Leão do Inverno
6 Livro Um — Capítulo V
Notas iniciais

Ela só queria ir para casa. Sabia que as ginastas não teriam o último tempo porque a treinadora Carlton havia faltado, da mesma forma que o Senhor Lopez, seu professor de espanhol, também não viera lecionar naquele dia. Por este motivo Samantha Winter ligara para seu pai e pedira que ele viesse buscar a ela e a irmã.
Há quarenta minutos estava mandando mensagens para sua gêmea. Tentara ligar, mas ela tampouco atendera. Então resolveu deixar Ethan ir até o supermercado enquanto ela encontrava Alexandra.
Não que quisesse realmente achá-la. Gostaria de mantê-la o mais longe possível. No entanto, era absolutamente impossível – não sabia se por viverem na mesma casa, ou por sua necessidade crescente de estar perto da garota.
Aquele beijo a desestabilizara. Não sabia que um simples toque de lábios poderia atormentar tão intensamente a vida de alguém. Suas pernas ficavam trêmulas apenas de lembrar a textura da língua de Alex e suas coxas latejavam descaradamente quando o sabor da irmã voltava a suas papilas gustativas.
Ela quisera aquilo. Quisera com todas as suas forças. E isso era assustador.
Desejar que Alexandra tivesse lhe puxado de volta, subido seu vestido e lhe tocado fazia dela um monstro ou apenas seriamente doente?
Foi fazendo essa pergunta que adentrou o vestiário feminino.
— Tinha certeza de que iria voltar! – Ouviu a voz da irmã, antes mesmo de conseguir vê-la.
A imagem seguinte queimou em sua retina e cada terminação nervosa de seu corpo reagiu a ela.
Ela estava completamente nua, deitada no banco de madeira no meio do corredor, suada, corada e sorrindo com os olhos fechados. Seus seios redondos estavam rígidos, com os mamilos castanhos intumescidos e molhados. A barriga lisa subia e descia numa respiração ainda desregulada e mais para baixo, entre as coxas, encontrava-se uma intimidade úmida, carminada e muito chamativa. Os lábios íntimos estavam um pouco inchados e isso deu uma plena visão, mesmo que por poucos segundos, de um clitóris rosado à Samantha.
Alexandra abriu os olhos e assim que encarou seu reflexo a sua frente, levantou-se, assustada.
— O que pensa que está fazendo?! – Exclamou a gêmea mais velha, tão atônica que não importou-se em se cobrir.
Sam abriu e fechou a boca para responder, mas as palavras não vinham. Estava tão ocupada tentando entender o que havia acontecido que não percebera a forma descarada de como seus olhos corriam pelo corpo da irmã.
— Alex... O-O que você... – deixou a frase morrer e rapidamente levou a mão aos olhos, virando-se de costas – Céus!
Alexandra levantou-se, ofegante, em busca das peças jogadas pelo local.
— Droga, não sabe bater? – Perguntou em um tom furioso encarando as costas da irmã à medida que se vestia.
— E-Eu não sabia... Não pensei que houvesse- Espere um momento – virou-se lentamente. – Por que você estava nua e jogada daquele jeito? – Arqueou as sobrancelhas e encarou-a, agradecendo por agora ela estar com as roupas íntimas devidamente vestidas.
Alex riu ironicamente e subiu sua surrada calça jeans de um jeito tão lento e provocante que Sam sentiu as bochechas corarem por conta dos pensamentos impuros que lhe acometeram.
Oh, merda.
Merda, merda, merda.
— Ah, Samantha. Por favor, você não pode ser tão santa assim, pode? Afinal, estava fazendo quase a mesma coisa com aquelezinho do violoncelo – o tom de voz frio e cheio de desdém acertou a pianista com força, fazendo-a baixar a cabeça por breves segundos antes de se recompor.
— Me recuso a acreditar que tenha feito isso, Alexandra! Isso é sujo! – Levantou o rosto, mas imediatamente arrependeu-se. A perfeita visão de Alexandra apenas de sutiã e um jeans fez suas pernas tremerem.
Maldita! Cretina! Sua... Argh. Desejou poder sentar-se e apenas observá-la desfilando com aquelas poucas roupas. O elástico da calcinha estava à vista no quadril, exposto pela calça larga e caída. O que estou fazendo? Ah, droga.
Os olhos claros da Winter mais nova percorreram toda a extensão daquele corpo escultural e perderam-se diante do abdome definido da irmã.
— Parece que “sujo” se tornou sua palavra favorita, não? E, para quem tinha nojo, você parece estar apreciando a visão do meu corpo seminu – riu sarcástica e vestiu a camiseta, despertando a irmã do transe.
Irritada consigo mesma, Samantha atingiu um dos armários metálicos com um soco.
— Qual é o seu problema?! – Gritou, observando a outra ficar atônica. – Tudo o que sabe fazer é blefar, ironizar e satirizar! Você não pode levar nada a sério, Alexandra?
Não sabia por que estava sendo tão dura, mas precisava extravasar toda aquela frustração crescente. Nunca se sentira daquela forma. Nunca tivera tantas dúvidas em relação ao mundo, ou a si mesma. E, se não fosse esclarecê-las, que pelo menos as fizesse se calar.
— Quando você vai crescer?! – Berrou, agitando os braços. – Quando vai parar de agir como uma idiota imatura, inconsequente que não mede as proporções de seus atos?!
Não soube como chegou até ali, mas seu corpo estava contra o de Alex, mantendo-a pressionada contra uma das fileiras de armários. A respiração quente da irmã batendo contra seu rosto, os olhos incrivelmente azuis muito arregalados, fitando-a com uma apreensão pouco conhecida, recordaram-lhe da festa e dos breves momentos no banheiro.
— Não acha que já passou da hora de você deixar de ser essa garota egocêntrica, que só pensa em si mesma e é incapaz de enxergar o mundo a sua volta?!
— O que você sabe sobre “o mundo a sua volta”? – Com os olhos marejados, Alexandra empurrou sua cópia para longe, e o afastamento foi brusco para a pianista. – Desde que papai pague suas malditas aulas de piano, tudo está bem!
— Então agora você se importa com nossos pais? – Cuspiu as palavras, provando das lágrimas descendo por suas bochechas. – Mamãe está certa. Você é egoísta! Alexandra, você anda fodendo na escola! Consegue imaginar como nossos pais se sentiriam se fossem chamados aqui por isso?
— Eles com certeza me mandariam para um colégio interno – ela riu, sádica. – É importante conservar as aparências. Moralistas de merda.
Mais uma vez, tomada pelo ódio e pelos instintos, Samantha ergueu o braço, preparando um tapa para aplicar no rosto da irmã, mas a mão firme dela impediu-lhe de deferir o golpe.
Foi sua vez de ficar contra a parede de armários. Agora os soluços escapavam por sua garganta compulsivamente, as lágrimas faziam a imagem da gêmea mais velha tornar-se um borrão desfocado, e suas pernas tremiam de forma estúpida.
— Nunca mais – Alexandra sussurrou, com os lábios próximos aos seus; ela estava tão quente. – Eu disse “nunca mais” se atreva e me bater de novo. Você me entendeu?
— Me largue.
— Você me entendeu, Samantha? – Alex perguntou mais lentamente, empurrando-a com mais força contra o metal gelado.
— Me largue! – Sam gritou, e, no mesmo instante, seu celular começou a tocar.
Alexandra a soltou, apanhando sua enorme mochila e deixando o vestiário.
A pianista deixou-se escorregar para o chão, escondendo o rosto entre os braços e soluçando. Não deu importância ao toque insistente do telefone; estava exausta.
Não queria que as coisas chegassem a esse ponto. Estava presa em seu próprio dilema. Aproximar-se da irmã lhe deixava as portas da loura, e afastar-se dela lhe causava dores quase físicas.
Ela a amava. Mas, depois daquele intenso beijo, pegava-se frequentemente se perguntando qual era a real intensidade desse amor.
KATHERINE
O aroma do peixe assado não era capaz de aplacar as borboletas em seu estômago. Katherine Winter estava ansiosa, muito ansiosa, e o sorriso em seu rosto não escondia isso. Porém, ela parecia ser a única empolgada à mesa – além de Thomas, que sempre parecia muito entusiasmado com tudo.
— Você andou chorando ou a MAC não faz maquiagens como antes? – Seu filho caçula perguntou, sorrindo para Alexandra.
Ela, como sempre rude, lhe estapeou a cabeça, arrancando risos do garoto.
Ela era sempre tão grosseira e agressiva. Vivia trocando tapas com o irmão, cheia de hematomas e escaras de tombos de skate e patins. Só Deus sabia como ainda conservava todos os dentes, tendo em vista todas as vezes que desabara de boca no chão.
Mas Thomas não estava de todo errado. O rosto de Alex, assim como o de Sam, parecia um pouco inchado. A diferença era que Samantha não usava quinhentos gramas de delineador para piorar a situação. Mas Alexandra... Aquela uma fazia questão de se enfeitar como uma gótica satânica mesmo na hora do jantar.
Jesus Cristo, Alex, você não pode ser um pouco mais normal, querida?, Kate perguntava-se todos os dias.
— Tom está certo – Ethan disse, limpando os lábios antes de tomar um gole de vinho. – Você não parece bem. Algum problema?
— Estou bem, obrigada – ela respondeu, tentando ser gentil. Com o pai ela pelo menos tenta, Kate, pensou, enjoada.
A mesa caiu num silêncio constrangedor novamente que só foi quebrado quando a sobremesa foi servida.
— Bem, crianças – Katherine ouviu o marido começar, e um frio adorável instalou-se em sua barriga – há algum tempo mamãe e eu viemos tentando encontrar uma maneira de contar a vocês algo muito importante.
— Vocês vão se divorciar? – Alexandra perguntou, quase esperançosa, e Samantha revirou os olhos.
— Não. Nós estamos muito bem, obrigada – Kate disse rispidamente, indagando internamente como a filha conseguia ser tão inconveniente; graças a Deus Samantha não era assim.
— Eu fui convidado por Xavier Huillard para desenhar o maior projeto arquitetônico da Vinci Construction de todos os tempos – Ethan sorria, mas era nítido que ele não estava totalmente confortável. – É algo realmente imenso, com mais de oito subdivisões – houve uma pausa e só então ele prosseguiu. – E fica em Berlim.
“Meu escritório e acomodações já estão sendo providenciados. Terei todo o conforto possível e um pagamento muito generoso pelos três anos de serviço prestados. Devo estar instalado até o fim de dezembro.”
Ninguém falou por um minuto inteiro. Thomas parecia estar degustando a ideia, com uma expressão pensativa. As gêmeas estavam ambas em estado de choque – Samantha com a boca entreaberta e Alexandra com a colher cheia de sorvete a meio caminho dos lábios.
— Você vai se mudar para a Alemanha e ao menos nos perguntou o que achávamos? – Sam estava visivelmente abalada, pobrezinha.
— Querida, a opinião de vocês é muito importante, mas é o projeto da minha vida – Ethan acariciou a mão dela gentilmente. – E, além do mais, estarei sempre presente.
— Em outro país – ressaltou sua pequena pianista, boquiaberta.
— São no máximo seis horas de viagem, querida – Katherine murmurou, contente, afagando o ombro da filha. Era tão lindo como Samantha se preocupava com a unidade da família. – Sentiremos falta do papai, mas ele estará conosco sempre que puder.
— Você também está no projeto, mamãe? – Thomas inquiriu, antes que Sam protestasse novamente.
— Futuramente decorarei alguns dos espaços, se tudo ocorrer como o esperado – Kate explicou, exultante. E “se tudo ocorresse como o esperado” logo ela estaria decorando os quartos da família real e comparecendo a festas no Palácio de Buckingham.
Seu olhar percorreu a mesa e encontrou o de Alexandra. Ela parecia quase enjoada, fitando-a como se fosse um inseto. Aquela típica atitude insolente e desafiadora fazia o sangue da Senhora Winter ferver.
— E você, Alex, não tem nada a dizer? – Ethan perguntou, sorrindo; ele sempre estava sorrindo.
— E-eu – ela fitou o prato demoradamente, contemplativa, e depois de alguns momentos, disse, incerta – Estou orgulhosa de você, papai. Você merece.
Ele agradeceu, mas Katherine estava muito atenta ao semblante determinado da filha mais velha. Era estranho ela, que sempre fora tão egoísta, dizer palavras de estímulo para qualquer pessoa que fosse. Porque mesmo que tentasse, Alexandra era incapaz de pensar em outro ser vivente, senão ela mesma.
— Hm – Alex retomou, rapidamente. – Já estou satisfeita. Será... Será que posso sair? Digo, ir a um pub com uma amiga. Juro que volto antes da meia-noite. Juro.
— Você tem aula amanhã – Kate foi ríspida ao cuspir as palavras.
— Eu sei, mas-
— Seu castigo ainda não terminou completamente – cortou-a, sentindo as bochechas corarem. – Não pense que nos esquecemos daquela cena vergonhosa. Samantha certamente não o fez.
Sam quase se engasgou com o restante do suco em sua taça; rapidamente Katherine inclinou-se para ajudá-la, e foi tempo o suficiente para seu marido estragar tudo:
— Tudo bem – Ethan assentiu, benevolente, levantando-se e começando a tirar os pratos. Sam e Tom logo foram ajudá-lo. Eles eram tão atenciosos, diferentemente de Alexandra. – Mas lembre-se: antes da meia-noite. Não queremos colocá-la de castigo novamente.
— Obrigada, papai – ela sorriu, levantando-se e correndo para o quarto.
Suspirando e sacudindo a cabeça em discordância, Katherine retirou-se da mesa.
Era exatamente por isso que Alex era tão irremediável. Ethan dava-lhe todos os privilégios que negava aos outros dois filhos. Ele achava lindo o modo como ela podia ser rebelde e mal educada.
Alex e Samantha eram absurdamente diferentes. Enquanto uma era feminina e cuidadosa, a outra era largada e desleixada. Sam era tão interessada em tudo, tocava piano divinamente, pintava como ninguém, fazia esculturas em madeira e gostava de cantar. Alexandra passava o dia todo no quarto jogando videogame ou em cima de um computador; ela era boa em cálculos e todo o tipo de redação, mas isso era o mínimo que se poderia pedir; parecia um garoto correndo e saltando com roupas largas e fazendo acrobacias estranhas pertencentes a uma ginástica qualquer.
Samantha cuidava de suas coisas, Alexandra preferia destruir as dela. Kate lembrava-se que, há muito tempo, comprara uma boneca Barbie para as duas. Em uma semana Alex havia sumido com a sua, dando a desculpa de que um garoto qualquer tinha-a estragado, enquanto Sam mantinha a sua própria intacta e nova em folha.
Nunca mais comprara boneca alguma para Alexandra – ela, de qualquer forma, preferia pokébons, ou seja lá como aqueles bonecos japoneses demoníacos chamavam-se.
Alexandra era, sem dúvida, a maior incógnita na vida de Katherine Winter. Ela dera a mesma criação para as duas filhas, com tudo absolutamente idêntico, e era incompreensível o modo como diferiam. Kate deixara de levar Alex em seus encontros religiosos quando ela completou sete anos, porque, enquanto a gêmea mais jovem ficava sentada, apreciando a Palavra e absorvendo as maravilhas do Senhor, a outra corria pelos corredores, zombando das imagens dos santos e dizendo para quem quisesse ouvir que não acreditava em Deus.
Só queria que a filha fosse normal. Aceitável. Mas ela fazia tudo para contrariá-la e ser o pior exemplo possível para o pequeno Thomas.
Com um peso estranho no estômago que nada tinha a ver com o jantar, Kate adiantou-se para o escritório térreo. Sua cabeça doía um pouco, estava preocupada com sua adorável Samantha. Ela parecia muito distante e pensativa depois da festa de aniversário – que, graças a Alexandra, ela e Ethan não compareceram.
Estaria acontecendo algo?
Suspirando, a decoradora apoiou-se na parede, observando a noite gélida de Londres. Um carro estava estacionado no passeio do jardim que levava até a garagem. Era um Nissan modesto, e ela tinha certeza de já tê-lo visto.
Devia ser de uma das amigas de Alexandra.
Esforçando sua visão contra a escuridão, Katherine conseguiu distinguir uma densa cascata de cabelos louros e uma blusa branca meio-abotoada até a altura dos seios. Conseguia ver até a boca e uma parte do nariz, mas o restante era ofuscado pelo contorno do carro.
Alex abriu a porta, passando pelo jardim. Ela corria, ainda vestindo o casaco de couro de sempre.
Ela entrou no carro e inclinou-se para a loira no banco do motorista.
Katherine demorou alguns segundos para entender que elas estavam se beijando e, quando o fez, sentiu o jantar agitar-se em seu interior. Tentou desviar os olhos, mas foi incapaz.
A loira só soltou sua filha quando o ar pareceu faltar e ambas estavam rindo. Elas conversaram por poucos segundos antes de a motorista dar ré e sumir pela Arkwright Road.
Só então Kate pôde deslizar para uma cadeira e afundar-se ali, atônica, enjoada e com lágrimas nos olhos.
Esperava tudo. Esperava verdadeiramente tudo. Drogas, uma gravidez precoce, até mesmo prostituição, levando em conta as roupas que Alexandra esporadicamente usava. Mas... Aquilo?
Sempre lhe dera de tudo. Sempre a mimara. E era dessa forma que ela lhe recompensava? Se esfregando com uma degenerada?
Ela estava doente! Ela era doente! E agora Katherine Winter tinha plena certeza disso. Contaria a Ethan, e então eles a mandariam para um reformatório onde...
De repente ela se viu sentada na sala de chá com Kate Middleton, ajudando-a a escolher a cor para o quarto de seu novo herdeiro. No instante seguinte, ela exclama:
— Crianças são adoráveis, não? Como vão as suas?
— Oh – ela responderia, sorrindo. – Meu caçula está se formando em arquitetura em Oxford, como o pai. Samantha está em Veneza, tocando. E Alexandra ainda está presa num reformatório católico no vaticano.
Não era isso o que ela planejada.
Podia ver a capa da Elle Decor com uma de suas mais novas criações, e, na matéria sobre sua vida, uma nota falando da filha degenerada.
Não. Alexandra não lhe faria passar por isso.
Com lágrimas escorrendo pelo rosto e as mãos tremendo, Katherine aproximou-se da mesa de bebidas e serviu-se de algo que ao menos leu o rótulo.
Engoliu duramente o conteúdo, enchendo novamente o copo. Aquelas imagens logo iriam sumir. Ninguém jamais saberia. Não haveria notas degradantes na Elle Decor; a Duquesa de Cambridge não a ouviria relatar com o rosto ardendo de vergonha como sua filha, criada sob os mais delicados cuidados, conseguira transformar-se numa sapatão pervertida.
Ethan ficaria famoso com o projeto na Vinci. A ascensão dela viria logo depois. E Alexandra poderia continuar sendo uma aberração, desde que o fizesse onde as luzes dos holofotes não lhe alcançassem.
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