Lianne Prince - Número 13
8 O homem de preto
Notas iniciais
Fiquei triste, nenhum review! Não tem mesmo mais ninguém lendo essa joça.
Acordei antes de todo mundo e fui arrumar a minha mochila. Só coloquei o básico: um pouco de néctar, ambrosia, comida, água, duas mudas de roupa, minha espada e minha escova e pasta de dente. Depois fui ao banheiro, tomei um banho demorado e terminei de me arrumar, prendendo o meu cabelo em um rabo de cavalo. Saí do banheiro e vi que todos já tinham acordado, menos Karla, probrezinha, tinha dormido no chão. Todos terminaram de se arrumar e ela finalmente acordou, tomou um banho rápido e saiu do banheiro já pronta.
Vamos?– Falou
Ninguém respondeu, mas todos se levantaram e foram juntos caminhando até a estação por onde entraríamos no túnel. Quando chegamos no túnel, fomos andando calmamente parando ocasionalmente para repor as energias. Segundo o mapa que tínhamos pego na recepção do hotel, o túnel estava chegando ao fim e nada dos meus pais. Decidimos parar um pouco e continuar depois. Sentamos nos trilhos onde antigamente passavam trens e ficamos conversando sem nenhuma animação sobre o que faríamos a seguir.
Vocês ouviram esse barulho?– Perguntou Karla
Que barulho? – Perguntou Leo
Tem razão, também estou ouvindo.– Falei
Ah, esse barulho.– Falou Leo
Parece com barulho de... — Falou Nico
De que era o barulho? Falem nos reviews (se tiver algum) o que vocês acharam que era.
a)Pum.
b)Espadas.
c)Alguém abrindo um pacote de chiclete.
d)Trem.
TREM! — Todos gritamos juntos
O barulho aumentava aos poucos e uma luz aparecia no fim do túnel (literalmente). Ficamos todos paralisados, não sabíamos o que fazer. Era tarde de mais para sair e não era possível correr do trem. Enquanto eu pensava o trem chegava mais e mais perto. Tinha no máximo dez segundos para pensar. Poderíamos pular no trem – nove - ou quem sabe nos abaixar para o trem passar por sima – oito. Não, era impossível fugir – sete -, tínhamos que pensar em outra coisa – seis. Talvez pudêssemos... – cinco - Tarde de mais – quatro. De repente um instinto primitivo tomou conta de mim – três - e eu fechei os olhos, imaginando o trem parado – dois -, sem representar ameaça – um.
Esperei pela dor, pelos meus membros sendo arrastados pelo trem, mas nada aconteceu. Abri os olhos, eu tinha – inconscientemente - levantado a mão como se fosse parar o trem, mas este estava parado a menos de dez centímetros do meu braço esticado. Entendi o que Quiron queria dizer com ‘há muito mais a sua espera’. Esse era mais um poder meu, mais de que deus? Não estou gostando disso, minha vida está virando um jogo! Me levantei e perguntei para os outros:
Vocês estão bem?
Eu... Eu acho que sim.– Falou Leo depois de alguns segundos
E vocês dois?
Eu to legal. A proposito, foi muito maneiro esse negocio que você fez de parar o trem com a mente.– É claro que não foi Nico que falou isso
Nico?– Falei corando pelo elogio
Estou vivo.– É, esse é o Nico que eu conheço
Quem vocês pensam que são para parar o... Nico? O que você está fazendo aqui?– Saquei a minha espada
Eu faço as perguntas aqui. – Falei apontando a espada ameaçadoramente para um homem que tinha saido do trem — Quem é você?
Sou Hades.
Arregalei os olhos e analisei o homem que se dizia um deus. Ele estava vestido de preto, tinha o cabelo igual ao de Nico, olhos negros de botar medo e um sorriso debochado, mas sem parar de olhar para a lamina apontada para o seu pescoço.
Dá pra tirar esse troço do pescoço do meu pai?– Falou Nico
Ah, foi mal.– Falei abaixando a espada — Mas pode me explicar o que você está fazendo aqui?
Acho que é você que você que me deve explicações senhorita...
Prince, Lianne Prince.
A escolhida? Ah, esqueça as explicações apenas entre no trem e torça para o poder de Ártemis não ter quebrado ele.
Poder de Ártemis?
Sim, sim, de controlar os objetos pela mente. E quem são eles?
Esse é Leo e essa é Karla.
Os pais?
Leo é filho de Hefesto e Karla é filha de...
Afrodite.
Entrem logo no trem antes que eu mude de ideia e abandone vocês aqui nos trilhos.
Preciso dizer que subimos no trem na mesma hora? Ainda bem que só gente inteligente lê essa fic (N/A: ninguém lê essa fic e tecnicamente você acabou de falar isso) (N/L: licença, a conversa é entre mim e os leitores) (N/A: viu o que eu ganho por lhe dar mais liberdade? De agora em diante eu que dito as regras!) (N/L: não tá mais aqui quem falou.). Nos sentamos junto com Hades e o trem recomeçou a andar. Graças aos deuses!
Vou levar vocês até a prisão, e nada mais! Não posso interferir!
Certo, mas eu tenho uma pergunta. Qual o poder que eu vou receber de você?
E eu tenho cara de adivinho? O poder é diferente para cada pessoa!
Humpf. Fazer o que...
Mas...
Mas?
Eu sei o poder de Apolo, se estiver intereçada. Entretanto, como você já deve saber, tudo tem um preço. A pergunta é você está disposta a pagar?
Depende... O que você quer?
Apenas um favor, você ficará me devendo um favor.
Certo, fale.
Vocês podem me deixar a sós com a senhorita Prince? – Eles obedeceram o deus — Você terá o poder de ver o futuro, o passado e o presente de todos. Mas, como eu já lhe disse, tudo tem um preço, e o de ver o futuro, é muito alto.
O trem parou e meus amigos entraram novamente na sala. Saimos do trem juntos e vimos o que nenhum de nós esperava: Uma mulher vestida de vermelho, com o cabelo ruivo e olhos na mesma cor do sangue. A mulher estava sentada de pernas cruzadas, na frente de uma porta e nos encarando com um olhar maldoso e um sorriso sínico.
Estava asperando por você, Lianne Elizabeth Prince.
Como sabe o meu nome do meio? Quem é você? O que você quer comigo?
Sei muito mais sobre você que você mesma.
Só respondeu uma pergunta.
Sou Héstia, a deusa das fogueiras e a única deusa menor obrigada a lhe transferir algum poder. Vou lhe contar uma história: Um dia eu estava no Olimpo, Zeus tinha chamado todos os deuses do Olimpo e eu. Fui até lá e Zeus nos deixou cientes de você e falou que cada um teria que lhe dar um poder. Eu não queria, não achava necessário alguém com tanto poder. Ainda não acho.
"Zeus não me ouviu e eu fui obrigada a lhe dar uma parte dos meus poderes. Jurei a mim mesma que você não teria tudo na vida, assim que saí da reunião ordenei que um dos meus melhores servos sequestrasse seus pais e até hoje eles estão presos. E todos viveram não tão felizes para sempre."
Não conseguia acreditar, meus pais estavam vivos. Preciso resgata-los, deve ter alguma maneira de passar por Héstia. Procure no seu bolso. Você! A mesma voz que se intrometeu na minha amizade com Nico! Vá logo, criança, cheque o seu bolso. Só se você me dicer quem você é! Cri, cri, cri... Maldita seja a voz!
Procurei no meu bolso e vi uma puceira com uma caveira (rimou!). Segurei a caveira e pensei 'transforme-se'. Nada. Apareça! Nada. Vai logo! Humpf. Abracadabra? Eu. Não. Acredito. O treco se transformou em uma foice. Acho que só eu podia ver ela, porque ninguém surtou, nem nada. Olhe no outro bolço. Tá de brincadeira! O que tem lá? A capa da invisibilidade do Harry? Quase isso. No outro bolço tinha um colar de caveira. Segurei ele pensando 'abracadabra'. Fiquei invisível!
Lianne?
Onde está a garota?! Apareça!
Héstia se levantou e eu passei sem ela ver (também, eu estava invisível!). Abri a porta e vi o homem de preto. Nunca senti tanto medo na minha vida. Nunca desejei tanto ajuda. Onde estão vocês quando eu preciso Karla, Leo e Nico?
Notas finais
Então, se você leu a minha fic e está lendo isso agora, obrigada por acompanhar essa história enquanto durou.
Queria dar um ultimo aviso:
obs:se você não quer saber com quem Lianne fica ignore o que vem a seguir, se você quer saber leia novamente a ultima palavra do capitulo.
Fale com o autor