Lie To Me

14 Capítulo 14: What's Your Favorite Flower?


Notas iniciais
"Se te vejo não sei quem sou: eu amo.
Se me faltas [...]
... Mas tu fazes, amor, por me faltares
Mesmo estando comigo, pois perguntas
Quando é amar que deves. Se não amas,
Mostra-te indiferente, ou não me queiras,
Mas tu és como nunca ninguém foi,
Pois procuras o amor pra não amar,
E, se me buscas, é como se eu só fosse
Alguém pra te falar de quem tu amas."

Alfred encontrou Arthur na biblioteca, conversando com o bibliotecário e sorrindo, para sua surpresa. Se intrometeu no meio da conversa e o tirou de lá, levando-o para a sala novamente.

-Ei, o que há com você?! Aquilo foi desnecessário!-Exclamou Arthur, logo colocado de frente para a carteira e vendo Alfred se sentar ao seu lado com um suspiro.

-Arthie, você estava sorrindo! Sorrindo! Você sabe o quanto foi difícil fazer você sorrir para mim só para eu te encontrar sorrindo para outra pessoa sendo que vocês nunca conversaram antes?!-Respondeu o americano.

-Não, eu...-Arthur corou de leve, desviando o olhar e tratando logo de abrir o caderno sem que o professor nem tinha entrado na sala ainda.-Não seja estúpido! Ele só falou de um livro que eu gosto e começamos a conversar, não precisa ter ciúmes...

-Mas eu tenho mesmo assim, Arthie! É incondicional, desculpa, é que eu te acho tão importante pra mim que a ideia de saber que você está sendo feliz com outra pessoa, mesmo que só esteja rindo, me dá calafrios.

-O que há com isso agora?! Foi você que me deixou no intervalo, não foi minha culpa!

Teriam continuado a discussão se o professor não tivesse adentrado a sala naquele exato momento, assim como todo o restante dos alunos. A aula continuou lentamente, quase que se arrastando.

Quando terminou, Alfred novamente levou Arthur para a biblioteca, dando uma última olhada no bibliotecário que, visto de longe (e provavelmente de perto também) parecia ser uma boa pessoa, gentil, baixinho, asiático, calado e... Enfim.

Foi para o treino, deu bons resultados e outro jogo foi marcado para o dia seguinte ao do baile, um jogo pequeno entre colégios apenas. Quando terminou (dando graças a deus), deixou o campo, foi até o vestiário aonde se tomou um banho e se trocou, saindo para buscar o inglês que, novamente, estava conversando com o bibliotecário.

Novamente, Alfred o puxou sem um pingo de educação, e no caminho de casa mesmo tendo ouvido o sermão de Arthur, não sentiu nem um pingo de peso na consciência, na verdade, sentia como se tivesse cumprido um dever.

Uma vez em casa (mais exatamente na casa do inglês, claro), Alfred jogou a bolsa de ambos no chão da sala e se sentou no sofá, vendo Arthur ir até a cozinha.

-Arthie, você vai cozinhar?-Perguntou da sala, ouvindo alguns barulhos de panelas se batendo.

-Vou, não aguento mais essas comidas de fast-food! Isso entope as veias, sabia?!-Exclamou de volta, surgindo na porta da cozinha com duas panelas no colo.

Alfred sorriu, compreensivo, e se pôs de pé, se aproximando do inglês.

-Arthie... Vamos fazer o seguinte, você toma um banho e eu cozinho porque, sinceramente, você cozinha ruim demais.

-Oras, seu...!

-Ande, ande, não é como se eu estivesse mentindo!-Riu Alfred, vendo o outro atravessar a sala com a cadeira de rodas. Sabia que o inglês demorava cerca de 20 minutos para tomar banho por causa da paraplegia, então rapidamente pegou o celular e ligou para um restaurante qualquer, pedindo qualquer comida que não parecesse fast-food.

E funcionou porque 15 minutos depois, batiam à sua porta e quando Arthur voltou do banho já vestindo o pijama e com as pontas dos cabelos molhados, tinha uma mesa posta com pratos deliciosos, e a primeira coisa que falou foi:

-Alfred... Eu sei que quem fez isso não foi você porque se eu cozinho ruim, você só sabe cozinhar fast-food e bagulhos. Hmpf, mas o que vale é a intenção, eu creio...

-É, Arthie, vamos comer! Pare de reclamar por alguns minutos, sim?-Sorriu o americano, se sentando a mesa e começando a comer enquanto Arthur também fazia o mesmo.-Ah, Arthie, no final do mês vai ter o baile da escola, você sabe... Você quer ir comigo?

Arthur primeiramente engasgou-se, parando para fitar o americano com certa suspeita e depois incredulidade.

-Você está me convidando para ir ao baile?

-Estou.

-Mesmo sabendo que não poderemos dançar, que é o objetivo maior do baile.

-Ahm... Sim.

-Mesmo sabendo que isso também vai diminuir ou acabar com toda ou quase toda a sua popularidade por ter convidado a mim ao invés de ter convidado uma menina, quem sabe uma líder de torcida ou coisa parecida?

-Olha, Arthie, se você não quer ir, tudo bem, a gente não vai...

-Não, eu...-Começou Arthur, atraindo o olhar do outro que por alguns momentos pareceu decepcionado.-Eu... Se você quer ir, eu vou com você... Mas não venha me culpar se algo acontecer depois!

Alfred se pôs de pé e foi até o outro, levantando-o da cadeira de rodas e colando-o a si, uma das mãos enlaçando sua cintura e a outra segurando seu queixo enquanto lhe dava um beijo passional, invadindo-lhe a boca e então se afastando, fitando seus olhos.

-O que há com isso?!-Arthur exclamou, corando violentamente e desviando o olhar enquanto o americano sorria de forma marota.

-Arthie, perdi a fome por comida. A única fome que tenho agora é por você.

-Hã?! N-Não diga essas c-coisas pervertidas!-Exclamou o inglês, tentando afastar Alfred mesmo que caísse no chão se o fizesse, sem sucesso.

-Arthie... Quero te comer...-Sorriu Alfred, passando a mão pelas costas do outro sugestivamente.

-Pare com isso! Pare de dizer isso! Eu não quero! Me solte, Alfred, eu não quero!

-Por que você sempre faz tanto escândalo por isso? É só sexo, Arthie! Vamos lá, por favor? Por favorzinho? Eu prometo fazer qualquer coisa que você quiser, eu juro!-Implorou o americano, os olhos azuis brilhando de expectativa.

Arthur suspirou, olhou para todos os lugares exceto os olhos de Alfred, apertou os braços do maior (porque estava se segurando neles para não cair também) e por fim, corou ainda mais e suspirou.

-Tudo bem... Contanto que você não fique dizendo essas coisas pervertidas depois...

Alfred sorriu mais uma vez e ergueu o inglês nos braços, dando-lhe beijos por todo o rosto até chegar no quarto, a comida esfriando na mesa de qualquer forma. Jogou Arthur sobre a cama e logo ficou sobre ele, tirando a camisa do pijama e jogando-a ao lado da cama sem se importar, beijando-lhe o peito e brincando com seus mamilos.

Não demorou a ouvir o outro gemer, mesmo que fosse um tanto estrangulado por Arthur ter levado logo uma das mãos até a boca, tentando suprimir aqueles sons.

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-Arthie...-Alfred chamou, brincando com os cabelos do outro, o inglês agora sobre seu peito, logicamente nu com apenas os lençóis cobrindo ambos.-Você gostou?

-Eu pedi que não falasse nada pervertido depois, seu idiota.-Disse Arthur, escondendo o rosto no peito do americano, que por sua vez riu.

-Não é nada pervertido, estou apenas perguntando se gostou...-Sorriu.

-Silêncio, idiota...

Alfred riu de leve, erguendo Arthur para que este ficasse sentado no meio de suas pernas, o americano então apoiando as costas na cabeceira da cama e fitando o inglês, uma mão indo até seu rosto com ternura.

-Sabe, Arthie? Vai me achar estranho se eu disser que gosto de você? Muito?

-Vou sim, você não parece que gosta de alguém mais do que de si mesmo.

-Eu te amo, Arthie. E agora?

-Me soou falso.-Disse, desviando o olhar mesmo que corasse um pouco, desconfortável. Aquele tipo de coisa, aquele tipo de frase, mesmo que no fundo desconfiasse ainda da mesma, não era um campo que ele tivesse o prazer de andar, inseguro.

-Arthie, assim você me corta o coração...-Riu Alfred, se levantando da cama, ainda nu, e erguendo o outro pelos braços para levá-lo até a varanda, aonde estavam, intocáveis, as mesmas espreguiçadeiras de sempre. Sentou-se em uma e acomodou o outro sobre si, deixando que suas costas deitassem sobre seu peito e tomando as mãos do inglês, brincando com as mesmas.

-O que estamos fazendo?! Alguém pode nos ver!-Exclamou Arthur.

-Arthie, estamos no alto de um apartamento, e outra, não tem problema se alguém nos ver porque na verdade estamos dentro das famosas “quatro paredes”, exceto que daqui nos podemos ver o céu...

-O que há com você?! Esteve anormal o dia todo, tendo aquele ataque de ciúmes e então esse tesão súbito e agora isso de ver estrelas?! Você não andou ingerindo, ou melhor, fumando nada, andou, Alfred?!

-Eu tento ser romântico e você me acusa de estar me envolvendo com drogas?

-Você está tentando ser romântico?! Você basicamente me estuprou ali atrás e agora que ser romântico?! Começasse com abrindo a porta do carro para mim ou puxando a cadeira para eu sentar ou me comprando flores, sei lá, qualquer coisa menos essas coisas estranhas!

-Arthie, você gosta de flores?! Eu não sabia que você gostava dessas coisas frescas que só aqueles homens daqueles filmes bem antigos fazem!

Arthur corou e virou o rosto para tentar esconder do americano, que riu alto mas continuou brincando com as mãos do inglês.

-De que flor você mais gosta, Arthie?

-O assunto não era esse...

-Eu sei, mas eu quero saber qual sua flor preferida, não posso?

-São rosas... Rosas vermelhas, as mais clássicas. Pronto? Mais alguma pergunta que queira fazer? Não quer saber minha cor preferida também? Meu filme preferido? Meu livro preferido? Meu lugar preferido? Meu...

-Nah, essas coisas aí são mais chatas.

-Oras, seu...!

-Arthie... Eu te amo, Arthie. E acho que muito, é, só pode ser muito para eu te aguentar assim, sabe? Cheio de manias do jeito que você é.

-Não sei se encaro isso como uma ofensa ou como um elogio.

-Arthie! Eu te amo!-Alfred exclamou, de repente virando Arthur para que o inglês percebesse que o americano realmente falava sério, os olhos azuis como o céu brilhando de expectativa.-Você me ouviu? Eu te amo! Muito!

-Alfred...-Arthur desviou o olhar e engoliu em seco enquanto a feição de Alfred se desfazia em algo mais triste e decepcionado.-Não estou te rejeitando nem nada, mas... Eu nunca amei alguém na minha vida. Você pode saber discernir o que é amor e o que é atração sexual, mas eu não sei porque nunca senti nenhum dos dois...

-Arthie...

-Mas, eu... Eu penso em você durante o dia, várias vezes, eu acho e... Não olhe para mim assim! Não vou mais falar!

-Não, não, não, fale, Arthie! Quero te ouvir, eu juro!

-Pois feche os olhos!

Alfred sorriu então diante de todo aqueles escândalo que o outro fazia e obedeceu, fechando os olhos de leve enquanto voltava a ouvir a voz totalmente constrangida do inglês.

-Eu...-Arthur continuou.-Penso em você e... Não gosto quando fala com muita intimidade com outras pessoas, nem sequer quando fala com outras pessoas, quer tenha intimidade ou não e... Não gosto quando fica fora, mesmo por só por alguns minutos e... Mesmo sendo o idiota que você é, mesmo já tendo me matado de vergonha muitas vezes e mesmo parecendo um poço sem fundo de tanto comer, eu gosto de te ter por perto e... Droga, Alfred, não abra os olhos! Não vou falar mais nada, chega!

-Arthie! Eu não evitei, você estava falando essas coisas tão bonitinhas! Qualé, Arthie, continua!

-Não! Contente-se apenas com o meu silêncio!

-Arthie...

-Não!

-Você é muito importante pra mim, sabe? Muito mesmo. Gosto muito de você, eu te amo. Não tenho vergonha de falar isso.

-Acho que é porque você já deve ter falado para várias meninas...

-É verdade, agora que penso bem.

-Mas não vai mais falar para ninguém. Ninguém, exceto eu.

Alfred sorriu, trazendo Arthur mais para perto para lhe dar um beijo na testa, rindo de leve então.

-Não sabia que você era tão possessivo assim, Arthie...

-Não sou, é você que merece tal controle e imposição de limites e é sendo egoísta e te declarando apenas meu que eu te imponho tais limites e te deixo claro que você é meu e apenas meu e que vai dizer essas coisas apenas para mim. Estou confiando meu coração a você. Não me decepcione.

-Nunca, meu “lábios doces”.-E deu-lhe um leve beijo nos lábios então.

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-Susanna?

-Sim? Ah, conseguiu o que eu pedi? Nossa, esse baile será muito perfeito!

-Você tem certeza que quer fazer isso?

-O quê? Agora deu para questionar os meus métodos, Brandom? Achei que quisesse se vingar, não foi para isso que eu fui até você e você prometeu me obedecer em tudo o que fosse necessário?

-Foi, mas... Está custando muito dinheiro.

-Querido, as coisas boas da vida são caras... E as más também. Agora falta apenas os últimos toques e esperar. Este baile será inesquecível! E com isto.-Ergueu um caderninho nas mãos, o sorriso malicioso no rosto.-Será ainda mais divertido!

Notas finais
Oe, chegay, postando o chap no dia certo contra as recomendações da minha mãe, que suspeitar que estou com conjuntivite, me proibiu de entrar no computador MAS O YAOI NÃO PODE SER DETIDO!

Enfiem, espero que tenham gostado desse chap porque o próximo (não, não será o final, o final nem está feito ainda) o próximo terá um... Arthur seme, seria isso? SERIA ISSO, PRODUÇÃO, É ISSO QUE VOCÊ ESTÁ ME DIZENDO??? Kallein> sei lá, foi você que fez, só fiz a parte do lemon.

ENFIEM, Mandem reviews meus lindos e lindas e lindoas, ok? Tudo o que eu peço é um review pra compensar esta autora que entra escondido no pc (se eu não aparecer em uma semana, minha mãe me pôs de castigo, aff, MAS O YAOI NÃO PODE SER DETIDO!).

Kisses ♥33