Libido

21 Capítulo 19


Notas iniciais
Bitch i'm back by popular demand. Voltei e primeiro gostaria de avisar que leio todos os comentários e que tentarei responder. Obrigada por todos os favoritos e por aguentarem a demora nas atualizações. ♥

Eu saí da sacristia, com pouca vontade de voltar para casa mas sabendo que teria que enfrentar as consequências da minha decisão. Não me aproximar mais de David acarretaria a minha aproximação do meu marido e até mesmo confessar tudo o que eu fiz para ele.

Não sabia se estava preparada para aquilo.

Fui até meu carro, entrei, me sentei e liguei o radio. Estava sintonizado numa estação aleatória, que tocava uma versão de Say Something e eu abaixei minha cabeça no volante. Parecia que o universo tinha algo para me contar e simplesmente eu não podia ou não queria ouvir. Talvez, seria melhor me manter surda.

Segurei o volante com força e meus dedos ficaram brancos, decidi ficar assim até que eu parasse de ser uma covarde

Quando finalmente cheguei, percebi que o apartamento estava completamente apagado, até mesmo meu quarto com James. Estranhei, pois normalmente meu marido deixava algo iluminado, mesmo que não estivesse em casa.

Andei até nosso quarto, com meus olhos tentando se adaptar a escuridão que tinha tomado minha casa. Dei passos pequenos, e enquanto pedia para que meu marido estivesse dormindo. Cheguei a porta do quarto e quando abri, fui recebida pela visão de james nu, deitado na cama.

Sua respiração era ruidosa e seu rosto tinha uma expressão conturbada. Automaticamente me senti culpada, será que fui eu que roubei sua paz de espirito? Talvez tenha me apropriado dela assim que a minha se foi, no momento em que abri minhas pernas para David Andrew Nolan.

Tentei parar de pensar nisso, apesar de meu objetivo assim que saí da igreja era confessar o que fiz. Tomei algumas respirações, tirei minha roupa e fui até o banheiro. Entrei no box, e liguei a ducha. A água fria tocou minha pele e eu tentei esquecer de tudo, de todas as merdas que eu tinha feito e de uma forma incoerente, eu não me arrependia.

O banho foi rápido, mal me sequei e fui deitar nua também ao lado de James. Ele se mexeu um pouco com a minha presença mas nada que o fizesse acordar.

Tentei fechar meus olhos, ainda que sem muito sucesso.

***

Ruth

Tudo foi resumido a um grande borrão, todos os minutos vividos desde que ouvi um grande baque e percebi meu filho caído e desacordado, sobre meus jasmins até agora, comigo estática, sentada numa sala de espera do hospital.

Astrid estava sentada do meu lado, segurando minhas mãos e com palavras de consolo para me manter calma. No entanto, eu não estava nervosa, no máximo um conformismo com uma ponta de indignação. Não era primeira vez que eu estava nessa situação, e era estranho como o ser humano poderia se acomodar com uma situação tão absurda.

Eu não tinha recebido nenhuma informação do seu estado atual, somente sabia que foi levado a UTI, às pressas. Pensei em um nome, e por isso, larguei a mão amiga de Astrid e saí marchando até um jovem enfermeiro que passava por ali.

“Olá, boa noite” falei, engolindo um repentino nó que se formou em minha garganta

“Boa noite” respondeu, tentando parecer educado, porém tinha o maxilar trancado e olhava para os lados algumas vezes, parecia que estava esperando alguém chegar de qualquer confim daquele imenso hospital e o mandasse fazer uma tarefa indesejável.

“Você poderia me informar...” comecei, tentando lembrar exatamente do nome da aparência da médica que havia me atendido “Se a doutora Aurora, cardiologista está no hospital” recordei exatamente o nome da jovem doutora.

Ele franziu o cenho e mordeu o lábio, e seu expressão corporal demonstrava que estava fazendo um grande esforço para pensar em quem eu estava falando. E eu, parei para contemplar sobre quantas pessoas esse jovem interagia por dia, e em como eu o estava atrapalhando.

“Hum... Doutora Aurora hoje está de folga, sinto muito” finalmente respondeu.

“Obrigada” falei, me afastando, cabisbaixa, deixando o jovem ainda olhando para os lados, agora sem a minha intervenção.

Os efeitos do medicamento que tomei antes mesmo de David chegar em minha casa agora dominavam meu corpo. Estava sonolenta, corpo mole e capacidades cognitivas prejudicadas, a única coisa que me mantinha acordada, era saber que meu filho estava ali dentro e eu não tinha a mínima informação ou expectativa de melhora ou estabilidade de seu quadro.

Era de madrugada, as poucas pessoas que passavam pelos corredores, se assemelhavam a zumbis. Estavam com ombros caídos, olheiras e algumas emitiam soluços desoladores. Eu por muitas vezes, fazia parte desse grupo de zumbis, mas aprendi com o tempo, que absorver a energia de perda e angustia do hospital, não ajudava em nada.

Agora, Astrid ainda meu lado, trocava sussurros com o marido, Leroy ao telefone. Leroy era um homem baixo e mal humorado que trabalhava como motorista para a editora. Ele durante a primeira crise de David, transportava um pouco do trabalho que meu filho fazia para a editora e levava documentos importantes da editora para David. Nesse tempo, Astrid era uma freira que decidiu ser enfermeira do meu filho, como parte de seus trabalhos e o salario que deveria ganhar, revertia para o convento que fazia parte. Entretanto, depois de alguns meses, se conheceram em minha casa e se apaixonaram. Astrid conseguiu trazer para fora um pouco do jeito gentil do motorista, e ele a fez largar o convento e então se casaram a cinco anos.

“Tchau Leroy” a ouvi falar, logo depois dando uma pausa “E sim, eu darei o recado” e finalmente desligou.

Ficamos num silêncio que estava na linha entre o confortável e constrangedor. Até que finalmente, ela falou.

“David deveria voltar a fazer terapia”

Balancei a cabeça, sabendo que era verdade. Porém, na realidade, meu filho nunca fez terapia. Suas sessões consistiam em o terapeuta falar e depois de algum tempo, David ir manda-lo pro inferno e sair batendo a porta. Toda sua melhora, se deveu a esforço próprio.

“Talvez, ou então voltar a viajar. Todas as viagens ajudaram de alguma forma” eu expliquei “Principalmente agora, ele vai se casar e se mudar para Londres. Se lembra como ele voltou melhor de Londres?” perguntei.

Vi sua cabeça balançar, e seus olhos se fecharem de forma triste. Sabia que Astrid se importava com meu filho como se fosse um irmão.

“É isso, ele voltou” começou a falar “Ele não vai voltar. E nem mesmo o D.A gosta daquela garota” afirmou

Eu não pude negar, sabia muito bem que David estava com Rebeca para esquecer. Mas desde que isso acontecesse, não seria um problema ou faria mal a qualquer um deles.

“Mas ele vai esquecer”

“Não vai” foi categórica, e parecia que tinha muito mais idade e experiência do que realmente continha “Era mais fácil ele esquecer ou pelo menos superar com Regina do que com Rebeca”

Minha expressão mudou, nunca gostei do jeito de Regina e também sempre soube que era para ela estar com David, por isso a frase de Astrid me incomodou, além do mais, ela tinha algo a ver com o acidente do meu filho.

“Claro que não” retruquei.

“Você sabe que sim” me respondeu “Ele está buscando uma copia do que perdeu e a sua nora é totalmente o oposto”

Eu sabia que sim, mas não queria assumir. Ainda por cima por ser mulher do meu filho mais velho

“Achei que você fosse uma mulher cristã, com valores e um deles seria não ser a favor de adultério” provoquei, já sem paciência para o assunto ou para qualquer outra coisa.

“Eu não citei adultério, preferia que ela largasse seu filho insuportável” Seu tom beirava ao desprezo. Era algo que eu dificilmente via nela.

Eu sabia que James nunca tinha sido a pessoa mais agrádavel, mas também não me senti confortável com a sua posição.

“Não vou te estressar mais, entretanto você sabe que é verdade” “E esqueci de avisar, Leroy mandou melhoras"

****

Regina

Eu não havia conseguido dormir e parecia que a cidade também não. As luzes piscavam, os carros andavam a toda velocidade, e os sons invadiam minhas paredes.

Sempre fui uma mulher decidida e sem pudores, na realidade, com pudores bem escondidos. Eu odiava aquela vulnerabilidade, indecisão. Aquilo destoava de tudo que me fundamentava. Era como um elefante gigante numa casa de chás, em Londres, às cinco.

Meu corpo nu roçava o do meu marido. Era algo estranhamente familiar, mas meus movimentos que normalmente o faziam acordar, me tomar em seus braços para logo em seguida, enfiar a língua dentro da minha garganta e depois transarmos loucamente, agora, ainda o faziam dormir.

Era como se algo estivesse se quebrando dentro de ambos e eu de forma quase patética, tentava recolher os pequenos pedaços que caiam das recém-formadas rachaduras.

Então, num modo desesperado, para manter nossas vidas entrelaçadas pelo vinculo matrimonial e fingir que nada tivesse acontecido, eu desci meu corpo até seu pau que estava timidamente ereto, se erguendo lentamente para de manhã estar a postos, naquele processo que chamavam de ereção matinal.

Peguei seu membro, bombei lentamente, vendo seu corpo se retorcer um pouco em reflexo ao movimento e então o coloquei na boca. Despertou, provavelmente pelo choque do movimentar, da mão gélida e da boca quente e úmida.

“Regina” o escutei dizer, com um tom que era uma mistura de acabou de acordar com um gemido que foi abafado pela própria garganta.

Em resposta, passei a língua cheia de saliva e agora, líquido pré ejaculatório por todo o seu pênis, focando na glande, que chupei levemente, quase encostando nos meus dentes.

“Puta que pariu!!” gemeu “Estava com saudade”

Estava montada em seu corpo, meus olhos voltados para seu abdômen. Tentei não desviar o olhar para seu rosto, não queria questionamentos silenciosos sobre a minha repentina atitude. Era engraçado como algumas horas antes, vim decidida a considerar a possibilidade de falar tudo para James, e como esse desejo havia morrido, assim como várias coisas que já quis na minha vida, óbitos causados pela minha racionalidade e covardia enraizada.

“Caralho” falei, tentando imitar todos nossos diálogos na cama mas no meu interior, aquilo pareceu altamente mecânico.

Senti suas mãos em seus cabelos. Ele ainda não puxava, na realidade, fazia um carinho estranho e desajeitado para a situação.

Era tudo desajeitado naquele momento.

Aumentei meus movimentos com a boca e adicionei minha mão no pacote, bombeando seu pau, cada vez mais inchado, enquanto meus lábios e língua trabalhavam na glande, que soltava como um jato, o sabor salgado do liquido pré porra na minha garganta. Empinei minha bunda e rebolei, tentando desviar James daquele carinho. Felizmente o que eu queria foi alcançado, ele simplesmente parou com aquele movimento que parecia o acariciar em um cachorro e começou a puxar meu cabelo, guiando-me para sua ereção.

“Assim, sua puta. Rebola essa porra de bunda gostosa” Disse, num misto de ordem, afirmação e aprovação a tudo que eu fazia.

Seu pau tinha veias proeminentes que pulsavam, quase latejava. Além de estar bem lubrificado e por isso escorregou na minha garganta, batendo em uma parede. Senti poucas lágrimas se formarem em meus olhos pelo impacto, seu pênis recuar e uma ânsia de vomito repentina. Me recuperei lentamente e o forcei de novo para dentro da minha boca. Suguei de forma mais intensa, quase como se fosse o ultimo copo de água na face da terra e massageei suas bolas com a palma da mão, em repetitivos movimentos circulares.

Pude perceber seu corpo arqueando mais na cama, seus movimentos para dentro de mim serem mais fortes, sua mão puxar mais meu cabelo e a respiração ficar mais ofegante, gerando ruídos que se misturavam com os barulhos que a cidade emitia, nervosa. Tudo isso era um aviso que ele iria gozar em instantes e dessa vez, ao contrário das outras, não senti um orgulho idiota de fazê-lo vir apenas com sexo oral.

Rebolei mais minha bunda, me esfreguei um pouco em suas coxas. Claro que meu corpo, em seus instintos primitivos, estava gostando do ritual muito mais que a minha mente. Era um ultimo estimulo que ele precisava.

“Eu vou te esporrar inteira” anunciou o obvio.

Em questões de segundos, toda minha boca foi preenchida pelo gosto único da sua porra. Minha vagina pelo líquido melado da minha lubrificação, meus olhos por lágrimas salgadas e quentes, e minha garganta por um gemido sofrego, semelhante a de um animal ferido. Essas duas ultimas reações, eu não sabia o motivo, somente tinha certeza que não havia qualquer relação com seu orgasmo.

“Vai ficar tudo bem” falei entre soluços, rolando meu corpo para o lado de James e esperando que ele não fizesse qualquer pergunta.

Mas quando de repente o som do telefone tocando aquela hora invadiu o quarto, eu tive certeza que nada ficaria bem.

Notas finais
É isso, e pra quem não sabe, estou postando a história no social também ♥