Acordei atrasada, tive um sonho digno de virar filme da Barbie, ou da Disney. Minha mãe me acordou na melhor parte. Eu caminhava por uma floresta colorida cheia de vida, parecida com as de desenhos animados, surge então um precipício e eu preciso atravessá-lo para chegar até o castelo, então surge uma ponte de arco-íris e Dante o meu melhor amigo, que é gay, me conduz na ponte. Então andamos e andamos, até chegar ao final da ponte onde uma carruagem preta, onde meu irmão me espera e a conduz até o próximo destino. Flores de paineiras caíam sobre o teto e algumas atravessavam a pequena janela da carruagem e descansavam no meu colo, e partir disso lançavam um efeito mágico na minha roupa que de um pijama velho se transformou em um vestido de casamento, a melhor parte, a que eu mais gostei foi do design do vestido, um vestido curto com calda e tomara que caia. Eu desci em um jardim cheio de bonecas de porcelana que ganharam vida, menos assustadoras um pouco que o Chuck. Elas me ajudam na calda do vestido, algumas, entretanto, rasgaram-na, então tive a grande ideia de tirá-la, aquela coisa só me atrapalhava e estava ficando toda suja, e como efeito de mágica um taco de beisebol aparece na minha mão, ainda guardava certo rancor pela calda, destruí com um enorme sorriso as bonecas que rasgaram a minha calda. O bastão se transformou em um buquê de flores, lírios, então caminhei em direção ao castelo. Quando eu estava perto da entrada, pude ver o meu noivo, Ezra, com seus cabelos negros penteados para trás com gel, bem diferente dos fios desengrenados do qual estou acostumada a olhar. Ele parecia feliz e ansiosa. Eu comecei a ficar ansiosa, mas feliz. A imagem dele me esperando no altar me deixou feliz. Antes de pisar no primeiro degrau minha mãe grita o meu nome, percebo então que era um sonho e que eu tinha que acordar. Acordei um tanto decepcionada. E um tanto assustada por ter gostado de ter sonhado com ele, mas aliviada por ter sonhado com ele e não com outro.

Meu dia foi diferente do normal. Ezra pediu pra passar o intervalo comigo, fiquei nervosa e ansiosa, e incomodada com os olhares dos amigos dele, principalmente da tal de Jéssica que me metralhava. Seus cabelos estavam desengrenados como sempre, diferente do todo arrumado no meu sonho. Conversamos sobre ontem à noite e sobre nossas vidas. Ele me contou que ficou pensando em mim antes de conseguir dormir e que sonhou comigo mas não quis me dizer, mas eu não mencionei que também sonhei com ele e que no meu sonho iríamos nos casar. Descobri qeu ele gosta de Bob Marley, outra coisa em comum sobre nós. Ele odeia picles assim como eu e tem pavor a azeitona. Ele me contou sobre as travessuras do Jimi. Uma vez o cachorro caiu na piscina quando ela estava sendo limpa, ee ele estava todo sujo de lama, tiveram que esvaziar a piscina todinha.

– Então que tal me contar mais sobre você? Já falei de mais sobre mim. Sua vez moça. -Dei um sorriso tímido um tanto ruborizada enquanto ele me dava um um tanto malicioso eu diria.

–Eu meio que não sou uma bailarina muito boa. Sempre achei que fosse por causa do peso da frente.

–E que peso! — Ele olhou descaradamente para os meus seios, me senti nua nesse momento, eu usava uma regata preta canelada com um belo decote para a degustação dos machos. Eu ruborizei na hora. E ele olhou pra mim e riu. — Não se envergonhe você tem belos seios. Não somente os seios como o resto no geral... -Ele pareceu envergonhado ao tentar terminar a frase. — Enfim, te acho linda. — Terminou

– Obrigada. — Ruborizei envergonhada.

– De nada. Isso é bom de mais pra ser verdade. — Ele parecia ter dito aqui pra si mesmo.

– Isso o quê?

– Você me dando bola. -Sorri mais feliz do que nas outras vezes. — Sério, todos os caras dessa escola querem se apreoximar de você, mas como fica muito na sua, ninguém fez isso.

– Mas você fez. — Eu disse um tanto envergonhada com o que ele acabara de revelar. Por isso eu definitivamete não esperava.

– E eu estou muito feliz por ter feito, pode acreditar. — Dei uma gargalhada meio que estranha. Ele despejou muita coisa logo de cara, definitivamente aquilo era novo pra mim.