Leão do Inverno

11 Livro Um — Capítulo X


Notas iniciais
Babi: Hey, guys. Algo rápido, porque Tokita roubou todo o espaço pras notas: só tem danação nesse capítulo, então se você apoia a família tradicional brasileira e é da política de que órgão excretor não reproduz, pule. Leitores novos, sejam bem-vindos. Leitores velhos, amamos vocês pelo suporte. Boa leitura. Toki: OLHA QUEM CHEGAMOS NA HORA *-* NOZES O/ Ahh quantas saliencias... Quantas saliencias, garotchenhos! CAMILA GOSTOSA, CAMILA GOSTOSA! Vinda do Fifth Harmony ao Brasil... Nunca vou superar por também não ter ido! Enfim, amo a música do cap... Tão perfeita... ------------------------------------------- "Está ficando difícil mostrar, me sinto mais sensível a cada toque. E você diz que sente minha falta e eu sempre digo que sinto muita saudade, mas algo me mantém bem distante. Estou viva, sou a luxúria, seu amor. Posso ver meu amor balançando, seu cigarro está aceso quando suas mãos estão no alto, e na varanda eu estou cantando "ah querida, ah querida, eu estou apaixonada". — LANA DEL REY, West Coast.



ANABELLE

Era crepúsculo em Londres. As cortinas do apartamento na Heath Drive estavam abertas para as luzes alaranjadas e quentes que se derramavam pela cidade.

Aquele quinze de Outubro tinha sido particularmente quente na capital britânica, e agora Anabelle Parker desfrutava da maravilha tecnológica que chamavam de ar-condicionado.

Deitada na cama, a psicóloga devaneava sobre o que uma pessoa específica e dolorosamente fundamental estaria fazendo naquele exato momento, enquanto, ao seu lado, uma cópia fiel da criatura que prendia seus pensamentos todos os dias estava acomodada a seu lado, cantarolando distraidamente no ritmo da música reproduzida pelo computador.

Samantha Winter chegara há quase três horas, decidida a fugir do desconforto que seu aniversário trazia para a atmosfera de sua casa com a visita de Ethan e ausência de Alexandra.

Em dois anos e nove meses, Anabelle apegara-se a ela instintivamente. Era uma lembrança viva de Alex, uma ilusão constante de que a mulher por quem – ainda – era apaixonada continuava ali.

Não era totalmente bom, e, compreendendo a mente humana como compreendia, a psicóloga tinha certeza de que era um artifício infantil e baixo. Mas era o suficiente para acalmá-la depois das crises de choro causadas pelo cheiro amadeirado que ainda persistia nas roupas que Lexi deixara.

Samantha era carente. Não estava pronta para a vida como a irmã desde sempre estivera. Era intelectual e muito inteligente, com convicções próprias e ideias concretas, mas tinha uma fragilidade singular que a diferia de sua gêmea mais que qualquer coisa.

Da primeira vez que conversaram, Anabelle reconheceu tal fragilidade expressa pela insegurança e timidez. Sam tinha dificuldade de olhá-la nos olhos, e deixou as lágrimas escorrerem mais de uma vez ao dizer – em algum tipo de código, tentando não admitir com todas as palavras – que estava amorosamente envolvida com sua irmã.

Só depois de semanas de sessões não-oficiais ela falou sobre o beijo. Foi algo difícil para ambas. Para ela por admitir, e para Belle por saber daquilo através dela. Alexandra não dissera nada, não contara sobre esse passo tão importante. E o motivo da viagem, que até aquele momento permanecera estranhamente oculto à Parker, esbofeteou-a com força.

Ela não deixara de se comunicar frequentemente com Alex, mas nunca mencionou as sessões com Sam, ou o modo como estavam se tornando próximas. A única vez que falaram sobre a pianista foi após Lexi descobrir a respeito de Edward. Ela parecia abalada.

Anabelle sabia sobre Evony Stortzmann. Alexandra lhe dissera. Sentiu raiva, ódio, repulsa. Depois medo, solidão e dependência. Agora estava apática a isso. Sabia que, se ela, Belle, quisesse, tudo voltaria a ser como antes da partida – ou ainda melhor.

E se agarrava a Samantha como uma experiência. Ela era a única forma que a Doutora Parker tinha de acompanhar a transgressão da adolescência para a idade adulta de Alex, algo que quase setecentas milhas lhe impediam de o fazer da forma correta, sem usar um manequim.

— O que te faz gostar de mulheres? – Samantha perguntou, subitamente, trazendo a psicóloga de volta de seus devaneios para o quarto amplo tingindo com as cores do pôr-do-sol.

— O que te faz gostar de mulheres? – Devolveu a pergunta, rindo.

— E-eu não- Eu não gos- Bem, mulheres são bonitas – a garota respondeu de forma bem infantil, atrapalhando-se com as palavras.

Belle tentou encontrar uma resposta que se adequasse.

— Sim – disse, pensativa, com a voz profunda pela imersão tão intensa em reflexões. – Mulheres são maravilhosas! O corpo, o cheiro, a delicadeza. As formas são absolutamente deslumbrantes; a simetria... Seios... Seios são adoráveis! A textura, o formato; são macios, delicados, os mamilos enrijecem de uma forma quase devota ao prazer. As pernas, as coxas... Os cabelos cheirosos... A boca... Quando você desliza os dedos pelo corpo de uma mulher é como se percorresse curvas que podem te levar até o paraíso e...

Belle corou ao olhar de relance para Samantha. Ela tinha o rosto vermelho e as pupilas dilatadas, com a garrafa de cerveja a meio caminho dos lábios entreabertos. Os olhos azuis, idênticos aos de Alexandra, estavam muito abertos, fixos em seu corpo.

— Você já amou uma mulher?

A pergunta soou profunda demais. Íntima demais. Como se ela já soubesse a resposta.

— Eu amo. Mas ela me deixou – confessou, sentindo a boca seca, a garganta apertada e um formigamento incômodo no canto dos olhos. – Espero que um dia ela volte. Porque apesar de tudo, continuarei aqui.

Houve um silêncio profundo, como se a pianista usasse o momento mudo para absorver as palavras. Seus olhos estavam fixos nos de Belle, os lábios pintados de vermelho entreabertos numa respiração acelerada e cheirando a álcool. Ela engoliu a seco e os olhos de Parker correram por sua garganta, seguindo o movimento dos músculos sob a pele branca.

— Não entendo como alguém pode deixá-la, Annie – Samantha disse com a voz melosa. – Mesmo eu tenho vontade de saber o gosto dos seus lábios e... De todo o resto – confessou, e, num movimento rápido, seu corpo estava sobre o de Anabelle.

O ar-condicionado parecia não ser mais o suficiente, agora. Os cabelos soltos de Winter caíram ao lado do rosto da psicóloga, emoldurando-o como costumava acontecer com Alex. Os olhos muito azuis queimavam num misto de desejo e desespero que Belle jamais vira partir de Sam.

Sua mente perversa a fazia desejar. Seu corpo gritava por aquela garota – não exatamente por aquela garota. Ela queria Alex. Seu corpo estava reagindo às memórias de Alex.

Samantha sentou-se sobre seu quadril, subindo o vestido até as coxas e livrando-se da garrafa de cerveja. Anabelle engoliu o excesso de saliva quando sentiu a calcinha delicada roçar nos botões de seu short. A morena a olhou, segurando seus ombros, impulsionando propositalmente para baixo, pressionando, buscando contato naquela região.

Winter revirou os olhos, extasiada, aproximando sua boca da boca da médica, que permanecia estática, congelada sob o peso quente que fazia sua pulsação acelerar.

Sam a beijou. Primeiro devagar, provando de seus lábios, um pouco indecisa sobre o que fazer. Depois mais rápido, se impondo, buscando mais contato, gemendo na boca de Anabelle, que teve de segurar sua cintura com força para aguentar a descarga de adrenalina e luxúria que se manifestava naquele pequeno gesto.

A pianista segurou seus cabelos, puxando-a mais para si, fazendo-a sentar-se na cama. A calcinha dela estava contra seu short, roçando intensamente. Seus lábios foram instintivamente para o pescoço da morena, beijando-a, mordendo-a, sentindo a pele sardenta e delicada.

Alex, ela pensou, descendo os beijos pelo colo, passando a língua pela clavícula saliente. Anabelle puxou o decote do vestido, revelando um seio redondo, de mamilos castanhos e já rígidos. Alex, ah, Alex.

Samantha puxou-a na direção de sua mama, gemendo, suplicando. Belle recebeu o mamilo em sua boca, passando a língua com voracidade, sugando, chupando com força, deixando a pele muito branca marcada e vermelha.

— Ah, mais... Annie... – Sam gemeu, empurrando o quadril para o seu.

E então tudo soou tão errado.

Alexandra nunca a chamava de “Annie”. Ela a chamava de “Belle” de um jeito único e intenso, onde o sotaque britânico fazia as duas sílabas transformarem-se em uma só.

Aquela não era Alexandra.

Mesmo o gosto da pele ardente de desejo era diferente. Frustrada e envergonhada, Anabelle tirou o seio de Samantha de seus lábios, encarando o mamilo rígido e brilhante de saliva.

— Não – viu-se resmungando com o restante de consciência que tinha. – Eu sinto muito, Sam, mas... Não... Não podemos. Você é uma mulher comprometida e está bêbada, e eu...

— Você me quer – Sam sibilou lascivamente em seu ouvido, subindo os dedos para seus próprios seios. – Eu vejo como me olha.

— Samantha, não – Parker tirou-a de cima de seu corpo. – Eu não posso.

Mais dois meses e Alexandra estaria de volta. Mais dois meses e poderiam viver bem, juntas novamente. Seu rosto ardia cada vez mais, brilhando num vermelho luminoso a cada vez que pensava no que fizera.

De pé, esfregando o rosto com força, Parker via, pelo canto dos olhos, a expressão desnorteada de Sam, com o seio descoberto, vermelho e molhado, os cabelos bagunçados e a respiração ofegante.

— E-eu... Eu vou dar uma volta – Belle disse, sem olhá-la, se encaminhando para a porta com um desespero palpável. – Pode... Ficar... Se quiser, ou... E-eu... – sem palavras, Parker simplesmente saiu, com a cabeça e a região entre as pernas latejando.

ALEXANDRA

Talvez aquela fosse a última vez, e isso fazia a excitação no peito de Alexandra crescer de forma desproporcional ao modo como podia expressá-la. Evony estava em seus braços, nua, com as costas coladas na parede e os cabelos louros bagunçados.

Alex a mantinha acomodada em seu colo, presa com as pernas em sua cintura, gemendo para a madrugada escura e fria de Berlim.

Apesar da baixa temperatura, nenhuma das duas mulheres despidas no quarto parecia sentir os efeitos do inverno europeu. Os dedos de Winter estavam dentro de Stortzmann, fazendo movimentos intensos, longos e demorados. Sentia a umidade dela lhe escorrer pela pele, facilitando sua entrada. Os músculos da dinamarquesa apertavam-lhe, incentivando seus movimentos; os gemidos ininterruptos faziam sua própria intimidade latejar, necessitada de atenção.

A mão de Alex que mantinha sua namorada firme em seu colo arranhava suas costas, deixando vergões vermelhos contra a pele clara. A morena podia sentir o quadril da menor movendo-se involuntariamente, implorando para que seus movimentos continuassem, pedindo, por favor, para que fosse mais fundo.

As unhas de Evony penetraram a pele dos ombros de Alexandra arrancando um gemido de prazer e dor da britânica, fazendo-a penetrar-lhe com mais força, girar seus dedos finos e longos em sua intimidade.

O orgasmo da loira chegou arrancando-lhe um grito estrangulado e longo. Estava doendo de prazer, e Winter sabia disso. O clitóris da loira parecia próximo a explodir, inchado e pulsante, molhado com seus líquidos. Ao atingir o clímax, Evony e Alex sentiram o canal já não mais estreito da dinamarquesa apertar os dedos de sua namorada em contrações deliciosas que enviavam arrepios por todo o seu corpo suado e quente de ambas.

A morena puxou seu rosto para um beijo, buscando os lábios pequenos e cheios. Brincou com sua língua, entrelaçando-as, misturando a saliva excessiva, gemendo de prazer, estremecendo com a luxúria que escorria junto aos fluidos das duas.

À luz fraca do abajur, Alexandra podia ver os olhos faiscantes da loira, as bochechas pálidas agora ruborizadas pelo recente orgasmo. Levou-a para cama, deitando-a, sem retirar seus dedos de seu corpo.

Movimentou-os com calma, fitando-a diretamente. A garota fechou os olhos, quebrando o contato visual. Puxou o corpo de Alexandra para o seu, moldando-a contra suas curvas. Winter acomodou-se com o rosto no pescoço dela, retirou seus dedos e entrelaçou-os nos de Stortzmann, deixando o trabalho de estímulo para seu próprio sexo.

Ambas gemeram em uníssono, abraçando-se mutuamente enquanto os corpos entravam no contato mais íntimo que podiam ter. Evony segurou Alex pelas nádegas, exigindo que se chocasse com mais vontade.

Ela estava tão quente, tão úmida que apenas isso quase fez a morena chegar ao orgasmo.

O único som audível ali eram as respirações aceleradas e erráticas, os engasgos invariáveis e o som aquoso de suas intimidades ensopadas. Stortzmann tremia tanto que só a vibração de seu corpo proporcionava fricção o suficiente entre seus sexos.

Alex lambia seu pescoço, mordendo a pele muito clara, chupando para deixar o que poderiam ser as suas últimas marcas naquela superfície de porcelana. Evony chamava seu nome, pedia por mais, gemia como se isso pudesse aliviar a pulsação prazerosa e enlouquecedora entre seus grandes lábios.

Winter engoliu a seco ao sentir seus clitóris juntos. Revirou os olhos, tonta de desejo. As gotas de suor escorriam por seu corpo, descendo por sua nuca molhada, fazendo os cabelos grudarem nas têmporas.

Ela estava tão perto. Tão, tão perto.

Stortzmann segurava-lhe as costas, as unhas grandes marcando com força sua pele. Uma das mãos de Alex segurava a coxa grossa e musculosa da dançarina, concedendo mais espaço, mais contato. A outra estava entrelaçada na dela, apertando forte.

Seus seios pressionavam os da loira, seus mamilos castanhos contra os cor-de-rosa dela, ambos rígidos, molhados de suor.

A dinamarquesa gemia tanto que logo os vizinhos tocariam a campainha exigindo silêncio. Mas silêncio era algo que nenhuma das duas estava disposta, ou era capaz, de fazer.

Sentiam-se tão tontas, envoltas num prazer absurdamente inebriante.

As veias do pescoço de Stortzmann saltavam sob a pele claríssima. Os lábios molhados e muito vermelhos estavam entreabertos, inchados, apenas deixando escapar os pedidos de mais.

Alex forçava seu corpo contra o dela como podia, trêmula o suficiente para não ser capaz de segurá-la devidamente.

Evony gritou. O quadril largo foi de encontro ao seu e Alexandra sentiu as vibrações do sexo dela, e, como numa extensão do orgasmo da loira, gozou.

Gemeram por instantes a fio, agarrando-se uma a outra, buscando pelo alívio das descargas elétricas que desciam por seus corpos e agitavam cada parte de seus seres. Drenadas, molhadas de suor, saliva e outras coisas mais, fizeram os últimos movimentos de forma intensa e demorada, roçando os lábios íntimos numa troca de arrepios e choques fornecidos pela mais intensa luxúria.

— Saiba que, a-apesar de qualquer coisa, e-eu amo você – Evony sibilou com a voz fraca e quebrada, relaxando os músculos devagar.

Alex sentia-se fraca demais para responder. Cada parte de seu ser parecia pesar, afundar, estar muito mole para reagir a qualquer comando exercido por seu cérebro embebido de vontade.

— E-eu... Eu amo você – conseguiu gemer baixinho, com o rosto escondido no pescoço da loira e a respiração atingido a pele avermelhada.

Deixando a frase – que era metade verdade – viajar pelo espaço, a morena afrouxou seus dedos nos de sua namorada, ainda gemendo, respirando com dificuldade, fraca, exausta.

Deitou-se ao lado dela, puxando-a para seu colo, acomodando-a em seu peito e descendo os dedos pelos cabelos molhados.

Alex estava esgotada, mas conseguiu se manter consciente até ouvi-la ressonar baixinho, submergindo num sono leve e que seria embalado por ela. Beijou-lhe o topo da cabeça, provando o sabor salgado do suor misturar-se ao gosto distante do shampoo de pêssego.

Talvez fosse a última vez que a fazia dormir em seu abraço, ouvindo seu coração com uma devoção surpreendente. O gelo batendo da janela seria a canção de ninar de Alexandra, e ela, lentamente, deixou-se ser tragada para o mundo dos sonhos.

Com o corpo colado ao de Evony, os dedos em seus cabelos e as pernas ainda trêmulas pelo sexo, Alex permitiu-se adormecer.

Dormiu ali, roncando imperceptivelmente, a respiração se fundindo a da loira em seus braços, sentindo o corpo pequeno agarrar-se ao seu como se tivesse medo de que ela fosse embora – e ela realmente iria.

Winter acordou na manhã seguinte, tão cansada como se tivesse passado a noite acordada.

Abriu os olhos com dificuldade, sentindo o corpo doer pelo esforço da noite anterior. Suspirou, sentindo os dedos finos e pequenos de Evony em sua barriga.

Seu peito apertou, num estranho nó de arrependimento. Ficou ali, deitada, encarando a escuridão, refletindo. Poderia ficar. Era o melhor a ser feito. Construíra uma vida ali. Tinha novos amigos que lhe serviam melhor que uma família, uma faculdade ótima em que estava se dando cada vez melhor, uma namorada linda que verdadeiramente a amava, além de uma fama recente que começava a gerar dinheiro – muito dinheiro.

Era a melhor aluna do quarto semestre de psicologia na Technical University of Munich; junto ao Beauties on the Beats conseguira um contrato de patrocínio com a Hummel Shoes, e além de ter tênis maravilhosos de graça, era paga para simplesmente dançar!

E havia Stortzmann.

Evony estava sendo tão absolutamente maravilhosa que era difícil imaginar a vida sem sua constante presença. Alexandra não a amava, mas sabia que, se ficasse, poderia passar a fazê-lo – estava muito perto disso.

Mas algo gritava em seu interior, clamando pela Inglaterra, por Londres, por sua casa – por Samantha. Pela família quebrada que dividia com a mãe e o irmão, por Belle e todo o resto.

Essa necessidade e apenas isso a fez levantar-se sorrateiramente e ir até a varanda, fumar seu último cigarro em solo alemão. Nua, ascendeu-o na varanda do apartamento localizado no Metropol Park e aspirou a fumaça com gosto de mental até seus pulmões se encherem.

Soltou devagar, pelo nariz, assistindo a madrugada virar dia naquele vinte e um de dezembro cheio de neve. Observou o corpo pequeno de Evony relaxado entre os lençóis enquanto vestia a calça e o sutiã, e colocou a camiseta que deveria vestir ao lado da loira na cama, beijando-lhe demoradamente os lábios.

Sobre a cômoda, deixou dez convites para a festa de ano novo que aconteceria em Londres, oferecida por sua mãe. Apanhou a jaqueta de couro e vestiu-a, deixando seu sutiã preto exposto, assim como a tatuagem que fizera um ano antes – uma de suas citações favoritas dos livros que mais amava no mundo. “Se morrermos, morremos. Mas, primeiro, vivemos.”

Com um último olhar à adormecida Evony Stortzmann, Alex saiu do quarto, em direção a seu apartamento e às malas já arrumadas.

Deixaria agora tudo o que construíra nos últimos anos e voltaria à sua antiga vida, com todas as personagens conturbadas e maquiavélicas. Retornaria, então, aos pesadelos amargos, à rejeição ferrosa e à perigosa e tênue linha que a separava da insanidade.

Seria uma vez mais acolhida em seu doloroso drama pessoal e interno, que nunca deixara de machucá-la, de fato – mas Alexandra Winter sabia, em algum lugar bem na periferia de sua mente, que aquela dor crônica e infindável, de alguma forma, a mantinha respirando.

Notas finais
Babi: Eu falei que era danação, cara. Eu falei. So... Belle, sua linda, me beija. Só eu devo estar lamentando esse fim tão rápido de Evolex, mas beleza. Quero opiniões sobre essa cena de séquiço, porque eu gosto de opiniões sobre minhas cenas eróticas, obrigada. Não se esqueçam de dizer o que estão achando e fazer suas críticas. São sempre bem-vindos pra se expor aqui. Só pra constar, a tatto da Alex é uma citação da Ygritte, personagem – ruiva – de A Song of Ice and Fire. Texto original: “If we die, we die. (...) But, first, we live.” SPOILER DA VEZ: “- Você é uma sapatão depravada – as palavras de Katherine vieram impregnadas de veneno e Alex não pôde evitar se encolher um pouco. – E eu quero você fora da minha casa agora!”. Toki: HE'S CRAZY Y CUBANO COMO YO, MY LOVE, MOVE BABY, MOOOVEE BAAABYY, I'M LOOVE (8) Sá música é tão... ¬u¬ Enfim, espero que tenham gostado e o próximo capítulo promete! Aah, então... Como sou pobre de follows, vou fazer igual aos autores do Social Spirit 'u' Meu twitter pro cês: Tokita_chan. Sáporra ta floodada de 5H, liguem não.