois envelopes brancos. Susanna pegou um deles e o abriu, sorrindo maliciosamente. Voltou a se aproximar da frente do palco e, se curvando um pouco para falar no microfone, continuou:
-Muito bem, tenho aqui os resultados dos nossos monarcas! Segurem o fôlego, pessoal, estes dois felizardos foram escolhidos como os mais belos e bondosos pelos nossos jurados, não só neste baile, mas em todo este ano letivo! Cruzem os dedos...-Abriu o envelope e, na hora que falou, Alfred emudeceu.-Susanna DeLacouxe e Alfred F. Jones!
Uma salva de palmas soou em todo o ginásio. Claro que tiveram alguns que se revoltaram, mas poucos negavam que Susanna era a garota mais bonita do colégio e poucas negavam que Alfred também não era o mais belo do lugar.
-Alfred, venha aqui para receber o seu prêmio!-Susanna exclamou no microfone, sorrindo largamente como se estivesse prestes a ganhar uma disputa. Alfred se virou para Arthur ao seu lado, que embora não tivesse uma expressão feliz no rosto, não se opôs de forma alguma.
E encarando aquilo como um sim, o americano engoliu em seco e avançou, atravessando a pista de dança e subindo ao palco, recebendo um buquê de rosas vermelhas e mais uma salva de palmas e assovios enquanto Susanna agradecia, e diante de tanto barulho e tanta “alegria”, um Alfred meio que perdido por estar ali foi de repente puxado para um quente beijo por Susanna, e a coisa foi tão de repente que o americano demorou para perceber o que havia.
Só que quem assistisse a cena de longe, não pensaria nisso, e sim, pensaria que ele estava gostando. E quem estava mordendo os lábios de tanta raiva era um inglês ao canto.
Quando Susanna e Alfred se separaram (por força do jogador de futebol, claro, senão o beijo teria demorado ainda mais), assovios ressoaram novamente no ginásio, mas tudo que Alfred procurou foram os olhos do inglês, que mesmo de longe, deixavam claro a raiva.
-Obrigada, obrigada, eu adoro vocês também!-Susanna disse no microfone, a tiara de falsa prata na cabeça, os longos cabelos negros presos numa espécie de coque.-Agora, vamos à nossa 2° premiação... Ah, aonde vai, Alfred? Espere aqui, você é o meu convidado especial, não pode sair de perto de mim!
Alfred, que descia pela escada lateral do palco, parou, sem realmente saber o que fazer. Se recusasse, causaria uma espécie de escândalo, mas se não recusasse, Arthur ficaria uma fera com ele, bem sabia. Mas Arthur podia lhe perdoar, não podia? O inglês sabia dos pais de Alfred, sabia o quanto os Jones temiam qualquer escândalo na família.
Por isso, Alfred voltou e, com uma cara não muito alegre, se postou ao lado de Susanna, o buquê de rosas vermelhas ainda em mãos.
-Muito bem... O nosso casal especial deste ano é realmente especial! Um deles é o nosso galã, nossa, já dei uma grande dica! Mas é também a nossa estrela do futebol, o nosso cara que vai nos levar ao campeonato nacional, aquele que, mesmo já sendo rico, não tem problema em querer mais dinheiro e, claro, fama! Ele é Alfred F. Jones, ganhando pela 2° vez hoje!
O americano piscou e engoliu em seco. Encarava todo aquele discurso como uma mentira, de certa forma. Ele não queria mais dinheiro, nem fama. Pode ser até que antes quisesse, mas não agora, estava bem como estava.
Uma salva de palmas e gritos histéricos femininos se fizeram presentes naquele instante, mas os olhos do americano procuraram somente os verdes do inglês, que nem sequer mais o fitava, e sim, olhava para o lado com descaso.
-Muito bem, muito bem, agora vamos ao nosso outro componente deste casal tão especial! Foi muito difícil descobrir coisas sobre ele, eu garanto à vocês, mas nós descobrimos! Fomos no registro do colégio, procuramos na internet e tudo que achamos foram coisas chatas como “aquele que ganhou, duas vezes consecutivas, as olimpíadas de matemática, geografia, inglês e história” ou então o mais jovem a fazer um monte de coisas chatas assim, vocês sabem, e por isso, eu pedi para que o Alfred aqui.-Susanna se apoiou no ombro do americano, roçando seu seio direito no braço do outro sugestivamente.-Desse um jeito de saber mais sobre o nosso único inglês, não é?
Arthur voltou a olhar para o palco, os olhos abertos demais e a respiração desregulada. Não estava entendendo. A multidão cochichava e especulava sobre o que Susanna queria dizer. Ninguém entendia.
-No começo deste semestre, eu fiz um acordo com Alfred que queria muito, muito, mas muito mesmo transar comigo. O trato foi que, se ele descobrisse tudo sobre Arthur Kirkland, eu seria dele!-Susanna exclamou, sorrindo largamente e se afastando do americano.-E Alfred estava tão desesperado por mim que aceitou sem nem pensar! Se aproximou do nosso querido inglês, mentiu para ele sei lá quantas vezes, ganhou sua confiança, o fez sofrer um acidente que o deixou paraplégico e ainda o fez passar por coisas terríveis e a custo de quê?! De uma mentira! Era tudo mentira, Arthur Kirkland! E no final, Alfred ainda veio atrás de mim querendo meu corpo, mas eu disse não, afinal, estava apenas brincando, então Alfred me entregou um lindo caderninho narrando tudo que acontecera nesses meses e tudo sobre o inglês, e disse para eu usar como bem quisesse porque ele, afinal, tinha um “brinquedo” para se satisfazer mesmo, não era?
-É MENTIRA!-Alfred exclamou, exasperado, os olhos injetados para fora, furioso.-É mentira, e você bem sabe! Eu jamais fui atrás de você, eu jamais lhe entreguei este caderno!
-É claro que é tudo verdade! Pessoal, eu tenho provas disso! Olhem para o fundo do ginásio! Brandom, ligue o projetor, é hora da diversão!
As luzes do ginásio diminuíram bastante, criando o ambiente propício para que fotos surgissem na tela do projetor, mostrando páginas de caderno, todas lotadas com uma garrancha que, para o desespero de Arthur, sabia ser do americano.
E todas as fotos continham informações constrangedoras sobre o inglês ou então tinham acontecimentos pessoais daquele dia. Era como ser mentalmente estuprado, ter todo seu interior mental exposto, ser virado ao avesso e ter todos os seus segredos mostrados à pessoas que nunca sequer conversou.
Ser traído pela pessoa que mais considerava no planeta.
-Viram, pessoal?! É tudo verdade! E por que Arthur Kirkland, o nosso inglês nojento, seria escolhido como um dos componentes do casal especial desta noite? Porque, sem ele, nós nunca teríamos nem um paraplégico e nem um gay nesta escola, as duas coisas numa só pessoa, acreditam?!
E dito isso, todos começaram a rir, todos exceto Alfred, que olhava para o inglês com um olhar que, se pudesse ser posto em palavras, diria “não, por favor, não”. Arthur engoliu em seco e, usando a cadeira-de-rodas, tomou a direção para sair dali, todos ainda rindo dele.
Susanna ainda continuava falando no microfone, soltando piadas que acabavam com o inglês como ácido, slides vergonhosos passavam no projetor para que todos olhassem, e Alfred corria atrás de Arthur, empurrando todos para o lado numa tentativa desesperada de consertar as coisas. Tudo isso em questão de segundos
Mas ele sabia que tinha feito uma burrada grande demais para consertar assim, tão facilmente, mas não podia deixar de tentar. Susanna chamava Alfred pelo microfone, mas o americano já estava na frente do inglês, de joelhos a sua frente, fazendo toda aquela multidão parar para olhar os dois com malícia e maldade nos olhos.
-Arthie, é mentira, você sabe que é mentira, não sabe?!-Alfred exclamava, tentando pegar a mão do inglês, mas este a puxou com força e usou a mesma para dar um tapa na face do americano, que emudeceu.
-Me deixe em paz. Saia da minha frente.-Arthur disse, o rosto curvado para o chão, os cabelos um tanto crescidos escondendo seus olhos.
-Arthur! Eu te amo! Você não pode desistir assim, você não pode acreditar naquelas pessoas, você...
Arthur ergueu a cabeça, as lágrimas descendo pelos olhos, mas um sorriso triste no rosto.
-Eu sempre soube que algo estava errado, sempre. Eu sempre soube que você jamais se aproximaria de mim por querer, sempre soube. E mesmo assim, insisti como um idiota, quem sabe desesperado porque não aguentava mais estar sozinho, embora não admitisse. É minha culpa se eu deixei que isso acontecesse, e agora acabou. Você tem o que mais quer, a Susanna, e eu... Bem, eu tenho a sacada do meu apartamento.
-Não, Arthur, me desculpe, eu errei, me desculpe! Eu não queria te ferir, eu não sabia na época! Tá, eu fiz uma aposta, mas eu não sabia que ia me apaixonar por você! Eu te amo, você sabe, você sabe! A Susanna nos enganou, ela roubou esse caderninho que eu escrevi, mas eu ia queimá-lo! Eu ia... Você não pode desistir tão fácil assim!
-Depois de descobrir que me tornei paraplégico e fui sequestrado por consequências dessa sua aposta, além de ser traído logo pela pessoa que eu mais estimava neste mundo, eu acho que tenho direito de desistir. Agora saia da minha frente, é a única coisa que você pode fazer por mim agora.
-Não, Arthur...!
-SAIA DA MINHA FRENTE!-Arthur, que até aquele momento estava se segurando, não aguentou mais.-EU ODEIO VOCÊ, VOCÊ ACABOU COM A MINHA VIDA POR NADA! ME USOU, MENTIU PARA MIM, ME TRAIU! ACABOU COM QUALQUER FUTURO QUE EU PODERIA TER PARA FICAR COM UMA PROSTITUTA! PARE DE SER TÃO EGOÍSTA E SE PONHA NO MEU LUGAR, OLHE O QUE FEZ COMIGO! OLHE O ESTRAGO QUE FEZ, OLHE A FERIDA QUE ME CAUSOU! EU NUNCA VOU PODER CORRER, NUNCA VOU PODER ANDAR, NUNCA VOU PODER SER UM EMPRESÁRIO QUE SE PREZE PORQUE SEMPRE VOU PRECISAR DE ALGUÉM! VOCÊ SÓ ME TROUXE DESGRAÇA! O MÍNIMO QUE PODE FAZER AGORA É SAIR DA MINHA FRENTE PORQUE DE VOCÊ EU NUNCA MAIS VOU QUERER NADA!
Alfred se pôs de pé, os olhos azuis demonstrando nada senão dor, assim como os do inglês, que sentia mais dor. O coração de ambos doía, a cabeça doía, o corpo doía e a alma doía.
Mas o americano se pôs de lado e deixou que Arthur deixasse o ginásio, e a multidão, que se calara com o grito do inglês, vaiou o mesmo e soltou mais risadas. Alfred, que já não se controlava mais, avançou em cima daqueles que viu vaiando, esmurrando todos, sujando o terno de sangue.
Arthur foi para casa com a ajuda de Sebastian, que o encontrou andando com a cadeira-de-rodas com dificuldade na rua, chorando.
Começou a chover naquela noite.
Notas finais
O Kallein me ajudou na parte mais angst, ele adora fazer os outros sofrerem.
Enfim, se quiserem sofrer mais, escutem essa música http://www.youtube.com/watch?v=LlmO70XHv9U enquanto leem este chap porque, avemaria, se é pra chorar, choro mesmo (eu choray escrevendo).
Enfiem, eu dei meu melhor escrevendo este chap. Siem, eu sei, deveria ter ficado ainda mais angst, mas eu estava com tanta pena que ficou assim mesmo, sabe?
Ah, e sorry por não ter postado sexta feira, mas meu aniversário foi nesse findi e eu não tive tempo, então só vim postar hoje. Não sei se sexta agora vai rolar o chap 17, mas vou tentar, acima de tudo.
Enfim, não me batam por tanta angst.
Kisses (e siem, mesmo morrendo de tristeza e ouvindo ainda a fucking music que eu dei o link pra vocês, ainda quero review ♥)
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