Quatro anos mais tarde...

Hoje faz exatamente quatro anos que eu e Ezra estamos juntos. Estou imensamente feliz. Tão feliz que poderia voar. Coincidentemente hoje é o dia da minha exposição. Vou expor minhas pinturas. Pinturas de um certo alguém com asas. Ele não sabe sobre isso. Será o meu presente pra ele. Eu o amo mais que a minha própria vida e faria tudo e qualquer coisa que o fizesse feliz. Eu acho que o amei desde primeiro desenho que fiz dele. Sem perceber ele me tomou. Eu já não mais me pertencia. Eu era dele e ele era meu. Nosso amor amor era maior que a gente, disso eu tinha certeza.

Tudo isso teria soado um tano piegas pra mim na época em que o conheci. Mas o que eu considerava piegas, agora era a minha vida. Era o que eu vivia. Uma vida de romance cheio dos mais altos graus de cliché.

Quatro anos antes... Primeiro encontro.

Hoje era o meu primeiro encontro com Ezra. Eu estava nervosa mas não queria admitir. Estava ansiosa, por isso passei o resto da tarde jogando no XBox, até a minha mãe me mandar lavar a louça. Depois fui me arrumar, estava tão ocupada em gastar a minha ansiedade em qualquer oura coisa que não percebi que eu não tinha uma roupa que eu considerasse legal para o meu primeiro encontro.

Fui no quarto da minha mãe e peguei um vestido antigo emprestado, um que me servisse. O vestido era floral e de tecido leve, As mangas eram curtas e deixam os meus ombros e a região da clavícula em evidência. O busto era acentuado e havia uma fita que se amarrava abaixo do busto. Coloquei minha bota texana caramelo no pé e fiz uma maquiagem básica.

Eu me considerava bonita naquela roupa. O vestido era bonito e realçava meu corpo. Ouvi um barulho no andar debaixo, em seguida minha mãe gritou pelo meu nome. Desci as escadas apressadamente e lá estava ele, com um sorriso radiante e olhos brilhantes. Aposto que eu tinha o mesmo sorriso que ele naquele momento.

– Oi.

– Oi — Respondi. — Só vou pegar a minha bolsa e já vou.

Dou uma última conferida no espelho ao voltar para o quarto. Eu certamente estava bonita, então reparei em algo que me deixava bonita. As minhas bochechas coradas. Ela realçavam o meu rosto normalmente pálido hoje.

Desço e saio porta a fora com ele. Ele etrelaça as nossas mão. Se eu já estava nervosa antes, acho que agora ele podia ouvir as fortes batidas do meu coração. Ponho a outra mão no peito entando alcamar meu pobre coração, mas não adiantava. Não quando aquele garoto lançava olhares para mim.

– Vamos ao cinema agora, depois a gente vai paro o karaokê da minha mãe. Depois eu não sei. A gente faz o que você quiser depois. — Dou um sorriso tímido e digo:

– Okay.

Naquele dia decidimos por escolher um filme diferente do normal. Escolhemos ve Mama. Passei grande parte do filme rindo da reação exagerada das pessoas na minha frente. Sentamos na última poltrona. Ezra se assustava vez ou outra o que me deixava feliz por ver um lado dele que não conhecia.

No final do filme perto das partes mais medonhas, no êxtase do filme em si, Ezra chega mais perto de mim, leva sua mão até a minha nuca e dá um beijo de leve no meu pescoço, logo abaixo da orelha. Meu corpo se arrepia todo em resposta à aquele beijo inesperado. Ainda podia sentir o seu hálio quente no meu pescoço. Ele não se afastava de lá, trazendo deliciosos formigamentos no meu sexo. Nunca estive tão excitada em toda a minha vida. Não que eu tenha tido tanta experiência, mas eu sentia que deveria ter trago uma calcinha extra, pois havia acabado de virar uma cachoeira. Literalmente. Ele deu uma leve mordida na minha orelha,estremeci em resposta.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.