Lie To Me
7 Capítulo 7: No Bordels and No Smiles
Notas iniciais
Arthur se virou na cama, com um pouco de esforço, e olhou bem fundo nos olhos azuis do americano que, para desconhecidos, podia ser inocente, mas de inocente nada tinha.
-Nem. Morto.-O inglês respondeu diante da proposta anterior do americano.
-Hein? Por que não?! Vai dizer que nunca foi num bordel? Nunca viu uma prostituta na vida?-Alfred perguntou, sem entender, fitando os olhos verdes do outro e vendo suas sobrancelhas grossas se erguerem enquanto o inglês pensava numa resposta boa o bastante.
-Vejamos... EU TENHO MAIS O QUE FAZER!
-Tipo o quê?
-Qualquer coisa é mais útil do que sexo!
Alfred acabou deixando que sua boca abrisse numa expressão surpresa depois dessa.
-Arthie, não me diga que... Você está planejando ser padre?!
-Não, seu imbecil, é só que a vida é mais do que mulheres e bebidas alcoólicas!
-Como o quê?
-Bem... Existe... O conhecimento. Nada é mais importante do que o conhecimento, do que os estudos e...
-Sinceramente, Arthie, você precisa urgentemente visitar um bordel.-Alfred se sentou da cama e logo se levantou, indo até o inglês e puxando-o também, o obrigando a se sentar.-Vamos tomar café, ir ao parque, almoçar, comprar uma cadeira-de-rodas para você e de noite nós iremos ao melhor bordel da cidade!
-Morra, seu imbecil! Eu não vou, eu não quero ir e não tem como você me obrigar!
Alfred então sorriu, só que mais maliciosamente do que o inglês jamais vira. Não gostava de quando as pessoas lhe contestavam, e se queria levar o amigo ao bordel, com certeza levaria.
-Acha que não?-Alfred disse, se aproximando mais do outro e subindo na cama, ficando em cima do seu colo e segurando seu rosto entre as mãos.-Olhe que eu posso trazer à tona o seu lado gay, ouviu, dear buddy?
-O q-que e-está fazendo, seu i-imbecil?!-Arthur exclamou, empurrando o outro para longe, que deixou-se afastar enquanto desabava numa risada tão alta que o inglês até levou as mãos aos ouvidos.
-Estava brincando, Arthie! Eu já disse a você que gosto apenas e exclusivamente de mulheres, não disse? Queria ver o que você faria se eu fizesse isso!-Exclamou o americano, ainda morrendo de rir agora diante de um inglês furioso.
Alfred terminou de comer os últimos pedaços de pizza e voltou até a cozinha para pegar algo para Arthur, que terminou sendo uma maçã já relativamente velha, mas o inglês não reclamou, ainda ostentando aquela cara de raiva por causa do outro.
E mesmo a muito contragosto, com gritos de protesto, arranhões, e até palavrões aqui e ali, Arthur foi arrastado pelo americano para fora de casa, ambos vestindo uma calça jeans e camisas de mangas longas, Alfred ainda com um boné virado para trás.
O motorista já esperava do lado de fora do apartamento, e assim que viu os dois, Alfred carregando Arthur nos braços, abriu a porta do carro e em alguns minutos estavam dobrando a esquina.
-Sebastian, aonde é o melhor parque da cidade?-Alfred perguntou enquanto Arthur apenas olhava a paisagem passar, ainda de cara emburrada.
-Não muito longe daqui, sr. Jones.-O motorista respondeu.
-Ótimo então, nós vamos para lá!
-Hmpf.-Arthur bufou, cruzando os braços.-Eu quero ir para casa. Já.
-Ah, qualé, Arthie! Estou fazendo tudo isso por você, senão vai acabar virando um daqueles zumbis de filmes de terror de tanto ficar preso em casa! Não é como se fosse ter um péssimo dia ou algo parecido!
-Com você, eu duvido que o dia seja bom.
Alfred riu da irritação do outro, mas nada disse. Quando chegaram ao parque, se sentaram num banco qualquer, em frente a um lago, e a medida que as pessoas passavam por eles numa quantidade cada vez maior, Arthur parecia melhorar de humor.
Até que a barriga do americano voltou a roncar e ele voltou a fazer cara feia.
-Estou com fome.-Alfred disse, passando a mão na barriga.
-De novo?! Hmpf, vai acabar ficando obeso se comer tanto assim!
-Hein?! Está me chamando de gordo?! Eu não sou gordo, Arthie, existe uma diferença entre ser gordo e ser cheinho! Enfim, vou comprar alguma coisa pra mim, você vai querer algo?
-Não, estou sem fome.
-Tem certeza? Tudo bem então.-O americano se pôs de pé e foi até um carrinho de cachorro quente próximo dali, comprando também um refrigerante e depois passando no carrinho de algodão doce também ali perto.
“Ele come demais...”, Arthur pensou, apoiando o queixo numa das mãos, meio entediado. Quem o visse de longe poderia até confundi-lo com alguém normal, já que suas calças cobriam as pernas e as faziam parecer mais normais.
O inglês suspirou então, preocupado. O fato era que até aquele momento evitara pensar sobre o colégio, sobre as matérias que ele estava perdendo (Alfred até lhe emprestava suas anotações, mas mesmo assim, estava perdendo muita coisa), sobre como ele manteria seu apartamento, uma vez que não estava trabalhando. Não podia negar que ele tinha todos os motivos para desistir, mas como gostava de lembrar, ele não era fraco, e mesmo sem ninguém da família ao seu lado, tinha certeza que em breve as coisas iriam melhorar, não iriam?
Correu os olhos pelo parque, um pouco mais otimista. Era bem calmo por ali com as famílias fazendo piqueniques e pessoas remando no lago e algumas outras jogando vôlei e outros esportes.
Uma dessas pessoas acabou jogando a bola longe demais, e esta veio parar bem nos pés de Arthur, que a fitou com um pouco de interesse, erguendo-a do chão. O dono, que já vinha correndo, acompanhado por uma criança loira, se aproximou e disse:
-Hey, obrigado por ter pego a bola!-Era um albino e tinha cara de quem não era muito comportado pelos olhos rubros.-Sou o incrível Gilbert e esse é meu irmãozinho, o Ludwig! Não quer vir jogar com a gente? Estamos precisando de mais um no nosso time muito awesome!
Arthur até esticou o pescoço para ver dois italianos e um espanhol acenando ao longe, aonde antes estavam jogando, mas negou com a cabeça, dizendo:
-Eu acho que não é boa ideia...
-Hã?! Por quê?! Você não pode recusar um pedido do awesome Gilbert! Vamos lá, é só um jogo! Não tem problema se você não souber jogar porque comigo no time, é impossível nós perdermos! Kesesese~!
-Mas, bruder, então por que estamos chamando ele para vir jogar no nosso time?-O jovem Ludwig perguntou, os olhos um tanto duros para sua idade.
-Porque eu preciso de um awesome exército para comandar, senão não vai ter graça! Então, inglêszinho, você é inglês não é? Não quer vir jogar? Vamos lá, não vai doer!
-Não, eu prefiro ficar aqui mesmo e só assistir então...
-Oras!-Gilbert exclamou, entregando a bola a Ludwig e então puxando Arthur pelos braços, querendo levantá-lo e fazê-lo ficar de pé, mas ele não contava que o inglês fosse cair no chão assim que erguido do banco, fazendo um barulho alto.-Hey, você tá bem, cara? Por que não se levantou? Não tem forças nas pernas, é?
-Arthur!-Alfred exclamou, chegando bem na hora e deixando todas as comidas que tinha comprado no banco aonde o inglês estivera sentado, agachando-se ao seu lado e então olhando para Gilbert com um olhar inquisidor no rosto.-O que você fez?
-Eu? Nada! O incrível eu só o levantou do banco mas aí ele caiu e...-O albino tentou se explicar, mas Alfred se levantou e ficou a sua frente.
-Qual o seu problema? Arthur não pode jogar. Por que o puxou se ele provavelmente disse não?
-Eu achei que ele estivesse com medo.
-Ele... Tem problemas nas pernas. Olha, faça o favor de voltar para os seus amigos e nos deixar em paz, okay?-Alfred disse, olhando quando Gilbert o fitou com um pouco de suspeita nos olhos rubros, pegou a bola e saiu, voltando para onde antes jogavam vôlei. Alfred se virou para o inglês, que tinha uma expressão triste no rosto.
Parecia que quando ele estava começando a se erguer, o destino fazia questão de derrubar-lhe novamente, cada queda mais dolorosa que a outra, sem nunca saber se ia voltar a levantar-se.
-Arthie?-Alfred chamou, erguendo o inglês do chão e sentando-o no banco para então sentar ao seu lado, empurrando as comidas para o lado. Aquilo deveria ser chato, esse tipo de incidentes, e por alguma razão, Alfred perdeu um pouco da fome (o que já era muita coisa).-Você está bem?
-Por que quer saber?-O inglês perguntou, fitando o chão. Lembrava de que quando sentava em algum lugar, tinha o costume de balançar as pernas ou então cruzá-las para ficar mexendo o pé, coisa de quem é ansioso. Não podia mais fazer aquilo.
-Eu já disse, eu me preocupo com você.-O americano mentiu, pegando então um caixinha com pastilhas e entregando ao outro.-Toma, comprei pra você. Achei que ficaria com raiva se eu não trouxesse nada, então trouxe pastilhas.
-Obrigado.-O inglês agradeceu, melancólico, aceitando as pastinhas e colocando várias de uma vez só na boca, mastigando-as e então as engolindo, sem sequer prestar atenção ao que fazia.
-Arthie... Você não está triste, está? Não sei lidar com você quando está triste, só quando está de mau humor. Não deve ligar para o que essas pessoas dizem, você sabe.-Alfred tentou consolar o menor, que continuava fitando o chão.
-Eu sei disso.-O inglês respondeu.
-Mesmo que elas saibam cozinhar melhor do que você e que também sejam mais gentis e mais ricas e mais legais e mais simpáticas do que você e... Enfim, quero dizer, não se deixe abater porque as pessoas são únicas do jeito que são...
Arthur então ergueu a cabeça, erguendo uma sobrancelha, fitando o maior, que continuou a falar:
-Mesmo que você seja único e também seja muito egoísta e chato demais porque vive falando todo certinho mas, olha, isso é o que te torna especial. Olhe pelo lado bom, você tem ao seu lado o herói! Eu, mais brilhante que uma estrela!
-Não está ajudando.
-E ainda por cima, eu te tolero do jeito que você é! Veja bem, eu não gosto de você, eu te tolero porque você é muito irritante em algumas horas, sabe? Mas ainda assim não te abandonei porque eu sou muito caridoso com as pessoas e...
-Alfred.
-E para mim, não importa se as pessoas que eu ajudo sabem cozinhar ou não, e por falar em cozinhar, eu sei cozinhar melhor que você, Arthie, caramba, como é que você consegue queimar um sanduíche?! Nem eu consigo fazer isso, mas é claro que não conseguiria mesmo, porque eu sou o herói, estou sempre pronto pra tudo e...
-Alfred!-Arthur exclamou, finalmente atraindo a atenção do americano, que o fitou, sem entender.-Quer, por favor, calar essa sua boca indiscreta? Por que não vai comer e me deixa em paz?
-Só estava querendo ajudar, Arthie. Olha só, você nem está mais triste!
-Estou com raiva.
-Prefiro mil vezes que esteja com raiva do que esteja triste.-Alfred sorriu, pegando então o algodão doce e mordendo um pouco, sentindo o doce desaparecer em sua boca.-Quer?-Perguntou,oferecendo ao outro, que negou.
-Não, não quero ficar gordo.
Horas depois eles saíram dali. Ficaram conversando, falando das pessoas que passavam e Alfred até se surpreendeu porque, passados os primeiros minutos, Arthur até começou a falar bastante. O inglês era reservado demais, como se uma dura casca o cobrisse, mas uma vez que ele se sentia a vontade para falar, conversava como qualquer pessoa normal.
Quando chegou a hora do almoço, eles saíram do parque e foram almoçar num restaurante ali perto, mais reservado justamente para que o inglês não ficasse tão constrangido com o outro o levando nos braços, que apenas ria.
Comeram, falando de vez em quando (uma vez que Alfred parecia mais preocupado em comer do que em conversar) e quando terminaram, o americano pediu uma taça com nove bolas de sorvete apenas para si. O inglês o viu devorar todas as bolas com uma voracidade quase anormal, mas sem fazer nenhum comentário. Era educado demais para dizer o quanto Alfred parecia um animal devorando aquela enorme taça de sorvete.
-Puxa, Arthie!-Alfred exclamou, ambos no carro, saindo do restaurante e batendo em sua barriga, sorrindo alegremente.-Acho que vou explodir.
-Não é a toa.-O inglês comentou, de braços cruzados.-Me surpreende que não tenha tido um ataque cardíaco ou diabetes ainda.
-Heim? Quer dizer que posso morrer? Ah, mas isso não vai acontecer, então, sabe o que vamos fazer agora? Vamos comprar sua cadeira-de-rodas!
-E quem vai pagar? Eu não tenho dinheiro, não estou trabalhando e meu tio não me manda o suficiente para comprar uma.
-Eu! Você é tão inteligente para umas coisas mas é tão burro para outras, Arthie.-O americano riu, vendo logo o outro fitá-lo com uma carranca.
-Não quero que pague nada para mim!-Arthur exclamou.
-E por que não?
-Porque... Porque eu não gosto!
-Ah, lá vem você com esse seu orgulho de novo, Arthie.... Olha, eu vou comprar como um presente para você, e se você não gostar, você pode jogar fora ou vender. Eu vou lhe dar e depois não me importa o que você vai fazer com ela, entendeu? Agora não seja chato e pare de fazer essa carranca. Caramba, Arthie, você vive irritado. Você já sorriu alguma vez? Acho que quando você sorrir vai ser o apocalipse ou algo do tipo...
Arthur fitou Alfred por alguns instantes, vendo que o americano quase se irritara com aquilo, a expressão mais fechada do que a do costume, geralmente sorridente. Mas Alfred tinha razão quando falou que o inglês mal sorria.
Mas era porque desde então, Arthur não encontrara motivo algum para sorrir. Houve o acidente e toda sua vida parecia estar desmoronando bem na sua frente, e se ele ainda não entrara em colapso, no mínimo fora por causa do maior, primeiro porque não gostaria de surtar na frente de Alfred e segundo porque era justamente Alfred que o impedia de surtar, de fazer algo estúpido... Não desistir, porque Arthur não desistiria assim tão fácil, mas de fazer algo que fosse se arrepender.
Além do mais, aquele era o seu jeito. Nunca fora uma simpatia de pessoa, mas fora educado para tratar bem as pessoas que lhe tratavam bem, então, o lógico não seria tratar bem Alfred? Mesmo ele sendo indiscreto, irritante, mal-educado, comilão e terrivelmente sincero quando o assunto era dizer o que pensava?
-D-Desculpe.-Arthur murmurou então, fitando os pés que não se mexiam.
-Heim? O que você disse?-Alfred perguntou, se virando para Arthur. Provavelmente nem se lembrava mais o que tinha dito e nem porque Arthur estava pedindo desculpas, mas mesmo assim, se animou quando o outro veio com aquelas palavras.
-Eu pedi desculpas... Porque não sei sorrir e... Desculpe se você me acha assim tão... Chato.
-Hã? O que é isso agora? Arthie, se eu ainda estou aqui com você é porque eu te suporto do jeito que você é! Eu já disse isso, queria que eu repetisse, é?
-Pare de ser tão convencido, sua anta! Só estou pedindo desculpas porque cavalheiros também pedem desculpas!-O inglês exclamou, parando subitamente quando Alfred sorriu de um jeito novo para si. Não sabia porque, mas aquele sorriso era mais... Verdadeiro, por alguma razão, mais original e espontâneo que os demais. Ou quem sabe fosse tudo coisa da sua imaginação.
-Arthie, enquanto a você ser chato, isso não posso mudar, mas enquanto a sorrir, eu posso te ensinar a fazer isso. O que acha? Eu te ensino a sorrir e você me ensina a ser um cavalheiro, já que você me acha tão mal-educado.-Alfred riu, sorrindo mais uma vez enquanto o carro parava.-Ah, acho que já chegamos. Pronto para comprar o que vai substituir suas pernas, Arthie?
O inglês fitou o outro por alguns segundos, estranhando como ele podia sair de um assunto tão pessoal para outro tão insignificante em questão de segundos, mas nada comentou e apenas assentiu.
Alfred saiu do carro e pegou o outro nos braços, logo o tirando do carro e adentrando a loja enquanto o motorista esperava do lado de fora, ajeitando as luvas e olhando a rua casualmente. A loja era um tanto vasta para vender apenas cadeira-de-rodas, e tinham de todas as cores, tamanhos e até algumas automatizadas que chamaram a atenção de Alfred, mas Arthur deixou bem claro que queria a mais barata e simples possível.
-Olha essa aqui, Arthie! E aquela! E aquela ali! Caramba, tem uma até com a bandeira do seu país!-Alfred exclamava, mais animado para comprar a cadeira do que o próprio deficiente, que estava sentado no canto da loja.
-Qualquer uma serve, quanto mais simples, melhor.-Disse o inglês para o vendedor, que assentiu e foi buscar os modelos que talvez agradassem Arthur.
-Ah! Arthie, eu vi uma vez, numa revista, que existem bordéis na Holanda feitos apenas para atender clientes paraplégicos! Também dizia que os bordéis tinham toda uma infraestrutura e até as prostitutas eram instruídas para melhor atender os clientes, não é legal?!
-Não vejo o que tem de legal nisso, e se era para eu ficar feliz, não fez diferença alguma.
-Arthie.-O americano ficou subitamente sério então, se curvando na frente de Arthur para que seu rosto ficasse na mesma altura dos olhos do outro. Os olhos azuis cor do céu de Alfred cravaram-se nos verdes do outro com tanta intensidade que Arthur até chegou a duvidar, mas antes disso, Alfred abriu a boca e continuou.-Ele não funciona mais?
-De quem você está falando?-Arthur perguntou, sem entender.
-Dele, oras!
-Dele quem?
Alfred bufou então, como se estivesse falando de algo óbvio e apenas o inglês não entendesse. Respirou fundo então e chegou bem perto do inglês para sussurrar.
-Do seu amigo entre as pernas, Arthie. Viu, você é bem burro para algumas coisas.
-Por que está me perguntando algo assim?!-Arthur exclamou, empurrando o outro, que ainda continuava meio sério.
-O médico disse que em relação a isso, estaria tudo normal, mas você tem tanto medo dessas coisas que eu achei que fosse vergonha de que talvez não prestasse mais, o seu negoço.
-Pare de falar assim, seu pervertido! Isso não é da sua conta!
-Oras, Arthie, você não precisa esconder isso de mim! Eu já te vi nu várias vezes (e é só por isso que tenho certeza de que você é homem). Não vejo o problema de falar sobre isso, por exemplo, eu morro de orgulho do meu...
-Não quero ouvir!-Arthur exclamou bem alto, levando ambas as mãos aos ouvidos e então murmurando seguidos “lalalalas” para que evitasse ouvir o outro falando, até que o vendedor voltou trazendo alguns modelos de cadeira-de-rodas, o que apartou a briga de ambos ali.
Meia hora depois (com alguns infelizes comentários ainda sobre os “amigos” deles), saíram dali levando uma cadeira-de-rodas preta bem simples no porta-malas. Estavam indo para o apartamento do inglês quando Alfred fitou Arthur com aquele sorriso malicioso.
-Nós ainda vamos para o bordel, viu, Arthie? E nós...-Mas antes que terminasse, seu celular começou a tocar e o atendeu sem sequer ver quem era.-Alô? Heim? Ah, sim, sou eu. Não, vou ficar na casa de um amigo por uns dias... Meus pais?! Puta que pariu... Okay, okay, vou passar aí já, espere só um pouco...
O americano desligou o celular e fitou o inglês, parecendo, pela primeira vez, preocupado de verdade.
-Arthie, você vai ter que passar a noite sozinho hoje.
Notas finais
Primeiramente, queria pedir ENORMES e GIGANTESCAS desculpas pelo atraso de uma semana deste chap, e por causa disso, hoje irei postar dois chaps seguidos, MAS CALMA LÁ! Eu não gosto muito dessa ideia porque adoro receber reviews e sei que quando tem chaps seguidos, muitos dos leitores pulam logo pro outro chap e deixam este chap totalmente vazio e sem review, e por este mesmo motivo, a nossa apelação, quer dizer, nossa solicitação deste capítulo, em homenagem ao querido Gilbert, que fez uma ponta neste chap, será com o Oresama em pessoa.
Vocês sabem, o Gilbert, com aquelas costas e com aquele sorriso e com aquela rapeface que ele tem, tenho certeza de que GRANDE PARTE conhece ele, mas vou dizer algo a vocês, então não riam. O Gilbert tem ejaculação precoce, e ele só vai melhorar se vocês mandarem uma linda review para que o problema dele seja curado e o "amigo" dele possa se levantar de novo!
Não riam, este é um problema muito triste por nosso querido Gil, então, SE VOCÊS QUEREM VER O GILBERT AWESOME DE NOVO NA CAMA TAMBÉM, MANDEM REVIEW!
(P.s> eu sei que vocês não veem respostas minhas nas reviews, sorry, vou tentar responder todas que vierem daqui pra frente, mas é verdade que eu leio e amo automaticamente toda e qualquer review que me mandam *.*)
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