Leão do Inverno

4 Livro Um — Capítulo III


Notas iniciais
Babi: Hey, guys. So, capítulo novo, dedicado à Hanna, porque stalker de qualidade merece ser reconhecido. Capítulo tenso, não nego. But, espero que curtam bastante. Toki: Olá 'u' Quase apanhamos lindamente aqui pela demora. Detalhes ^^ Garotchenhos apreciem o cap que esse tá quente, huhuhu Queria agradecer o imenso apoio de vocês, fico muito feliz! Feliz tbm em saber que terei um mordomo que se chamará Charles, fiotes e um cachorro *u* Bjs Nina. Nozes: BOA LEITURA!!! ------------------------------------------------- "Se eu dissesse que meu coração está batendo alto, se pudéssemos fugir da multidão de alguma maneira, se eu dissesse que quero o seu corpo agora você o pressionaria contra mim? Pois você parece o paraíso e preciso de férias essa noite. Então, se eu disser que quero seu corpo agora você o pressionaria contra mim? Ei, você pode achar que eu estou louco, mas você sabe que eu sou o seu tipo. Posso ser meio confusa, mas não dá para negar que tem um brilho entre nós quando dançamos na pista de dança. Eu quero mais, eu quero ver." — SAM TSUI, Hold It Against Me.



SAMANTHA

Os soluços escapavam por sua garganta, mas não sabia o porquê de está-los deixando fluir.

Samantha Winter estava emocionalmente abalada, sensível, mas não sentia-se tão destruída por conta da partida de Marco. Ela nunca o amou, de qualquer forma. Mas naquele memento experimentava uma fragilidade vulgar e incomum, encolhendo-se, pequena e indefesa, nos braços quentes da irmã.

Porque Alexandra sempre a aconchegava. Ela sempre sabia quando acolhê-la e protegê-la. Ela a amava mais que qualquer garoto estúpido um dia poderia cogitar fazê-lo.

Sam não quis se abrir e explicar o que sentia – talvez, mesmo se tentasse, não fosse capaz –, e Alex tampouco insistiu. Ficaram ali, deitadas na cama, abraçadas. A gêmea mais jovem podia ouvir o coração acelerado de seu clone martelar dentro do peito, com seu rosto pressionado contra o seio macio. Os dedos finos, e por algum motivo desconhecido, trêmulos, escovavam seus cabelos num ritmo tranquilo, e os seus próprios traçavam figuras abstratas na barriga lisa e morna sem a proteção da camiseta.

— Alex? – Ethan bateu a porta, novamente não esperando por uma resposta para entrar. – Você viu sua irmã por... Oh, você está aí, Sam. Seu cabeleireiro a está esperando há quarenta minutos.

— Desculpe – ela sentou-se, secando o rosto e, ao sentir o olhar questionador do pai, acenou com a cabeça. – Está tudo bem. Não é nada.

— Tem certeza?

— Absoluta – Samantha levantou-se, sorrindo timidamente para a irmã e, ao fitar seu rosto, percebeu que ela estava corada. – Obrigada – disse, desconcertada. – Por sempre estar aqui.

Rapidamente Alexandra desviou os olhos, encarando as mãos. Displicentemente a garota murmurou um “É, tanto faz”, e, mesmo sentindo que a indiferença fora claramente forçada, o gesto machucou a Winter mais nova mais do que deveria.

Já vestida e penteada, de olhos fechados enquanto o maquiador fazia seu trabalho – irritado por conta do inchaço em seu rosto –, a pequena pianista bufou, impaciente. Estava deslumbrante e ao menos tinha a quem impressionar agora que Marco anunciou que não compareceria ao evento pelo qual ela esperara ansiosamente por quase um ano.

Sua mãe parecia igualmente empolgada. Ela e Ethan alugaram uma boate famosa por shows de artistas amadores, a Ministry of Sound, e, mesmo sob os protestos de Sam, ambos os seus pais participariam da festa. Ela não via nexo em um casal de meia-idade preso num lugar com jovens que gostavam de luzes frenéticas e musicas com letras desconexas.

— Você não costuma dizer que fica com dor de cabeça por conta das luzes piscando? – Samantha perguntou, olhando-se no imenso espelho da sala de estar. Era sua última tentativa de impedir o avanço dos pais.

— Eu já tomei um remédio – Kate sorriu largamente, ajeitando o cinto dourado da filha, que contrastava com o vestido vermelho e colado que usava.

— Mas eu acho...

Antes que Sam pudesse terminar sua frase, viu, pelo reflexo do espelho, Alexandra se aproximando, visivelmente consternada. No entanto, foi incapaz de ouvir o que ela ralhava com o pai em tom alterado.

Ela estava tão... Céus. O vestido preto lhe caíra perfeitamente bem, era mais curto que o seu próprio, tapando menos da metade das coxas, e não tinha alças. Era menos justo nos quadris que aquele que Samantha vestia, terminando numa saia que acompanhava os movimentos de Alex, e, quando a garota virou-se, a gêmea mais jovem pôde observar os nós subindo em X, desde o cóccix até a metade das costas, onde o tecido acabava.

—... Pois bem! Faça como quiser. Não troque o vestido. Mas se voltar grávida para casa...

— Acredite, esta não é uma opção provável – Alexandra o interrompeu, apanhando sua bolsa no sofá com agressividade. – Com licença.

E retirou-se da sala, provavelmente dirigindo-se para a garagem.

Samantha ficou parada ali, observando a porta por onde a irmã saíra. Não conseguiu explicar para si mesma o motivo, mas um sorriso tímido brotou em seu rosto e agora ela sabia: tinha encontrado alguém para tentar impressionar.

ALEXANDRA

Sentada no conforto do carro de seu pai, Alexandra Winter tentava não ser a adolescente fútil que sabia estar sendo no momento. Mas era impossível impedir-se de pensar com um ódio corrosivo que seus pais implicavam com cada pequena atitude tomada.

Ethan e todos os seus princípios ficaram ofendidos por conta do vestido que ela escolhera para a noite. É vulgar, Alexandra, ele dissera, encarando-a com o cenho franzido, você está seminua. Bem, se eles se importassem realmente, teriam visto que a peça era vulgar antes de pagá-la na loja em que o compraram.

A porta bateu e o banco afundou ao seu lado. Usando toda a força de vontade existente em cada átomo de seu ser, Alex evitou olhar para o lado, pois sabia que se encarasse a irmã num vestido sensual, ficaria assombrada por um trimestre todo.

Mas foi inútil policiar-se, uma vez que Samantha se jogou em seus braços, beijando-lhe a bochecha avidamente.

— Você é incrível! – Exclamou ela, rindo. – Conseguiu fazer em dez minutos o que eu passei meses tentando: eles desistiram da festa!

Alexandra sorriu, insegura. Sam mordia o lábio inferior com o rosto próximo ao seu e a mão direita sobre sua coxa desnuda.

— Papai nos levará até a boate, e depois voltará para casa – suspirando, a gêmea Winter mais jovem afundou-se em seu acento, feliz. Pelo menos alguém tinha de estar.

Foi torturante ficar dentro do carro com ela. Parecia que a pianista cruzava as pernas de propósito, forçando seu vestido vermelho e justo a subir e revelar mais de suas coxas. O movimento distraído de suas unhas sobre a pele macia da panturrilha tinha de ser intencional. E ela não parava de jogar os cabelos.

Quando enfim estacionaram na boate, Ethan segurou Alexandra pelo braço, impedindo-a de sair do carro.

— Não faça nenhuma besteira, certo? – Pediu, suplicante, e algo em seus olhos quase fez Alex desistir de sair do veículo e voltar para casa.

No entanto, ela saiu do carro e penetrou o estabelecimento que já estava cheio com seus amigos próximos e conhecidos. Sam perdera-se na multidão, e ela agradecia por isso. Não sabia se seria saudável manter uma distância tão pequena naquelas condições.

Todos por quem passava desejavam-lhe um feliz aniversário, mesmo seu aniversário sendo só no dia seguinte. Todos os sorrisos forçados de pessoas que ela mal conhecia a fizeram implorar por uma bebida, e, mesmo sabendo que ela não tinha autorização para beber, o bartender preparou-lhe uma margarita maravilhosa. Foi com a terceira dose na mão que a garota encontrou Olivia Gold entre a multidão.

Na pista de dança, já um pouco alegre por conta do álcool circulando quente em seu sangue, Alexandra viu Samantha. Seus olhares se cruzaram por um tempo que pareceu longo demais, e Sam começou a mover-se mais lentamente, como se soubesse que a irmã a estava observando, como se quisesse que ela o fizesse.

A garganta da gêmea mais velha secou e seu coração começou a bater com força contra o peito. A pianista levou os dedos aos cabelos, bagunçando-os enquanto agachava no ritmo da batida. Seus olhos estavam fechados, mas voltaram a abrir-se para encontrar os da irmã, caçando-os em meio aos rostos aleatórios. Mordendo o lábio inferior, Samantha passou a alisar o corpo, descendo as mãos por sua própria cintura e voltando para o pescoço, rebolando sensualmente, sorrindo de forma lasciva.

— Alex? – Via chamou a amiga, sacudindo-a pelo braço. – Você está bem? Você...

— E-eu preciso de mais um drink – Winter respondeu, soltando-se da loira e mergulhando entre corpos suados na direção do bar.

O que fora aquilo? Ela tinha de estar imaginando coisas. Aquele olhar provocante era apenas fruto de sua imaginação conturbada. Era a bebida gritando em sua mente.

Queria que Anabelle estivesse ali. Mas mesmo ela a abandonara. Como você acha que vou me sentir no meio de uma centena de adolescentes, Alexandra? Ela perguntara, trocista. Vão me chamar de “tia”.

Ela tinha o espírito mais jovem que muitos ali.

O bartender serviu sua garrafinha de vodca e, com dificuldade, Alexandra conseguiu abri-la.

— Por que a dona da festa está bebendo sozinha? – Alguém perguntou.

A gêmea Winter mais velha ergueu os olhos para encarar a aproximação indesejada e sorriu ao deparar-se com uma morena de olhos escuros e longos cabelos castanhos. Ela usava um short muito curto que deixava suas coxas cor-de-oliva a mostra.

— Talvez eu ainda não tenha encontrado a companhia certa – Alex indicou o banco ao seu lado. – Alexandra Winter.

— Lauren Bloom – Lauren sentou-se. – Sou amiga da sua irmã. Ou não tão amiga assim. Sou do clube de artes cênicas da Westminster.

— Oh, claro. Você conseguiu o papel principal para Moulin Rouge no lugar dela. Ela te odeia – por algum motivo, lembrar-se disso fez a morena parecer ainda mais atraente.

— Foi uma pena ela ter perdido o papel. Sam é muito boa.

— Eu também. Em coisas diferentes, é claro – Winter sorveu um longo gole de vodca, sem desviar os olhos da garota a sua frente. – Dança comigo?

— É impossível recusar algo a esses olhos.

Lauren a puxou para o meio da pista, fazendo a distância entre seus corpos diminuir até se aproximar da inexistência. Alex podia sentir o calor que o corpo curvilíneo exalava. Ela era naturalmente exagerada, toda empinada, com traços muito latinos. Alexandra sentiu suas coxas pulsando quando a garota começou a colar seus corpos, usando as mãos para mantê-las juntas.

Lauren mantinha suas costas coladas aos seios de Alex, seus cabelos castanhos estavam jogados de um só lado, deixando, portanto, sua orelha exposta a respiração da aniversariante.

— Gosto do modo como você se move – Winter sussurrou, mordiscando o lóbulo de Bloom, que instintivamente correspondeu ao estímulo com o quadril.

— Eu posso dançar para você, se quiser. Só para você – a garota virou-se, enlaçando o pescoço da gêmea mais velha com os braços.

— Por que você está agarrando Lauren Bloom? – Alexandra ouviu sua voz perguntar, mas assustou-se ao perceber que não movera os lábios.

A quantidade de bebidas que tomou fez com que demorasse certo tempo para perceber que era Samantha quem estava inquirindo. Estava parada a suas costas, com as bochechas coradas e os braços cruzados.

— O que você tem a ver com isso? – De repente Alex se viu enraivecida. – Vá arranjar um garoto qualquer por aí. Você sabe bem como fazer isso.

A gêmea Winter mais velha estava pronta para virar-se e puxar Lauren pelo braço quando pontos luminosos surgiram a sua frente. Ela só entendeu que havia sido atingida pela mão da irmã quando a marca certeira dos cinco dedos bem abertos começou a arder em sua bochecha.

Perplexa, Alexandra fitou Samantha, que agora parecia demasiada assustada com o que acabara de fazer para emitir qualquer som.

A maioria das pessoas a sua volta havia parado de se mover e até mesmo de falar para observar a cena. Lágrimas indesejadas começaram a fazer os olhos azuis de Alex arderem e, sem esperar por nenhuma outra ação, a garota partiu para o banheiro mais próximo, sentindo um nó crescente em sua garganta começar a sufocá-la.

Quando conseguiu alcançar o toalete, seu corpo todo tremia. As lágrimas vieram, interrompidas por crises de falta de ar. Sentia a raiva se ascendendo em seu interior como uma serpente levantando-se para o bote, queria gritar, queria deixar que toda aquela frustração hedionda fluísse para fora de seu ser, mas era incapaz de deixar-se levar.

As imagens de Sam nos braços de Marco de Luca começaram a se intercalar com a coreografia ousada da irmã, instantes antes. Ela podia ver a si mesma com o rosto enterrado no travesseiro, gemendo o nome de Samantha enquanto era rasgada por um orgasmo intenso. Queria que aquilo acabasse, mas não tinha ideia de como interromper a torrente de emoções.

A porta se abriu, revelando uma Samantha Winter desorientada e chorosa.

— Eu sinto muito – ela gemeu, aproximando-se, mas Alexandra se afastou.

— Não me toque! Não se atreva! – Exigiu a mais velha com os olhos vermelhos e a maquiagem borrada.

— Eu não tive a intenção... Eu não quis... Eu bebi demais... Eu só queria lhe impressionar... Eu só...

Mas antes que ela conseguisse pensar em mais alguma coisa para dizer, o corpo de Alexandra estava contra o seu, comprimindo-a contra a porta.

— “Me impressionar”? – Alex sussurrou com o rosto a poucos centímetros do seu. Os braços da garota estavam um de cada lado de seu corpo. – Você tem ideia de como é ter de resistir a você todos os dias da minha vida?

Confusa, mas sentindo-se estranhamente quente, Samantha olhou para seu reflexo, provando dos batimentos cardíacos acelerando.

A gêmea mais velha sentiu a respiração da pianista falhar ao introduzir seu joelho entre as coxas macias e começar a afastá-las. Sua cabeça latejava, seu peito estava explodindo, as lágrimas ainda caíam de seus olhos, mas nada se comparava a pulsação em sua intimidade.

— O que você...?

— Eu tenho que usar toda a minha força de vontade para não agarrar você a cada vez que a vejo saindo da piscina bem devagar, molhada – com calma, Alex foi subindo mais seu joelho até sentir a calcinha pequena roçar em sua pele.

Um gemido fraco e trêmulo escapou por entre os lábios entreabertos de Samantha. Ela tentou afastar a irmã, mas seus pulsos foram presos por mãos firmes e possessivas.

— Você me deixa completamente louca, Sam – a confissão veio baixa e tímida. – E eu te amo mais a cada dia. Eu te desejo com mais força cada vez que sinto você perto.

Com uma lentidão torturante, Alexandra beijou o pescoço de sua irmã, passando a língua pelo ponto de pulso e sentindo o gosto da pele fervente em suas papilas gustativas.

Suas mãos afrouxaram o aperto contra as de Sam e caíram para a cintura fina. Seus lábios direcionaram-se para a boca da pianista e ali se acomodaram, moldando-se contra a carne rósea e macia.

Ela esperou ser rejeitada, mas as mãos que antes tentaram afastá-la agora a puxavam com desespero, agarrando seus cabelos à medida que os lábios começavam a dançar.

Enfeitiçada pelo sabor daquela boca, Alexandra empurrou seu corpo com mais força contra o de Samantha, arrancando um suspiro estrangulado. Com o joelho intensificou a massagem circular contra a calcinha delicada no mesmo instante em que sugava a língua quente e úmida para dentro de sua boca.

Suas mãos embrenharam-se sob o vestido, alcançando as coxas da irmã e apertando-as. Sua língua dançava contra a da mais jovem, roçando, enrolando-se, brigando em algo molhado e delicioso. Sentia a saliva indo e vindo, a respiração rareando, as unhas de Sam arranhando seus ombros. Seus dentes fecharam-se contra o lábio inferior da pianista, puxando-o com força e depois sugando para aliviar a dor.

Suas pernas estavam tão fracas e trêmulas que não pôde protestar quando Samantha se afastou. Elas se encararam, aparentemente sem reação, e, sem dizer uma única palavra, a gêmea mais jovem abandonou o banheiro, deixando para trás uma Alexandra excitada e completamente extasiada.

Não conseguiu sair dali pelos próximos quarenta minutos. Cada parte de seu corpo estava gritando, ardendo, implorando por mais toques. Mais Samantha.

Estava tonta, seu estômago se agitava e foi obrigada a vomitar. O álcool foi expulso de seu corpo em goles amarelados e azedos, deixando sua mente um pouco mais clara e a cabeça mais pesada.

Via a encontrou sentada no chão frio, com o rosto molhado entre as mãos e maquiagem desfeita.

— Faltam dois minutos para a meia-noite – Gold disse, incerta. – Já trouxeram o bolo.

Alex acenou com a cabeça, mostrando que havia entendido, mas não saiu do lugar. Olivia passou um braço por seus ombros e beijou sua cabeça, e a demonstração de afeto fez as lágrimas voltarem a seus olhos.

— Por que eu sou tão errada? – Winter sussurrou, escondendo o rosto no peito da amiga e sentindo a colônia que lhe lembrava de momentos felizes.

— Você é perfeita para mim – Via afirmou, apertando-a mais contra seu corpo. Esperou que ela continuasse, pois a garota prendia o fôlego, mas a frase morreu ali. – Vamos; o parabéns já vai começar.

Alexandra levantou-se com a ajuda da loira e, depois de senti-la limpando sua maquiagem, sorriu timidamente. Gold fitou o relógio, que acabava de marcar meia-noite, e, sorrindo como uma criança, abraçou a morena.

— Feliz aniversário, Alex.

— Obrigada – Winter respondeu, sentindo-se acolhida.

Foi estranho ficar ao lado de Samantha e senti-la desviar os olhos. Foi ainda mais estranho segurar sua mão para juntas cortarem o enorme bolo, e experimentar cada músculo do corpo da irmã enrijecer sob o contato de suas peles.

Ela não a olhou, tampouco lhe dirigiu a palavra. Fizeram discursos para as duas centenas de convidados na boate, sempre mantendo uma distância relativamente saldável. Todos sorriam, mas Alex podia nitidamente ouvir os comentários sobre o tapa que levara.

Lauren pediu desculpas, mas ela não tinha culpa de nada. A gêmea Winter mais velha se esforçou para sentir-se novamente atraída por Bloom, mas só conseguia pensar nos lábios de Sam, na coxa lisa escorregando por sua mão, na calcinha ficando úmida contra seu joelho. Desistiu de qualquer aproximação, dizendo que estava com dor de cabeça.

Desejou ligar para Belle, mas eram duas da manhã. Quis apenas sentar-se, mas o barulho fazia sua cabeça doer. Precisava de mais carinho, mas não queria demonstrar fraqueza para Olivia, que sempre a via como um soldado forte, pronto para a guerra.

E não queria mais ver Samantha claramente forçando sorrisos e gargalhadas com os amigos. Ela estava desconcertada, e, por mais que tentasse disfarçar, Alexandra sabia que estava desestabilizada.

Às duas vinte, Alex sucumbiu e abandonou a boate. Era simplesmente incapaz de continuar ali.

Notas finais
Babi: É isso aí. Primeiro beijo bem coisado, né? Prevejo surtos e mais haters da Sam, porque, né. Mas okay. Ah, só um comentário sobre o capítulo em si: Eu sei que festas em boates e adolescentes bebendo até cair é algo muito clichê, tipo aquelas fics de idols do AnimeSpirit (nada contra, no bullying, imagine as pessoa tudo vivendo a vida em paz), mas eles são ricos, são a nata de London, então por que não? Por que não alugar uma boate e fazer uma puta festa e deixar os pivetes lá enchendo a cara, já que ninguém vai ligar. O exterior tem uma cultura mais autônoma, onde se a independência é desde cedo incutida nos valores do jovens. But nada de aula de sociologia internacional nas notas. Finjam que não ficou clichê e pronto. Pro povinho hiper rebelde que tá shippando Balex, tipo eu hu3, próximo capítulo será, ó, uma dlç: SPOILER DA VEZ: "— Tão flexível – Doutora Parker caçoou, sorrindo. Alex jogou-se em seus braços. O abraço foi tão terno que a psicóloga quase se esqueceu da luxúria fluindo sob sua pele. Quase, pois a morena mordiscou seu pescoço desprotegido, passando a língua por ali." WEEEEEEEE! Gostaram? Digam o que pode ser melhorado, o que falta, e o que está sobrando. Opiniões são sempre bem-vindas. See u all soon