Lembranças da Mulher de Cabelos Pretos e Ondulados
11 Uma pequena revolta, um fora e muitas saudade
Notas iniciais
–Leite com biscoito... Parece que eles só sabem servir isso! — Kate diz irritada enquanto comemos no refeitório.
–Realmente, devíamos fazer uma espécie de rebelião! — Mathew diz erguendo seu punho.
–Acho que não levaria a nada... Quer dizer, eles não se importam... Claro que eles sabem que é ruim comer a mesma coisa uma semana inteira, e nunca mudaram o "cardápio" — falo brincando com os biscoitos.
–Quanta falta de esperança... Brigou com Beth?
–Não, estamos super bem. Até estamos planejando uma pequena festa de noivado. — falo sussurrando e tampando minha boca com as mãos para que ninguém saiba do que estamos falando.
–Legal! — Kate fala me imitando.
–Vocês estão convidados... Não contém para ninguém e ainda não há data definida. — digo sussurrando.
–Ah... Obrigada. — Kate fala em volume normal.
–É... — Mathew fala meio perdido, mas feliz.
–Vou ao banheiro... Licença. — falo me levantando.
–Vai lá... — Kate me diz dando ombros.
Vou ao banheiro e depois para o ginásio. Sento em um canto bem um pouco frequentado e começo a ler "Por lugares incríveis" (um livro que Kate me emprestou).
–Oi, Edu. — Marge se senta do meu lado e começa a falar.
–Oi — falo sem nem olhar para ela.
"Marge é uma patricinha emo, ela da encima de mim desde o ano retrasado. Antes ela me seguia pela escola, mas aos poucos foi ficando um pouco menos maluca."
–Lendo o que? — ela me perguntou me tirando mais uma vez da minha leitura.
–Por lugares incríveis — falo mostrando a capa para ela.
–Sabe tenho uns lugares incríveis bem aqui... Ser quiser conhece-los. — ela fala puxando a gola da camisa para baixo, mostrando um pouco de seus seios.
–Ah não obrigada... Prefiro beijar o asfalto a te beijar. Licença. — digo fechando o livro e me levantado.
Vou para o meu armário, pego o livro de história e deixo o livro que Kate me emprestou. E depois vou para a sala da próxima aula.
***
–Vamos! — Mathew me chama assim que a aula acaba.
–Sim.
Saímos da escola e fomos para o ponto de ônibus.
–Hoje Marge veio atrás de mim de novo... Pensa que tem chance comigo... — falo rindo
–Sério?! Tadinha, qual foi a resposta da vez? — ele pergunta totalmente empolgado.
–Disse que prefiro beijar o asfalto a beija-la. — falo rindo.
Damos sinal para o ônibus e assim que ele senta, começa adormecer.
Me sento em um banco atrás do dele e conecto meus fones.
***
–Oi, meu docinho! — falo abraçando Beth.
–Eca! O que te aconteceu? — ela pergunta sorrindo.
–Nada, só estava com saudades! — falo envergonhado.
–Ah, que bonitinho. — ela fala colocando as mãos no rosto, como se estivesse falando com um cachorro.
Eu lhe dou um beijo na testa e ela me puxa pelo pulso para a sala de refeições.
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