Lie To Me
13 Capítulo 13: Susanna: More Evil Than Ever.
Notas iniciais
-Arthie, você não quer mesmo deixar para outro dia? Quem sabe próximo semestre? Seria melhor para você e tudo o mais...-Alfred tentou convencer o inglês pela trocentésima vez.
-Não, e o que há com você?! Qual o seu problema com minha volta ao colégio?!-Arthur exclamou, cruzando os braços.
-Nada, é que eu me preocupo com você, Arthie!
-Não acredito muito nisso.
-Mas é verdade, então...
-Não, não e não, droga, Alfred, pare de me importunar com isso!
Alfred suspirou, agora emburrado, mexendo no zíper da sua bolsa em seu colo, abrindo-o e fechando-o sem parar. Ambos estavam no carro, já bem perto do colégio, o motorista, Sebastian, dirigindo.
A cadeira-de-rodas do inglês estava no porta-malas, e apesar de Arthur parecer bem decidido, era lógico que no fundo no fundo estava um tanto inseguro. Não que já não estivesse acostumado com aqueles olharas inquisidores dos outros, os apelidos e as brincadeiras de mau gosto, mas antes tinha pernas que prestavam, e agora...
-Chegamos, sr. Jones.-Disse o motorista, parando em frente ao colégio, já com uma grande quantidade de gente entrando pelo pátio.
-Sebastian, me ajude aqui.-Disse Alfred, descendo do carro e abrindo o porta-malas, pegando a cadeira-de-rodas do inglês e a aprontando no chão. Já sentia atrair vários olhares sobre si.-Agora pegue o Arthie e o coloque aqui, ande, ande, tá todo mundo olhando...
O motorista obedeceu, erguendo o inglês nos braços e sentando-o com cuidado na cadeira-de-rodas, fechando o porta-malas e se despedindo do seu chefe, dando um rápido adeus e logo saindo com o carro.
Alfred suspirou, olhando o enorme prédio do colégio a frente deles, agora sozinhos.
-Está pronto, Arthie?-Perguntou, se postando atrás do outro para empurrá-lo.
-Estou mais do que você, com certeza, a julgar por sua cara.
-Estou só com sono...
-Hmpf.-E Arthur sentiu uma pontada de mentira ali.
Adentraram o pátio, o inglês com uma face séria e o americano com uma mais preocupada (uma vez que já tinha admitido que, infelizmente, começara a se importar, quem sabe até demais, com o inglês).
E como um grupo de artista de circo num enterro, todos olharam para eles dois, todos, todos, todos, todos sem exceção alguma, e quando eu enfatizo o todos é porque até os professores e funcionários olhavam para ambos, agora atravessando o pátio e entrando no prédio, e com os olhares, vieram as fofocas.
“Por que eles estão andando juntos?”
“Aquele inglês não tinha morrido?”
“O que houve com o inglês nojento?”
“Será que eles são da mesma família?”
“Por que voltaram?”
-Ah, Arthie, esqueci de avisar que mais tarde tenho treino aqui no colégio. Você vai para casa ou vai me esperar aqui para voltarmos juntos? Posso pedir para o Sebastian vir te buscar, se quiser ir mais cedo.-Alfred comentou, querendo quebrar o silêncio entre os dois antes que tudo o que ouvissem fossem sussurros ao seu respeito.
-Vou ficar na biblioteca.
-Você vai me esperar, Arthie?!-Alfred sorriu, aproximando seu rosto do inglês para que pudesse ver o sorriso.-Estou feliz.
-Por quê?! Vou só esperar você, não é grande coisa, hmpf... E também porque o Sebastian também é gente, não pode ficar indo para cima e para baixo o tempo todo!
-Sei... Mesmo assim, estou feliz, mas você está com seu celular aí, então se algo acontecer, é só me ligar, okay?
-Tudo bem, tudo bem, apenas olhe por anda... Idiota...
Com algum trabalho, Alfred conseguiu levar Arthur até a sala (ainda bem que todas as escadas do colégio tinham rampas do lado). Colocou-o aonde geralmente se sentava e se sentou ao seu lado, deixando a bolsa no chão e se espreguiçando. Teria que falar com Susanna na hora do intervalo, e por isso tinha que arrumar uma desculpa para não passar este mesmo tempo com Arthur.
Pegou sua mochila do chão, olhando o que tinha dentro. Quem sabe... Oh, merda, o que aquilo estava fazendo ali? Ah, sim, realmente o guardava ali, tinha muito medo que Arthur resolvesse mexer nas suas coisas e o encontrasse, o caderninho repleto de coisas a seu respeito. Suspirou mais uma vez naquele dia. Teria também que tomar cuidado para o inglês não ver e...
-O que é isso, Alfred? Nunca vi esse caderno antes.-Disse o inglês, de braços cruzados, já de frente para sua carteira, mas na cadeira-de-rodas.
-Ah, bem, é só uma agenda.-Sorriu o americano.
-Posso ver?
-Não, não, é muito... Pessoal, Arthie.
-Não me diga que é um diário.
-Vai me zoar se eu disser que é?
-Não, quero dizer...-Soltou um pequeno riso, mas logo assumiu uma expressão mais séria.-Não, você faz o que quer, mas é...-Riu de novo, tentando se controlar.-É engraçado alguém como você ter um diário.
-E é engraçado alguém como você, que lê um livro cheio de pornô, falar de mim.
-Ei, meu livro não tem pornô!
-Aham, sei.-Alfred riu, aproveitando para esconder o caderninho dentro do bolso da calça e mudar de assunto enquanto via Arthur tirar de dentro da bolsa o Ósculo Perdido, procurando a página que tinha marcado antes.-Você está quase terminando, não é, Arthie?
-É, a história está ficando boa, finalmente.
-E antes não estava?
-Não gosto de mentiras, e como nessa história tudo gira em torno de uma grande mentira, é como se o personagem estivesse mentindo para mim também, mas é aí que a personagem principal descobre a mentira e decide o que vai fazer com o homem que mentiu para ela, que por acaso é o amor da sua vida.
“Não gosto de mentiras”
-Ah... Bem... E o que você faria, se por acaso você fosse essa menina aí?
-Racionalmente falando, eu jamais perdoaria esse cara, mesmo que ele fosse meu grande amor, mas emocionalmente falando, quem sabe eu me matasse, se acontecesse comigo.
“Quem sabe eu me matasse”
-Se matar, Arthie? Não acha meio pesado, sei lá, radical demais?
-Já disse que não gosto de mentiras, e como nunca “gostei” muito de ninguém, provavelmente eu sofreria um choque tão grande que não suportaria a dor, mas por que está perguntando isso?
“Não suportaria a dor”
-Por nada, Arthie... Só por saber.-Deu de ombros, sentindo o olhar do outro sobre si por alguns instantes para então voltar a se focar no livro.
Por que Alfred tinha um pressentimento tão ruim sobre aquelas frases que o outro acabara de dizer?
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No intervalo, Alfred levou Arthur para a biblioteca e o deixou lá alegando que precisava conversar com o treinador do time de futebol, coisa que o inglês nem suspeitou que fosse uma pequena mentira.
Alfred correu pelos corredores procurando por Susanna, já ensaiando as palavras em sua cabeça, dizendo que não poderia mais continuar com aquilo e que iria desistir, coisas assim, e na verdade, nem foi difícil encontrá-la.
Estava na porta do banheiro feminino conversando com um rapaz, logo empurrado para o lado por Alfred, não muito preocupado com as boas maneiras. Susanna o fitou, um tanto surpresa pelo jogador aparecer de repente, mas logo um sorriso definitivamente malicioso surgiu em seus lábios.
-Olá, bonitão... Em que posso ajudar?-Ela perguntou, jogando os longos e sedosos cabelos negros para trás, exibindo a curva do pescoço e toda a camiseta colada de alcinhas, vermelha.
-Precisamos... Conversar.-Disse Alfred, engolindo em seco. Querendo ou não, Susanna ainda causava uma reação nele, não qualquer tipo de afeição, longe disso, mas uma enorme atração sexual como se ela tivesse comprado um daqueles perfumes cheios de hormônios ou sei lá.
-Conversar..?-Perguntou ela, fazendo um pequeno bico.-Tudo bem, então... Venha comigo.
Pegou Alfred pela mão e o puxou para longe dali, arrancando olhares de todos os outros, principalmente das “amigas” com quilos e quilos de maquiagem no rosto. Susanna levou nosso jogador de futebol até o pátio do colégio, dando a volta e indo parar atrás do mesmo, praticamente nos fundos, aonde não havia ninguém.
Prendeu Alfred contra a parede do prédio do colégio, passando a mão por seu rosto, o sorriso malicioso ainda ali.
-O que queria falar comigo? Já conseguiu o que eu queria?-Perguntou, roçando as coxas nas pernas de Alfred, que a afastou de leve.
-Não quero mais fazer isso.-Disse, sério.-Eu desisto.
-Desiste? Como?!-Perguntou, irritada e subitamente nervosa, mas um segundo depois mudando totalmente para uma imagem mais calma e sedutora, a voz arrastada e voltando a colar seu corpo ao do jogador.
-Eu desisto, dá muito trabalho continuar.-Mentiu Alfred, tentando não esboçar nenhuma reação.
-Mas... Ah, que pena, Alfy... Você poderia me ter... Poderia me fazer sua...-Sussurrou Susanna, levando as mãos até as costas do outro e descendo-as por sua calça enquanto aproximava seu rosto.-Não era isso que você queria?
-Não é mais.-Alfred respondeu, engolindo em seco e desviando o olhar, tentando afastá-la de novo, desta vez sem sucesso porque Susanna parecia determinado a mantê-los colados.
-Mas que pena... Eu gostava tanto de você, Alfy... O que custa? Ele é só um inglês nojento...
-Não o chame assim!-Exclamou Alfred, voltando a engolir em seco pela reação exagerada enquanto via Susanna sorrir de outra forma, como se estivesse compreendendo tudo.
-Eu entendi... Você se apaixonou por ele...-Começou a rir cruelmente.-Se apaixonou por aquele viado! Nossa, por essa não esperava, Alfy! Não vinda logo de você!
-Você não sabe de nada.
-Ele também não, eu suponho... Imagine só se ele descobrisse toda essa farsa, eim? A raiva que ele teria de você... Seria incrível!-Riu novamente, puxando Alfred pelo queixo e dando-lhe um rápido beijo nos lábios.-Imagine como seria divertido se ele descobrisse que tudo o que você fez foi apenas para beijar estes lábios aqui...
-Já chega, Susanna. Não quero mais, não é mais da minha conta e nem da de Arthur. Pare com isso. Se quiser continuar com essa sua vingancinha, continue sozinha. Não terá nenhum segredo de Arthur sequer.-Respondeu Alfred, empurrando Susanna com mais força e saindo de perto dela, dando-lhe as costas.
E foi nessa hora que nossa megera viu um caderninho quase escapando do bolso de trás do americano, amarrotado e usado, como se muitas coisas tivessem sido escritas neles. E ela sorriu, sabendo que aquela poderia ser sua chance, sentindo, tendo um nefasto pressentimento que era aquele caderninho que lhe daria a vitória que almejava.
Rapidamente alcançou o americano e se pôs a sua frente, sorrindo de forma mais inocente.
-Ah, Alfy, esse ano eu estou organizando o baile que vai acontecer no fim deste mês... Você sabe, no fim do semestre, justamente quando seu prazo acabaria, olhe que engraçado!-Riu um riso falso.-Enfim, eu gostaria se você viesse... Deve ter visto os panfletos e cartazes pela escola.
-É, eu vi sim.
-Você pode trazer o inglês nojento com você, o que acha? Não vou fazer nada de ruim, afinal, se você quer parar, eu não vou te obrigar a fazer nada... Venha, será importante ter nossa estrela de futebol no baile, assim como nosso mais novo paraplégico!-Exclamou, falsamente animada.-É publicidade para a escola! Acho que até seus pais iriam gostar!
Alfred desviou o olhar, fitou o chão e ao redor, acabando por assentir.
-Vou ver o que posso fazer, mas não garanto nada.
-Ótimo, Alfy! Agora, o que acha de um último abraço, já que você vai se dedicar a aquele inglês e me esquecer, eim? Vamos, só um abraço!
Antes do americano responder, Susanna já lhe abraçava com força, enterrando a cabeça em seu peito e passando as mãos por suas costas e calças, tirando discretamente o caderninho do bolso antes que Alfred a afastasse segundos depois, dando um rápido adeus e indo embora dali, deixando para trás uma Susanna sorrindo maliciosamente com o caderninho em mãos.
-Então... Vamos ver quem vai se dar mal no final, não é, “Arthie”?
Notas finais
Sobre o final? Vejamos... Não sei em quantos chaps essa fanfic vai acabar, eu tinha previsto 14 ou 15 mas agora vejo que não será o bastante, mas não se preocupem, eu aviso vocês.
SIEM, SUSANNA IS BACK!! E ela vai fazer alguma merda com o Arthur, alguém advinha? Estou louca para ouvir/ler as hipóteses de vocês via review, estou falando sério (até porque estou ainda escolhendo o que vai rolar com o Arthie ♥). Então, hoje não vou implorar por reviews, quero apenas a linda e magavilhosa opinião de vocês, sim? Pode ser até 'ela vai fazer ele vestir um maiô rosa no meio do colégio', sei lá, qualquer coisa. O vencedor (??) vai ganhar... Nada de dinheiro gente, sou pobre, nem viagem nem carro, mas o vencedor vai ganhar uma dedicação no próximo chap, o que acham? É o máximo que posso fazer, ainda não estou dando na esquina para pagar a minha viagem da Alemanha (porra sufia, tu nunca nem saiu do Ceará e vai pra Alemanha?? DEIXA DE VIAJAR COISA!).
Enfiem, chega de encher linguiça. Ignorem os palavrões, nunca fui politicamente correta, e lembrem-se: o amor pelas minhas leitoras é incondicional ♥
Kisses e téh próxima sexta!
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