Let the Snow

38 Epílogo: Motivação


Notas iniciais
Pessoal, desculpem-me a demora do capítulo, porém, foi por um bom motivo. Precisei fazer o clipe com a música que vocês verão no capítulo abaixo, e vocês não imaginam o trabalho que ele me deu. Espero que gostem. Contém legendas inglês/português. Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=_Gf7QJe15q4&feature=youtu.be

Douglas;

Quero que, antes de tudo, você saiba que todos os detalhes dessa carta são escritos por uma mente sã. Nada dela foi manipulada por remédios ou sono, ou qualquer outra coisa que possa me fazer ficar menos consciente do que verdadeiramente estou.

Estou melhorando, segundo os médicos. A espectativa deles é tão grande que quase me fez acreditar em uma cura. Porém, as fontes que tenho são confiavéis, e eu sei; Não vou durar por muito tempo. Me iludir só me fará mal, e a todos que estão a minha volta e que serão atingidos pelo nocaute da minha morte, inclusive você.

Douglas, os dias que passei com você foram os melhores dias da minha vida. O amor que sinto por você é o mais puro imaginável, um amor tão intenso e verdadeiro que treme as bases da minha fraca alma.

Você sabe, eu sei, e por mais que todos tentem se enganar com agradaveis mentiras, eu irei partir. Não sei bem quando, em breve ou daqui há um razoável tempo, porém, escolhi escrever essa carta agora para o caso de acontecer algo no qual me limite e me tire a dádiva de poder... Por meus pensamentos no papel.

Quando eu ir, Douglas, eu irei feliz, acredite. Guarde as lembranças boas que tivemos e esqueça o resto. Continue em frente, corra atrás de seus sonhos e viva a sua vida. Você precisa entender; Pessoas vão e vêm o tempo todo, porém, a vida nunca para.

Não quero que me esqueça, assim como não quero que se prenda a lembranças. Eu tenho a certeza de que nasci para morrer.

Talvez, eu consiga ter um marco na vida de alguém. Talvez eu tenha sido um episódio necessário para a concretização de um grande futuro, talvez eu tinha motivos na vida e já os alcancei, e agora é a hora de partir.

Quero que você se case com alguém, tenha filhos e uma família, que tenhas tudo o que eu não pude te dar, mas que saiba, que em qualquer lugar que eu esteja, eu estarei feliz, pois tudo o que vivemos fora suficiente para uma vida inteira.

Se você achou essa carta, então, eu já parti.

E agora, você deve fazer o mesmo.

Com amor; Alexandra.

~

Eu esperei chegar a frente de sua sepultura para ler a carta que Mariane havia me entregado. Eu sabia que um avião me esperava em algum lugar daquela cidade e que Fred estava se remoendo de curiosidade dentro do táxi estacionado atrás de mim, mas nada importava, não mais. Eu chorei um pouco, admito, e tive vontade de me deitar na grama ao lado das rosas vermelhas que enfeitavam a sepultura com o nome da garota que eu amava, e dormir ali, passar o resto da minha vida ao lado dela.

Mas não foi o que eu fiz.

Se Alexandra queria aquilo, era o que eu faria. Dobrei a carta e guardei-a cuidadosamente no bolso traseiro da minha calça levantei a cabeça.

– Obrigada, Alexandra. Por tudo.

Com um último olhar em sua foto, eu fui embora, sem voltar a olhar para trás.

~

No avião, eu tentava ocupar minha mente com um pouco de tudo, na tentativa de bloquear pensamentos relacionados a ela. Foi quando percebi que a dor só iria parar de me perseguir, quando eu a encarasse de frente.

Tendo como armas um lápis e um pedaço de guardanapo, eu escrevi uma música. Eu poderia escrever um CD inteiro sobre Alexandra, porém, me contentei com seu final. Falava sobre um pouco de tudo, e eu me senti melhor. Alexandra iria ser eternizada naquela música, ou seja, viveria para sempre em mim.

Pude então esclarecer meus pensamentos e pensar no futuro. O que eu faria, quando e porquê. Pelo que correria atrás, por qual motivo batalharia.

A vida não para para ninguém.

~

In the middle of the hibernation
He is hoping that something will wake him
Words don't count
If no one's here to listen
Words don't count
If no one's here to say them

Looking up and waiting on a witness
She needs something to guide her through the sickness
Her hands shake, but shaking's not loud
It's too much shaking; shaking up the ground

She shares herself with people
She shares herself with people
She shares herself with people
She hurts what she loves
She shares herself with people
She shares herself with people
She shares herself with people
She's been through enough

Now in the middle of this hibernation
His heart breaks so loud
Sounds like an engine
Despite her hopes
He failed to feed the hunger
She's gone off
Gone off to find another

She did not choose the weapons that she fights with
They chose her
And that is how it started
It seems so smart
Make money as a dancer
It seems so smart
She made it so much faster

She shares herself with people
She shares herself with people
She shares herself with people
She hurts what she loves
She shares herself with people
She shares herself with people
She shares herself with people
She's been through enough.