Let the Snow

39 Epílogo final: Anos depois


Notas iniciais
Esse é o último capítulo. Queria agradecer a todos que acompanharam a história de Alexandra até o final, a todos os comentários e principalmente as recomendações. Do fundo do meu coração, obrigada.

Eu nunca poderia imaginar o sucesso que a música faria. Eu costumava pensar que ela iria tornar-se apenas uma mera lembrança no fundo de minhas gavetas, no entanto, quando enviei-a para uma gravadora, por pura falta de ter o que fazer, fiquei quase assustado com sua resposta quase imediata.

Anos se passaram, e muita coisa mudou.

Ninguém precisou contar para mim sobre Alex Watts; Eu mesmo percebi o idiota que o cara era, e sua assistente ruiva teve de me segurar para que eu não socasse sua cara.

Porém, eu jamais fiquei sabendo sobre seu nível de parentesco com Alexandra.

De vez em quando, quando eu precisava procurar algum arquivo em meu celular, me encontrava com as fotos do Central Park. Durante muito tempo, elas eram uma parada quase que obrigatória, e na maioria das vezes eu desistia de continuar procurando o que queria no início. Porém, tempo suficiente passou para que quando eu as encontrasse, tivesse força de vontade o suficiente para ignorá-las, até o dia em que a mudança de celular levou-as apenas para a memória.

Com o passar do tempo, e na mão de um outro empresário, acabei me tornando um grande ator, bastante reconhecido pela mídia. Em meio as gravações de um filme, encontrei uma garota, seu nome era Ashley, e e era adorável o suficiente para me fazer ter meu primeiro amor pós-Alexandra.
Nosso relacionamento subiu ao altar depois de um tempo, quando todo o meu sofrimento ficou quase esquecido em minhas memórias e eu tinha dificuldades para lembrar o rosto de Alexandra.

Por mais que eu tivesse dois filhos, bastante idade e muitas preocupações, algumas vezes, me pegava lembrando da minha primeira relação de amor jovem. Tinha dificuldade para poder me lembrar, porém, me era registrado nas memórias a dor, e de como eu achei que jamais conseguiria seguir em frente. Como o amor que eu senti fora tão verdadeiro que levou anos para que sua ferida pudesse cicatrizar.

Não sabia que fim levou Mariane, porém, de vez em quando, encontrava o nome de Fred Welsome em páginas de jornais, anunciando sessões de autógrafos de alguns de seus best-sellers.

Uma vez, em uma entrevista com uma grande celebridade da televisão, ouvi o som de Hibernation tocar ao fundo, e fui surpreendido com a pergunta "Para quem você dedicou essa música?".
Para minha surpresa, as lembranças que me inundaram com a delicadeza de um tsunami não foram doloridas, e sim, alegres. Seu sorriso, sua energia jovem, os beijos doces, tudo fora extremamente confortante em meus ombros, nada doloroso como eu pensei que fosse.

A história que eu vivi faz parte de quem eu sou, e por mais que esteja bem no fundo do meu pote de memórias, ainda tem uma dedicação total por minha parte.

Eu continuei, mesmo em meio as dificuldades e a dor, porém, fui recompensado, e eu sentia, que em algum lugar, Alexandra estava orgulhosa de mim.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!