Liberdade de asas.

2 Recusando por um sorriso.


–Hum...Uma festa. — Fiz uma pausa longa e demorada. Ele tinha me convidado pra essa festa por pena? Porque se fosse, seria desnecessário. Tirei uma mecha ruiva da frente dos meus olhos. Será que ela havia descoberto sobre eu desenhar ele e estava planejando me humilhar nessa tal festa — Por que exatamente você esta me convidando? Nós nunca nem... — Hesitei e levantei a mão direita na altura dos seios. — Conversamos. — Completei. Estava extremamente curiosa sobre o porquê disso. Não sei a razão disso, mas a curiosidade me consumia, apesar de estar confusa com esse convite.

– Porque eu queria te conhecer melhor e quero que você conheça outras pessoas. Não que você precise. -Ele se enrolou e fez uma longa pausa de uns quinze segundos ou menos olhando para o chão. Então percebi que ele estava tentando tomar coragem pra me dizer algo quando ele olhou bem afundo em mim. — Na verdade, eu queria sair só com você. -De repente algo me veio à mente. Eu aos nove anos, quando ganhei a coisa que mais gostei na minha vida, um quarto somente meu. O que eu sentia naquele momento era parecido com aquilo. De alguma forma a emoção era praticamente a mesma. Minha reação não condizia muito com o que eu estava pensando ate porque tudo em estava em branco. — Eu queria te chamar pra sair a um tempo, mas não sabia se você tinha ao menos o mínimo interesse por mim, então não quis arriscar. — Ele disse aquelas palavras despejando-as em cima de mim, que ainda estava paralisada e não tinha a mínima ideia do que fazer. Ou do que não fazer. — Até uma semana atrás, quando eu estava usando a minha câmera frontal e peguei você me olhando, mas você não percebeu, e hoje... Se você não quiser sair comigo, ainda está convidada para a festa.

– Quem vai estar nessa festa? — Pergunto, então seu olhar parece esperançoso.

– Os garotos da classe, Jorge, Gabriel, Matheus, Brendo, Isaquiel, Nathan, Jéssica, Beatriz, Sindy e outras pessoas, que você provavelmente não deve conhecer. Esses garotos podem ser idiotas, mas são maneiros.

– Eu não vou a essa festa. -Comecei a andar com a cabeça em direção à sala de filosofia. Viro novamente pra ele que me acompanhou com os olhos e digo um belo sorriso no rosto. — Mas acho que posso sair com você. — Então posso ver um sorriso brotar em seu rosto. Me orgulho de ser a causa dele. Ou é o que acho que seja. Minhas bochechas ruborizam por causa disso e sorrio também involuntariamente.