Notas iniciais
Gente, tem como eu pedir perdão por todo esse tempo que eu não postei? Não posso nem chamar de tempo, é eternidade. Uma era :c. Estou de férias e infelizmente não posso culpar a falta de tempo, mas posso culpar - e muito - a criatividade. Então, só peço que aproveitem a histórias. Capítulo novo saindo em breve, e dessa vez, é verdade u-u Bom dia, boa noite.

Já estávamos em torno de uma semana sem contato, isso não era novidade para minha pessoa. Para falar a verdade, era tão comum que não me preocupava mais, não era como se eu estivesse esperando a ligação de Harry ao acordar. Eu estava sem expectativas, e isso me confortava.

Sentada na mesa do patrão, e aconcheguei meus pés sobre a madeira velha, tentando descansar de dias corridos e conturbados.

O bar andava mais agitado do que nunca, e desde que o capitão se retirara para aproveitar sua mulher e filhos, eu não podia sossegar por um segundo. Mas a sexta-feira tinha dado as caras, resolvendo me oferecer um pouco de música, álcool e pessoas interessantes.

_Jessica. – Victória entrou no escritório, seu rosto mostrava desespero. – Eu sei que está cansada, mas...

_Pode soltar a bomba. – falei, fingindo um sorriso. – Eu aguento.

_Dan só vai chegar semana que vem. – respirei fundo, absorvendo a informação. – Ele disse que Sasha está tão feliz, e ele não queria abandoná-la tão cedo. Então pediu por sua ajuda, mas só se você aceitar, é claro. – suas mãos foram ao cabelo escuro, enrolando-os entre os dedos, uma mania que a perseguira desde a adolescência.

_Pode dizer que eu tomo conta. – pisquei, sendo tomada por uma ideia. – Já que é assim, diz pra ele que quinta eu vou fechar o lugar.

_Pra quê? – perguntou, a voz transbordando impaciência.

_Surpresa. – me aproximei da mesma, colocando minhas mãos sobre seus ombros. – Só avise para o Daniel que vou colocar Nova York inteira nesse bar.

_Jessie, o que está pensando?

_Eu já disse que é surpresa.

_Acho que consigo esperar. – ajeitou sua caderneta no braço. – Vou tomar conta disso. – e antes de finalmente sair, virou-se. – Clifford disse que está fazendo um bolo para o seu aniversário, e que vamos comemorar.

_Aonde?

_Hard Rock Café.

_Eu amo aquele lugar. – não evitei um sorriso de rasgar o rosto. – Está bem, dez horas?

_Isso mesmo. – foram suas últimas palavras antes de bater a porta. Mais animada, voltei para a poltrona. Dois segundos depois de eu tentar descansar – novamente — , meu celular vibrou sobre a mesa.

_Não tem como pararem de me incomodar mesmo. – resmunguei, deslizando o dedo sobre a tela. Meus olhos se arregalaram ao ler o nome sobre a tela, mas ri após perceber que eu deixara a primeira ligação cair. O celular tocou de novo depois de alguns segundos.

_Olá. – me pronunciei, deixando no auto-falante.

_Hey, Jessica. – seu tom era animado. – Tudo bem?

_Vou indo. – gargalhou do outro lado. – Estou meio cansada, mas é sexta-feira, então não tem como eu não estar bem. – ergui meus braços de euforia, mesmo sabendo que ele não poderia me ver.

_Entendo, eu também andei bem ocupado essa semana. – inconscientemente pensei que estava se desculpando por não ter ligado antes, mas o mesmo não negou, e muito menos afirmou a minha suspeita.

_Então, porque da ligação? – fui direta.

_Quer sair hoje? – me respondeu rapidamente. – Sei que você disse que não sai com o mesmo cara mais de uma vez, mas...

_Harry, para de ser idiota. – ri dele. – É claro que eu saio com você, ou melhor... Acho que você vai ter que sair comigo.

_Como assim?

_Hoje é meu aniversário. – parabenizou-me, antes que eu pudesse continuar. – Então, o pessoal do trabalho resolveu se juntar para comemorar. Se você quiser ir, é no Hard Rock Café, conhece?

_Quem não conhece? – ironizou. – Horário?

_Aparece lá pelas dez e meia.

_Certo. – o silêncio se estabeleceu por alguns segundos. – Estou feliz que vou te ver novamente.

_Eu sei. – respondi, o coração na palma da mão. Palavras de afeto não eram sempre ouvidas por mim, muito menos por pessoas que não fossem Victória ou Naira. – Eu também estou. Te encontro lá?

_Definitivamente.

_Até.

_Até. – mesmo depois da despedida, ainda estávamos ali. Me senti idiota, esperando que alguém falasse algo, até que resolvi acabar com aquilo.

_Te vejo depois, Harry. – gargalhei das nossas ações. – E quero te ver bem bonitão para meu aniversário, em?

_O mesmo para você.

_Não acho que seja possível eu ficar mais bonita do que já sou. – gabei-me, o tom brincalhão invadindo a conversa.

_Eu vou desligar agora, me ofendi. – segurei o riso.

_Tchau, Styles.

_Tchau, Thompson.– e dessa vez nós realmente acabamos com aquilo.

~~

Harry’s

Coloquei a chave na ignição, o barulho do motor aumentando. Dei partida, ao mesmo tempo que escolhia alguma música para me acompanhar pelo caminho. Happy animou minha noite de sexta até que eu consegui atravessar todo o trânsito de Nova York e chegar no Café.

Quando meus pés tocaram o solo animado do estabelecimento, não neguei ser atraído pela decoração vintage e de bom gosto. O vermelho e preto das paredes eram satisfatórios e a música ainda melhor.

Um bom e velho rock.

Encarei tudo e todos até encontrar o rosto de Jessica, que esta noite, estava ainda mais bonita. Um vestido vermelho e curto tinha caído bem em seu corpo, ainda mais o batom tentador contornando seus lábios. Senhor, me ajude essa noite!

_Harry! – Jessie levantou de seu lugar e veio até mim, essa noite tinha um salto em seus pés, deixando-a consideravelmente sensual. E alta, é claro. Deus, o que uma noite de sexo não faz com a mente de um homem?

_Ah, Jessica. – sorri de lado, deixando meus pensamentos para trás. – Feliz aniversário.

_Obrigada, Harry. – abraçou-me e deixou um beijo sobre minha bochecha. – Venha, vou te apresentar meu pessoal. – envolvi sua cintura e caminhamos até um grande grupo de pessoas. Alguns eu reconhecia pelo dia do bar, mas outros eram novidade para mim.

Ela se sentou, e eu acompanhei, sentando-me na cadeira ao lado.

_Prazer, sou Harry. – acenei levemente, fazendo uma apresentação geral.

_Então, amigos... – forçou a palavra amigos. – Se apresentem.

_Sou o Lucas Clifford. – um menino moreno sorriu para mim, ele parecia ter uma enorme empolgação dentro de si. Abraçou de lado uma loira que me lançou um aceno. – Essa daqui é a Mia.

_Me larga, idiota! – empurrou Luke, seu rosto ficando vermelho pela força em se afastar, mas Lucas continuava apertando-a. Ri da cena, acompanhado dos outros na mesa. – Eu posso me apresentar muito bem sozinha, se quer saber.

_Mas maninha, eu te amo tanto que quero preservar sua bela voz.

_Para de ser gay, Clifford. – outra menina resmungou ao lado de Jessica, ela tinha um cabelo estranhamente rosa.

_Querida, você sabe que isso é impossível. – arrastou a última palavra, mexendo em seu cabelo. – Eu nasci assim, divo e maravilhoso. Recalque de piranha não afeta sereia, Melanie.

_É por isso que você não me afeta, bicha. – sorriu ironicamente, voltando a atenção ao menu. Thompson virou-se para me olhar, e sorriu.

_De agora em diante, você é nosso amigo. – sussurrou para que só eu ouvisse. – É melhor gostar de loucuras.

_Eu sabia onde estava me metendo quando nos conhecemos semana passada. – beijei o canto de seus lábios. – Pode crer. Então, apresente-me os outros.

_Gente! – Jessie chamou atenção de todos, batendo as mãos na mesa. – O resto se apresenta, eu quero comer logo. – um bico se formou em seus lábios, mas fez com que os outros se apressassem.

O primeiro que resolveu falar foi um ruivo que se denominou Mark, ele era bem engraçado e ainda fazia faculdade. Aparentemente era o melhor amigo de Luke. Duas meninas se apresentaram, Melanie se apresentara oficialmente e Naira, uma morena que era mais reservada em comparação aos outros ao nosso redor.

_Ainda faltam dois. – Jess bufou, jogando um guardanapo sobre o papo. – Eu não esperava menos daque... – sua frase parou no meio e observei o motivo entrar pela porta do Café.

_São eles? – assentiu, levantando do lugar, mas permanecendo perto da mesa. Quando o casal se aproximou, reparei no estado dos dois. O cabelo bagunçando, os lábios inchados e a coloração vermelha do rosto evidenciavam o porquê do atraso. Segurei o riso, me limitando a ouvir Thompson.

_Não venham me dizer que o trânsito estava feio. – iniciou a bronca. – Essa cara de santa não engana ninguém, Victória.

_Dá uma sossegada, Jess. – a morena sorriu, abraçando forçadamente Jessica. – Foram só meia-hora.

_Para alguém que organiza festas, você não parece muito organizada. – Thompson foi sarcástica, e voltou ao lugar, ignorando Victória. – Se sente logo, e Joseph, a próxima vez que vocês chegarem atrasado em algum compromisso porque ficaram se pegando...

_Já sei. – o loiro ergueu as mãos, sentando-se ao lado da namorada. — Você vai cortar o que eu tenho no meio das pernas fora. Já entendi.

_Que bom que sabe. – sorriu simpaticamente. – Depois vocês se apresentam para o Harry, estou com fome.

_Jessica, nós todos sabemos que você está com fome, agora cala a boca e faz o pedido. – Luke disse, aparentemente fazendo origamis com o guardanapo da mesa.

A partir daquela hora, a conversa não cessou mais. Falávamos de tudo, e apesar de ter reconhecido Joseph quando chegara, confirmei sua carreira no meio de um dos assuntos. Ele era ator, mas parecia bem acostumado a simplicidade de estar em meio aos amigos de Jessica.

Quando nossos pedidos finalmente chegaram, paramos por um tempo a conversa para que pudéssemos nos concentrar na comida, mas mesmo assim os múrmuros ainda eram ouvidos. Principalmente múrmuros meus e de Jessica.

_Isso está delicioso. – falou, saboreando um hambúrguer. – Quer provar? – estendeu seu prato, mas neguei. Sorri, admirando sua animação por uma coisa tão pequena como um sanduiche. – Porque está sorrindo assim?

_Você fica linda quando está feliz. – respondi, deixando escapar o pensamento. Passei a mão sobre o seu cabelo e vi seu rosto corar. – Também fica linda corada.

_Para de me envergonhar, Harry. – deu um tapa em minha mão.

_Mas você não parecia tão envergonhada na minha cama semana passada. – sorri marotamente, vendo-a gargalhar.

_Eu sou um pacote completo. – mordeu mais um pedaço do lanche e esperei-a engolir até que pudesse falar novamente. — Quer sair comigo depois daqui?

_Sua habilidade de mudar de assunto é impressionante. – ri. – Mas, tudo bem. Onde nós vamos?

_Caminhar um pouco. – respondeu, dando de ombros e terminando seu hambúrguer. – Daqui uns vinte minutos a festa vai acabar e nós podemos sair.

_Tá. – terminei a minha comida também e aproveitei para observar os outros, também terminando suas refeições.

Rodeando meu olhar pela mesa, vi o casal atrasado discutindo e desviei meu rosto para Jessica, a dúvida impregnada em meu rosto. Ela gargalhou ao me perceber, pondo a mão rapidamente sobre a boca para que os outros não percebessem.

_Eles são assim mesmo, brigam e se reconciliam minutos depois. – deitou a cabeça em meu ombro. – São o melhor casal que já conheci na minha vida, apesar dos apesares. Se eles não se casarem um dia, eu desisto de tentar saber o que é amor verdadeiro.

_Nós podemos nos mandar? – troquei o tópico, pegando em sua mão.

_Claro. – levantou do seu lugar, chamando atenção. – Então, gente...

_Pode falar, aniversariante. – Mia parecia um pouco alterada, e nessa etapa nem ao menos brigava com Luke, o que parecia ser frequente.

_Eu e Harry iremos nos retirar. – as brincadeiras e tiradas sarcásticas foram inevitáveis, mas todos se aquietaram um tempo depois. – Obrigada pelo bolo, Luke. E obrigada também a quem vai pagar a conta, amo todos vocês. – com a mão já na minha, Thompson agarrou a bolsa pendurada na cadeira e nos mandamos – correndo como se o mundo fosse acabar – para fora do restaurante.

Caminhamos por um tempo, até chegarmos ao meu carro. Jessica entrou sem falar nada, e eu ainda estava recuperando o folego perdido pela pouca corrida. Cara, eu precisava recomeçar a malhar. Adentrei o carro, rindo um pouco da movimentação que tínhamos feito e girei a chave no carro, só para ligar o rádio.

_O que foi aquilo? – questionei, vendo-a colocar a mão sobre o peito.

_Não avisei a ninguém que eu não ia pagar. – fez careta e ri de sua expressão. Pus minha mão sobre o seu rosto e trouxe-a para um beijo, dessa vez, em seus lábios.

_Não sabe como eu estava me controlando para não te beijar na frente deles. – sussurrei entre o beijo, cortado segundos após eu falar. Voltei meu corpo para frente, me posicionando para dirigir. – Para onde vamos?

_Eu quero te mostrar um lugar. – disse, pesquisando meus CD’s. – Vai demorar um pouco pra cheg... – deu um pulo. – Você gosta de Nirvana. – olhou mais minhas músicas. – The Beatles, Ramones, John Mayer...

_Que animação. – soltei a frase, vendo-a quase chorar de emoção.

_Cara, você foi a escolha mais perfeita que fiz em todos os caras que já catei naquele bar. – sussurrou, pondo John Mayer para tocar.

_Eu não sei se me sinto agradecido ou chateado por ter sido um em vários. – fiz um bico, fazendo drama.

_Foram quatro, no máximo. – gargalhou. – Mas você foi o único que eu sai de novo.

_Então me sinto lisonjeado. – e a conversa acabou. Eu me sentindo animado pelas palavras dela, e ela... Quieta em meu banco, cantarolando conforme a música.

É, ela também tinha sido minha melhor escolha.

Notas finais
Eu não fui entrei profundamente na história nesse capítulo, mas no próximo muitas coisas serão descobertas e segredos serão feitos para que vocês fiquem ansiosos pelos próximos. ^-^ Obrigada, gente. Fiquem com Deus? :) E, um comentariozinho não faz mal não. Sei que a preguiça de comentar bate, mas realmente me deixa feliz. Pode soltar até crítica que eu vou ficar grata pela ajuda. Até o próximo. o/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.