Leão do Inverno
5 Livro Um — Capítulo IV
Notas iniciais
Ao deixar a festa, Alexandra optou voltar pra casa a pé. Precisava esvaziar a cabeça; não sabia dizer o que de fato ocorrera naquele banheiro. Era algo tão surreal que talvez sua mente estivesse pregando-lhe uma peça, mas se fosse apenas isso, Sam não teria aquela reação durante o restante da comemoração.
Levou aos lábios um cigarro e o acendeu, dando uma longa tragada. Levantou a cabeça e lentamente soprou a fumaça. A nicotina foi, aos poucos, fazendo seus músculos relaxarem.
Andava pelas ruas com os saltos nas mãos e os pés ralando no asfalto meio úmido. Sua cabeça latejava, mas em seu interior, algo gritava que ela devia ter bebido mais. Por que não pegou uma dose antes de sair?
Tarde de mais, pensou, irritada.
As passadas lentas e desgovernadas a levavam pra casa com muita paciência. Tudo ao redor girava, fazendo com que Winter se sentisse num carrossel macabro. Mas a bem verdade era que isso já não importava. Sua cabeça estava muito cheia para pensar em qualquer outra coisa senão o maldito beijo. Ainda podia sentir os macios e róseos lábios da irmã movimentando-se sobre os seus; apesar do cigarro, o gosto da gêmea mais nova ainda estava presente em sua língua.
A viagem de volta pra casa foi exaustiva e um pouco assustadora. Odiava admitir para si mesma, mas não gostava da solidão. Estar sozinha por opção era uma coisa, mas ser sentenciada a vagar sem companhia era algo completamente diferente. E aterrorizante.
Eram tantas as dores – e poucas delas tinham realmente ligação com o corpo físico. Estava fraca. Várias vezes obrigou-se a parar e se apoiar em cabines telefônicas, paredes, postes. O carrossel de voltas intermináveis começava a acelerar e as luzes de Londres a atingiam como tapas ignorantes.
Finalmente chegou em casa. Um trajeto de vinte e cinco minutos que lhe custou trinta e sete.
Jogando os saltos sobre o pé da escada, Alex subiu, cambaleante. Tomava os devidos cuidados para não fazer barulho excessivo; acordar os pais agora era algo totalmente fora de cogitação.
No quarto, não se direcionou para o chuveiro ou sequer preocupou-se em livrar-se do vestido apertado. O desgaste físico e mental não lhe permitia. Caiu na cama e entregou-se a um sono sem sonhos.
— Alexandra? – Uma voz séria a chamou, mas a gêmea Winter mais velha recusou-se a sair da posição de bruços que estava para ver quem interrompera seu descanso.
Mãos delicadas e hesitantes tocaram seus ombros, fazendo com que todos os seus músculos se retesassem e seu corpo se arrepiasse. Ofegando, levantou o rosto e pôde encarar o semblante transtornado da irmã.
— Céus, você está horrível! Olhe só para isso! Nem sequer trocou de roupa... E... Argh, você fumou de novo? – Samantha franziu o cenho em desaprovação.
Alex ignorou a repreensão da irmã e, com dificuldade, sentou-se na cama. Sua cabeça latejava, estava nauseada e o cenário a sua volta ainda girava insistentemente.
O sol entrava pelas cortinas abertas, pálido e apático, como tudo parecia estar. A claridade queimava a retina ainda sensível da gêmea mais velha e seus pulmões lutavam por ar, estranhamente sufocados.
Desistindo de focar a visão, Alexandra levantou-se da cama e, escorando nas paredes, tentou chegar ao guarda-roupa.
Com um suspiro, Samantha a auxiliou a pegar roupas limpas e se direcionar ao banheiro.
— Vou pegar alguns analgésicos e um café forte – Virou-se e rumou à cozinha, deixando uma Alex confusa e atordoada sentada no vaso sanitário.
Winter livrou-se das roupas e entrou no box, ligando a água no frio. De uma única vez aventurou-se sob os jatos gélidos, reprimindo um grito agudo. Os dentes batiam de frio e, rapidamente a morena ensaboou-se para se livrar da baixa temperatura muito importuna.
Mesmo com a água congelante lhe escorrendo pelo rosto e cabelos, Alexandra foi incapaz de sentir-se melhor. Seus olhos ainda ardiam, mas agora era as lágrimas que a incomodavam.
Não importou-se em secar-se depois que o corpo se acostumou a baixa temperatura. Vestiu-se ainda molhada, com os cabelos pingando na camiseta duas vezes mais larga que seu corpo.
Deixou o banheiro ainda vestindo-se, subindo a calça escura por suas coxas pálidas, e encontrou Sam sentada na ponta de sua cama, com o rosto entre as mãos. Sentiu o coração apertar ao ver a gêmea naquele estado, mas antes de qualquer coisa engoliu os comprimidos e deu um gole no forte café que estava depositado em seu criado-mudo.
— Que horas são? – Perguntou baixo.
— Não se preocupe, todos ainda dormem – a pianista respondeu com a voz falha, o que fez com que Alex arqueasse uma sobrancelha e se aproximasse.
Ainda na mesma posição de antes, a gêmea mais nova soluçou, deixando um choro compulsivo escapar por sua garganta. Alex a abraçou ternamente, mesmo sabendo que não devia. Vê-la chorar fazia com que todo seu ser se dilacerasse.
— Ei, não chore. Está tudo bem! – Tentava confortá-la aos sussurros, mas os soluços apenas tornavam-se mais intensos.
Não podia deixar de se perguntar se seu hálito batendo contra o pescoço da garota poderia deixá-la quente.
— Isso foi um erro, Alex! – E, no instante seguinte, o chão não existia mais para a gêmea mais velha. Tudo se resumia ao nó sufocante em sua garganta.
— N-Não foi um erro, foi apenas-
— Não tente achar desculpas! – Samantha elevou consideravelmente o tom de voz e se desvencilhou da irmã, deixando um vazio no lugar. – Nós... Nós nos beijamos! – Sussurrou. – Onde estávamos com a cabeça? Somos irmãs. Não irmãs comuns, mas gêmeas. Alexandra, nós somos gêmeas!
Os soluços da mais velha não tardaram a vir, sofridos, doídos, decepcionados.
Mas você devia saber, algo sussurrou em seu interior, trocista. Esperava mesmo que ela sorrisse e dissesse que foi tudo maravilhoso?
Alexandra não levantou a voz, apenas baixou a cabeça e esperou a irmã terminar, tentando fazer seu subconsciente cruel parar de agredi-la. Já estava doendo o suficiente.
— E-Eu me sinto suja! Não posso... Me recuso a acreditar que cedi a isso e...
— “Suja”?! Se sente suja? – Alexandra riu em escárnio. – O que quer dizer com isso, Samantha? Sentiu nojo? Você tem nojo de mim?
— Não foi isso que eu quis dizer, Alex...
— Mas foi o que deu a entender – Alexandra ficou alguns segundos controlando-se para não gritar. A bile estava em sua garganta; em suas mãos, uma delgada película de suor se acumulava. – Você me beijou de volta.
— Eu estava bêbada – Sam sussurrou, agora acuada, com os olhos suplicantes. Ela não queria enfrentar a veracidade dos fatos. Talvez a realidade fosse um pouco dura demais.
— Mentira – Gritou a mais velha. – Mentira – repetiu em um tom mais controlado. – Você bebeu, mas não o suficiente para não saber o que estava fazendo. Você queria aquilo.
— Você é louca? – Samantha passou a tremer visivelmente, recostando-se contra a parede, provavelmente em busca de equilíbrio. – As coisas que você me disse... Alexandra, aquilo é doentio. Não podemos... Você não pode...
Ouvir aquilo da boca de Samantha foi como ter um punhal cravado em seu peito, como ter o coração congelado e em seguida estilhaçado em milhões de pedaços. Sentia-se completamente oca, fria por dentro. Fora demais.
— Certo – Alex assentiu, desviando os olhos para que ela não visse suas lágrimas. – Estávamos ambas bêbadas, então. De qualquer forma, foi só um beijo. Como você disse: um erro. Não era nada além de nossas bocas coladas. Sem sentimentos – mentiu, esperando que as palavras soassem suficientemente convincentes para si mesma.
Agarrou o casaco mais próximo, deixando Sam desesperada em seu quarto, não sabia se por ter beijado a própria irmã, ou pelo que dissera.
Descendo as escadas o mais rápido possível, alcançou a porta e saiu batendo-a com força. Não olhou pra trás, apenas correu. Correu sem olhar para onde ia, sem saber onde estava, ignorando todos os olhares curiosos. As lágrimas atrapalhavam sua visão e suas pernas clamavam por descanso, mas isso não seria obtido.
Alexandra Winter não pararia até que suas pernas cedessem.
ANABELLE
— E tenha um bom dia! – Anabelle Parker cantarolou, sorrindo para o segurança encolhido e emburrado na cabine do estacionamento.
Ela riu ao perceber o semblante incrédulo do homem ao deparar-se com seu bom humor.
Era uma segunda-feira; o sol se levanta aos poucos do leste, soterrado por nuvens cinza e agourentas. Não havia chuva, mas o vento fustigava qualquer um que se atrevesse a sair de casa. Os termômetros estavam muito próximos ao zero, ela tinha certeza.
Dentro do imenso castelo onde se localizava a Westminster School a temperatura estava mais agradável e Belle pôde tirar suas luvas de couro. Gostava das segundas-feiras porque era o dia em que a equipe de Ginástica Rítmica ensaiava e Alexandra Winter estava entre as atletas.
Quando deixou Santa Barbara, na costa oeste dos Estados Unidos, para exercer psicologia em Londres, nunca pensou que alguns anos depois se veria tão envolvida por uma garota com quase a metade de sua idade.
Alexandra fazia seu coração acelerar com um simples sorriso. Aqueles imensos olhos azuis faziam-na tremer com uma simples piscadela. Ela era adorável.
Anabelle sabia que era arriscado, mas não pensou nisso quando, na vigésima sessão terapêutica, Alex fechou a porta e delicadamente sentou-se em seu colo, desabotoando sua camisa. Fazia quase dois anos e a relação se aprofundara. Agora viam-se quase todos os dias e havia roupas da garota Winter espalhadas por todo o apartamento da Doutora Parker.
Ela era incrivelmente complexa, com uma mente onde alguém poderia se perder. Seus dramas e problemas, todos os seus fantasmas e medos, cada pedaço de seu ser era venerado por Belle. Ela não podia evitar.
Sabia que Alexandra não a amava do jeito que desejava que ela o fizesse. Ela, uma mulher madura e profissionalmente satisfeita, sentia-se humilhada por nutrir sentimentos por uma garota de dezesseis anos que era inegavelmente apaixonada pela irmã gêmea.
Descobrira isso poucos meses depois de sua aproximação mais íntima da ginasta. Ela falava de Samantha de uma forma diferente, e invariavelmente chamava por ela enquanto Anabelle lhe dava orgasmos intensos.
Depois de algum tempo aquilo se tornou habitual e não mais incômodo.
Naquele dia a psicóloga encontrou sua amante pelos corredores quatro vezes. Seu rosto estava um pouco inchado, com certeza devia ter chorado de frustração depois da festa de aniversário do sábado anterior. Mas o sorriso galanteador ainda estava ali; a discreta mordida nos lábios. Ela era tão perigosamente deliciosa.
Às duas da tarde o celular de Parker vibrou em seu bolso enquanto tentava entender o que se passava na mente de Theodor Willians, um garoto franzino e de óculos enormes que tocava na banda do colégio.
“Técnica Carlton faltou. Adivinhe quem terá o último tempo vago?”
Um arrepio de antecipação rasgou Anabelle de dentro para fora e um sorriso malicioso brincou em seus lábios, desafiando a triste história que Theodor narrava sobre seu gato, Stan.
No entanto, ela conteve sua excitação e voltou a fixar os olhos no musico. Ele era seu último aluno naquele dia, e depois de terminar de atualizar sua ficha, ela poderia ir buscar um café na sala dos professores e discretamente deslizar para o ginásio.
Deixara de pesar os prós e os contras de sua relação com Winter no décimo mês de encontros escondidos, mas ali, caminhando solitária em direção ao subsolo, não podia negar sentir certa apreensão.
Obviamente seria processada se fossem descobertas – se não fosse presa, claro. Perderia seu emprego e sua reputação seria destruída. Muitas vezes achou que não valia a pena se arriscar por uma simples garota. Ela era uma mulher adulta e consciente. Mas no instante seguinte se via suspirar por aqueles cabelos castanhos e a pele salpicada de sardas quase imperceptíveis.
A porta do ginásio estava apenas encostada e as luzes, apagadas. O aquecedor mantinha a temperatura muito agradável, e os saltos de Anabelle faziam eco pelas arquibancadas vazias.
Alexandra brincava com duas maças prateadas no centro do tablado, apenas de short e top. Sorriu ao ver Belle se aproximar, atirando uma das maças para o alto e saltando com uma das pernas dobradas para pegá-la.
— Tão flexível – Doutora Parker caçoou, sorrindo.
Alex jogou-se em seus braços. O abraço foi tão terno que a psicóloga quase se esqueceu da luxúria fluindo sob sua pele. Quase, pois a morena mordiscou seu pescoço desprotegido, passando a língua por ali.
— Senti sua falta – Winter sussurrou, afastando-se para olhá-la nos olhos. – Quando vai me adotar?
— Quando incesto deixar de ser crime na Inglaterra – Anabelle respondeu e sentiu a garota enrijecer.
Sem esperar mais e tendo ciência do que havia acabado de dizer, Belle empurrou a garota em direção ao vestiário. Sentiu-se mais leve ao beijá-la e provar dos lábios curvando-se num sorriso.
O corpo esguio estava quente. Seus dedos corriam pela pele clara, arrepiando-a. O amplo cômodo azulejado era claro e mais frio, mas elas tinham calor o suficiente. A psicóloga lembrou-se de trancar a porta antes de deitar Alexandra no longo banco de madeira entre dois corredores de armários metálicos.
Pacientemente Anabelle sentou-se sobre o quadril de Winter, rebolando de forma discreta e intensa enquanto lhe arrancava o top escuro. Sem a proteção do sutiã, os seios da garota brindaram os olhos da loira que sorriu ao aconchega-los em suas mãos.
A respiração de Alex estava presa na garganta. Seus imensos olhos acompanharam o movimento dos dedos de Parker à medida que eles contornavam seus mamilos castanhos e os fazia enrijecer; ela levou a boca até ali, sugando lentamente, depois com mais intensidade; resvalou os dentes, fazendo a coluna da garota arquear para frente. Belle a beijou. Algo intenso e demorado, sem parar de mover o quadril sobre seu baixo ventre.
Parker prendeu os pulsos de Winter acima de sua cabeça, puxando sua língua para fora da boca e sugando-a avidamente entre seus lábios.
Anabelle soltou-a, então, ajoelhando-se a sua frente e puxando o short para baixo lentamente. As coxas pálidas e tépidas ficaram a mostra, trêmulas. Quando Alexandra se sentou, seus seios redondos balançaram, acompanhando seus movimentos, e os mamilos intumescidos reluziram, brilhantes de saliva.
Puxando-a para a borda do banco, a psicóloga afastou suas pernas, acomodando-as sobre seus ombros ainda protegidos pela camisa de seda. Alex ofegou quando sentiu o hálito quente da loira bater contra sua intimidade pulsante.
A gêmea Winter mais velha gemeu ao ser beijada na parte interna da coxa, impulsionando o quadril para frente, exigindo atenção. Belle podia sentir o calor vindo daquela região rósea. Ela já estava úmida. O clitóris inchado era um convite para seus lábios, algo que ela não conseguia resistir.
Lentamente ela lambeu o monte-de-vênus da garota, descendo. Alexandra soltou a uma das bordas do banco e agarrou-lhe os cabelos, numa súplica muda.
Afastando mais as coxas grossa, Anabelle correu a língua pelo pedaço quente de carne macia e o gemido de alívio foi imediato. A morena jogou a cabeça para trás à medida que Parker explorava as pequenas dobras, aplicando beijos delicados e produzindo sons aquosos.
Ela estava pulsando contra sua boca, escorrendo por sua língua. Belle nunca se cansaria daquele gosto, daquela textura. Adorava o sexo com Alexandra quase tanto quanto adorava Alexandra.
As bochechas dela estavam vermelhas, seus cabelos, antes presos num coque comportado, agora desmoronavam mecha a mecha.
— Ah, Belle – ela sibilou, quase sem forças, e a psicóloga intensificou o ritmo, em êxtase por desta vez ela ter gemido o seu nome.
Trêmula e suada, Alexandra agarrou o próprio seio, massageando-o e mordendo o lábio inferior. Os dedos de Parker estavam fortemente enterrados em suas nádegas, trazendo-a para mais para perto. A virilha macia roçava contra as bochechas da loira; sua língua penetrava o canal apertado e muito melado de Winter.
Sua própria intimidade roçando contra o tecido da calça estava-a deixando louca; ver Alex se contorcendo daquela forma deixava-a igualmente próxima a um orgasmo.
Uma das pernas da morena caiu, deixando-a ainda mais aberta e receptiva a seus carinhos. Alexandra puxou os fios loiros de Parker com mais força, trazendo-a contra seu corpo.
Belle sentiu o exato momento em que o orgasmo da ginasta chegou. As paredes molhadas apertaram sua língua, puxando-a mais para dentro. Winter tremeu, desabou sobre o banco, ofegando, gemendo, chamando por Belle, aberta, entrega.
— Jesus – ela choramingou, ainda sob o efeito dos espasmos.
— Não, eu sou a Belle – caçoou, passando a língua sobre os lábios melados e sendo puxada para um beijo intenso.
Como aquela garota conseguia deixá-la num estado sublime com tão pouco?
Sentiu as mãos finas e instáveis subirem para seus seios, buscando os botões de sua camisa, mas foi obrigada a pará-la. Todos os dias os profissionais da Westminster se reuniam na sala dos professores para tomar o típico chá inglês e conversar sobre suas aulas; era um modo simbólico de tentar extravasar a tensão do dia exaustivo, e eles esperavam por ela.
— Tenho que ir. É hora do chá – explicou, acariciando o rosto ainda corado da jovem.
— Vamos para sua casa? Quero mais de você – Alexandra pediu, os olhos azuis suplicantes.
— Eu sinto muito, mas tenho pilhas de ficha para analisar. E você me distrai.
Com muito esforço, Parker levantou-se. Suas pernas estavam dormentes e sentia sua calcinha molhada sob a calça justa.
— Deixe-me lhe tocar, pelo menos – Winter implorou, agarrando-lhe o zíper.
— Lexi, não – Belle riu, afastando-a. Queria muito ser tocada por ela, mas não podia– Vista-se. Está quase na hora da saída, as garotas logo virão treinar – beijou-lhe os lábios demoradamente. – Eu te ligo mais tarde, docinho.
Não esperou por uma resposta. Apenas saiu do ginásio, e, ao virar o corredor, encontrou Samantha Winter, caminhando distraída. Elas eram absurdamente idênticas.

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