Notas iniciais
Isto é mais uma espécie de mini capitulo que tenho escrito nos tempos que tenho entre trabalhos.

O sangue de Nuno parecia ter congelado naquele momento, apesar da espera não sabia como reagir, tinha medo que alguma coisa fosse outra vez correr mal. Resolveu esperar um tempo, iria parecer desesperado caso o fizesse instantaneamente, mas também não podia parecer desinteressado e esperar tempo demais. Era um dilema, e Nuno mais que tudo sabia os problemas que mau timming poderiam trazer.

“Sem problema”

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Fábio também ele estava confuso e aqueles dias sem a companhia de Nuno foram dolorosos, sentia-se culpado e idiota por ter agredido uma das poucas pessoas que não tinha uma horrível opinião sobre ele. Sentia-se confuso com a imensidão de ideias e sentimentos que o iam afectando, não se reconhecia em tal situação sentindo-se algo impotente sem saber o que fazer para remediar aquela situação. Andava abatido e certamente toda a gente à sua volta já devia ter reparado que algo de estranho se passava, especialmente Mariana que insistia permanente em fazer questões e suposições. Conseguia ouvir todos os sussurros entre os companheiros de casa, o pessoal da escola, todas as teorias que construíam por mais absurdas que fossem como a teoria que o seu pai era astronauta e então Fábio estava deprimido por nunca mais voltar a ver o pai, algo ilógico e digno de telenovela. A sua irritação aumentava ao ver que a quantidade de hormonas aos saltos na D. Sebastião aumentava drasticamente tornando-se comum ver pares aos beijos pelos cantos, sem ter em conta que poderiam existir outras pessoas que dispensassem o espectáculo.