— Eu vou entrar para o time, me decidi. — disse Jack enquanto estávamos andando para a minha casa.

Ainda estava muito frio, mas Jack não precisava mais fingir que era normal então ele havia me emprestado sua jaqueta.

— Acho que você vai se sair muito bem. — sorri

— As vezes você age como seu eu fosse seu amigo. — ele sorriu

— Você é meu amigo. — revirei os olhos. — Mas não me faça dizer isso em alta voz de novo.

Jack riu, me pegou no colo com um abraço e começou a me girar.

— Jack. Jack. O que você está fazendo? — perguntei

— Eu sou seu amigo! — ele sorriu

— Jack, é sério. — ri — Nós vamos escorregar na neve.

— Jack Frost não escorrega na neve. — ele sorriu

— Jack Frost segurando Alice Bennett escorrega. — eu disse

Ele sorriu e me colocou no chão, bem em uma parte congelada da calçada, me fazendo escorregar e puxar ele para o chão comigo.

— Eu falei. — murmurei

— Você escorregou na neve, não eu! — ele protestou.

Ele se levantou e me puxou para a vertical novamente.

— A culpa foi sua. — bufei

Ele riu.

— Minhas costas estão molhadas. — choraminguei

— Quer que eu peça para o vento nos levar para a casa? — ele perguntou

— Como se eu não estivesse fria o bastante. — ri

Jack riu.

— Eu esqueço que você sente tanto frio assim. — ele sorriu

Sorri e continuei andando. Faltava pouco para chegarmos em minha casa.

— Se prepara para jogar pó mágico na minha família para eles acreditarem nessa história de intercâmbio. — eu disse, quando paramos em frente à porta.

Ele assentiu e a abriu, fazendo um gesto para que eu entrasse na frente.

Fui até a sala, onde minha mãe estava sentada vendo televisão. Jack foi até ela e jogou seu pó mágico no topo de sua cabeça.

— Oi mãe. — sorri

— Ei, Liz. — ela sorriu — Como foi no shopping? E na escola?

— Foi legal. — respondi

— O que você comprou? — ela perguntou

— Um livro. — ri

— Claro… — ela disse

— Mãe, esse é Jack. — eu disse

Ela se virou para nós e sorriu para Jack.

— Oi, Jack! — ela disse — Me desculpe, não tinha te visto aí.

— Muito prazer, Sra. Bennett.

Ela sorriu.

— Jack é intercambista do Canadá e ele vai ficar aqui em casa. — eu disse

— Claro. — minha mãe disse

Eu definitivamente precisava de um pouco daquele pó mágico.

— Onde estão a Carol e o Peter? — perguntei

— Carol no italiano e Peter no treino de Lacrosse. — minha mãe disse, dando de ombros.

Assenti.

— Bom, vou arrumar o quarto de visitas para Jack. — eu disse

Minha mãe sorriu e assentiu.

— Até depois. — sorri

Jack e eu subimos até o meu quarto.

— Seu quarto é o do lado. — eu disse — Está sempre arrumado.

Jack sorriu e me deu um beijo na bochecha.

— Eu vou tomar banho e colocar meu pijama novo. — ele disse

Ri.

— Certo.

— Meu cajado está embaixo da sua cama. Não mexa nele ou você vai acabar se congelando.

— Não tenho medo do gelo. — desdenhei

— É, mas você odeia. — ele disse

— Eu não odeio, é só que é gelado. — ri

Jack riu.

— Estou indo. — ele disse

Assenti e ele saiu do quarto, carregando sua sacola,

Olhei embaixo da cama e, de fato, tinha um enorme cajado de madeira ali.

Peguei meu computador e terminei um trabalho da escola que teria que entregar no dia seguinte.

Jack entrou no meu quarto, de pijamas, e se jogou na cama ao meu lado.

— O que você achou da escola? — sorri, colocando meu computador na bancada.

— Ótima — ele sorriu

— Impossível. — murmurei

Jack riu.

— É legal conhecer pessoas e aprender. — ele deu de ombros

Ri.

— O que você achou das pessoas? — perguntei

— Todos foram muito gentis. — ele disse — Dave é muito gato.

O encarei e mostrei minha língua, fazendo-o rir.

— Nem vem… — murmurei

— Por que você não conta para ele que você gosta dele? — perguntou Jack

Ri.

— Você é doido. — eu disse

— É sério! — ele disse — Vem treina comigo.

— Jack… — suspirei

— Alice. — ele disse

Olhei para ele e suspirei mais uma vez.

— Certo. — eu bufei

Jack segurou minha cintura e me olhou.

— Alice, você disse que tinha algo para me dizer. — ele disse

— Isso é ridículo. — eu ri

— Não é esse o espírito. — Jack disse

— Jack, é sério. — ri

— Vou fazer cócegas em você. — ele disse

— Vou não ousaria. — eu disse

Jack deu um sorrisinho e começou a fazer cócegas em mim.

Eu me torno um grande problema quando alguém me faz cócegas. Eu não consigo me mexer, e só fico rindo, mexendo minhas pernas enlouquecidamente, pedindo pra pessoa parar. E foi exatamente isso que aconteceu.

— Pare de se mexer desse jeito! — Jack riu

Jack fez força com o corpo para a frente e nós dois caímos da cama.

— Segunda vez que você me derruba hoje. — eu disse, trincando os dentes.

— As duas vezes foram culpa sua. — ele riu

— Filha? Está tudo bem? — escutei minha mãe gritar

— Está, mãe! — respondi

— Bea está subindo! — ela disse

— O que vocês estão fazendo deitados no chão? — perguntou ela, rindo.

— Eu fui brutalmente empurrada. — eu disse, me sentando.

— Vocês já começaram a pesquisa? — ela perguntou

Jack e eu nos entreolhamos.

— Pesquisa? — ele perguntou

— História! Pesquisa! Para amanhã! — riu ela — Vocês não prestam atenção?

— Eu estava olhando pela janela. — eu disse

— Eu estava olhando para uma coisa, nada importante. — ele disse

— É bom vocês dois começarem a prestar atenção! — ela ralhou — E, Alice, eu já disse que você não pode sentar perto da janela nas aulas de história, dá para ver o campo.

— Eu não estava olhando para o campo. — menti

Bea revirou os olhos e ligou meu computador.

— Ei! — reclamei

— Você quer fazer o trabalho? — ela perguntou

— Pode fazer. — sorri

— Foi o que pensei. — ela riu

Deitei de novo e comecei a brincar de batalha dos dedões com Jack.

— Vocês dois pretendem levantar do chão?

— Vem deitar com a gente, B. — sorri — Eu deixo você ficar do lado do Jack.

— Eu estou fazendo o trabalho. — ela disse — Mas obrigada pela oferta.

Jack riu.

— Está com fome? — ele perguntou

— Ela sempre está com fome, Jack. — murmurou Bea.

Sorri.

— Vamos pegar alguma coisa para comer. — ele disse

Ele me ajudou a levantar e abaixou as costas, para que eu subisse nelas.

— Por favor, não caiam na escada. — Bea disse

— Seria a terceira vez que Jack me derrubaria hoje. — ri

— Duas vezes são o bastante. — ela riu

Jack saiu do quarto e trotou até a cozinha. Ele me colocou sentada na bancada e abriu o armário.

— O que eu pego? — ele perguntou

— Pega a Nutella. — eu disse

— Ahn, finalmente vou provar a famosa Nutella! — ele sorriu

— Você nunca comeu Nutella?! — exclamei

Jack negou.

— Pega uma colher na gaveta. — eu disse, apontando para a primeira gaveta ao lado da pia.

Jack pegou a colher e me entregou, junto com o pote.

Peguei um pouco de Nutella e sorri para ele.

— Fecha os olhos. — eu disse

— Como eu vou saber se você não vai colocar uma coisa horrível na minha boca? Como ração de cachorro.

— Nós nem temos um cachorro. — ri — E você tem que confiar em mim.Jack suspirou e fechou os olhos. Ele abriu a boca e eu coloquei a colher lá dentro.

— Não abra ainda! Sinta o sabor! — sorri

Jack fez uma expressão de felicidade.

— É realmente muito bom. — ele sorri

— De nada. — sorri

— Obrigado. — ele disse

Ele foi até a gaveta e pegou mais duas colheres.

— Vamos subir? — ele perguntou

Assenti.

Desci da bancada e fui até meu quarto.

Lá, Bea estava imprimindo o trabalho.

— Você fez esse trabalho em cinco segundos! — exclamei

— Foram dez minutos. — ela disse, dando de ombros.- Você é maravilhosa. — sorri

Ela riu.

— Quer Nutella? — Jack perguntou

— Sempre. — disse Bea

Me deitei na cama e os dois deitaram ao meu lado.

— Nutella e amigos. — suspirei — Eu preciso de mais alguma coisa?

Notas finais
Ois, obrigada por lerem. Espero que tenham gostado e me falem qualquer coisa nas reviews, pra eu me sentir especial. Beijos