Let's Hunt The Mandroid
2 Shoot
Amy, Rory e River estavam na sala conversando. Às vezes, sua filha os visitava para recompensar o tempo perdido quando River fora tirada de seus pais ainda bebê. Os três estavam se dando muito bem, apesar de Amy e Rory ainda estarem se acostumando com as palavras “pai” e “mãe”.
— Então quer dizer que a linha do tempo sua e do Doutor são inversas?
— Sim. Algumas coisas acontecem fora de ordem. Foi até estranho não ver você com a mãe.
— Eu já te expliquei isso antes, Rory. – Falou Amy – Quando nós vimos o Doctor antes de... – Amy não terminou a frase. A lembrança de um dos piores dias de sua vida acabara de voltar.
— Ok, mas você não entrou em detalhes, Amy. Aliás, às vezes até acho que você não gosta de detalhes.
— Às vezes isso é bom, pai. Evita spoilers.
— É, pode ser. – Falou Rory sem jeito.
Um barulho familiar ecoou pela sala.
— Olha só quem está chegando! – Disse Amy com um sorriso no rosto.
— Hora de dizer “tchau” por um tempo então.
— Já vai, River? Ele podia levar você também, desta vez. – Disse Rory estranhando.
— Não, ele me prometeu algo especial para hoje. Eu preciso ir antes que esse Doutor aqui me veja.
A TARDIS apareceu no gramado da casa e Rory e Amy, após se despedirem de sua filha, foram se encontrar com o Doutor.
— Doutor!
— Doutor!
— Há Há... Ponds! Como eu senti falta de vocês. – O Doutor abraçou os dois ao mesmo tempo e deu um beijo na testa de Amy. – Dois minutos sem vocês pra mim é como uma eternidade!
— Mas você nos deixou em casa faz algumas semanas. – Falou Amy
— Viagem no tempo. – Disse Rory esclarecendo as dúvidas da esposa.
— Ah, é mesmo. Às vezes esqueço que pra você o tempo é diferente.
— Não é não, eu só escolho usá-lo de um jeito diferente. – Amy deu um sorriso e Rory pigarreou. – Enfim, eu recebi uma mensagem.
— Mas nós não te mandamos mensagem nenhuma. Aliás, você poderia nos dar o seu número?
— Oh Amy, é por isso que eu te adoro. Não foram vocês que me mandaram a mensagem, não. Foi alguém dos Estados Unidos.
— Um humano?
— Rory, às vezes fico pensando que talvez você não seja humano. Sempre se surpreende quando um humano faz esses tipos de coisas.
— Ok, não me expresso mais, Doutor.
O Doutor sorriu, estava de bom humor e seus companheiros também, e isso era bom. Os três entraram na TARDIS e ao estalar os dedos após mexer no painel da nave, o Doutor fechou a porta.
— Eu não sei quem foi, por isso vim atrás de vocês. Aliás, isso foi o pior jeito de alguém conseguir falar comigo. Poderiam ter ligado.
— Nem nós temos o seu número, Doutor.
— Obrigado por me lembrar, Amy.
A TARDIS sacudiu, eles estavam decolando.
— Então, qual é a mensagem? – Perguntou Amy, curiosa.
O doutor puxou a tela próxima ao painel. Os Ponds olharam na tela, que mostrava uma página da Internet.
— Você tem Internet aqui? – Perguntou Amy
— Mas é lógico, porque eu não teria?
— “Foi encontrado um antigo artefato que até o momento fora considerado inexistente por muitos. A caixa de metal com símbolos desconhecidos fora encontrada próxima à cidade de Lawrence, Kansas...”
— Tem mais, Rory, eu sei – Interrompeu o Doutor – mas o que interessa está aí. A escrita é em Gallifreyan. Eu tive que mandar uma mensagem quando estava à bordo do Atlântida. Na verdade aquilo era uma bomba, mas eu a desarmei, então eu precisei mandar uma mensagem, mas a caixa se perdeu, ela... caiu.
— Espera... Atlântida? Não é aquela cidade perdida?
— É o que as pessoas falam, Amy. Mas na verdade era uma nave colonizadora. Cyberman.
— E qual é a mensagem?
— Alguém está tentando me chamar, mas não sabe como. É como ler nas entrelinhas.
— E se isso for uma armadilha, Doutor? – Perguntou Rory temendo que a resposta fosse o que ele imaginava.
— Provavelmente é, ou talvez é uma pessoa desesperada por ajuda e viu algo sobre mim em algum lugar.
— Achei que depois do reboot no universo ou talvez aquela confusão toda em Utah você estaria meio que... escondido.
— Internet, Amy. Um dia o mundo se tornará um lugar sombrio por causa dessa ferramenta maravilhosa... – O Doutor levantou a cabeça rapidamente como se tivesse lembrado de algo – Não se lembre disso. Eu nunca falei nada. – Por fim voltou a apertar botões e puxar alavancas na TARDIS. – Enfim, agora temos que descobrir o que é.
— Então é isso... Vamos para Kansas. – Concluiu Amy.
O Doutor sorriu e por fim puxou a alavanca uma última vez.
A TARDIS se materializou em uma pequena praça deserta no meio da noite. Dean e Sam não estavam muito longe e de dentro do Impala era possível ouvir o barulho do motor da nave. Dean ligou o carro e seguiram o barulho, que de certo modo, dava-lhe esperança de que algo de bom surgiria após essa caçada.
— Dean, ainda acho que devíamos repensar isso. Isso é loucura. Você está parecendo uma criança.
— Qual é, Sam. Vamos nos concentrar, depois discutimos a relação. Você está com a faca de prata aí?
— Estou. Você está?
— Guardada. Vamos acabar com essa palhaçada.
Dean virou o carro na esquina e viu uma cabine de polícia parada na pracinha.
— Mas que diabos... – Sam estava surpreso. Será que toda aquela história maluca que Dean estava inventando era verdade?
Um homem de barba saiu da cabine que parecia bem iluminada por dentro.
— Deve ser ele. – Dean saiu do carro
Logo atrás saiu uma mulher ruiva.
— Uma mulher também? – Perguntou Sam baixinho, saindo do carro também.
E então um homem queixudo saiu da cabine também.
— Mas espera... os três ali dentro? Que tipo de coisa é aquela? “Cabine do Amor”?
— Tanto faz. Mas você estava certo, ele é um transmorfo.
— Vamos nessa, Sam. Antes que eles percebam que viemos matá-lo.
— Dean, será que os outros também são?
— Fica quieto, Sam. Vão perceber.
Sam revirou os olhos. Talvez seu irmão estivesse um pouco obcecado com aquilo tudo.
— Oh olá! – Falou o Doutor após ver Sam e Dean se aproximando.
— Oi... hm, eu nunca vi nenhum de vocês passando por aqui. Novos na cidade?
— Sim, só... você sabe, dando umas voltas por aí – Disse Rory percebendo um volume na calça do rapaz que os três desconheciam.
— Eu sou o Doutor e esses são os Ponds. – Disse o Doutor sorrindo.
— Eu sou o Dean ele é o Sam.
— Oi. – Disse Sam sem jeito.
— Eu vou pegar um casaco, está frio por aqui. – Disse Amy voltando para a cabine.
— Eu vou pegar um também. – Rory não gostava muito do fato de esse tal de Dean ficar olhando para sua esposa.
— Está frio, no meio da madrugada, ninguém acordado andando por aí e por uma incrível coincidência vocês vêm nos receber... – Dean e Sam engoliram em seco. Era tão óbvio que os dois pensaram “como não percebemos isso?” – Então, porque vocês me chamaram?
Dean puxou sua arma de dentro do casaco, apontou para o Doutor e atirou.
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