Licantrope

4 Hogwarts!


Notas iniciais
Oii, tudo bem com vocês?!

Saí meio desnorteada daquela cabine, as duas garotas não paravam de falar um segundo sequer. Amy me contava como era morar na Grifinória e o tanto que eu iria gostar de lá, e como foi que um tal chapéu falou na mente dela... Eu nem sabia que chapéus falavam! Enquanto isso a Rose ia listando repetitivamente os piores defeitos de Scorpius Malfoy. Tudo bem que ele era uma pessoa detestável, mas a Rose fazia parecer que ele era o capeta que tinha retornado à Terra somente para importuná-la. Eu tentava falar, estava cheia de dúvidas, mas parece que isso não era importante no momento.

Caminhamos por algum tempo, até que chegamos numa das primeiras cabines do trem, Rose entrou sem cerimônia, Amy parou estaticamente quando focalizou os olhos de certo garoto moreno lá dentro e se aquietou de repente. A Ruiva, meio estressada por não termos entrado ainda, agarrou nossas mãos e nos puxou com força lá pra dentro.

Não sabia como poderiam caber tantas pessoas naquele lugar, com certeza tinham aumentado a cabine com mágica. Já tinha lido algo do tipo, e isso era possível por mais assustador que fosse. A maioria lá dentro era ruiva, e eu me sentia um pouco... Tudo bem, vou confessar: sentia-me muito deslocada. Nunca tinha visto tanta gente junta.

– Gente, essa aqui é a Sophie, nova colega de quarto da Amy, já que eu vou sair de lá. Ela estudava em casa, não passou pelo chapéu seletor ainda, mas a McGonnagal tem quase certeza de que ela será grifinória, pelo menos foi isso que eu a ouvi dizer quando a morena aqui – apontou pra Amy que corou furiosamente — pirou porque fui nomeada monitora chefe. Achei-a numa cabine sendo massacrada pelo ego gigante do Malfoy e sendo obrigada a ver cenas íntimas do nosso querido priminho sonserino com a Alex. Como sou uma pessoa boa a resgatei e trouxe pra cá. Sejam legais com ela. – A Rose disse tudo isso num fôlego só e se deitou no colo de um dos ruivos ali presentes, quem descobri ser o irmão dela algum tempo depois.

Sorri meio sem jeito com a minha “apresentação”. Parecia que a ruiva tinha visto um cachorrinho faminto na rua e decido levar pra casa pra cuidar dele. Entretanto não posso reclamar, as pessoas ali pareciam ser gente boa.

Encaixei-me em um cantinho, entre um moreno super gato e uma ruiva que se apresentou como Molly II. Todos conversavam com entusiasmo enquanto eu fiquei lá, só observando. Descobri que todos ali eram irmãos ou primos. Uma família um pouco confusa, mas era perfeita.

– Prazer, Thiago Potter – Ah não. Não acredito que o gato do meu lado era irmão daquela coisa...

– Hum... Prazer – falei tentando não transparecer desapontada.

– Hey, calma morena. Nem todos da família são como o Alvo... – Ele deu uma gargalhada com a minha cara de espantada e eu o acompanhei.

Passei algumas horas ali, até que a Rose se levanta e começa a espancar todos os garotos ali.

– Saiam e procurem outro lugar para se trocarem, já estamos quase chegando. – Ela disse animada.

Os garotos saíram com cara de derrotados, mas Thiago ainda reclamou antes de passar pela porta:

– A, qual é Rose, todo mundo aqui é parente ou amigo próximo, porque é que não podemos vê-las em roupas íntimas?! Não tem nada demais... – ele falou com cara de cachorrinho abandonado, quase com lágrima nos olhos.

– Sai logo Thiago, e para de ser tarado... – Uma loira, chamada Dominique bufou e bateu a porta na cara do coitado.

Trocamos-nos rapidamente, e assim que terminamos de nos aprontar o trem parou. Esperamos o fluxo de pessoas diminuir e saímos de lá numa outra estação. A maioria dos estudantes já seguia até algumas carruagens puxadas por animais estranhos, mas que pareciam ser dóceis. As Weasley começaram a se movimentar pra lá, e eu segui o fluxo, até sentir uma mão forçando sobre meu ombro. Virei-me com uma expreção carrancuda, e encontrei um par de olhos verdes que demonstravam fúria.

– Vem aqui, a McGonnagal mandou um recado para que eu te levasse de barco até o castelo. Seria trabalho da Rose, mas ela está ocupada monitorando os outros alunos.

Segui sem falar nada, e ele também não fez questão de puxar assunto. Alguns alunos nos encaravam e cochichavam logo em seguida. Algumas meninas mais novas olharam pra mim em reprovação. Não sei pra que tanto estresse. Como se eu fosse querer o Potter...

Chegamos até um meio gigante que o Alvo cumprimentou como se fossem velhos amigos, mas logo depois voltou a me encarar de cara feia. Coitadinho... Como se eu me importasse... Entramos num barco que levava os alunos mais novos e eu suspirei encantada assim que tive a primeira visão do castelo.

O tempo foi passando devagar, parecia que a viagem durava mais nesse “meio de transporte”. E a expreção de nojo e raiva do garoto ao meu lado não mudava, então decidi que se era pra ele ficar irritado, que ele ficasse irritado comigo.

– Se eu não tivesse visto você com a Alex poderia até suspeitar de que você foi mal comido, mas parece que esse não é o caso... – comecei provocando

– Cala a boca.

– Uau, alguém, por favor me fala cadê o menino educadinho que me cumprimentou no trem?! Não sabia que ignorância transmitia com sexo...

– Aposto que nunca experimentou não é mesmo?!

– Claro que não, por acaso eu tenho a cara da Alex pra sair abrindo as pernas... Acho que não néh?!

Ele ficou quieto e com uma cara de emburrado. Ponto pra mim!

Chegamos ao castelo e subimos alguns lances de escadas. Tudo lá era perfeito, mas de algum modo, minha consciência não me deixava pensar naquele lugar como um lar. Era tão magnífico que eu tinha medo de me apegar e depois ser obrigada a sair de lá caso algum aluno descobrisse o meu segredo.

Chegamos a uma sala com os alunos do primeiro ano e de repente chegou um cara alto, um tanto quanto musculoso que se apresentou como Professor Longbotton. Ele explicou o esquema das casas e como seria feita a seleção. Depois de um tempo percebeu a minha presença ali e mandou Alvo me levar até a sala da diretora, que logo depois do início do banquete me encontraria lá.

Saímos andando num silêncio desconfortável. Eu reparava em tudo lá dentro, tentado gravar o caminho. Nos corredores tinham armaduras estranhas e os quadros lá pendurados se mexiam e falavam.

Chegamos até uma estátua e ele parou abruptamente.

– A sala dela é atrás da estátua, mas não sabemos a senha espere por aí mesmo.

Foi aí que eu me lembrei da observação na carta que a diretora me enviou.

– Varinha de Alcaçuz – falei com esperança de que minhas desconfianças se tornassem realidade

A estátua se movimentou mostrando uma escada em perfeito estado. Sorri convencida pro garoto que me olhou com desprezo.

– Para de sorrir assim, isso ta me assustando.

Como assim?! Ninguém nunca tinha me falado que meu sorriso era feio, mas já que essa era a opinião dele, não custava irritá-lo mais um pouco. Sorri daquela maneira novamente e ele bufou, se virou de costas e desapareceu pelo corredor.

Notas finais
Capítulo mais explicativo, mas mesmo assim quero saber o que acharam... Comente e façam uma pessoa feliz... rss ps.: Pra quem curte divergente tem uma amiga começando uma fic perfeita, deem uma olhadinha =P (http://fanfiction.com.br/historia/468176/Little_Thing/) Beijoks amores