Liberdade
3 Proposta
Notas iniciais
Estavam no local combinado.
Travesso, como estava escrito na carta, protestava pela atitude do rei. Havia colocado informações sobre o que sabia deles e informações inteiramente confidenciais sobre as suas idéias sobre o governo atual.
Havia muita dúvida e suspeita. Mas precisam de uma ajuda para saírem dali.
Só queriam se afastar logo, e criar um plano que abale a monarquia, ou como o rei falava, o governo.
Já estava amanhecendo, a luz da manhã começava a sobressair o escuro da noite, e o lago ao seu lado, tão sombrio começava a ganhar cor. Em sua margem, havia arbustos verde-claros com flores roxas unidas, cada flor se juntava com outra. Parecendo uma obra humana.
Grover se aproximou daquelas flores. Passou a vida cultivando flores com sua mãe e nunca virá algo igual.
Sua mãe passava as tardes cuidando do jardim enorme na casa a qual passou a infância, enquanto seu pai se entretia com livros em sua biblioteca. Não faziam nada juntos, até dormiam em quartos separados. Sabia como era viver em uma casa, vinda de um casamento arranjado.
Amice percebeu que Grover estava com guarda baixa, foi chamar sua atenção quando pássaros começaram a sair voando de uma árvore próxima, e barulhos de cavalos estavam chegando mais perto. Os dois ficaram alertas.
Saindo do caminho de terra havia duas carruagens, não muito diferentes das caroças de prisioneiros. Grover puxou o capuz mais para baixo dos olhos.
Saindo de uma das carroças com elegância havia uma mulher com um decote avantajado e um homem com roupa de alfaiataria digna de um rei.
– É uma honra conhecer os tão famosos...
Interrompendo as apresentações formais Amice estendeu a mão interrompendo-o:
– Sem mais delongas.
Se sentindo insultado, deu um breve sorriso e continuou:
– Sou o Travesso, não pude botar o meu verdadeiro nome pelo medo de me descobrirem. Mas meu mensageiro conseguiu mandar diretamente para vocês. Consegui até antes do rei.
– Vamos fazer assim – começou Grover com uma voz firme. – Vamos fazer um combinado, entregaremos todos os nossos planos, você, use como bem entender, em troca nos ajuda a sair deste reino e nos dê abrigo e alimento.
– Aceito. – Eles sabiam muito bem, que se houvessem informações haveria alianças de não envolver mortes.
– Então, vamos a um lugar seguro. — Apontou para uma das carruagens.
– Claro. – Disse Amice já caminhando para perto dos cocheiros. – Pode entrar nela que eu e meu companheiro guiamos. Um deles estava surpreso e olhou para Travesso. Ele lhe deu um aceno com a cabeça e entraram em suas carruagens já partindo.
Os dois subiram nos cavalos sem dificuldade. Já haviam fugido com cavalos de militares, não era novidade. E partiram seguindo a carruagem.
– Se for um lugar muito longe, vamos saltar sem verem. — Falou Grover sorrindo.
Tinham passado pelas árvores e chegados a um caminho com pouca vista para o aonde iriam.
Amice se ajeitou no seu corcel castanho e segurando com uma mão puxou o seu machado enferrujado para sua mão, se entrasse na carne doía mais que uma espada do rei, sabia disso pela pior maneira.
A primeira carruagem parou.
A primeira carruagem parou.
A mulher de roupas finas, cabelos negros e olhos pequenos que olhavam diretamente as roupas deles como se tivesse pena.
– Sigam-me. — Sem precisar de uma resposta começou a andar.
Havia uma mesa no jardim. Grande e engolida por uma toalha de mesa esvoaçante que mesmo que a mesa seja alta, cai no chão e ainda se dobrava.
– Antes de mais nada o nome do meu marido é Heitor e eu sou Sophie e queremos reaver uma proposta com vocês dois. E não nos importamos com qual é a cor do seu cabelo. – Seu olhar era tão sincero que Grover deixou de esconder seu cabelo ruivo.
Após essa frase Sophie não para de falar, mas não de uma maneira ruim. Falava com estivesse contando uma história, cada fato era importante para os dois. Em cima da mesa havia bolinhos, biscoitos e chá. Prestando atenção na história até Amice aceitou tomar um chá. Mesmo o machado guardado abaixo dos seus pés.
– Precisamos da sua ajuda para restaurar a ordem nesse reino. No meu tempo Lyardelan era o reino mais pacifico de toda a região.
– Mas o nome do reino é Mansen. – Recrutou Grover.
– Quando eu... nós estudamos era Lyarden, minha esposa não os explicou, mas esses nomes estão corretos, mas como sabem, o rei está louco, mudou o nome de origem nosso reino, roubando as casas para festas e incendiado no que não lhe agradava. Não podemos mais aceitar isso.
– Demos detalhes de nossos grupos espalhados pela região. Os duques estão reconhecendo-nos cada vez mais. – Continuou Sophie, pegando seu chá.
– O que vocês querem de nós? — Intrigado Grover a ouvia atentamente.
– Qualquer grupo de ladrões os conhece. Queremos fazer uma revolução, mas com menor violência possível.
– Sabe que isso não é possível. — Amice não tinha gostado do ruma da conversa, seu mau pressentimento continuava.
– Por isso vocês vão ter um único trabalho.
– Nos manter em segurança. Até o dia em que iremos... — limpou a garganta. — Em que irei me tornar rei.
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