Lie To Me
6 Capítulo 6: Back in Home
Notas iniciais
Tão logo que chegaram ao apartamento do menor, Alfred teve que novamente pegar Arthur nos braços (que já dizia que preferia muito mais ir se arrastando no chão) e ainda pediu ajuda ao motorista para pegar os restante das bolsas.
Quando o americano estava adentrando o prédio, Arthur lhe cutucou e mandou-lhe subir pelas escadas porque não queria de forma alguma correr o risco de alguém vê-lo sendo carregado por outra pessoa, até porque esta outra pessoa era um cara.
-Ah, deixa de besteira, Arthie. Ninguém vai estar no elevador, você vai ver...
O fato era que o elevador ficava bem ao lado do salão de festas, e dentro e fora do salão de festas, ou seja, ao lado do elevador, estava havendo uma festa infantil aonde dezenas de crianças corriam como se não existisse amanhã, cada uma cheia de bombons na boca enquanto mães e babás corriam atrás delas.
O fato foi que todas e todos pararam quando viram um cara carregando outro cara nos braços, e imediatamente pensaram o errado, tal pensamento que foi verbalizado na voz de uma dessas crianças, que apontou e disse:
-Olha, mamãe, um casal de gays!
-Eu. Vou. Te. Matar.-Arthur disse, o olhar tão mortal quanto poderia estar, mas para a alegria dos dois, as portas do elevador abriram bem na hora e eles entraram, mas outro fato era que dentro do mesmo havia outra família com mais três crianças, todos agora em silêncio e tentando ao máximo não demonstrar nada.
As portas do elevador se fecharam e veio então um silêncio deveras constrangedor, até que Alfred resolveu falar:
-Arthur.-Disse, falando direito o nome do inglês para não parecer que eram tão íntimos.-Quando sua cadeira-de-rodas vai chegar? Você sabe aonde comprar uma?
-Não.-O outro respondeu, claramente emburrado e louco para esganar o americano.
-O hospital não pôde te oferecer uma, já que acabou de sair? Pelo menos até você conseguir comprar uma?
-Não.-Respondeu, agradecendo mentalmente quando as portas do elevador se abriram a família saiu, logo cochichando entre si. As portas voltaram a se fechar e Alfred apertou o botão que indicava o andar do inglês, e tão logo sozinhos, Arthur exclamou:
-O que pensou que estava fazendo?!
-Eu só quis ajudar. Se eu não dissesse nada, eles iam achar que a gente...
-Eu prefiro que pensem que sou gay a acharem que sou um inválido! Devia ter ficado calado, sua anta!
-Arthie, você não está inválido. Ainda pode fazer muitas coisas...
-Como o quê?! Você não sabe de nada!-Arthur exclamou na hora que as portas abriram. Saíram do elevador e logo entraram no apartamento. Sebastian, o motorista, logo apareceu, visto que não tinha ido com eles porque tivera que tirar as coisas do carro antes, e deixou as bolsas ao lado da porta, despedindo-se então do seu patrão e saindo, fechando a porta.
Alfred deixou Arthur sentado no sofá e trancou a porta do apartamento, se aproximando do inglês e vendo que ele agora tentava tirar os sapatos sozinho. Até se aproximou para ajudá-lo, mas ao receber mais um de seus olhares, recuou. Ele queria fazer ao menos aquilo sozinho.
Uma vez que crescera sem precisar de ninguém e bem cedo começou a morar só, Arthur tinha criado um senso de independência bastante forte, além de um orgulho exacerbado. Acreditava não precisar de ninguém, e que sempre poderia fazer as coisas sozinho. Antes poderia até ser, mas não agora.
O americano então foi até a cozinha e esquentou um copo de leite no micro-ondas (porque ele não sabia ligar o forno), voltando até a sala e entregando ao inglês, que aceitou em silêncio. Alfred se sentou ao lado de Arthur e ligou a televisão, logo sorrindo como se tivesse lembrado de uma brincadeira qualquer.
-Hey, Arthie... Você ainda tem que tomar banho. Como vai fazer isso sozinho?
-Por que te importa, seu pervertido?-Arthur rebateu, tomando o controle das mãos do outro e já tendo uma carranca no rosto.
-Por que é engraçado quando você fica todo com vergonha. E você não vai conseguir tomar banho nem se vestir sozinho...-Alfred riu, já imaginando os surtos do outro.-Você vai precisar do herói aqui por um bom tempo.
-Prefiro morrer a tomar banho com você por perto.
-Por que, Arthie? Não é como se eu ou até mesmo você fosse uma mulher! Por que tem tanto medo de tirar a roupa? Tem certeza de que você não é gay?
-EU NÃO SOU GAY, SEU IMBECIL!-Arthur gritou, jogando o copo de leite já vazio no americano.-Eu só não gosto de ficar nu na frente de ninguém, pronto, está explicado?! Agora cale a boca, sua burrice está deteriorando minha superioridade.
-Eu entendi o que você disse, Arthie.-Alfred então se pôs de pé e ficou bem na frente do outro, erguendo-o nos braços e adentrando mais o apartamento, indo pelo corredor e abrindo a porta do banheiro com um chute.
-O que você está fazendo?!
-Você não pode ficar sem tomar banho. Sei que os ingleses adoram ficar sem tomar banho, Arthie, mas você já tá fedendo, e como sou eu que vai cuidar de você, eu exijo que pelo menos cheire bem... Ou nem cheire, tanto faz.-Alfred sentou Arthur na pia e começou a tirar sua camisa, parando logo porque antes que continuasse, o inglês começou a movimentar os braços numa tentativa inusitada de lhe machucar.
-Não preciso de você! Me deixe em paz, eu consigo fazer isso sozinho!-Exclamou o inglês, fitando o chão e abaixando sua camisa para voltar a cobrir-se.-Me coloque dentro da banheira e saia do banheiro.
-E como vai tirar a roupa?
-Vou dar um jeito, apenas saia logo!
Alfred suspirou diante de tanta birra do outro e o ergueu nos braços novamente, chegando perto da banheira e cuidadosamente lhe deitando dentro da mesma, voltando a se erguer e fitando o inglês como se desconfiasse.
-Qualquer coisa...
-Eu sei, eu sei, se qualquer coisa acontecer, eu vou lhe chamar, agora saia.
Alfred obedeceu então, fechando a porta depois que saiu. Foi no quarto do inglês e aproveitou para ajeitar a cama para o mesmo dormir. É, talvez estivesse sendo um tanto cuidadoso demais, mas, sei lá, Arthur parecia que, por detrás de toda aquela raiva, aquela revolta e aquele orgulho dele, parecia que ia se quebrar a qualquer momento.
Não que se importasse, porque não se importava mesmo. Poderia até considerar toda aquela coisa de cuidar do outro como algo muito chato, que lhe tomava muito tempo, lhe cansava e lhe atrapalhava tanto nos estudos quanto em seu querido futebol, mas até aquele momento não pensara assim. Sempre que a ideia de desistir de tudo aquilo lhe chegava a cabeça, a imagem de Susanna vinha a sua mente e ele continuava ali.
Afinal de contas, aquilo era apenas algo para tomar-lhe o tempo mesmo, acabar com o tédio habitual, e as reações de Arthur eram tão engraçadas e a recompensa de Susanna era tão motivadora que Alfred não hesitava em ajudar o inglês da melhor forma possível.
Pegou alguns lençóis e os levou para o sofá, sabendo que Arthur o mandaria dormir ali mesmo, além de pegar um pijama no guarda-roupa do inglês para o mesmo e então deixar sobre a cama.
Como já era pouco mais das 7 da noite e como ele não sabia cozinhar e o dono do apartamento também não estava em condições de nada, pediu uma pizza para ambos e passou o resto do tempo vendo televisão na sala, até que ouviu um barulho alto vindo do banheiro.
-Arthie?-Chamou o americano da sala, sem se levantar, mas ouvindo o outro responder:
-Não venha!
-Hey, está tudo bem?
-Estou bem, seu imbecil, se não estivesse não estava respondendo!
-Hmpf.-Alfred voltou a ver televisão, mas logo ouviu mais barulhos vindo do banheiro e resolveu se levantar. Caminhou até lá e colou o ouvido na madeira da porta, querendo saber o que o inglês estava fazendo.
Ouviu mais barulhos e abriu então a porta bem lentamente, apenas um pouco, só para achar o inglês parcialmente vestido no chão. Parecia querer se sentar na privada que tinha a tampa fechada, mas não estava conseguindo.
Abriu então a porta toda e antes que Arthur levantasse a voz para reclamar, ergueu o inglês nos braços e o levou direto para o quarto, voltando depois para o banheiro para pegar as roupas e vestir o outro, que mesmo colocando muita dificuldade ao longo do processo.
Quando terminaram, ouviram o interfone tocar e o porteiro disse que a pizza tinha chegado. O resto da noite terminou com Alfred comendo pizza e dividindo alguns pedaços com Arthur, já que o inglês nem gostava muito.
-Amanhã é sábado. Vai querer sair para algum lugar, Arthie?-Alfred perguntou, mudando de canal freneticamente enquanto mastigava a pizza.
-Não.-O outro respondeu, emburrado.
-Você já passou tanto tempo no hospital, Arthie, e vai passar mais tempo em casa? Podemos ir para o parque ou então só dar uma volta...
-Não quero ir para nenhum lugar com você, seu idiota.
-Hein? Por que não?
-É culpa sua se eu estou assim. É culpa sua, tudo culpa sua.-O inglês disse, um tanto amargurado, mas com os olhos pregados na televisão.
-Ah... Desculpa, Arthie.
-Desculpas?! Desculpas não significam nada diante da consequência!
-Olha, Arthie, nós somos amigos. Estou aqui com você por causa disso e também porque quero ter um jeito de me redimir.-Mentiu o americano. Estava ali apenas para enganar o inglês, apenas por isso.-Então mesmo que você me mande embora trocentas mil vezes, eu não vou, okay?
Arthur fitou um pouco o americano e então bufou, ainda com raiva, dizendo:
-Como se eu tivesse escolha.-Pegou então outro pedaço de pizza e começou a comer. Quando finalmente foi para o quarto (carregado pelo americano, claro), tinha uma expressão mais pesada no rosto.
Talvez porque, diferente de Alfred, Arthur ligasse, mesmo que não admitisse, para a opinião do seu “amigo”. Ele não podia negar que às vezes falava as coisas sem pensar e que talvez, pelo menos na cabeça do inglês, tivesse magoado o americano e que Alfred não estava demonstrando isso apenas para não preocupá-lo, mas vale ressaltar, novamente, que Alfred não sentia nada naquele momento. Nada. Não considerava o inglês em nada e por isso suas palavras nunca o atingiam.
-Boa noite, Arthie.-O americano sorriu então, na porta do quarto, fechando-a em seguida. Não conseguiu ouvir Arthur lhe dando boa noite. Caminhou pelo corredor e voltou para o sofá. Talvez mandasse comprar um para por justamente ali, uma vez que estava passando muito tempo com o inglês, mas será que Arthur aceitaria? Sendo orgulhoso como ele era, duvidava.
Alfred pegou então sua mochila e de dentro tirou o caderninho aonde anotava os dados sobre o inglês. Não podia negar que nas últimas semanas, aliás, desde que comprara o caderno, preencher suas páginas com detalhes, inúteis ou não, sobre o inglês, tinha virado uma espécie de hábito. Era quase como um diário, só que não era sobre ele e sim sobre o “amigo”.
Ainda lhe restavam dois meses para que o prazo que Susanna lhe dera acabasse, e tudo ao seu ver parecia estar indo bem. A ideia de se aproximar de Arthur a ponto de realmente se importar com ele nunca passara por sua cabeça, e tudo era questão de ele conseguir ou não ter Susanna.
Pelo menos por enquanto, eu ouso dizer, mas pulando esta parte, continuemos a nos concentrar no restante da noite. Graças ao acidente que deixou Arthur paraplégico, logicamente ele não consegue andar, o que acaba causando uma dor nos seus músculos que, sem fisioterapia e comprimidos, os mesmos atrofiam, morrem, pela falta de uso. E isso dói. Muito.
Então, horas depois, por volta das 3 da manhã, Arthur acordou gritando de dor, porque mesmo que não conseguisse nem mexer nem sentir suas pernas, de alguma forma, talvez de uma forma que os médicos tivessem lhe explicado mas ele não quis entender, elas doíam tão torturantemente que era impossível se manter em silêncio.
Seu orgulho lhe mandava calar a boca, porque se não o fizesse, Alfred (babando no sofá, ainda com a televisão ligada) viria ali e iria lhe ver de um jeito tão lastimável que era melhor sofrer só, como sempre havia feito, mas o inglês não conseguiu se controlar, doía demais, e antes que percebesse, estava agarrando os lençóis com tanta força que parecia que ia rasgá-los a qualquer momento.
Levou então as mãos até a cabeceira da cama, derrubando alguns livros que estavam sobre a mesma, assim como roupas, copos d'água esquecidos pela preguiça de ir deixá-los na cozinha e outros itens quebráveis, o que até causou um barulho bem alto agora fundido com os gritos do inglês, cada vez mais desesperados. Porque talvez, mesmo que ele quisesse sofrer sozinho, também quisesse não sofrer ou sofrer apenas o mínimo possível.
Alfred então acordou diante de tamanha baderna.
-Hein?-Piscou, coçando os olhos e massageando o pescoço, já que tinha pegado no sono sentado no sofá, e tão logo acordou, ouviu os gritos no cômodo ao lado.-Arthie?
Se levantou então, bocejando um pouco e indo até o quarto do inglês, parando na porta ao ver a silhueta de Arthur contorcida na cama, os braços, as mãos, procurando se agarrar em qualquer coisa que lhe permitisse suportar aquela dor, e toda a cena iluminada apenas pela janela acima da cama do inglês, a lua cheia e a luz dos postes lá fora.
-Arthie!-Alfred exclamou, se aproximando do inglês e sentando ao seu lado.-Hey, está tudo bem?! O que foi?!
-Vá embora!-O inglês exclamou, fechando os olhos com força diante dos espasmos musculares.
-Não, Arthie, me diga o que é!-Alfred exclamou, pegando os pulsos do inglês para que não ficassem batendo em todo lugar que encontravam, também se curvando sobre o inglês para que ele parasse de se mexer.
-Está doendo, seu idiota! Minhas pernas estão doendo! Eu já tomei os comprimidos e não posso tomar mais porque já cheguei ao limite!-O inglês gritou o mais alto que pode, tentando se soltar das mãos de Alfred, que apenas as segurava com mais força.
-Calma, Arthie, vai passar, vai ficar tudo bem...-O americano tentou dizer, sorrindo solidariamente, mas Arthur não aguentava aquele sorriso, não aguentava que alguém estivesse sorrindo quando ele estava tão mal, sentindo tanta dor, tão no fundo do poço.
Então finalmente conseguiu soltar suas mãos da do maior e começou a bater em seu peito com força, sentindo raiva, dor, vergonha, medo, tudo ao mesmo tempo, num stress de emoções tão grande que as lágrimas começaram a descer por seu rosto, e tudo que Alfred fez foi puxá-lo para perto bruscamente, fazendo com que ele afundasse o rosto em seu peito e suas mãos fossem automaticamente para suas costas, aonde apertaram o tecido de suas camisa e, mesmo não tocando a pele diretamente, feriam o americano.
-Me solte! Me solte, droga, seu idiota, me solte!-Arthur gritou, mas ao invés de se afastar, ele apenas se aproximou do maior, apertando mais as mãos em suas costas até que o americano sentisse as unhas do outro, mesmo sobre o tecido, machucando-lhe a pele, mas continuou em silêncio enquanto levava uma das suas mãos até a cabeça do inglês, afagando seus cabelos, e a outra até suas costas, batendo de leve nelas, procurando acalmar o menor.
E Arthur gritou. Gritou tanto que na manhã seguinte sua garganta estava rouca, mas foi só quando amanheceu que suas pernas pararam de doer e ele soltou Alfred, que na verdade estava quase dormindo segurando o inglês.
-Está melhor agora, Arthie?-Alfred perguntou, vendo o outro mais quieto, bocejando em seguida.
-S-Sim.-Arthur respondeu, corando e afundando mais o rosto no peito do outro. Era tão vergonhosa aquela situação!
-Que bom... Estou com fome.
-Já está com fome? Hmpf.
-Você quer me soltar para que eu possa ir até a cozinha e comer alguma coisa ou prefere que eu fique mais um pouco?-Alfred riu, curvando o rosto para que pudesse ver a tempo o inglês lhe empurrando com força e se deitando na cama, virado para o lado para que o americano não pudesse ver seu rosto.-Ah, qualé, Arthie, não vai ficar com raiva por causa desse comentário, vai? E eu achava que você era um cavalheiro...
-Eu sou um cavalheiro! Você que é um brutamontes sem classe nem educação alguma!
Alfred riu um pouco mais e se levantou da cama, indo até a cozinha e pegando alguns pães velho, comendo-os rapidamente. Também achou uns pedaços restante da pizza e os pegou, levando-os para o quarto, já bem iluminado pelo sol que acabava de surgir.
-Tenho pizza, você quer?
-Não.
-Ótimo, melhor para mim.-Alfred riu, deitando-se na cama ao lado do inglês, olhando para o teto.-Temos que ligar para o médico e perguntar se você pode tomar mais comprimidos durante o dia, já que apenas estes não estão sendo o bastante.
-Pode deixar que eu ligo...
-Tudo bem então.-Disse o americano, ajeitando os óculos e então se sentando na cama para tirar a camisa que vestia, jogando-a em algum lugar do quarto.-Está quente aqui...
-Hã?-Arthur se virou, fitando a silhueta exposta do outro e já erguendo a voz para reclamar.-Não está quente, seu imbecil, é só que...-Parou, vendo as marcas vermelhas nas costas do outro, na verdade, pareciam quase sangrar.
-Hein? O que foi? Não vou transar com você, Arthie, sou hetero, esqueceu? Eu sei que você pode ser gay por dentro, mas eu gosto das meninas. Só tirei a camisa porque estou com calor, só isso... Por que está me olhando assim?
-Você... Ahm...
-Eu o quê? Ah, isso?-Alfred seguiu então o olhar de Arthur, vendo que ele olhava para suas costas. O americano levou uma de suas mãos até os machucados e os tocou, fazendo com que ardessem, mas nada disse, apenas sorriu.-Parece que me machuquei...
-Eu te machuquei... Desculpe.-O inglês disse, o tom de voz baixo, a expressão meio triste, meio arrependida. Às vezes pensava que tratava Alfred mau demais. O americano era tão bom para ele mas, mesmo assim, sempre o xingava e o mandava embora. Talvez...
-Como é, Arthie? Você pedindo desculpas?! Essa é nova! Peça de novo, não ouvi!
Talvez nada, o americano era um idiota mesmo.
-Não!-O inglês exclamou, virando na cama e ficando de costas para o americano, que agora ria bem alto.
-Vamos lá, Arthie! Diga de novo! Deixa eu pegar meu celular, porque eu preciso gravar isso! Arthie, Arthie, Arthie...!
-Vá embora daqui! Seu pervertido imoral, bastardo!
Alfred riu, voltando a se deitar na cama e a olhar para o teto, terminando de comer. Então virou-se para o inglês, fitando suas costas. Lá fora tinha apenas o som de alguns poucos carros, a cidade começando a acordar.
-Hey, Arthie...
-O que é?
-Sabe, veio na minha cabeça agora que... Você já teve namorada?
-Não. Por que quer saber sobre isso? Não tenho tempo para coisas tão mundanas!
-É que... Você sabe, o médico disse que você ainda pode ter uma vida sexualmente ativa e como você diz que não é gay, o que acha de amanhã, ou melhor, hoje, irmos a um bordel?
Notas finais
Mas enfim, é isso. Acho que minha vida pessoal anda meio parada pela falta do que fazer (férias, né?), então hoje não tenho nenhum desabafo, hehe. Sabe, eu gostaria de saber se vocês leem mesmo essa última parte aqui...
AH! QUASE ESQUEÇO! Mandem reviews, por favor. Nossa história dramática de hoje tem o pequeno e frágil Sealand, que está num orfanato sem esperanças de que alguém vá adotá-lo, o deixando sozinho no mundo, sem irmãos nem amigos porque como a história é dramática, ele não pode ter amigos (??) ENTÃO SEJA LEGAL E MANDE UMA REVIEW! ISSO VAI FAZER COM QUE UM SWEDEN DE MAU HUMOR E UM FINLAND SORRIDENTE POR ENGANO PAREM NO ORFANATO E ADOTEM O PEQUENO SEALAND!
Enfim, até próxima sexta seus lindos ~~
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