Leão do Inverno

3 Livro Um — Capítulo II


Notas iniciais
Babi: Hey, guys :3 Coméquetá? So, outro capítulo, e, mds, muito obrigada por toda a essa resposta que vocês estão dando, seus lindos. Vocês estão sendo realmente maravilhosos, e estamos muito agradecidas por isso. Capítulo dedicado por mim à Juice, porque, sua linda, você está aqui. E, ai, deixe-me te amar toda. É isso. Boa leitura. Toki: Vocês estão prontas para mais tretas, crianças? *-* LETS GO o/ Um pouquinho mais de interação da família Winter pro cês. ----------------------------------------------------------------- "Você é a única que eu gostaria de poder esquecer, a única que eu adoraria não perdoar. E apesar de você partir meu coração, você é a única. E apesar de existirem momentos que eu odeio você, eu não posso apagar os momentos que você me machucou e colocou lágrimas no meu rosto. E mesmo agora, enquanto eu odeio você, me dói dizer que eu sei que estarei lá no final do dia. Eu não quero ficar sem você, amor. Eu não quero um coração partido. Não quero respirar sem você, amor. Eu não quero ter esse papel. Eu sei que amo você, mas me deixe dizer: eu não quero amar você de nenhuma maneira. Eu não quero um coração partido, eu não quero ser a garota de coração partido." — BEYONCÉ, Broken-hearted Girl.



SAMANTHA

— Egoísta! – Katherine gritou do escritório, e, mesmo do andar de cima, com a porta trancada, Samantha Winter ouviu. – É isso o que você é, Alexandra!

Eram cinco e cinquenta e dois da manhã. O céu ainda estava escuro e, se os berros de sua mãe não o tivessem acordado, Thomas ainda estaria dormindo.

Ela, Sam, não pôde pregar os olhos durante toda a madrugada. Alexandra deixara o teatro sem dizer para onde ia e desde então não atendera mais o telefone. Ethan estava prestes a chamar a polícia. Apenas à uma dez da manhã o celular de Sam vibrou com uma mensagem curta da irmã dizendo apenas “Estou bem; logo estarei em casa”, e sua recepção calorosa foi providenciada por Katherine gritando para toda a Londres ouvir.

— Era a noite mais importante da vida dela! E você ao menos se dignou...

— Eu assisti a apresentação! – Alex rebateu, no mesmo tom esganiçado. – Eu dei meus parabéns a ela! O que mais você esperava? Que eu ficasse observando enquanto ela...

Por um momento a gêmea Winter mais jovem pensou que a irmã fosse mencionar Marco, mas a frase morreu antes que ela o fizesse.

— Enquanto ela o quê? – Kate provocou, ainda mais alto. – Era ovacionada? Você estava com ciúme? Você poderia ser igualmente adorada caso se interessasse por algo que não esses malditos jogos de computador e livros demoníacos!

— Katherine, já chaga! – Ethan se pronunciou pela primeira vez em vinte minutos de discussão. – Alexandra, para cima, agora.

E logo os passos ecoaram pelo corredor. A porta do quarto ao lado se fechou com um estrondo retumbante, e Sam pode enfim soltar a respiração que não se recordava de estar segurando.

Sentiu um assomo de raiva da irmã. Sua mãe poderia ser muito rígida quando queria, mas ela não estava exagerando. Pelo menos não partindo do ponto de vista que Alexandra chegou em casa de madrugada, sem avisar onde estava ou com quem.

Suspirando, Samantha olhou-se no espelho, pensando na garota no cômodo ao lado que tinha a sua mesma aparência. Alex foi sempre super protetora, ela lhe tomava conta e dava todo o carinho que necessitava. Sam se importava com ela, por mais que não fosse criativa o suficiente para demonstrar nos pequenos gestos. Tinha medo de perdê-la. Alexandra vinha se afastando gradativamente a cada dia, evitando-a, se esquivando, tentando desviar-se de sua presença. Ao menos se olhavam nos olhos, e Sam desesperava-se observando, basicamente impotente, seus diálogos de horas transformarem-se em monólogos desconfortáveis.

O que ela estaria fazendo de errado? O que fizera sua outra metade se afastar dessa forma? Não queria deixar Alexandra escapar por entre seus dedos como fazia com a maioria das coisas. Porque ela era fraca, diferentemente da irmã gêmea, que era determinada de impassível. Ela era vulnerável e solúvel, e foi essa bipolaridade que a fez esquecer-se da raiva e correr para o corredor escuro.

Levantou o punho cerrado para bater na porta, quando ouviu a voz da irmã vinda do lado de dentro. Sentindo-se envergonhada pela própria curiosidade, apoiou o rosto na madeira fria, ouvindo a conversar ao telefone.

—... de verdade. Estou bem. Não é nada ao que eu não esteja acostumada – ela riu, mas Sam pôde notar nitidamente a falta de humor empregada a seu tom. – Conversar com você me ajudou muito, Belle. Estou me sentindo bem melhor.

Houve uma pausa.

— Eu sei que sim. Você sempre está – ela riu, e desta vez o som foi autêntico. – Não sei. Provavelmente me colocarão de castigo.

Silêncio.

— Deixe comigo – outro riso, e Sam começou a sentir-se desconfortável. Quem era a estranha que a fazia rir daquela forma? – Eu adoraria, mas prefiro algo mais íntimo, restaurantes são muito formais. Por que não no seu apartamento? Nem precisaríamos sair da cama.

Delicadamente os lábios de Samantha foram se abrindo, e as pálpebras imitaram o movimento.

— São meus hormônios! – E, desta vez, ela gargalhou e esperou Belle continuar. – Sim. De verdade, obrigada. Eu não sei se poderia aguentar tudo isso sem você. Espero que eles me emancipem de uma vez, assim podemos nos mudar para uma praia deserta e passar o dia fazendo amor de frente pro mar.

Ela riu novamente e a gêmea do lado de fora do cômodo cobriu a boca, perplexa.

— Tudo bem, nada de praias, então. Um humilde apartamento em Paris, talvez?

Belle deve ter dito algo realmente desconcertante, porque Alexandra ficou em silêncio por um bom tempo. Extasiada, Samantha empurrou mais seu ouvido contra a porta, como se desta maneira pudesse captar ao menos um resquício do que Belle poderia estar dizendo, mas tudo o que conseguiu foi fazer seu brinco arranhar a madeira e produzir um ruído seco.

— Hm, eu acho que meu pai está vindo – Alex apressou-se. – Desculpe-me por tudo. Por tudo mesmo. E obrigada. Os momentos com você sempre são os melhores – ela parou. – Certo. Até mais.

Trêmula, Sam abriu a porta que, para sua surpresa, estava destrancada.

— O que você está fazendo? – Alexandra perguntou, olhando-a. Seus olhos estavam vermelhos e o rosto ainda encontrava-se molhado pelas recentes lágrimas.

A cabeça de Samantha estava zumbindo. Então era isso? Alex estava se afastando porque ela gostava de garotas? Belle era sua namorada? Como ela nunca lhe contou? Como viveram quinze anos como melhores amigas e este segredo tão intenso foi ignorado?

Seria Sam assim tão negligente em relação à irmã? Com toda a proximidade que tinham, teria ela sido capaz de não enxergar isso?

— Eu... Eu precisava... – Parada no meio do cômodo, com as mãos fechadas em punhos colados ao corpo, Samantha encarou seu reflexo sentado na cama. – Alexandra, você é gay?

Pela expressão no rosto da mais velha, a pequena pianista pôde jurar que ela ficara sem chão. Seus imensos olhos azuis encheram-se de lágrimas e os lábios começaram a tremer.

Forçando o riso – um pouco tarde demais –, Alexandra se pôs de pé e deu as costas para a irmã, focando-se em alguma miniatura qualquer de Pokémon.

— Está brincando? – Caçoou, pouco convincente.

— Quem é Belle? – Sam inquiriu, ainda petrificada, rígida, com cada músculo de seu corpo esguio congelado.

— Você estava escutando minha conversa? – Alexandra a encarou, aparentemente magoada. As lágrimas que tentara ofuscar com o sorriso agora ameaçavam despencar, suspensas pelos cílios grossos cheios de rímel. – Quem você pensa que é?

Surpresa consigo mesma, Sam aproximou-se e a abraçou com força, envolvendo seus ombros e sentindo o cheiro da irmã invadir seus pulmões.

— Eu sinto muito não ter percebido ou... Eu... Eu sinto muito não estar aqui pra você – ao sentir algo quente nas bochechas, Sam percebeu que estava chorando. – Eu amo você. Do jeito que você é.

A pianista sentiu os braços de sua irmã se erguerem, relutantes, e envolverem sua cintura fina. O contato da pele fria com o tecido fino de sua camisola causou uma corrente elétrica que a desestabilizou, e tudo o que pôde fazer foi puxá-la mais para si, como se quisesse unir seus corpos.

— Eu amo você, Alex – ela beijou o ombro da garota, soluçando doentiamente. Por que estava tão desesperada? – Eu sinto muito.

Ela esperou uma resposta, no fundo, desejou muito ouvir algo. Qualquer coisa. Mas a réplica de sua irmã foi o silêncio, mesmo que já pudesse sentir as tépidas lágrimas pingando em sua própria pele como um contragolpe.

Permaneceram de pé, abraçadas, trocando calor e soluços, até que alguém bateu a porta, e, sem esperar uma autorização para a entrada, violou o cômodo, encontrando as duas vulneráveis, frágeis e chorosas.

— Sam? – Ethan parecia surpreso em vê-las juntas. – Pensei que estivesse dormindo.

— Impossível com mamãe gritando daquela forma – ela secou o rosto.

— Você pode nos dar licença por um momento? Preciso conversar com sua irmã.

Ela ia protestar. Sentia-se estranhamente ligada à Alex naquele momento, e era incapaz de sair do seu lado. Instantaneamente deu um passo para trás, aproximando-se da gêmea, mas Alexandra tocou-lhe a cintura – algo que fez seu sistema nervoso reagir desnecessariamente numa profusão de sensações indefinidas – e sussurrou que estava tudo bem.

Ainda relutante, Samantha Winter foi obrigada a abandonar o cômodo e, ao deitar-se novamente entre suas cobertas, pensou em como seria passar a vida ao lado de outra mulher.

ALEXANDRA

Foi estranho como, depois que o som da porta batendo preencheu o cômodo, a temperatura diminuiu consideravelmente. Alexandra ainda tremia pelo contato intenso com a irmã; a imagem do corpo esguio e curvilíneo sob a camisola transparente latejava em sua mente; o lugar onde os lábios quentes e molhados tocaram seu ombro desnudo ardia. Ela nem conseguia se lembrar de estar triste ou nervosa antes disso.

Mas a voz de Ethan a tirou do êxtase jubiloso em que se afogara, e a agonia voltou a queimar em seu estômago.

— Você sabe que desta vez foi um pouco demais, certo? – Seu pai cortou o silêncio que foi instalado um pouco depois da saída de Samantha.

Alex, com toda a sua cota de paciência já ultrapassada devido à sua mãe, revirou os reluzentes olhos e cruzou os braços.

— Como sua mãe disse, era um dia importante, muito importante para sua irmã. E você simplesmente se acha no direito de sumir assim que a apresentação acaba?

— Eu já pedi desculpas, não pedi? Qual a necessidade de levar essa discussão à diante? Me castigará, certo? Então o faça e acabe logo com isso! – Elevou o tom de voz e sentou-se na confortável cadeira giratória de couro que ficava frente à sua mesa. – Se realmente precisa saber, eu só saí pra dar uma volta e perdi a hora.

— “Saiu pra dar uma volta e perdeu a hora”?! Alexandra Winter!

Seu corpo todo estremeceu com a exclamação claramente alterada de seu pai. Ele nunca perdia o controle, no entanto, agora, olhando-o com os olhos ligeiramente arregalados, Alexandra percebeu que o rosto jovem assumira uma coloração avermelhada e uma veia latejava em seu pescoço.

— Ao menos olhou o relógio depois que chegou? – Ele riu, sem humor. – Essa não é a primeira vez que isso acontece. Toda semana, no mínimo três dias dela, você sai da escola e só no dia seguinte volta, carregando o sol nas costas!

— Já lhe disse que vou estudar na casa da Olívia e...

— Não minta para mim, Alexandra! – O grito da vez fez com que nó se formasse em sua garganta. Seu nome repetido tantas vezes em repreensão agora lhe deixava trêmula.

Ethan passou a mão pelos fios de seus cabelos elegantemente desgrenhados e sentou-se bruscamente na ponta da cama de sua filha. Seu transtorno era claro e Alex sentia-se mal por isso – independente de qualquer coisa, amava seu pai incondicionalmente.

— Querida, não sei com o que está se metendo, mas sei que não está indo pra casa de Via.

A morena se remexeu desconfortável sobre a cadeira giratória e arqueou uma das sobrancelhas para o pai, incitando-o a continuar.

— Quando estávamos na sala dos Gold, comentei com Peter sobre suas constantes idas lá. Ele disse-me que há quase duas semanas você não dorme com Via – Winter levantou-se e se ajoelhou frente à jovem que costumava carregar sobre os ombros. – Nós só nos preocupamos com você, entende? – Passou delicadamente as costas da mão sobre as rosadas bochechas manchadas de maquiagem. – Não quero que nada de mal aconteça a uma das minhas princesas. Apenas tenho medo de que vá para maus caminhos.

As lágrimas contidas com êxito agora corriam livremente pela face de Alex. Esta soluçava e travava o maxilar tentando contê-las.

“Maus caminhos”. O que você julga ser “Maus caminhos”, papai?

— Se é com drogas que se preocupa, não gaste seu tempo. Eu não perderia o meu com isso – Respondeu seca, o queixo erguido.

Ethan suspirou e se levantou, depositando um terno beijo na testa da filha.

— Sinto muito, mas não sairá impune disso – caminhou até a porta e girou a maçaneta. – Ainda descobrirei por onde você anda.

E saiu.

Com o pai fora do quarto e sem ninguém para presenciar, os soluços saltaram por sua garganta, livres e altos. Alexandra chutou a cadeira e soltou um grito de raiva abafado por suas mãos trêmulas. Jogou-se em sua cama e chorou. Chorou até que seus olhos se cansassem e se fechassem, dando-lhe algumas horas de sono.

O castigo fora severo: nada de celular, computador ou videogame por duas semanas. Katherine iria levar as filhas à escola às oito da manhã, e Ethan passaria para buscá-las às três da tarde, tudo perfeitamente cronometrado e por tempo indeterminado. As séries de TV também foram proibidas até que, nas palavras de Kate, Alex “se tornasse mais sociável e educada com a própria família”.

A gêmea Winter mais velha também fora proibida de sair com os amigos, e tudo o que lhe restava era o surrado Ipod. As poucas palavras que conseguia trocar com Belle faziam-na sentir-se desesperada, e tinha de testar seu autocontrole com intensidade para não agarrar a psicóloga quando a via andando pelos corredores.

Mas nada se comparava a Samantha.

— Quer ajuda com isso? – Sam perguntou, no quarto dia de castigo, apoiando-se nos ombros da irmã e apontando para o desenho de uma rosa azul que devia ser preenchido com minúsculos pontinhos feitos a canetinha.

— Não, obrigada – Alex respondeu, tendo absoluta ciência dos seios macios roçando suas costas.

— Então... Você quer um suco? Estava pensando se nós...

— Não, obrigada – repetiu, sentindo a pressão sobre seu corpo diminuir e a garota começar a andar pelo quarto.

— Quer bater um papo? A gente pode sair pra tomar um sorvete. Acho que mamãe não se importaria em deixar...

— Pare – Alexandra suspirou, afundando o rosto nas mãos. – Por favor, pare – virando a cadeira para encará-la, sentiu o rosto esquentar; a cólera se ascendeu em suas entranhas, mas ela não estava certa do que tinha raiva no momento. – Entenda uma coisa, Sam: eu sou lésbica, não doente. Você pode me tratar normalmente. Não preciso de compaixão ou seja lá o que você esteja tentando fazer.

Estúpida. Você é tão estúpida. A está magoando. Pare.

— Só porque eu tenho de ficar cativa aqui, não significa que você também seja obrigada a isso – levantando-se, Alex puxou seu casaco sobre a cama e tirou um cigarro do bolso interno. – Pode sair agora. Vá ver seus amigos, seu namorado violoncelista, eu não sei. Só vá. Deixe-me sozinha, por favor.

A máscara de choque no rosto da irmã fez seu estômago revirar. “Fique”, ela desejou gritar, mas não podia. Sabia que não podia.

Você é absurdamente idiota, Alexandra.

Não a deixe ir.

— Eu só achei que, talvez você quisesse...

— Estou bem, obrigada – Não estou. Estou me desfazendo por dentro. Fique e me concerte. Por favor.

Para não encará-la, a gêmea mais velha virou-se para a janela, estourando a bolinha aromatizante no filtro do cigarro e levando-o a boca para ascender.

— Belle gosta quando você banca a durona? Porque é ridículo.

Surpresa, Alex virou-se para observá-la, mas só conseguiu ver a silhueta apressada deixando o quarto e batendo a porta.

Algo em seu interior queimou com mais força que a raiva e um sorriso inseguro se formou em seus lábios. Aquilo lhe parecia muito a ciúme gritante.

As duas semanas pareciam se arrastar lentamente, o relógio se recusava a andar. E tudo ficou ainda pior com a expectativa da festa de aniversário das gêmeas.

A comemoração vinha sendo agendada há meses, e Alex, que antes sentia um prazer quase sexual ao pensar no evento, agora faria qualquer coisa para não ter de comparecer a ele.

Estava irritada com a hipocrisia de seus pais. Eles tinham a capacidade de fingir que estava tudo bem, quando definitivamente não estava. O que estava errado ela não sabia dizer – talvez apenas o fato de ela se masturbar constantemente pensando na irmã gêmea –, mas havia algo errado.

Naquela manhã de sábado ela finalmente conseguira autorização para sair com Olivia Gold, desde que Thomas fosse junto. O passeio foi um desastre, obviamente. Seu irmão, quem estava entrando na puberdade, era perdidamente apaixonado por Via, e suas tentativas de chamar a atenção da loira eram dignas de pena.

Fizeram compras; Tom tentava carregar todas as caixas de sapato para impressionar Gold, e ela provava todos os tipos de vestidos das lojas. Quando voltaram para casa, as sacolas estavam cheias, mas a garota Winter continuava sentindo-se estranhamente vazia.

A casa na Arkwright Road estava apinhada de embrulhos. Caixas de todos os tamanhos contendo os mais variados presentes enviados por pessoas aleatórias: amigos do colégio, sócios dos pais das gêmeas, parentes que há muito não viam.

— Alexandra! – Katherine gritou, descendo as escadas. Estava com papéis nas mãos e um telefone seguro entre o ombro e o maxilar. – Seu cabeleireiro está lhe esperando. Você ainda não tomou banho? Céus, já são cinco da tarde! Rápido! E Thomas, onde está... Ah, Christian, espere – a mulher disparou atrás de um dos empregados, deixando os três jovens para trás.

— Nos vemos no clube, Alex – Olivia a abraçou com força pela cintura e saiu, sem despedir-se de Thomas.

Rapidamente Alexandra dirigiu-se para seu quarto, a tempo de ouvir o irmão perguntar se poderia acompanhar Via até sua casa.

Apressada, a gêmea Winter mais velha arrancou a camiseta no meio do corredor, absolutamente despreocupada com o movimento intenso de pessoas indo e vindo, e penetrou seu quarto.

Seu coração parou ao ouvir os soluços.

Sam estava sentada em sua cama, com o rosto entre as mãos.

— Marco terminou comigo – ela gemeu esfregando o rosto já inchado. – Ele recebeu um convite... Vai para Los Angeles...

Aquele filho da puta. Foi tudo o que Alex conseguiu pensar antes de acomodar a irmã confortavelmente em seus braços.

Notas finais
Babi: TAN DAN DAN. "Você é gay?!" Ain x_x Isso dói, eu sei. SPOILER DA VEZ: "— Eu tenho que usar toda a minha força de vontade para não agarrar você a cada vez que a vejo saindo da piscina bem devagar, molhada – com calma, Alex foi subindo mais seu joelho até sentir a calcinha pequena roçar em sua pele." So, gente, conversem com a gente u_u Batam um papo legal. Falem sobre o clima, o jogo do Brasil cof cof, sobre seus fandons, idk. Gosto de falar uwu Obrigada por ler, seus lindos. See you soon.