Leão do Inverno

18 Livro Um — Capítulo XVII


Notas iniciais
Babi: Hey, guys! Eu disse que seria rápido com o novo post. Vi que ficaram todos assanhados com o spoiler... Nem quero ver quando acabarem esse capítulo ¬u¬ Infelizmente, como vocês já devem estar imaginando, tudo o que é bom dura pouco. Por isso, seus lindos, aproveitem enquanto podem :3 Boa leitra. Love ya. ------------------------------ "Junte dois mais dois, nunca irá mudar. Ninguém vê, ninguém sabe. Nós somos um segredo, não podemos ser expostos. É como isso é, é como isso será. Longe dos outros, perto um do outro, é quando nós nos revelamos. Nós poderíamos construir um universo aqui. O mundo todo poderia desaparecer, eu não notaria, eu não me importaria, eu só preciso de você por perto." — ZARA LARSSON, Uncover.



SAMANTHA

O começo de fevereiro estava se mostrando muito frio. Os termômetros das ruas marcavam -4°C, mas o vento dava uma sensação térmica de muito menos.

Era a última caixa, e Samantha Winter largou-a com agressividade aos pés da escada quando chegou, pela décima-sétima vez, ao terceiro andar do Tennyson Lodge, seu novo lar.

Era um condomínio muito agradável na Paradise Square, presente de seu avô para seu pai quando este deixou Cambridge para estudar em Oxford. Ethan mantivera o apartamento alugado depois de mudar-se para Greater London, e em novembro do ano anterior, os dois rapazes que viviam ali se formaram, desocupando as dependências do lugar.

Fora uma batalha excruciante convencer Katherine a deixar as filhas mudarem-se para outro condado, mas Ethan estava do lado delas. Sam já havia desistido da ideia, aceitando o cruel destino de dirigir uma hora e meia todos os dias para chegar à faculdade, mas Alex negou-se a fazer o mesmo, e durante as semanas que se seguiram ao começo das aulas, todos os dias havia brigas sobre o mesmo tópico.

Não que Kate se importasse com a mudança de Alexandra, mas simplesmente não admitia que Samantha fosse com ela.

Mas há duas semanas, Ethan chegou em casa anunciando que a reforma estava pronta e todos os cômodos foram dedetizados, limpos e pintados, a fiação elétrica estava em ótimo estado e o encanamento recebera um cuidado especial. Katherine chorou por horas, mas depois do jantar as gêmeas Winter estavam arrumando as malas alegremente.

Agora estavam todos sentados no sofá – algo que, como o restante de tudo ali, desde as paredes até a mobília impecável, fora presente de Ethan – e tomavam xícaras recém-desembaladas de chá quente.

— Alex, nós podemos jogar futebol aqui – Thomas disse, animado, olhando pela janela que tinha vista para o jardim comunitário do condomínio.

— Com certeza – ela estava ao lado dele, sorrindo largamente. – Vi uns caras no saguão com uniformes. Talvez a gente possa chamá-los quando o tempo melhorar, o que acha?

Sam riu, observando-os, mas uma mão acariciando seu joelho a tirou de seus devaneios. Enrijecendo, a gêmea mais jovem direcionou o olhar a Edward, que sorria de forma apaixonada.

— Certo? – Ele perguntou e ela piscou algumas vezes.

— Desculpe. Não- Não ouvi o que disse.

O rapaz corou, pigarreando. Thomas riu alto o suficiente para fazê-lo sentir-se nitidamente mais desconfortável e Alexandra lançou um olhar de desprezo em sua direção.

— Sobre amanhã irmos à feira de tintas com seus pais. É domingo e vocês podem aproveitar para passar mais um tempo juntos antes de separarem-se tão abruptamente – ele repetiu, umedecendo os lábios muito rosados. – O que me diz?

Ela não precisou fitar Alex para saber que estava sendo observada e estudada.

— Ficarei por aqui, para ajudar Alex a arrumar as coisas. Segunda-feira temos aula o dia todo, e seria melhor se tudo estivesse em ordem – disse de forma polida, afastando sua perna do toque sutil.

— Ela tem razão – Ethan colocou sua xícara e a de Kate sobre a adorável mesa de centro. – E acho que é melhor irmos. Vai nevar logo, e está ficando escuro.

Kate pareceu se desesperar.

— Vocês vão precisar de mais ajuda, não acham? – Ela estava de pé, andando de um lado para o outro. – Eu posso dormir aqui por uma noite ou duas, para colocar as coisas no lugar.

— Querida, está tudo bem – Ethan sorriu, colocando-se de pé também e fazendo-a parar. – Elas ficarão bem.

— Mas-

— É melhor realmente irmos – Thomas rolou os olhos, colocando sua xícara sobre a mesa. – Fale com os caras, Alex!

— Falarei – ela sorriu, dando um último gole no chá.

Estavam todos despedindo-se e uma agitação crescente passou a sufocar Samantha. Ela olhava para Edward de esguelha, pensando no que fazer. Ethan a abraçou com força, e quando foi a vez de Katherine fazê-lo, não queria soltá-la.

Tom deu-lhe um beijo na testa e saiu abraçando Alexandra, falando sobre garotas, e a pianista se viu a sós com seu namorado na sala cheia de caixas e móveis novos.

— Você está tão estranha – Ed começou, aproximando-se e envolvendo-a pela cintura. – Sei que a pressão da mudança é grande, mas talvez você devesse dividir suas preocupações comigo.

— Estou bem, é só que... – desvencilhando-se do abraço, Samantha foi até a janela, tentando criar uma distância segura. – Acredito que precisamos conversar.

Houve um constrangedor, amargo momento de silêncio. Talvez Edward soubesse como a conversa acabaria.

— Certo – o rapaz murmurou, por fim. – Vamos conversar, então.

— Eu não sei por onde começar. Eu só... Mudei um pouco nesse último mês. Foi tudo muito rápido, mas forte o suficiente para me fazer desistir de-

Sam parou abruptamente, tomando fôlego. Virou-se para encarar o loiro a sua frente, sem muita certeza de o que dizer. Repassara aquele discurso meia centena de vezes nas últimas semanas, e agora todas as linhas meticulosamente delineadas pareciam esvair-se como poeira ao vento.

— Edward. Estou apaixonada por outra pessoa.

Não era para ser assim, sua idiota!, algo explodiu em seu íntimo. Não era!

O futuro médico a encarava fixamente. Sua expressão estava dividida entre dor e incredulidade.

— Você deve estar confusa – ele sorriu, mas uma grossa lágrima caiu de seus olhos subitamente vermelhos. – Como eu disse, muita pressão e-

— Não, Ed. Eu nunca estive tão certa em toda a minha vida.

Era verdade. Em poucos dias fora capaz de tomar uma decisão que certamente afetaria sua vida para sempre. Mas não se importava. Não se Alex fizesse parte deste “para sempre”.

— O problema sou eu? – Ele perguntou, desesperado. – Porque eu posso mudar, Samantha! Eu realmente posso! – Com as mãos trêmulas, Edward a agarrou, segurando-a junto a si. – Eu amo você, Sam! Sei que me ama também. Nós temos um futuro juntos, uma vida!

— Não – a pianista estava chorando, assustada, encolhida sob o aperto enérgico em seus braços esguios. – Eu já me decidi, podemos ser amigos e-

— Para o inferno com a sua amizade! – Ele gritou, largando-a com brutalidade. – Sam! Eu amo você! Não faça isso!

Estava ajoelhado, beijando suas mãos, as lágrimas misturando-se a saliva; o rosto antes divino agora contorcia-se em agonia, vermelho, com as veias salientes.

— Pare!

— Não me deixe – Edward abraçou suas pernas.

— Levante-se!

— Eu amo você!

— Ed, por favor!

— O que diabo está acontecendo aqui? – Alexandra exclamou, da porta, encarando a cena com nojo. – Solte-a, idiota!

Edward pareceu transformar sua dor em combustível altamente inflamável para sua raiva.

Samantha tinha plena ciência de que ele não gostava de Alexandra, mas o que brilhava em seus olhos agora era ódio. Ódio borbulhante, que mascarava o rosto angelical com algo demoníaco.

Ele se encaminhou para Alex.

As pernas da gêmea mais jovem não respondiam a seus comandos de se mover, e quando a distância entre o garoto e sua irmã foi extinta, Samantha esperou assisti-lo golpeá-la, mas a única coisa que ele fez foi gritar. Como um desequilibrado.

— A culpa é sua! – Rugiu, erguendo o indicador de forma acusadora para ela. – Eu sei que é! Você a colocou contra mim, sua vadia!

Edward Gray abriu espaço pelo corredor, soluçando de uma forma tão absurdamente penosa que rebombava no interior de Samantha e antes que ela pudesse desabar no sofá, os braços de Alexandra a seguraram de forma firme, mantendo-a de pé.

— Está tudo bem agora – ela sussurrou contra os cabelos de Sam, beijando sua cabeça de forma terna. – Vai ficar tudo bem.

DEMOROU MAIS QUE alguns minutos para explicar a Katherine, que já estava exaltada, porque Edward deixara o Tennyson Lodge aos soluços e xingamentos, mas ela finalmente entendeu, mesmo que muito relutante, que Samantha não amava o rapaz.

A madrugada estava bem avançada quando as gêmeas Winter resolveram deixar as últimas caixas para o dia seguinte.

O aquecedor fazia um trabalho tão bom que Alexandra estava apenas de camisa quando Samantha deixou o banheiro. A gêmea mais velha arrumava a cama de casal que dividiriam num dos quartos, lutando para prender o último lado do lençol.

A pianista observou a irmã por um longo tempo, sem ser notada. Ela estava adorável, vermelha pelo esforço de encaixar o elástico sob o pesado colchão, com mechas de cabelo caindo pelo rosto e a camisa de mangas longas parando nas coxas muito claras.

Sam cerrou os pulsos para controlar o impulso de arranhar aquela pele macia.

— Quer ajuda? – Ela disse, sorrindo.

Alex se assustou, soltando de uma vez o lençol que se desprendeu de três das quatro pontas do colchão.

Os olhos dela desceram pela camisola curta e transparente de seu reflexo. A mais jovem sabia que a outra conseguia ver o contorno de seu seio e de sua calcinha – ou de onde deveria estar minha calcinha, pensou.

— Gostou? – A pianista sussurrou, brincando com o tecido da roupa, fazendo-a mostrar mais de suas coxas já quase nuas.

Alex parecia ter perdido a capacidade de falar. Seu rosto, já corado, tomou uma coloração escarlate e parecia brilhar a meia-luz das lâmpadas. Ela apensa assentiu, desistindo de sua batalha contra o lençol.

— Não acha que devemos estrear o colchão? — Samantha amassou a barra da camisola, que subiu mais alguns centímetros.

Alexandra abriu e fechou a boca várias vezes. Sam podia ver os olhos dela descendo e subindo por seu corpo, tentando arrancar a pouca roupa que vestia.

Mas ela levantou-se rápido da cama, passando pela irmã e indo em direção à sala.

— O que houve? – A menor exclamou, encarando-a com incredulidade. Subitamente começou a sentir-se ridícula naqueles trajes.

— E-eu só... – Alex olhava para um ponto qualquer do carpete lustroso, obviamente sem coragem de fitá-la. – Estou cansada. Minhas- Minhas costas doem por conta das caixas.

— Deixe-me fazer uma massagem, então – Samantha se aproximou, observando os dedos da outra apertarem o sofá até ficarem completamente pálidos.

— E-eu preciso arrumar a cama! – A gêmea mais velha saltou de seu assento como se este estivesse em chamas e mergulhou de volta ao quarto, trancando a porta às suas costas.

Sam corou ferozmente, encarando seu corpo, procurando alguma imperfeição, algo que fizesse a outra repudiá-la daquela forma.

Sentou-se no sofá, frustrada, passando a língua nos dentes para se certificar de que não havia comida presa, e ficou ali até que ouviu a tranca se abrindo.

Voltou para o quarto, encontrando a cama finalmente arrumada, com os quatro lados do lençol presos, e Alexandra encolhida sob os edredons.

Samantha esgueirou-se pelas camadas de coberta, abraçando-a pelas costas, beijando seus ombros delicadamente e impedindo suas tentativas de afastá-la. Queria contato físico, mesmo que... Aquilo lhe estivesse sendo negado.

— Por que está fugindo? – Sammy sussurrou próxima a orelha de sua gêmea, observando os pelos se eriçar mesmo a luz fraca. – Vamos lá. Só desta vez, por favor.

— Se nós- Se nós fizermos isso – Alex conseguiu finalmente virar-se para encará-la – estaremos tornando as coisas reais. E tenho medo de que não sejam.

Aquilo fez o coração de Samantha escoicear o peito de forma ignorante. Ela puxou a irmã mais para seus braços, colocando sua boca sobre a dela de forma carinhosa, mas firme.

— Eu estou aqui, Alex. Não vou embora – disse baixinho, subindo as mãos pela cintura da outra, que se encolheu. – Estou bem aqui.

Fitaram-se intensamente antes de partilharem um beijo um pouco menos delicado onde as línguas gladiavam e exigiam espaço.

— Estou com frio – Alexandra gemeu baixinho, trazendo a menor para mais junto de si, quase fundindo seus corpos num só.

— E eu estou com calor – Sam sussurrou, girando seu corpo para ficar sobre a mais velha, com as pernas em sua cintura, sentindo sua intimidade latejar livremente contra o fino tecido da camisa. – Só desta vez, deixe-me aquecê-la, e você me esfria.

As mãos de Alex estavam em suas coxas, apertando. Subiram para sua cintura, sob a camisola, enviando ondas de calafrios prazerosos que subiam pela coluna da pianista.

Elas podiam fazer isso agora. Estavam juntas, finalmente. Não havia mais certo ou errado. Só havia elas e seu amor.

— Só- Só desta vez – Alexandra ecoou, segurando-a com força, enterrando os dedos de volta em suas coxas e rolando para o lado, entre uma confusão de edredons, só para acomodá-la com força contra o colchão e tomar-lhe os lábios.

A língua de Alex invadia sua boca, roçando a sua com tanta ansiedade que conseguia ser agressiva. Um gemido subiu pela garganta de Samantha, escapando por seus lábios, penetrando a boca de sua irmã e misturando-se a saliva dela.

Aquilo pareceu inflamar a gêmea mais velha, que quebrou o beijo para olhá-la. As pupilas dilatadas, respiração entrecortada.

Estava nevando lá fora; as janelas balançavam com força, mas do lado de dentro Sam aqueceria Alex.

A futura psicóloga direcionou seus beijos para o pescoço da pianista, arrancando um suspiro estrangulado. Sammy agarrou seus cabelos, arranhando o couro, puxando os fios. Sentia os lábios molhados e macios ali, os dentes resvalando em seu ponto de pulso e o sangue rebombando pelas partes mais sensíveis e delicadas de seu ser.

Samantha engoliu a saliva e Alexandra largou seu pescoço, parecendo hipnotizada pelo movimento de sua garganta, os músculos subindo e descendo sob a pele num gole seco.

A boca cálida se posicionou ali, chupando, mordendo, querendo.

Eram arrepios demais. Tremores anormais e espasmos que faziam cada parte do corpo da gêmea mais jovem formigar de desejo.

A língua de Alex desceu até sua clavícula, sugando os ossos salientes, mordiscando a pele ardente. Os dedos longos puxaram a alça de sua camisola, e Samantha teve de abrir os olhos, que até o momento estavam fortemente cerrados, para observar aquele movimento – aquele único movimento que fez a parte latejante entre suas pernas pulsar com mais força e se contrair.

Alexandra abriu a boca. Os lábios vermelhos, carnudos e molhados. A língua rósea se pronunciou. O vapor quente do hálito suave tocou a pele nua de Sam. E logo seu mamilo castanho, rígido em antecipação, foi totalmente abocanhado.

O gemido que a menor das garotas soltou pareceu vir da parte mais profunda de sua alma. Algo rouco, sufocado pelo prazer. Suas mãos, trêmulas e suadas, voltaram a enrolar-se nos cabelos de sua amante, desta vez puxando-os com força.

— Oh, Alex! – Ela dizia, quase ronronando, como se aquilo pudesse mantê-la consciente.

Samantha estava crente de que não poderia sentir mais prazer, até que seu quadril moveu-se automaticamente, desesperado por atenção. Sua intimidade roçou a coxa de sua irmã e o que se seguiu a onda de prazer foi um grito.

— Alex!

Foi uma fisgada. Um puxão do meio de suas pernas até a ponta de seus mamilos. Alexandra dividia a atenção entre eles, chupando, sugando, lambendo. Fazia pressão, forçando o pequeno biquinho a recuar, depois curvar-se contra o seio de Sam, molhado em saliva, cedendo contra a força prazerosa de sua língua quente.

Uma das mãos da Winter mais velha escorregou pela camisola, que começava a aderir ao corpo de Samantha por conta do suor, e tocou a parte interna da coxa da outra.

Aquele simples toque arrancou outro gemido. Mais profundo. Sam não sabia o que esperar. Não conseguia sequer pensar – e isso era um alívio bem-vindo.

Não queria pensar no quão errado aquilo poderia ser, porque assim que a palma quente de Alexandra tocou-lhe os lábios íntimos, nada parecia mais certo do que ter mais daquilo.

— Alex! Alex!

Seu corpo se contorceu num espasmo. Havia um apertado, torturante nó sob seu umbigo. Quanto mais os lábios de Alex moviam-se em seu seio e a mão delicada apertava a parte mais íntima de seu corpo, mais forte a dor do nó tornava-se.

Mas era uma dor tão, tão gostosa.

Ela separou seus lábios íntimos e quando a ponta do dedo encontrou o caminho para seu clitóris, não havia mais nada no universo além do sangue pulsando ali, bem ali.

Havia pontos fluorescentes em seus olhos. Seus ouvidos eram bombardeados com as batidas frenéticas de seu coração. O nó doía, apertava, e ela empurrava o quadril, gemia, choramingava, pedindo, implorando por mais.

A única coisa de que Samantha Winter tinha certeza naquela hora era dos dedos de sua irmã massageando seu clitóris rígido, melado, pulsante.

Alex tirou os dedos indicador e médio dali, e substituiu-os pelo polegar. Sam apenas gemeu. Era tudo o que conseguia fazer àquela altura.

Mas nada, absolutamente nada conseguiu se comparar a sensação dos dedos de Alexandra lhe invadindo.

Foi mágico, surreal, acima de qualquer nível de prazer que já tivesse provado.

— ALEX!

Ela lhe penetrou com uma calma dolorosa. Suas paredes, ansiosas e famintas, apertaram aqueles dedos longos, se contraindo, deixando que eles deslizassem sem nenhum impedimento para dentro, para o fundo.

Mais fundo!

Os dedos se curvaram e então o tempo parou.

O nó arrebentou.

Havia luzes piscando, sons aleatórios e ela sentiu Alexandra gemer.

— ALEX, ALEX, ALEX!

Era um mantra. A única coisa que conseguia se lembrar em meio a todo aquele prazer. Estava imersa em luxúria. Só conseguia sentir. Provar. Apertar.

Apertar.

Apertar os dedos de sua irmã entre suas paredes molhadas. Sentia escorrer. O líquido melado que descera, quente e avassalador, assim que o nó em seu baixo-ventre seu rompeu.

Alexandra gemia, com seu mamilo na boca. Mordia-o, puxava-o, chupava-o. Ele estava dormente entre os dentes dela, vermelho e inchado. Hipersensível.

Todo o corpo de Sam estava hipersensível quando sua respiração começou a voltar ao normal. Sua intimidade ainda apertava os dedos de Alexandra em contrações menos intensas, mas não menos prazerosas.

Alex levantou o rosto corado e sorriu, suada, com o cabelo grudando na testa. Ela soltou seu mamilo, esticando-se para beijá-la.

— Eu amo você – foi o que Samantha conseguiu dizer, antes de girar seu corpo sobre o da irmã, beijando-a com agressividade.

Notas finais
N. do. A.: "Só desta vez, deixe-me aquecê-la, e você me esfria.". "Just this once, I'll- (...) I-I'll warm you up and you'll cool me down?" Frase originalmente dita por Anna Arendelle, da fanfic Storm, da Royalwhiteout. Vale muito a pena ler, pra você que curte Elsanna e G!P. Babi: GENTE, TÔ JOGADA. Foi muita pressão escrever isso, sos. Obrigada pela ajuda, Lilith ¬u¬ SPOILER DA VEZ: " — Sou Miguel – o rapaz soltou Samantha, estendendo a mão para Alexandra com um sorriso tão largo quanto o de um doente mental. – Vocês realmente são idênticas!" Miguel ¬¬ Aff. Gente, digam o que estão achando sobre tudo, principalmente sobre esse capítulo. Quero ouvir tudo. Seus lindos. Obrigada por leeeeeeeeeer *u*