Libido
5 Capítulo 4
Notas iniciais
"Eu vou te mostrar quem não serve nem para trepar"
A frase me envolveu e eu tentei reprimir o gemido rouco e falho que saiu por minha garganta, que queimava em necessidade. Uma de suas mãos ásperas correram por cima do tecido escuro que cobria minhas coxas enquanto a outra continuou com o domínio possessivo.
As aves Maria que rezei na infância pedindo perdão pelos meus pecados foram esquecidas assim que a boca quente começou a trilhar beijos erráticos por meu pescoço. Seu pau estava duro contra meu estômago e isso fez que meu interior pegasse fogo. Minha calcinha estava encharcada, e eu queria tira-la e substituir a sensação molhada dela pelo duro, forte e quente dentro de mim, escorregando por dentro da minha boceta.
"Regina.." depois de muito tempo o ouvi pronunciando algo. Não sabia o que se passava na cabeça dele, mas acredito que era algo entre o irracional e a culpa.
Deixei de ser tão passiva ao seu domínio e pressionei a palma da minha mão direita contra sua ereção ainda que por cima do tecido da calça social e percebi que ele pressionou o quadril mais fortemente ao meu toque.
A mão que antes segurava minha cintura, correu para o norte do meu corpo por baixo da blusa de seda azul que eu vestia, deixando um rastro quente e desejoso pela minha pele.
"Só isso?" provoquei, querendo mais e mais.
"Você é uma vadia..." David começou e eu não respondi porque senti que a mão que antes estava em minhas coxas, que agora se apertavam uma contra a outra, foi para a minha blusa, ajudando a outra a desabotoa-la "E por isso vou te foder tanto, que quando você tentar andar vai se lembrar que não consegue por minha culpa"
Seu comentário em vez de me enfurecer, me excitou mais "Duvido" sibilei, incerta. Quando percebi, ele deslizava as mangas da minha blusa por meus braços e em segundos depois me levantou e me sentou na mesa de reuniões.
"Pensei que seriam maiores" ele falou, olhando pros meus seios.
Fiquei puta da vida, quis atirar o grampeador no meio do seu coração porém entrelacei minha perna em seu quadril e afundei meu salto alto em suas costas. Estava com tesão demais para desistir.
"Vou dizer o mesmo do seu pau" retruquei, sabendo que meu blefe não foi tão bom quanto queria.
David riu descaradamente, antes de se aproximar mais e sussurrar contra a minha pele "Acho que não" pontuou, sugando a pele descoberta pelo sutiã "e era uma brincadeira, eles são ótimos" sua voz se tornou uma oitava mais baixa "sua ridícula"
Uma das minhas mãos que apoiavam meu corpo na mesa, viajaram até o cinto da calça que ele vestia, e o retirou, abri a braguilha cegamente e abaixei a calça, podendo ver o poder da ereção contra a cueca box preta.
PUTA. QUE. PARIU
A minha mão agora um tanto impressionada viajou sem vergonha até dentro da cueca, colocando-se ao redor da dureza morna. Fechei os olhos, brincando e me deliciando com aquilo.
Perdi um pouco o meu próprio tempo, quando fui observar, David já estava abrindo meu sutiã e logo depois o jogando para longe. Um de seus polegares foi para meu mamilo esquerdo, enquanto a sua boca reivindicou meu mamilo direito sem cerimônia.
Ele sugou, mordiscou a região sensível e eu quis mata-lo por justamente por saber o que eu precisava. Meus gemidos saiam audíveis demais, minha pele suava demais.
David estava tornando tudo além da minha capacidade no momento.
"Você é gostosa pra caralho" pude ouvi-lo, sua voz saiu como um rosnado e eu percebi que foi involuntário entretanto não me importei de ouvir a declaração.
Minha mão abaixou a cueca, libertando o pênis duro da sua redoma assim que ele tomou meu mamilo esquerdo em sua boca. Ele gemia enquanto chupava meu cerne duro e isso me fez ficar mais molhada, minha vagina pulsava loucamente e eu só queria ele me fodendo até mesmo meus ossos doerem.
Botei mais pressão em minha mão, passeei por toda a extensão pênis ereto até chegar as bolas, nas quais provoquei um pouco. Deixei o apoio da outra mão de lado e me deitei na mesa, o levando junto pois o puxei pelos cabelos da nuca até minha boca.
A boca dele contra a minha voz um êxtase, até que ele se afastou um pouco me deixando ofegante e frustrada deitada na madeira gélida, perdida sem seu caralho duro em minha mão. Porém apesar de meus pensamentos homicidas, as mãos ásperas foram até minhas panturrilhas descobertas, me excitando mais do que já estava.
Fintei seus olhos azuis que estavam alguns tons mais escuros que o normal. Suas mãos agora desciam minha saia preta por minhas pernas, me deixando somente com uma calcinha de renda do mesmo tom da minha pele. Um gemido rouco saiu pelos lábios dele o que me fez ondular o quadril em reflexo.
Os dedos hábeis fizeram minha calcinha desaparecer em segundos, com um rasgo poderoso que fez o material despedaçado jazer em nossos pés.
"Puta que pariu" falou, com a face em uma mistura de raiva e desejo, que era compartilhada comigo.
Eu estava nua, somente com meus saltos altos, esparramada numa mesa para ele e não me senti descartável, principalmente quando ele colocou um dedo dentro em seu sexo testando minha umidade.
"Você está molhada..." sua voz continuou grossa de desejo "pra mim" pontuou, num tom de vitória.
"E você quase ejaculando, por mim" contra argumentei, feliz por ter pensamentos críticos ainda que ele me provocasse. Um segundo dedo chegou até aonde eu estava encharcada, abrindo minhas dobras.
Me xinguei eternamente por ondular meu quadril em direção a sensação, entretanto a resposta que ele me dava através do toque ou do polegar em meu clitóris afastava qualquer arrependimento por ter prazer.
David abriu mais minhas pernas e as colocou em seu ombro, o que fez meu corpo fazer um arco e que meu sexo ficasse em frente a sua boca faminta. Sua barba por fazer raspou minha intimidade lisa, sua língua me penetrou forte e duro. A ponta de seu nariz fez uma leve pressão em meu ponto de prazer, o que me fez gritar.
Sua língua fazia o que eu queria que seu pau fizesse, mais suave mas mesmo assim fez seu dever com maestria. Após mais algumas fodidas, meu orgasmo chegou sem misericórdia em meu corpo.
Minha respiração se tornou ruidosa, meu peito subia e descia rapidamente e minha mente se tornou nublada pelo orgasmo que me dominou.
Ele retirou minhas pernas de seu ombro, as deixando cair molemente na mesa de mogno. Eu ainda estava com as pernas levemente abertas, e com os olhos semicerrados por conta da sensação que ainda transpassava meu corpo pude vê-lo segurando se pênis em direção à minha entrada.
Depois de alguns segundos, senti sua ereção dentro de mim pouco a pouco. O sentimento de ser preenchida aos poucos era contraditório, ainda que excitante era enervante não tê-lo completamente dentro de mim.
O pau de David era enorme, porém minha experiência o fez encaixa-lo em mim perfeitamente.
Me invadiu, forte, duro. Eu estava deitada, enquanto ele estava por cima de mim, com os braços em meus lados.
O ritmo era intenso, e ele me beijou de forma que quando puxou meu lábio inferior, o gosto acobreado do sangue se misturou em minha saliva.
As estocadas fortes juntamente com a mesa fria deixaram minha pele quase dormente entretanto eu ainda sentia cada pedaço meu que ele reivindicava para si.
Eu estava a ponto de gozar, até que depois de uma sequência de gemidos e palavrões, pude ouvir sua voz rouca.
"Porra Regina..." começou, falhando quando me penetrou e seu pênis teve mais dificuldades para entrar, pois minhas paredes se comprimiam "deixa de ser ridícula, e goza comigo"
Sua declaração foi ofensiva, mas não me importei, a oportunidade de gozar com ele. Minha boceta se apertou contra sua ereção e pude sentir seu gozo me invadir.
Meu corpo tremeu sem nenhum tipo de recato e o dele desabou sobre o meu, estávamos juntos.
Juntos como eu queria, mas não podia dizer em voz alta.
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