Notas iniciais
Sinto em dizer que esse é o penúltimo capítulo, mas n deixem de ler pois ele é o mais IMPORTANTE. Finalmente vamos descobrir quem está por trás de tudo isso. Espero q gostem!!!

Passaram umas duas horas na escuridão, ninguém durante esse tempo foi até a prisão dos três amigos ver se eles tinham acordado. Leo começava a pensar que eles foram abandonados ali para morrerem de fome ou de desidratação. Eles estavam começando a sentir esses efeitos, havia quase um dia que não comiam ou bebiam alguma coisa, Leo estava morrendo de fome.

Finalmente eles ouvem passos pouco distantes transmitidos através do eco produzido pela caverna. Não estavam correndo, como na outra vez que Leo teve que se fingir de inconsciente, os passos eram calmos e havia água no lugar por onde essa pessoa passava, não era difícil reconhecer o som.

–Alguém está vindo – observou Emily.

A resposta não veio de Leo nem de Mike, mas por outra voz conhecida imediatamente pó Emily:

–Achei que não iam mais acordar. Pensei que meus amigos tivessem matado vocês.

Leo sabia que já tinha ouvido aquela voz, mas não a reconhecia, essa era mais uma de suas deficiências.

–NÃO – ela gritou como nunca tinha gritado antes – NÃO É POSSÍVEL. VOCÊ!!! POR QUE???

Uma risada estrondosa e exagerada ecoou na caverna.

A situação incomodava Leo, não conseguia se lembrar do dono daquela voz. A voz não era maligna como Leo imaginasse que fosse a voz de um vilão, ela era estranhamente comum e inocente. Só conseguiu descobrir que era a voz verdadeira do homem mascarado que estava no orfanato.

Uma fonte de luz distante se aproximava vinda de um corredor à esquerda de Leo. Inicialmente, ela não fez diferença nenhuma, mas à medida que se aproximava revelava a imagem das pessoas. Leo ficou surpreso quando finalmente conseguiu distinguir a figura que carregava uma vela, agora entendia porque Emily gritara tanto quando ouviu aquela voz.

Era Scott, o filho do maldito Christian, que por sinal vinha atrás dele em forma de Dixen. O mesmo Scott que eles recorreram para saber a localização de Grayton. Agora Leo entendia porque foram atacados na casa dele, Scott os convocara, ele fingia estar ajudando, por isso tinha sumido e não acertava nenhum Dixen naquele dia. Leo não o conhecia muito bem, mas mesmo assim ficou indignado quando descobriu.

–SEU INFELIZ. COMO PÔDE? POR QUE FEZ ISSO? – esbravejou Emily novamente com toda a força que tinha em seus pulmões.

Scott riu novamente. A risada despertou um ódio maior ainda dentro de Leo, queria se livrar e socar a cara daquele maldito feiticeiro falso. Ficou como um Pitt-bull raivoso tentando se soltar da coleira, mas a coleira, no caso, era eram as algemas. Leo olhou para o lado, Mike parecia imitá-lo e Emily continuava a gritar insanidades contra Scott que continuava a rir como se fosse uma criança no show de palhaços de um circo infantil. Quando finalmente conseguiu se livrar das gargalhadas excêntricas disse:

–Bravo, bravo. Seria trágico se não fosse cômico ver vocês tentando se soltar pra me matarem. Mas confesso... que estou um pouco surpreso, achei que vocês conseguiriam descobrir que era eu por trás disso tudo.

–Isso me passou pela cabeça, mas não levei a sério, não pude acreditar que você pudesse chegar a esse ponto, pelo que? Por vingança?

–Poder, minha amiga, poder. Procurei você por muito tempo Leo, meu plano sempre foi capturar você e Grayton juntos e absorver todo o poder de vocês dois. Quando finalmente o encontro, mandei meus Dixens capturar você enquanto eu mesmo ia atrás de Grayton, mas esses imbecis não conseguem capturar um garotinho inocente que nem sequer imagina ser um feiticeiro. Tudo o que fiz pra capturá-los, as aranhas, a invasão à minha própria casa, nada adiantou. Mas quando ordenei que atacassem a mansão de Grayton ficou claro que não tinham opção senão voltarem ao pequeno orfanato, não podia perder essa oportunidade, então eu mesmo tive que ir até lá e capturá-los pessoalmente, já que esses idiotas não servem pra nada – disse Scott olhando pra seus Dixens.

Tudo parecia se encaixar, menos uma coisa que não passou despercebido por Emily:

–Mas pra que você queria a adaga?

–Ainda não está claro? Você é mais burra do que eu imaginava. Onde acha que estamos?

–É claro, como fui idiota de não perceber. Estamos no Mundo de Grayton!

–Parabéns, você está certa! E... consegue me dizer por que estamos aqui?

–Você quer todo o poder de Grayton e uma parte dele está aqui. Você vai destruir o Mundo de Grayton!

–Exatamente. Tudo bem... confesso, estava errado, você não é tão burra, conseguiu descobrir porque, só precisou de uma ajudinha.

–Mas porquê? Todas as pessoas, mulheres, crianças, animais, todos vão morrer!

–Será que você não entende? Essas pessoas que você se preocupa foram criadas por Grayton através de magia, portanto, não são inteiramente reais.

–VOCÊ VAI MORRER! EU MESMA VOU TE MATAR – gritou Emily

–Estou morrendo de medo! Agora vamos logo com isso, já esperei tempo demais pra me tornar o ser mais poderoso feiticeiro que já pisou na Terra e nesse mundinho encantado e nojento de Grayton.

A última frase fez os três amigos rirem, não sabiam porque, simplesmente riram. Talvez não conseguissem associar a imagem daquele magricela com o ser mais poderoso feiticeiro da história.

–Vamos ver quem vai rir por último – disse Scott.

Mas isso só acabou provocando mais risos sem sentido nos amigos que choravam de tanto gargalhar. Scott só ficou observando como se eles fossem apenas insetos que lhe dariam o que ele quisesse.

–Estão esperando o que? Tirem esses idiotas daí!

Os Dixens se moveram lentamente pra soltá-los. A visão obrigou Leo a concordar com Scott, eles eram muito idiotas, sem ordens não faziam nada, ficava como fantasmas retardados que se cansaram de vagar sobre a Terra.

–E não deixe que escapem!

Droga, o plano de Leo era ser libertado e sair correndo com seus amigos, os Dixens não os impediriam. Mas com essa nova ordem o plano iria fracassar. Mesmo assim Leo insistiu em tentar fugir quando foram libertados, sem sucesso. O Dixen que o libertara, ninguém menos que Christian, não deixou que ele escapasse.

Leo passou a odiar Christian ainda mais quando ele matou Lily, se pudesse ressuscitaria Christian só pra ter o prazer de matá-lo com as próprias mãos.

Seus amigos também tentaram escapar, Emily não teve sucesso, mas Mike, surpreendentemente conseguiu escapar, saiu correndo e gritou:

–Vou buscar ajuda!

Leo não entendeu onde ele conseguiria ajuda, mas ficou feliz pelo amigo tentar ajudar. O plano falhou, quando terminou de gritar a frase outro Dixen o pegou, o mesmo fortão de 2 metros do orfanato. Parecia que ele perseguia Mike e Christian perseguia Leo, talvez fosse uma ordem especial só para os dois, mas isso não tem a menor importância.

–Parem de palhaçada! Admitam, vocês perderam. O poder da varinha e de Grayton será meu, só não sei o que vou fazer com vocês dois – disse Scott apontando para Mike e Emily – Não preciso do poder insignificante de vocês, acho que vou ter que matá-los.

Emily, ao contrário do esperado, não gritou nada, apenas ficou encarando Scott com ódio.

Foram arrastados pelo longo corredor escuro da caverna.

Como imaginado, tinha água no chão. Apesar do chão ser áspero, Scott escorregou e caiu no chão, ficou todo molhado. Os três riram, Scott era um vilão muito estúpido.

O corredor parecia interminável, às vezes ouvia-se ruídos de ratos passando ao lado das paredes rugosas e irregulares.

–Este é um ótimo lugar, hein – caçoou Leo.

–Cale a boca – respondeu Scott com sequidão.

O corredor finalmente acabara. Tinham levado uns 3 minutos para atravessá-lo por completo e chegarem a uma grande cavidade subterrânea dentro da caverna. O teto era alto, tinha aproximadamente 10 metros do chão até a parte mais alta da caverna, calculou Leo com suas pequenas noções de distância. Tinha um formato circular, porém irregular, grandes estalactites pendiam perigosamente no teto da gruta, parecia que iam cair a qualquer momento sobre alguém e matá-los impiedosamente. Pelo menos havia luz, ela vinha da entrada da caverna que não era grande, mas iluminava suficientemente o lugar. O contato da luz com as paredes da caverna revelava a verdadeira cor delas, um vermelho-alaranjado de aspecto aflitivo.

Havia muitos Dixens ali, cerca de 100 deles, no mínimo, das mais variadas aparências e tamanhos. Gordos, magros, altos, baixos, jovens e velhos. Vestidos da mesma forma que morreram todos pareciam estar elegantes, exceto um jovem com espinhas que se vestia com roupas coloridas e excêntricas, uma gravata com estampa de elefantes cor de rosa estava pendurada em seu pescoço longo e fino, Leo soltou um riso baixinho, mas ninguém pareceu notar. Não poderiam lutar contra todos eles, teriam que escapar de outra maneira depois de resgatarem Grayton.

Grayton estava a uns 60 metros de distância, preso no centro da cavidade por correntes enfeitiçadas em duas formações rochosas com formato de torres espessas na base e mais finas conforme tornava-se mais alta. Grayton estava péssimo, continuava alto como no sonho de Leo, mas pouco corpulento, quem o visse diria que era um velho a beira da morte. Seus músculos estavam flácidos, seus olhos baixos e com olheiras enormes, as rugas tomavam conta de seu rosto deixando-o enrugado como um maracujá murcho que caíra do pé a dias, as pernas bambeavam de um jeito que só conseguia ficar em pé porque as correntes o sustentava, os braços estavam cansados de sustentar todo o peso do corpo e poderiam se dividir a qualquer momento. Leo não teve a chance de conhecê-lo antes, mas estava triste de vê-lo naquele estado na primeira vez que se encontraram.

Não pareceu notar a presença deles até que Emily gritasse seu nome, Leo não sabia como Emily ainda tinha fôlego pra gritar, mas de qualquer forma, ele ouviu e levantou a cabeça penosamente como fez Mike quando estavam acorrentados. Ele não sorriu, não tinha forças nem pra isso, os músculos já não obedeciam aos comandos do cérebro cansado.

Mike e Emily foram jogados no chão violentamente e correntes mágicas surgiram de dentro das paredes e envolveram seus pulsos.

–Cuido de vocês depois. Agora Leo, temos um problema, por algum motivo não consegui absorver o poder da sua varinha, parece que você terá que transferi-lo para mim, pode fazer isso? – disse Scott se aproximando de Leo e puxando a varinha do bolso.

Leo cuspiu na cara de Scott com vontade. Scott ficou todo melecado e soltou um gritinho fino como de uma garotinha assustada. Novamente, Leo riu e dessa vez nem Emily nem Mike resistiram. Ele fez cara de ódio e limpou o cuspe com a manga da camiseta.

–Como queira – disse Scott suavemente – Você deve gostar de sofrer não é?

Scott conjurou mais duas torres iguais aqueles que prendiam Grayton e acorrentou Leo de frente para os amigos. Leo sabia que ia ser torturado, mas não ia cooperar com Scott.

Uma dor excruciante percorreu seu corpo inteiro. A dor era a pior que já sentira em toda a vida, parecia que estava sendo esfaqueado em todos os lugares de uma só vez. Leo gritou. O grito foi ainda mais alto do que os de Emily, tão agonizante quanto os gritos de almas condenadas a serem torturadas no inferno eternamente.

–E agora? Está disposto a me ajudar?

Quando finalmente a dor cessou, Leo conseguiu dizer:

–NUNCA!!!

Scott torturou Leo mais algumas vezes. Ao final de cada sessão ele perguntava sempre a mesma coisa: ”Vai cooperar agora?”, a resposta era a mesma: ”NUNCA”. Isso tudo se repetiu por umas 15 vezes e Leo não cedia de jeito nenhum.

–Vai precisar fazer mais do que isso pra me fazer ceder! – gritou Leo.

–Acho que tem razão – disse Scott pacientemente – Vamos ver o que a sua namoradinha aguenta o mesmo que você!

Scott se virou para Emily no mesmo instante em que Leo gritou: ”NÃO”. O fôlego da garota era interminável, quando a dor passou por ela o grito foi escandaloso, Scott teve que por as mãos no ouvido para abafar o som. O coitado do Mike, que estava ao lado de Emily, deve ter ficado surdo por alguns momentos.

Dessa vez, Scott não parou e perguntou para Leo se ele ia cooperar. Ele continuou a torturar Emily impiedosamente, como se ela não fosse nada pra ele, como se eles nunca tivessem sido amigos. Leo não suportou aquilo, ele podia ser torturado um milhão de vezes, mas não suportava ver Emily gritando daquela forma e sentindo aquelas dores.

–PARE! POR FAVOR, PARE – gritou Leo repetidas vezes até que Scott escutasse.

Quando finalmente ele escutou, parou de machucar Emily. A garota não conseguia se mexer direito, tudo doía.

–Como é? – perguntou Scott pra provocar.

–Pare, por favor. Faço o que você quiser, mas não machuque Emily novamente – disse Leo com lágrimas escorrendo pelo rosto.

–Até que enfim! Achei que você não ia ceder. Aqui está a varinha – disse Scott posicionando a varinha na frente de Leo – Transfira o poder dela pra mim.

–Eu... eu não sei se posso fazer isso.

–AH, você pode sim. Senão a pobre Emily vai sofrer novamente.

Leo olhou pra Emily, ela também chorava. Balançou a cabeça em sinal de negativo, pra que Leo não aceitasse, mas ele não aguentaria mais vê-la sofrer.

–Vou tentar – disse ele por fim.

Leo encarou a varinha com olhos e tentou entrar dentro dela em pensamento, parecia besteira, mas Leo conseguiu, ele podia sentir sua magia lá dentro, sentia-se completo, a outra parte dele o preencheu. Aos poucos ele conseguiu ditar o ritmo com sua magia deveria se comportar dentro da varinha, como deveria se movimentar. Quando Leo sentiu-se preparado e no controle de sua própria magia, a expulsou aos poucos de dentro da varinha. Um fiozinho de luz branca e brilhante saiu da ponta da varinha, se o vento fosse visível ele seria daquela forma, a diferença era que ele se movimentava como Leo mandava. A luz se prolongou e Leo a direcionou para a cabeça de Scott, quando tocou a testa dele Scott começou a se mexer, seus gestos eram sem sentido e involuntários como uma pessoa que estava sendo eletrocutada.

A magia continuava a se mover através do ar em direção a Scott. Ele parecia estar inconsciente, assim como Leo.

A caverna começou a tremer, o chão movimentava por conta própria, era um terremoto que foi adquirindo intensidade com o tempo. Leo e Scott pareciam não notar. O terremoto se tornava cada vez mais forte, as paredes da caverna rachavam aos poucos. Em pouco tempo a caverna ia desabar.

–PAREM, A CAVERNA VAI CAIR – gritou Emily.

Mas nenhum dos dois se mexeu, tampouco os Dixens. A situação começava a ficar perigosa, as estalactites balançavam no teto. A primeira a cair estava longe deles, mas tinha uma estalactite bem encima das cabeças de Mike e Emily, não era muito grande, mas era pesada o suficiente para matá-los, ela não ia demorar pra cair.

Emily ainda gritava como uma desesperada pra tirar Leo e Scott daquele transe frenético, mas não adiantava nada.

A estalactite caiu. Mike fechou os olhos e virou para o outro lado, Emily fez o mesmo. Mike esperou que a morte caísse sobre sua cabeça, mas isso não aconteceu. A ponta estalactite caiu sobre a corrente que segurava Mike, não percebeu de imediato e continuou com os olhos fechados, demorou a percebeu que ainda estava vivo e melhor ainda, livre das correntes.

Ele levantou-se num pulo e correu pra cima de Scott. Pulou em suas costas interrompendo a ligação dele com Leo. O terremoto parou. Os dois ficaram tontos por um tempo e Scott caiu no chão com o peso de Mike sobre suas costas. Leo retomou a consciência e ficou olhando ao redor pra entender o que estava acontecendo.

–Vai libertar Grayton, eu cuido de Scott!

Leo assentiu com a cabeça e correu em direção a Grayton.

Scott levantou-se e impulsionou Mike pra trás, ele caiu mas levantou-se rapidamente. Scott também foi em direção de Grayton para impedir Leo. Mike o atacou pelas costas, o feitiço não derrubou Scott, ele estava muito poderoso, mas despertou a atenção de Scott, era tudo o que Mike queria, dar mais tempo a Leo.

–Você acha que pode me impedir seu imbecil? – disse Scott com ignorância

–Não sei se posso, mas vou tentar – disse Mike corajosamente.

Scott lançou-lhe um feitiço poderoso pensando que isso bastaria, mas Mike conseguiu se defender com muito esforço. Scott achou que já tinha perdido muito tempo e ordenou:

–Dixens, peguem...

Não conseguiu terminar de ordenar porque foi interrompido por Mike:

–Você é um covarde, um fraco! Precisa de seus amiguinhos pra me destruir!

Scott ficou furioso, dissolveu a ordem e passou a duelar com Mike. Mike não atacava, apenas defendia, Scott estava muito poderoso, Mike não conseguiria derrotá-lo, mas não tinha necessidade, só precisava retardá-lo.

–MIKE, MINHA VARINHA! JOGUE MINHA VARINHA! – gritou Leo de longe.

Mike tinha esquecido desse detalhe. Como Leo libertaria Grayton sem a varinha? Olhou pra o chão e viu a varinha de Leo um pouco a frente, entre ele e Scott. Scott também encontrou a varinha no chão e correu até ela, porém Mike foi mais rápido, apanhou a varinha primeiro e arremessou para Leo. Ainda deu tempo de acertar um feitiço em Scott e mandá-lo para longe.

Leo pegou a varinha no ar e apontou para a corrente que prendia o velho Grayton. A corrente se partiu ao meio, correu para a outra corrente que prendia a outra mão e a quebrou. Grayton caiu impotente no chão.

–Me ajude aqui filho – disse Grayton carinhosamente para Leo.

Leo o ajudou a levantar e o manteve em pé servindo de apoio para Grayton.

–Nós... nós precisamos de nossa magia de novo. Acha que pode fazer o que estava fazendo antes, só que com o efeito inverso? – disse Grayton baixinho.

–Acho que sim – assentiu Leo.

Leo concentrou-se na sua magia dentro de Scott que continuava caído, o feitiço de Mike foi muito forte. Ele a encontrou e ordenou que voltasse para sua varinha, ela obedeceu, veio aos poucos de encontro à varinha. Grayton fazia o mesmo, sua magia voltava pra dentro de sua cabeça, com mais velocidade que voltava a de Leo.

O terremoto recomeçou. A caverna tinha ficado estruturalmente comprometida com o outro terremoto e agora ela estava desabando mais rápido.

Emily ainda estava presa nas correntes tentando se soltar inutilmente.

A caverna viria ao chão rapidamente, precisavam sair dali rápido. Grayton terminou de absorver todo seu poder, Leo terminou logo depois de Grayton. O terremoto cessou, mas a caverna não parava de cair. Grayton estava mais forte, mais poderoso e já conseguia caminhar sozinho.

–Vamos embora! – disse ele correndo para a saída.

–Espere – disse Leo – Emily!

–Vai atrás dela – gritou Grayton.

Mike estava duelando com Scott que tinha se levantado. Grayton se juntou a ele para ajudá-lo.

–É um prazer revê-lo Grayton – disse Mike.

–Idem – respondeu Grayton categoricamente – Agora corra, vai ajudar seu amigo com Emily.

–Tem certeza que pode dar conta disso?

–É claro! Agora vai.

Mike obedeceu e correu em direção à Emily. Grayton derrotou Scott facilmente, mas não o abandonou para a morte na caverna, Grayton prendeu Scott com um feitiço e o obrigou a segui-lo.

Uma rocha muito pesado tinha rolado e caído sobre a perna de Emily. Mike e Leo resolveram rapidamente esse problema e libertaram Emily, mas ela não conseguia andar direito. Grayton foi ao encontro deles e ordenou:

–SAIAM AGORA!

–Me ajudem – disse Emily

Leo encontrou forças onde não tinha, tomou Emily nos braços e a carregou até saírem.