Let It Be...
1 Bewitch.
Notas iniciais
Qualquer contato: @JessieMeguro.
Obrigada. Aproveitem ^^
As pessoas não estavam dando a mínima para mim. Todos sentados em suas mesas, com seus grupos de amigos, suas conversas e suas vidas. Eu sou só a música de fundo, que toca enquanto eles se divertem, uma parte sem importância da noite em um bar que eles nunca lembrariam por completo. Mas havia um garoto, uma única pessoa entre duzentas, que prestava atenção. Seus olhos eram um mistério, que inconscientemente, enquanto eu tocava uma música qualquer do repertório, me chamavam para serem descobertos.
Não houve um momento que ele não acompanhava meu dedilhar no violão, e aos seus olhos sem cor, eu me sentia desprevenida. Totalmente desarmada.
Quando meu turno terminou e Jane assumiu meu lugar no palco, não pude deixar de andar até sua mesa, sentando em frente a ele, sem precisar ser discreta. Sorri de modo agradecido, eu não era de sorrir, mas ele conquistara minha amizade naquela noite.
_Você toca muito bem. – ao ouvir sua voz rouca, senti um arrepio. – O pessoal aqui não é muito de apreciar uma boa música, é?
_Obrigada. – batuquei na mesa, trazendo um costume de épocas. Observei todos ao meu redor, bêbados e falando de modo agudo. – O pessoal daqui não é de apreciar música, posso assim dizer, eles apreciam uma bebida, disso eles entendem.
_Seu sotaque. – ele riu. – De onde você vem?
_De estradas por aí.
_Das estradas de Nova York com toda certeza não. – passou a mão pelos cabelos, finalmente dirigindo seus olhos a mim. Era verdes, e apesar da escuridão do local, extremamente claros.
_Prazer, então, senhor de Nova York. – em troca, recebi uma careta, e não pude conter meu riso. Ele era divertido.
_Mulher, por favor, senhor é Deus. – reclamou, mas o sorriso animado em seu rosto demonstrava claramente que não estava ofendido. – Eu só tenho vinte e dois anos.
_Acha mesmo confiável passar seus dados para uma mulher que acabou de conhecer?
_Não disse meu nome ainda, somente com minha idade você não pode fazer nada.
_E se você me passasse o seu telefone?
_Eu poderia lhe dar o número errado. – elevou a sobrancelha, a leve expressão de superioridade em seu rosto.
_Isso seria uma jogada muito baixa, coisa de amador. – provoquei, piscando para o moreno.
_Então vamos fazer uma troca de favores... – mordeu os lábios, analisando meu rosto. – Você ganha meu número, se eu souber o seu nome.
_Um pouco injusto para o seu lado, não?
_Não, eu me contento com pouco.
_Está bem. – dei um aceno de cabeça, ao perceber meu chefe gesticulando para que eu fosse a ele. – Até o final da noite, eu te digo meu nome. – saí, sem esperar respostas.
Caminhei entre o pessoal, até chegar a Daniel, que não hesitou em me levar para dentro de seu escritório, como sempre. Eu me questionava porque ele insistia em tratar de todas as nossas conversas como um segredo a sete chaves, mesmo que não fossem importantes. Fiquei de pé, encostada em um canto de sua sala, encarando seu rosto pálido de sempre e seus olhos castanhos sem vida, além do corpo jogado na ‘’poltrona do capitão’’, como ele gostava de chamar. Porque de acordo com Dan, estávamos todos no mesmo barco – sem dinheiro, sem moradia fixa e seguindo o curso da vida – e ele era o capitão que controlava toda a tripulação descontrolada.
_Eu tenho um anúncio. – me disse, girando a cadeira.
_Então porque só eu estou aqui? – ironizei, suspirando com sua irresponsabilidade.
_Você é minha tripulante favorita. – abriu os braços. – Mas, o negócio é sério. Estamos em uma crise.
_E quando é que não estamos?
_Desta vez eu não sei se vamos sobreviver. – dramatizou, pondo as mãos no peito, para pouco depois voltar à posição de chefe. Mexeu em muitas cartas espalhadas na mesa de madeira, até soltar um murmuro e me entregar uma das muitas.
_O que é isso? – abri o documento, dando de cara com uma caligrafia caprichada. –Essa é a última vez, eu não aguento mais. Estou te dando uma semana para fechar esse bar que você chama de trabalho e voltar para sua família, caso contrário, não entre mais em casa. – prendi o riso, enquanto dobrava a carta novamente para dentro do envelope.
_Pode rir, eu sei que você quer. – sua voz decepcionada me fez desistir, me aproximei de sua mesa e peguei sua mão, tentando conforta-lo.
_Nós passamos por muita coisa para manter esse estabelecimento aberto, não é Sasha que vai nos fazer desistir. – afirmei, confiante. – Vamos fazer assim, você volta pra casa e passa essa semana com seus filhos, eles devem estar com saudade...
_Mas como vou poder controlar o lugar se não estou aqui?
_Eu posso cuidar, tenho uma amiga com talento em organização de festas, ela vai me ajudar.
_Tem certeza? – esbanjou um sorriso caloroso quando confirmei. – Obrigado, você é realmente a melhor. – tentou me abraçar, mas desviei.
_Você está com um cheiro forte de álcool, Daniel. – reclamei. – É por isso que sua mulher está surtando.
_Deus, como as mulheres são frescas. – ergui meu olhar para ele, que logo retirou suas palavras. – Desculpa, vou tomar um banho no vestiário masculino. – me acompanhou até a porta e agradeceu novamente.
_Não precisa de agradecimentos, estou me beneficiando com isso. Se sua mulher acabasse com meu trabalho, eu ia terminar morando debaixo da ponte.
_É verdade, esqueci desse detalhe. – riu com vontade, o tom sarcástico quase apalpável. — Jessica Thompsonnão faz nada se não receber algo em troca.o
_Nunca, Daniel. – virei em direção à cozinha, era hora do meu jantar. – Nunca.
Harry’s Pov.
Estava começando a ficar entediante, a ruiva que viera logo após se apresentar tinha uma bela voz, mas sua exigência por atenção incomodava. Minha atenção foi para a garota de mais cedo, quando ela passou novamente pelo bar e rapidamente adentrou outra porta, sumindo de vista. Inquieto e desinteressado na música que tocava agora, levantei do meu lugar, seguindo a morena. Cheguei a uma cozinha, e apoiei meu corpo na batente da porta, os olhares foram rapidamente dirigidos a mim.
_Olá? – uma loira acenou. – Posso ajudar?
_Para falar a verdade, sim. – sorri de lado, de um modo até cafajeste. Encarei minha nova ‘’amiga’’ sentada em um banco e andei até ela. – Será que poderia me dizer o nome dela?
_Ela se ch... – foi interrompida por um riso.
_Jogada de mestre, mas não. – levantou, caminhando para mais perto. – Temos um acordo. – pegou meu queixo, fazendo-me olhar diretamente para seus olhos. Azuis, profundamente azuis.
_Acordos existem para serem quebrados. – retruquei, tocando sua mão, que logo se afastara. – Boa noite – me despedi dos funcionários. – E você, nova horas lá fora. – a mesma abriu a boca para comentar, mas logo desistiu.
_Okay, acho que eu posso gastar um pouco do meu tempo com você.
_Certo, você tem meia hora. – gargalhei, saindo do lugar. – Ah, espere... – abri novamente a porta. – Belos olhos, afinal. Encantadores.
_Calem-se! – disse, aumentando meu tom de voz. – Mia, eu acabei de conhecê-lo. Melanie, não sei o nome dele e nem aonde e com o que ele trabalha e Luke, pelo amor de Deus, eu também tenho vida social. – reclamei, dando uma garfada no cheesecake.
_Que estressada, não quero você no comando se nós tivermos que conviver com isso. – Luke informou, enquanto dava ordens para que Mary lavasse a louça. – E como eu vou saber que você tem uma vida fora daqui?
_É verdade, Jess. – Mia acrescentou. – Não sabemos a rua da sua casa, suas comidas favoritas, nem mesmo sobre sua família.
_Não sou obrigada a comentar, sou? – revidei, jogando o prato sujo para Mary.
_Somos seus amigos, mulher! – foi a vez de Melanie se pronunciar, o rosto dela parecia um pouco vermelho. – Ou não somos?
_São. – respondi. – Eu só não gosto de conversar sobre a minha vida.
_Nem sei por que entramos nesse assunto, você nunca vai se abrir mesmo. – Lucas riu fraco. – Vamos trabalhar pessoal, a noite ainda não acabou. Thompson, vá se arrumar para o seu cavalheiro da noite, amanhã vamos querer a história completa.
_Você é tão gay, Clifford! – Mia socou o braço dele. – Mas é verdade, querida, vou querer saber de tudo, tudinho. – piscou, passando o braço pelos meus ombros.
_Quem sabe? – falei, saindo do banco. Passei pelos outros cozinheiros desejando uma boa noite, ao chegar na porta, girei meu corpo para encarar meus colegas. – Aliás, amanhã todos podem chegar um pouco mais tarde. Duas horas de descanso para os senhores vai fazer bem. – saí, ouvindo alguns coros de aleluia que me obrigaram a suprimir a vontade de rir. Dei de cara com Jane, mal-humorada, enquanto caminhava em direção ao palco.
_Odeio esse público. – esbravejou, a guitarra sacudindo em suas costas.
_Até parece, todos os homens prestam atenção em você. – a frase sádica voou da minha boca.
_Mas hoje tinha um idiota que me ignorou totalmente.
_Um cara de cabelo castanho claro, vestido meio socialmente? – apostei, tendo minha confirmação segundos depois. Ri com vontade, parando ao ver Jane ficar nervosa.
_Exatamente. Bonitinho, mas ridículo. – rosnou, encarando suas unhas. – Enfim, vou indo embora, não quero ficar perdendo tempo reclamando de garotos. – deu seu primeiro sorriso aquela noite, batendo levemente em meu ombro antes de sair.
Dirigi meu olhar até encontrar o cara que irritara minha colega de palco. Ele ainda não me olhara, estava vendo os ponteiros do relógio, a expressão serena. Sem escolhas, tomei minha decisão. Sábado à noite, um homem bonito, sem compromissos. Eu poderia lhe dar com isso.
_Quarenta minutos, está atrasada. – me avisou, quando cheguei perto dele. – Mas, eu te perdoo se me pedir desculpas.
_Eu não me desculpo. – debochei, tomando meu lugar em sua mesa.
_Oh, que ofensa. – apoiou-se na madeira, o rosto mais perto do meu. – Então sou desmerecedor de suas desculpas?
_Não digo desmerecedor, eu não volto atrás em minhas palavras com ninguém.
_Hum, dura na queda. – falou depois de uma breve pausa. – Interessante.
_Mas eu digo obrigada. Então, obrigada pelo elogio, seus olhos também tem um certo encanto. – sua risada ecoou.
_Onde vamos essa noite, pretende me levar para um jantar a luz de velas? – brincou, estralando os dedos.
_Pelo que eu saiba, você me convidou. – apresentei meu ponto. – Já deveria ter escolhido um lugar.
_Não sou bom nisso, mas estava pensando em simplesmente te levar pra minha casa. – tentei achar um duplo sentido na sentença, e quando não achei, me senti ligeiramente confusa. – Não, não... É só para assistirmos uns filmes, eu quero te conhecer melhor.
_Soa maravilhoso. – respondi, concordando com sua ideia. – Nunca fiz isso antes, sabe...
_Nunca? – o espanto em sua voz me fez corar. – Você é realmente uma caixa de surpresas.
_Ainda não viu nada. – joguei o comentário ao vento. – Eu nunca tive um compromisso sério, se me entende. – senti o vermelho sair de minhas bochechas.
_Uma mulher de uma noite? – não neguei e muito menos afirmei, mas pude captar uma decepção leve em suas palavras. Acho eu, é claro.
_Nós podemos ir agora? – o assunto foi desviado com sucesso, quando o mesmo levantou e agarrou seu casaco sobre a cadeira.
_Com uma condição. – pegou meu pulso, um sorriso travesso. – Ainda tem que me dizer seu nome.
_E você ainda tem que me dar seu número. – estiquei o pescoço, desviando meu olhar para sua boca. Se eu tivesse que classificar a boca dele, diria com segurança que ela era... Tentadora.
_Quem disse que eu já não dei? – respondeu, me deixando sem palavras. Indicou a bolsa que eu tinha nos ombros e sorri ao ver um cartão preto encaixado entre as aberturas dos zíperes.
_Esperto. – voltei a dar atenção a ele.
_Esperto o suficiente para que me fale seu nome agora?
_Sim. – elevei meus pés para conseguir sussurrar em seu ouvido. – Prazer em te conhecer, meu nome é Jéssica Thompson. – fui pega de surpresa por suas mãos, que se encaixaram em minha cintura.
_Prazer, Jessica. — sua voz estava mais rouca, sensual. – Eu me chamo Harry Jones.
_Sobrenome cativante.
_Tudo que eu sou é cativante. – ri fraco com a indireta. – Está bem... – acompanhou minha risada. – Vamos para casa.
~~
Ao entrar na casa, foi inevitável não sorrir com a decoração. Apesar de homem, Harry parecia muito bem organizado. O lugar não era pequeno, mas também não beirava a ser uma mansão. Passei a mão rapidamente pela madeira que suportava a televisão, a limpeza era impressionante, ele devia ter uma empregada, só pode! Sentei no sofá, acompanhando o mesmo, que colocara algum filme de comédia pra assistirmos.
_Pipoca doce ou salgada? – me perguntou, passando por um vão que eu imaginei ser a cozinha.
_Os dois! – respondi alto, recebendo uma gargalhada como resposta. Alguns estouros vieram de lá, e algum tempo depois, Harry voltava com dois potes em mãos.
_Ao seu comando, senhorita. – disse, entregando-me a pipoca salgada, o cheiro de manteiga fazia parecer delicioso, o que foi comprovado quando coloquei uma porção na boca. – Então, o filme que vamos assistir é... – sentou do meu lado, fazendo suspense.
_Gente Grande! – anunciei, quando a tela preta da TV formou a imagem do Adam Sandler . – Eu amo esse filme.
_Sou um grande fã do Adam. – coçou a nuca. – Estava com medo de colocar o filme, você não parece apreciar muito comédia.
_Só porque eu sou meio... Séria? – procurei pela palavra certa, mas mesmo assim não pareceu a escolha adequada.
_Talvez. – a hesitação mostrou que aquilo era um sim.
_Entendo. – disfarcei minha decepção comendo mais pipoca.
_Não pensei que estaria te pedindo desculpas tão cedo assim. – riu, tentativa óbvia de amenizar a tensão. Ri fraco para não decepciona-lo. – Olha, eu te achei interessante e engraçada, isso passa por cima de toda seriedade.
_Obrigada, moço. – brinquei. – Está bem, vamos assistir o filme logo. Não quero perder nenhuma parte. – logo os braços de Harry estavam rodeando minha cintura então encostei minha cabeça em seu peitoral, relaxando.
_Já que é sua primeira vez... – encarei-o, vendo o mesmo ficar vermelho pelo duplo sentido. Segurei a risada e o deixei continuar. – Vendo um filme, é claro. – frisou. – O jeito que estamos abraçados, completamente demais. – piscou para mim, voltando a ter um jeito sacana.
_É minha primeira vez vendo um filme na casa de um cara, não meu primeiro cara, pelo amor de Deus, Harry! – aproveitei a chance, soltando a piada. Seu rosto voltou a corar. – Eu sei como abraçar alguém.
_Okay, marrentinha. – soltou o apelido. – Opa, desculpa. – seu ‘’desculpa’’ não parecia nada verdadeiro, mais como de um menino que acabara de aprontar.
_Cala a boca, idiota. – bati nele, rindo.
_Nossa, já está com toda essa intimidade? – acariciando seu ombro. – Não quero ver onde estaremos daqui a duas horas.
_Se depender de mim, vamos ter que assistir Gente Grande de novo.
_Porque?
_Porque você não fica quieto, Harry. – informei, formando um bico e cruzando os braços. – Eu quero assistir o filme.
_Beleza, mas quando quiser meu corpo nu... – não concluiu a frase, deixando a imaginar.
_Se você não tivesse um rosto bonito, já teria te socado.
_Okay, Jessica. Vamos ver o filme. – riu, pela última vez, dando lugar ao silêncio. – Mas primeiro... – virou-se para mim, tirando sua mão da minha cintura.
_O que é? – resmunguei. – Vai querer um beijinho antes do filme, amor? – não economizei na ironia.
_Como é que adivinhou, querida? – devolveu com o mesmo tom sádico.
_Um beijo e nós vemos o filme?
_Talvez. – disse, marotamente.
_Sem talvez, quero ter certeza de que não vai me enganar. – desafiei, levantando a sobrancelha. Passei meus braços ao redor de seu pescoço e nos encaramos, enquanto eu esperava sua resposta.
_Okay, não vou te enganar. – então puxou-me rapidamente para perto, fazendo nossas bocas se colarem. Sua língua passou pelos meus lábios, pedindo permissão para adentrar. Não hesitei em abrir a boca e deixa-lo aprofundar o beijo. Suas mãos se moveram das minhas costas, direto para meu cabelo, puxando-os para mais perto dele. Sem dúvida, Harry tinha uma excelente pegada. Quem diria?
Quando o ar começou a me faltar, soltei meus lábios dos dele, inspirando fortemente. Ele tinha os fios castanhos bagunçados, bagunça que eu tinha feito. Ri ao perceber que não estava tão diferente do mesmo. Ajeitamo-nos no sofá, os dois respirando fundo. O silêncio constrangedor de alguns segundos foi substituído por risadas escandalosas ao percebermos o estado em que estávamos.
_Posso dizer que você beija muito bem. – passou a mão pelos cabelos, as bochechas em um tom ainda avermelhado.
_Eu sei. – respondi. – Você não é tão ruim...
_Não sei se fico ofendido ou agradecido. – me encarou, e foi inevitável não olhar para seus olhos verdes. Eles eram surpreendentes. – Acho que já perdemos meia hora da comédia.
_Culpa de quem?
_Eu não tenho nada a ver com isso. – fingiu rendição. – Você queria tanto me beijar que não aguentou até os créditos.
_É mesmo? – insinuei. – Então vamos esquecer a parte em que você começou tudo.
_Cara, esse filme é mesmo engraçado. – riu, como se não tivesse me ouvido.
_Harry!
_Olha o Adam e a filha dele! Que engraçado! – me ignorou novamente, sem dirigir um olhar a mim. Então é assim que ele quer brincar? As pessoas devem saber que Jessica Thompson tem muitas cartas na manga.
~~
O filme até que estava bom, mas ter Jessica do meu lado estava sendo convidativo, seus lábios de novo sobre os meus. Ela era uma pessoa fascinante! Após eu ignora-la, ela se calou novamente, mas quando a parte mais legal do filme apareceu, sua voz me distraiu.
_Sabe... – senti suas unhas subirem o meu braço. – Acho que, ir pro seu quarto não seria nada mal. – Deus! Ela era paradoxal. Toda fofa em uma hora, e na outra virava uma fera, que eu estava louco para domar.
_Thompson... – usei meu tom de alerta, querendo voltar a assistir o filme. Não que ir pra cama com ela seria de todo ruim, na verdade... Não seria nada ruim. – Quem mexe com fogo acaba queimado.
_E quem disse que eu tenho medo de faíscas? – devolveu.
_Por acaso, está questionando minha masculinidade?
_Se a carapuça serve. – deu de ombros, parando sua mão em meu rosto. Sorri de lado.
_Jessica, você não devia ter brincado comigo... – minha reação foi imediata. Inclinei seu corpo, deitando-a sobre o sofá. Fixando seu olhar ao meu. – Vou fazer você aprender porque não se mexe com o fogo. – fui surpreendido pela minha camisa sendo puxada, nossas bocas se encostaram.
_Eu não tenho medo de sair queimada. – desafiou, mordendo meu lábio inferior.
_Acho que vamos ter que incendiar a casa, então. – foram minhas últimas palavras, antes de tomar seus lábios.
Notas finais
Eu escrevi esse capítulo inteiro ouvindo músicas do Ed Sheeran e só uma vez ouvi Not Over You, que é uma das minhas músicas preferidas~~
Amo escrever ouvindo bandas ou coisa assim, parece que dá mais inspiração. Algumas coisas estão alteradas da minha história postada aqui e no animespirit, mas só como sobrenomes e essas coisas. Nada que altere a história.
CHOCOLATE CAKE TO YOU ♥
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