Notas iniciais
Então, o primeiro capítulo se passa algumas semanas depois de o Hook bater à porta da Emma no 3x11. Tentei diminuir o máximo que pude interações entre os dois, porque não sou obrigado. Esse capítulo ainda não tem interação entre Emma e Regina porque é mais pra mostrar os sentimentos da Emma, mas aguardem porque ainda vai ter MUITO romance entre as duas, haha. Espero que gostem ^^

Isn't something missing?

Isn't someone missing me?

Emma's POV

A luz fraca do fim de tarde entrava pela janela do quarto de Emma. Naquele momento, ela segurava um objeto artesanal curioso que estava pendurado ali havia anos — um apanhador de sonhos. Ainda se lembrava muito bem do nome, quase tão bem quanto se lembrava da pessoa que o dera. Aquilo lhe trouxe uma enxurrada de lembranças desagradáveis e dolorosas. Lembranças sobre se sentir abandonada e perdida. Sobre se sentir rejeitada.

Varrendo esses pensamentos para longe de sua mente, ela pendurou o apanhador de sonhos novamente. O que era aquilo que estava sentindo? Nos últimos meses, uma espécie de tristeza tinha se apoderado dela. Ela nunca fora muito emocional — pelo menos não depois da decepção que sofrera com o pai de seu filho. E agora ali estava ela, pensando no passado, no presente e analisando toda a sua vida, como se tudo o que ela tivesse vivido até aquele momento não parecesse certo. Como se estivesse faltando algo essencial... ou alguém. De início, ela pensou que estivesse sentindo falta do pai de Henry, mas não era isso. Emma não conseguia associar a saudade que sentia a absolutamente nada, e isso era o mais estranho. Ter optado por ficar com o garoto fora a melhor decisão que ela já tomara em sua vida, e não havia absolutamente nada que ela gostaria de mudar, mas mesmo assim, ultimamente ela olhava ao seu redor e parecia que a família dos dois não estava completa.

"Ora, isso é bobagem", pensou ela. Ela e Henry sempre tinham vivido daquela maneira, contando apenas um com o outro. Henry era a única família de que Emma precisava, e vice-versa. Ela sempre se virara muito bem sem nenhum pai para ajudá-la a criar seu filho. Ainda assim, não conseguia parar de pensar naquele canto de sua mente que insistia em incomodá-la, como quando esquecemos algo que pretendíamos fazer, só que mil vezes pior.

Saindo de seus devaneios, Emma fechou a janela, pegou sua maleta e saiu do quarto, abandonando seu momento sentimental e voltando a ser a Emma Swan durona que sempre fora. Adentrando a sala/cozinha de seu apartamento, viu Henry no sofá, entretido com um desenho animado, e foi até o garoto para se despedir.

– Você tem mesmo que ir, mãe? -reclamou Henry, se levantando para lhe dar um abraço apertado.

– Sim, criança. O que posso fazer? É o meu trabalho. Estão oferecendo uma quantia realmente alta por esse cara, e eu tenho rastreado ele há algumas semanas... Acho que tenho boas chances de encontrá-lo.

– Tudo bem... — falou ele, mesmo não parecendo muito contente.- Só tente não demorar muito, ok? Vou sentir sua falta.

– Qual é — falou ela, tentando animá-lo — Será só pelo fim de semana. Você tem a minha receita de chocolate quente com canela na gaveta, duas caixas de pizza e lasanha congelada na geladeira, a coleção de DVDs da Disney no quarto e 200 canais na TV a Cabo, o que mais você pode querer?

Henry riu.

– Ah, e não se esqueça — continuou Emma- o que você tem que fazer enquanto eu estiver fora?

– Sempre olhar pelo olho mágico antes de atender a porta, não deixar nenhum desconhecido entrar, não sair do prédio e lavar todas as louças — disse o garoto de forma automática e ensaiada enquanto Emma assentia.

– Muito bem — aprovou ela — Acho que você está pronto para um final de semana de pura diversão e liberdade. Só tente não... colocar o apartamento de pernas pro ar, ok?

Henry riu e os dois se abraçaram mais uma vez. Era incrível como eles tinham se apegado ao longo dos anos. "Não há nada de errado", pensou Emma. "Não pode haver. Esse abraço, esse garoto... Eu tenho tudo o que eu quero bem aqui. Não há nada faltando". Saiu pela porta dando um último adeus a Henry.

– Aproveite Nova York! -disse ele, e ela fechou a porta atrás de si. Tudo aquilo era bobagem. O que ela tinha certamente ia passar. Não havia nada para ela sentir falta. Saiu com esse pensamento em sua mente, embora não conseguisse abandonar a sensação de que havia algo — ou alguém — do qual ela sentia falta naquele abraço...

**************

Andando pelas ruas da nublada cidade de Nova York, sob o vento gélido da manhã de domingo e tentando se aquecer com sua jaqueta de couro e seu copo de café do Starbucks, Emma começou a sentir que estava sendo seguida.

Virou-se para trás e viu uma figura de preto andando — não, correndo — em sua direção. Uma figura com bastante couro.

– Ah, não — disse ela — esse maluco de novo não.

**************

O fusca amarelo sacolejou um pouco quando passaram por uma estrada esburacada. Emma Swan, afastando os cabelos loiros do rosto, olhou para o lado: No banco do passageiro, Henry analisava de forma curiosa o livro de contos de fadas que Jones tinha lhe dado; observava uma ilustração da Rainha Má com um olhar de profundo interesse. Olhando no retrovisor interno, ela viu Jones sentado no banco de trás, pela primeira vez usando roupas socialmente aceitáveis para o mundo moderno.

Era difícil acreditar como tudo tinha acontecido tão rápido. Cinco dias antes, ela teria nocauteado aquele estranho homem de uma mão só se ele tentasse se aproximar dela ou de Henry. Agora, ali estava ela, viajando com ele em seu próprio carro, em direção a uma cidade que ela não conhecia. Ela ainda não gostava de Jones — cujo primeiro nome era estranho demais para que ela memorizasse -, mas tinha um plano para se livrar dele de vez. Durante toda a semana, aquele stalker maluco tinha incomodado-a com histórias ridículas sobre contos de fadas serem reais. Estava na hora daquilo acabar.

Emma tentava convencer a si mesma que seu único objetivo com essa viagem era estacionar o carro, descer, nocautear o cara, algemá-lo e levá-lo para a cadeia o mais rápido que conseguisse, mas havia também outra razão. Emma achava que talvez, apenas talvez, a solução para aquele estranho e novo buraco em seu coração estivesse naquela cidade — Storybook, Storybrooke, ou algo do tipo.

Jones lhe dissera que sua família se encontrava naquela cidade. Emma não acreditava naquilo, mas isso não impedia que ela tivesse uma pequena esperança de que fosse verdade. No entanto, o que ela realmente queria, o que seu coração parecia ansiar por encontrar, não era um grupo de pessoas para chamar de "família". A família de Emma consistia em Henry... e em outra pessoa misteriosa que ela ainda não conseguira identificar, mas já percebera que ela precisava desesperadamente achar.

Enquanto se afastavam cada vez mais de Boston e se aproximavam do lugar que ela não conhecia, seguindo as instruções de Jones, ela suspirou, desejando no fundo de seu coração que aquilo não fosse mentira. Que realmente houvesse alguém esperando por ela naquela tal de Storybrooke. Emma não sabia mais o que fazer, e se as coisas continuassem daquela forma logo ela teria que se consultar com um psicólogo. Envolvendo as mãos firmemente ao redor do volante, ela deu um longo suspiro e disse mentalmente:

"Bem... Parte perdida da minha vida... Seja lá quem você for... Estou chegando para você."

Notas finais
ENTÃÃÃO GOSTARAM?? hahha Como eu disse, ainda não tivemos muito SQ porque é mais uma introdução sobre como a Emma estava se sentindo com relação à essa pessoa ~~~~misteriosa~~~~ e sobre como vai ser o enredo mais ou menos. Enfim, não se esqueçam de comentar o que acharam ^^ VIVA LA SWAN QUEEN!!