Notas iniciais
Me desculpeeeem! Eu sei que faz um ano (não exagera) que não posto! Mas espero que esse capítulo recompense! Tomara que ainda tenha alguém lendo a fic...

Acordei com o despertador, queria tanto voltar a dormir. Fechei os olhos e tentei dormir, mas quando estava quase dormindo... BOOM! Tá, não foi uma explosão, foi mais do tipo: "toc, toc, toc", mas pra quem queria dormir...

Treze! Está na hora! - já mencionei que é impossível ficar com raiva de Leo?

To indo!

Vem logo!

Me levantei, fiz higiene pessoal e fiquei feliz em descobrir que a minha 'perfeição' estava acabando e que eu voltaria a ser... Bem, eu voltaria a ser eu. Peguei a minha mochila e abri a porta do quarto. Lá estava Leo, parado em frente à porta com os olhos marcados por olheiras profundas e com roupas surradas, lindo, mesmo assim, lindo. Fui com Leo até a entrada do acampamento onde nos encontramos com Nico. Ele também tinha olheiras profundas, mais que o normal, e ele usava roupas pretas - novidade -, também estava lindo. O QUE VOCÊ FALOU SENHORITA LIANNE? Não, não e não, você só pode achar Leo bonito, você não pode reparar nos outros garotos. Ignore Nico, apenas ignore-o.

Oi pessoal.

Oi.

Olá Nico. — resmunguei

Teve alguém que acordou de mal humor? — perguntou Nico

Não sei, me responda você. — me doia ser grossa com ele, mas era a única maneira que encontrei de ignora-lo

Nós três chamamos o taxi demoniaco, de novo, e pedimos para que o taxista nos levasse até o Cansas. Qualquer taxista normal estranharia, mas essenão era um taxista normal, era? Afinal, o taxi dele dirige a uns 2000 km/h, sem exagero (tá bom, com um pouco de exagero). Quando chegamos - uma hora depois -pagamos ao taxista com uma moeda estranha gravada com a letra grega Omega e fomos a procura de um hotel andando.

Depois de uma meia hora de caminhada minhas pernas já estavam doloridas e nada de achar um hotel. Ou os hotels eram caros de mais ou podres de mais. Quando finalmente achamos um hotel já era quase a hora do almoço e eu estava precisando de um banho. O hotel era um lugar humilde, mas bem bonitinho e arrumadinho, o nome era Hotel da Meia-Noite. Quando entramos no quarto encontramos três camas arrumadas e com cheirinho de lavanda. Fiquei na cama perto da janela, Leo estava na cama do meu lado e você-sabe-quem — não, não é Voldemort — estava na ultima.

Coloquei minha mochila em cima da cama, murmurei volto logo e sai do hotel a procura de um resteurante decente. No fim do quarteirão tinha um restaurante arrumadinho que se chamava Bistro do Meio-Dia. Isso era algum tipo de brincadeira? Uma das coisas que eu aprendi como semi-deusa é que devemos desconfiar de tudo. Voltei para o hotel e subi as escadas quando ouvi um gritinho que parecia ser de uma garotinha. Corri até o meu quarto e tentei abrir a porta, trancada. Dei um chute na porta e ela abriu fazendo um barulho de explosão.

A cena dentro do quarto me deixou paralisada, Ni- você-sabe-quem e Leo estavam sentados na cama rindo com um casal de jovens ao lado deles, a mulher resmungava. Eles estavam rindo! Eu estava preocupada, quase tendo um ataque e eles estavam lá, RINDO!

O QUE VOCÊS DOIS TEM NO LUGAR DO CEREBRO?- gritei apontando para você-sabe-quem e Leo assustando a todos — EU OUÇO UM GRITO, VENHO CORRENDO E ENCONTRO VOCÊS RINDO! E VOCÊS AÍ! – apontei para o casal e falei docemente – Eu nem sei quem são vocês. Prazer, sou Lianne.

Desculpe, fui eu que gritei, é que meu irmão idiota me assustou. – falou a mulher apontando para o carinha do lado dela, então eles não eram um casal? – Ah, e eu sou Ártemis.

Prazer Árte... Espera um segundinho... Você é A Ártemis? A deusa da caça?

Sou.

Então, esse deve ser Apolo... Você é o dono do Bistro do Meio-Dia? E você é a dona desse hotel?

Sim e sim. – respondeu Apolo

E o que vocês estão fazendo aqui?

Viemos ajudar. – Ártemis respondeu parecendo ofendida – Viemos avisar que algém irá se juntar a vocês.

Quem? — falei

Paciencia, criança, o tempo traz as respostas.

O problema é que as vezes o futuro muda as perguntas. – Viu? Posso ser sábia.

O futuro só muda as perguntas quando você não precisa mais das respostas.

Os dois desapareceram me deixando só em meus pensamentos. Quais eram as perguntas da minha vida? Quem matou meus pais é definitivamente uma delas. Acho que... Talvez... O que eu sinto por Nico? Eu amo mesmo Leo? Eu só quero voltar para casa. Ah, eu não tenho casa. Fui até a minha cama e deitei virada para a parede. Chorei, isso estava ficando muito comum. Quando consegui me controlar enxuguei as minhas lagrimas e percebi duas coisas: 1-eu estou morrendo de fome; 2-eu amo o Leo, mas...

Ly? Não está com fome? – Leo perguntou

Estou, vamos no restaurante.

Saimos do hotel e fomos até o restaurante de Apolo. Me sentei de frente pra Nico e ao lado de Leo. Pedi qualquer coisa e fiquei picando o guardanapo. De repente os dois se levantaram bruscamente e sairam do restaurante. Olhei para onde eles estavam indo e arregalei os olhos, tinha uma menina lutando com umas quatro empousas. Morro de medo de empousas, com uma perna de bronse e uma normal e tem aqueles dentes de vampiro... Mas elas não precisam saber disso! Me levantei e peguei uma adaga que levava no bolso. Fui lutar com uma das empousas.

Ela veio para perto de mim e mostrou as presas num gesto de desafio e avançou para mim, desviei por pouco. Tentei acertar ela, mas não consegui. A luta continuou, ela atacendo, eu defendendo, eu tentando atacar, mas falhando, até que ela conseguiu me fazer um corte fundo no braço. AI! Me irritei e ataquei repetidamente, ela só fazia recuar cada vez mais, até que a empousa estava ente a minha adaga e um carro convenientemente estacionado na rua. Não esitei, perfurei seu coração e ela virou pó.

Quando acabei, Nico estava quase ganhando, vi que Leo já havia terminado com a sua empousa e estava ajudando a menina. Fui ajudar Nico, mas senti uma dor enorme no braço e olhei para ele. O sangue escorria livremente manchando a minha roupa, tudo ficou escuro.

Acordei atordoada na cama do hotel, tentei me levantar, mas senti tudo girando e deitei de novo. Olhei para o meu relógio de pulso, mas a minha visão estava embaçada, só consegui descobrir que eram 5:30 após encarar o relógio por uns 2 minutos. Uau! Eu dormi — sei lá quantas horas eu dormi — muito!

Olhei para o lado, Leo estava sentado em uma cadeira ao lado da minha cama com a cabeça apoiada na mesa de cabeçeira. Nico estava lá atras, parecia que estava pensando, mas sorriu ao ver que eu tinha acordado, sorri também. Cutuquei o Leo delicadamente (le-se: dei um tapa nele).

AHH! EU SOU INOCENTE!

Eu, Nico e a menina (percebi que ela estava saindo do banheito) caimos na gargalhada enquanto Leo resmungava e massageava o braço. A menina parou na hora, pois eu fitei ela sériamente, como quem pergunta: Que é você? O que você está fazendo aqui?

Meu nome é Karla, eu sou uma semi-deusa. – Uau! Ela lê mentes?

Não me lembro de você no acampamento.

Nunca cheguei lá. Meu protetor e eu enfrentamos um monstro no meio do caminho e ele morreu. Você vai achar que sou louca, mas estou me guiando por sonhos.

Os sonhos de semi-deuses são significativos, quase sempre são coisas que estão acontecendo ou vão acontecer. – Falou Leo

E quando vocês pretendiam me contar isso? Sabiam que eu tinha tido um sonho? Ou vocês esperavam que eu simplesmente adivinhasse que o sonho era real? – Falei irritada

Qual foi o sonho? – Perguntou Nico

Bom, foi sobre os meus pais, — suspirei – No sonho eles estavam presos com um monstro ou algo do tipo, eu precisava resgata-los.

Onde eles estavam presos? – perguntou Karla

Num subterraneo, como um tunel de trem abandonado, ou algo do tipo.

Estamos esperando o que? Vamos pesquisar na internet! – Leo falou se levantando

Claro, até porque a gente trouxe um notbook na mochila... – Nico falou sarcastico

Eu trouxe! – Karla levantou a mão

Eu estava brincando... – Nico murmurou

Eu e Leo olhamos para Karla como se dissessemos: “Você é maluca ou o que? Super normal, todo mundo leva um notbook na mochila quando está fugindo de um monstro...” (sinta a ironia). Ela foi até a bolsa e pegou um notbook pequeno, ligou e foi no Google. Imprecionante, em dois segundos já sabiamos os dois tuneis mais provaveis onde poderiamos achar o monstro e meus pais. Resolvemos começar a agir apenas amanhã e repor as energias hoje.

De noite, fomos jantar no restaurante do Hotel, uma vez que o Bistro do Meio-Dia só servia almoço. Comi muito, não deu tempo de terminar o almoço e não estou nem aí se vou engordar ou não... Quando terminamos o jantar fomos dormir logo, pois amanhã iamos acordar bem cedo para ir em busca do tal monstro e dos meus pais.

Notas finais
Sério mesmo, desculpem-me!