Let It Snow
3 Capítulo 3
Entramos na escola e o corredor estava vazio.
— Que bom.. — murmurei
— O que? — perguntou Jack
— Podemos ir na sala do diretor antes de tudo. — eu disse — É mais difícil de se locomover entre aulas.
Mal acabei de falar e o sinal tocou. Segundos depois, estávamos em um mar de gente. E o pior de tudo é que o mar de gente sabia que era meu aniversário, então ficou ainda mais difícil de passarmos despercebidos.
Jack, o Sr. Carisma, olhava para todos os lados, sorrindo.
— Pare de chamar atenção. — murmurei
— Por que? — ele sorriu
— Precisamos ir até o diretor rapidamente.
Ele riu.
— Não entendo como eu possa estar atrapalhando nosso caminho até o diretor simplesmente por chamar atenção. — ele disse — E você que é a popular! Temos que parar a cada cinco segundos para alguém te dar um abraço.
— Foi por isso que você me escolheu, não foi? — bufei
— Basicamente. — ele murmurou
Bea me avistou no meio da multidão e veio correndo me abraçar. Bea a eu éramos melhores amigas desde o jardim de infância. Ela havia me emprestado suas canetinhas na hora de desenhar. Anos depois, eu fui descobrir que ela havia levado aquelas canetinhas justamente para emprestar para alguém e fazer amizade.
— Feliz aniversário para a Alicinha. — ela sorriu, me dando um bolinho.
— Obrigada, Bea. — sorri
Então ela percebeu Jack e me olhou, confusa.
— Seus pais te deram um garoto de presente? — ela perguntou
Jack riu.
— Esse é Jack FrSmith. — eu disse — Jack Smith.
— Oi, Jack. — ela sorriu — Eu sou a Bea.
— Muito prazer. — Jack sorriu
— De onde vocês conhecem? — ela perguntou
— Inglaterra — respondi
— Canadá — disse Jack ao mesmo tempo.
Bea franziu as sobrancelhas.
— Eu o conheci na Inglaterra. — eu disse — Mas ele mora no Canadá. Na parte francesa do Canadá, então ele se confunde um pouco com as línguas de vez em quando.
— Uau, que legal. — ela sorriu — Posso treinar meu francês com você, Jack!
Jack sorriu.
— Sempre que quiser.
Bea sorriu.
A nossa sorte era que Jack realmente falava francês. E todas as outras línguas do mundo.
— Jack veio fazer intercâmbio aqui. — eu disse — Estávamos indo até a sala do diretor, para entregar os documentos.
— Ele vai ficar na sua casa? — Bea perguntou
Assenti.
— Que legal. — ela disse — Eu quase moro na casa dela.
Jack riu.
— É uma casa bem agradável. — ele disse
Bea concordou.
— Bom, nós vamos indo. — eu disse — Te vejo na aula.
— Até depois. — Bea sorriu — Tchau, Jack.
— Tchau, Bea.
Assim que nos distanciamos de Bea, eu encarei Jack.
— Foi uma boa desculpa. — ele disse — Você é sagaz para inventar mentiras.
— Quase arruinamos tudo! — exclamei
— Eu não tenho sotaque inglês! — ele riu
— Você podia fingir! — eu disse
Ele me encarou.
— Fingir pra sempre? — ele perguntou
Assenti.
— Vai sonhando… — ele riu
— Se alguém perguntar alguma coisa, me deixa responder. — eu disse — Só nesses primeiros dias.
— Sim, senhora. — ele disse
Chegamos na secretaria e Jack jogou o pó mágico na secretária.
— Sra. Martin, será que eu poderia falar com o diretor? — sorri
— Claro! Ele está ai dentro. — ela disse — E feliz aniversário!
— Obrigada — sorri
Dei uma batidinha na porta e escutei o diretor me pedir para entrar.
Entramos na sala e Jack foi bem rápido com seu pozinho.
— Olha quem está aqui! — ele sorriu — Felicidades, Alice.
— Obrigada, diretor. — sorri
— Quem é seu amigo? — ele perguntou
— Sou Jack Smith, senhor. — disse Jack apertando a mão do diretor. — Eu sou aluno de intercâmbio e vim passar algum tempo com a família da Lizzie. Eu sou do Canadá, de Montreal, para ser exato.
O diretor pareceu impressionado.
— Meus documentos estão na secretaria. — disse Jack jogando outro pó mágico no diretor.
— Perfeito. — ele disse — Boa estadia aqui no nosso país e seja bem vindo a nossa escola.
Jack sorriu.
— Vou te colocar nas aulas da Alice, está tudo bem para você? — perguntou o diretor
— Perfeito. — disse Jack
O diretor assentiu e nos dispensou.
Saímos da secretaria e Jack me abraçou.
— Conseguimos! Lizzie! Eu não acredito! — ele sorriu — Eu estou em uma escola, as crianças vão voltar a a creditar em mim!
Sorri.
— Ainda temos muito trabalho pela frente. — eu disse
— Eu sei. — ele disse — Obrigado, por tudo.
— Não foi nada. — dei de ombros
— Foi tudo. — ele disse, sorrindo.
Sorri.
— Você é a pessoa mais legal do mundo! Eu não acredito que fiquei nove anos se te ver.
— Você perdeu a pior fase, não se preocupe. — ri
— É sério! Eu sempre fui irritante com você e você parou tudo para me ajudar, no seu aniversário! E todo mundo nessa escola te ama.
— Nem todo mundo. — bufei, vendo Rachel Kirke se aproximar.
Jack franziu as sobrancelhas.
— Não fala nada, por favor. — eu murmurei
— Alice. — disse Rachel, parando do nosso lado.
— Rachel… — murmurei
— Eu vejo que você tem um novo amigo. — ela disse
— Você tem a visão perfeita, Rachel. — sorri, sarcasticamente — Parabéns!
— Você não vai nos apresentar? — ela perguntou
— Não, eu sou legal com meus amigos. — murmurei
Ela bufou e olhou para Jack.
— Rachel Kirke. — ela sorriu
— Jack Smith. — Jack respondeu
Rachel jogou o cabelo para o lado.
— Eu tenho que ir para a minha aula. — ela disse — Te vejo por ai.
Jack sorriu.
— Claro.
Ela me deu uma olhadinha e se afastou.
— Ela não tem que ir para a aula, a próxima aula só começa daqui a quarenta minutos. — murmurei — E por que você foi gentil com ela?
Jack riu.
— Rachel é legal. — disse Jack — Ela sempre foi muito gentil comigo.
— Eu sempre esqueço que você conhece todo mundo… — eu disse
— Por que vocês se odeiam? — ele perguntou
— Eu joguei suco de uva nela, quando a gente tinha uns sete anos. — ri
Jack riu.
— Ainda é por isso?! — Jack exclamou — Depois eu que sou o orgulhoso!
Ri.
— Eu já pedi desculpas! — eu ri — Ela que resolveu nunca mais falar comigo!
— Claro, você é a vítima. — ele disse
— Sou! — eu disse — E não basta ela me odiar… Ela divide a escola ao meio por causa disso. Quem é amigo dela, não é meu amigo! Ela faz piadas sobre sobre mim, ela reclama de mim o tempo todo. Ela é meu Draco Malfoy! Ela também é apaixonada por mim, por acaso?
— O que é um Draco Malfoy? — ele perguntou
— Você precisa se atualizar nas referências. — murmurei — Você nunca viu Harry Potter?
— Eu vi algumas filmagens… — ele disse
O encarei.
— E você fala como se não fosse nada! — ri
— Eu não sei a história. — Jack sorriu
— Vamos assistir os filmes assim que tivermos dezoito horas disponíveis.
— Céus… — ele murmurou
Ri.
— Ainda temos um tempinho… — eu disse — Posso te mostrar o resto da escola.
Jack assentiu, sorrindo.
Levei ele por um tour rápido. Ele conheceu algumas salas, um laboratório, a biblioteca e, por fim, chegamos no campo. Ele conhecia o campo, por ser do lado de fora da escola, mas eu queria mostra o campo para ele. Alguém tinha tirado a neve de onde o time de futebol americano estava treinando, mas as arquibancadas estavam cheias de neve.
— Aqui temos os jogos de futebol americano e é onde temos educação física. — eu disse
— É bem grande. — Jack observou
— Você gosta futebol? — perguntei
— Nunca joguei. — ele sorriu
Naquele segundo, uma bola quase me acertou no rosto, mas Jack a segurou. Eu já estava preparada para sair de lá com o nariz sangrando.
— Como você fez isso? — perguntei
— Reflexos. — riu ele
Nos viramos para onde a bola havia vindo e eu deixei escapar um suspiro. Dave Goudge estava vindo para recuperá-la.
Jack me olhou e riu.
— É claro que é Dave Goudge… — ele murmurou
Dave veio até nós e sorriu.
— Obrigado, garotão. — disse ele — Oi, Lizzie.
— Oi, Dave. — eu disse
— É seu aniversário, não é? — ele sorriu com aquele sorriso branco e perfeito.
— É — assenti
Ele me deu um abraço apertado.
— Feliz aniversário. — ele sorriu
— Valei — sorri — Ahn, Dave, esse é Jack Smith. Ele é novo aqui na escola. Ele é do Canadá. Jack, esse é Dave Goudge.
— Bom te conhecer. — disse Dave — Tem interesse em futebol?
— Talvez. — ele disse — Não tenho o costume de jogar.
Dave sorriu.
— Muito hockey? — ele perguntou
— Muito. — disse Jack
— Bom, se quiser entrar para o time, fale comigo. Pensa bem nisso, a equipe está um pouco vazia. — sorriu ele — Tem os campeonatos, que são divertidos e as garotas adoram o uniforme.
— Ah, é. — bufei — A gente não consegue se controlar.
Jack riu.
— Eu vou pensar. — sorriu Jack
— Você não vai para a aula não, Dave? — perguntei
— O campeonato está chegando, tenho licença. — ele sorriu
— Isso é injusto! — murmurei — Posso entrar no time?
— Tenho certeza de que as garotas também vão te achar linda no uniforma. — sorriu Dave
— Só as garotas? — perguntei
Dave sorriu e deu de ombros.
— Talvez mais alguém aleatório. — ele disse — Tenho que ir, até mais.
— Até. — disse Jack
Dave voltou correndo e eu constatei que o uniforme realmente caía muito bem nele. Valorizava suas curvas e seus olhos e sua personalidade. Olhei para o lado e Jack estava rindo.
— Eu cheguei a comentar que eu consigo ler pensamentos? — ele perguntou
— O QUE?! — exclamei
Jack deu uma gargalhada.
— É mentira. — ele disse — Mas você devia ter visto sua cara!
Arrastei ele para dentro da escola, e ele ainda ria.
— Para, Jack! — ri
— Você está caidinha por ele! — ele sorriu — Ele está tão na sua! Eu consegui sentir uma certa tensão por lá.
— Achei vocês dois! — escutei Bea dizer — Você também tem história agora, Jack?
— Estou em todas as aulas da Lizzie. — disse Jack
— Então está nas minhas também. — ela disse
— Legal. — Jack sorriu
— Onde vocês estavam? — perguntou Bea
— Lizzie foi me mostrar a escola. — disse Jack, tentando controlar o riso.
— Ela te levou até o campo? — Bea sorriu
— Levou. — Jack riu — Claro que levou.
Bea riu.
— Clássico. — ela murmurou
— Ela está até pensando em entrar para o time. — riu Jack
Bufei.
— Você é muito irritante.
— Eu sei. — ele sorriu
Chegamos na sala e eu entrei na frente, ainda ouvindo as risadinhas dos dois atrás de mim.
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