Lembranças

13 Capítulo 13


Notas iniciais
I'M BACK!!!!! Amores, muito obrigada pelos comentários lindos ❤️ fico muito feliz de verdade. Adorei escrever esse capítulo, espero que vocês amem também :}}}
Enquanto Henry, num caos de ansiedade, pânico e desconfiança, enfiava desatentamente roupas dentro de uma mochila, me dirigi ao banheiro a fim de verificar meu estado. Ao lançar em meu reflexo o primeiro olhar, um grito eclodiu no teto de minha boca, mas eu o apreendi. Eu estava horrível. O entorno de meus olhos era púrpura como uma orquídea em seus últimos dias de vida. Minhas bochechas choravam a vermelhidão do sangue quente e em meus braços havia marcas retilíneas, como uma estrada que levava ao fundo do poço. Era ali que eu me encontrava. Deixei todos os campos da minha vida atingirem o fundo do poço, de onde não dá para ser ouvido, não importa o quão alto se grite. Apenas não há volta. Talvez aquelas feridas nunca me deixem, talvez elas fiquem para sussurrar, a mim e a todos que olharem para o meu rosto, que eu não passo de uma mulher covarde demais. Fraca demais. Infeliz demais.

Antes que eu pudesse murchar meu ego ainda mais e acabar irrigando-o com lágrimas, também arrumei rapidamente algumas roupas e materiais de higiene numa mala. Henry me ajudou e logo estávamos prontos para sair dali. Se para sempre, eu não saberia dizer.

Construí uma vida ali, naquela casa que aprendi a chamar de lar — e, por um curto período de tempo, foi. Aquelas paredes contariam histórias dos mais diversos gêneros, desde o romance até o terror. Da comédia à ficção científica. Foram anos de entra-e-sai, de altos e baixos, de confissões e de violência. Aquela casa estava com o prezo de validade vencido, assim como minha vida com Robin Hood.

Peguei a mão de Henry e, compartilhando um olhar de confiança e esperança, demos o passo para fora da casa. Não olhamos para trás, não acenamos. Apenas fomos embora.

— Mãe? — Meu filho chamou, apoiando o queixo no banco do carona.

— Sim, querido?

— Para onde estamos indo? — Ele indagou.

A verdade é que eu não fazia ideia para onde estávamos indo. Eu não poderia ir para a casa de minha mãe, não, nem pensar. Mary Margaret provavelmente passaria semanas me perguntando o porquê desse descontrole de Robin e se eu estava certa mesmo de que era o fim de nosso casamento, então, sem Mary Margaret. Emma tem a Lily, sua namorada que acabou de sair de uma cirurgia complicadíssima e começou uma recuperação delicada. Entrar na casa e na vida de Emma de maneira tão íntima seria cruel para ambas.

Fiquei sem opções. Eu não tinha mais amigos e a igreja, infelizmente, não tinha um abrigo. Teria que ser uma das opções consideradas acima. Após uma partida de unidunitê mental, o destino havia sido escolhido, e não havia mais volta.

— Para a casa da Emma, filho. Está animado? — Perguntei com um sorriso que, mesmo pequenino, doeu para se formar em meu rosto despedaçado.

— Casa da Emma?! Woo-hoo! Sim, sim, vai ser muito legal! — Ele comemorou com os punhos cerrados para o alto. Eu não consegui segurar a risada.

Dez minutos dirigindo e a casa de Emma já podia ser vista. Graças ao meu bom Deus, seu fusca estava parado na calçada, o que poderia significar que eu e meu filho não seríamos refugiados. A não ser que ela não concordasse em nos abrigar. Por isso, resolvi que não falaria em ficar por alguns dias logo de cara. Chegaria apenas como quem visita uma grande amiga e sua namorada, e então eu jogaria a bomba. E seja o que Deus quiser.

Estacionei o carro do outro lado da rua para não chamar muito a atenção e andei até sua porta controlando a respiração. Ver Emma era sempre de tirar o fôlego, não importa onde, como, quando.

Toquei a campainha e não escutei nada. Estava quebrada. Por que eu me surpreendi? Era a casa de Emma Swan. Então, como à moda antiga, bati uma vez e mais três vezes rapidamente. Olhei para Henry e vi que ele já estava me olhando fixamente. Certamente, analisava os tons vivos e, ao mesmo tempo, mortos, em meu rosto. Eu era uma pintura abstrata de um típico artista mentalmente desequilibrado.

— Já estou aqui! E vou consertar essa budega! — Escutei a voz de Emma vindo de dentro da casa. Assim que ela abriu a porta, sua expressão e seu tom mudaram instantaneamente.- Regina, puta que pariu! Meu deus! O que aconteceu? O seu rosto -

— Olá, Emma. Não foi nada, eu levei um tombo na escada lá de casa. Acontece nas melhores famílias. Viemos te fazer uma… visita. — Esperava que ela tivesse entendido a ambiguidade do meu comentário sobre as melhores famílias.

— Sei… entrem! — Ela respondeu, aparentemente animada. — E aí, garoto? Quanto tempo… o que tem feito? E as namoradinhas? — Ela acompanhava Henry para dentro da casa com seu braço em volta de seus ombros.

Sorrindo, assisti àquela cena capturando os pequenos detalhes em tudo a minha volta: a forma como Emma andava, como ela segurava o braço de Henry, de forma que ele não pudesse sair daquele contato. A luz natural vinda da grande janela na sala refletindo nos fios daquela mulher que eu tanto fascinava. Tudo ali me fazia sorrir. Tudo era novo, tinha o cheiro inebriante da felicidade que eu nunca fui capaz de provar.

— Tenho feito várias coisas legais, mas coisas chatas também, sabe como é, né? E eu não tenho namoradinhas. — Uma pausa foi feita e nós duas continuamos encarando meu filho, esperando por uma resposta. — É namoradinha. No singular. — A cara de Henry era indescritível, como se fosse óbvio ele ter apenas uma namorada. Sincronicamente, eu e Emma gargalhamos alto, e todos os meus músculos faciais me lembraram que eu não tinha permissão para rir. Eu era mulher de Robin, afinal. Não poderia ser diferente.

Quando a dor foi passando e Henry já havia se acomodado no sofá, hesitantemente chamei por Emma.

— Posso falar com você? — Nossos olhos se encontraram e eu percebi que existia medo em suas florestas. Dor, até. Emma sentia minha dor só de olhar para aquelas marcas. Então, num movimento gracioso, seus dedos percorreram todo meu rosto.

— Pode falar. — Um fio de voz saiu, incapaz de interrompê-la de seu transe analisando aquele acidente artístico.

— Eu… eu senti muito a sua falta. Espero que possamos recomeçar nossa amizade com novos ares. Sem segredos, sem farsas. — Acariciei seu ombro de leve e, como reação, Emma alisou uma mecha em meus cabelos e a colocou para trás de minha orelha. — O que me diz?

— Seria ótimo… Regina, você é linda. — Ela sussurrou. Parecia que estava mesmo em alguma hipnose louca.

Não conseguindo conter uma risada boba, respondi:

— Linda, eu? Emma, olha só o meu estado. — A tristeza em meu tom era predominante, apesar dos meus esforços para continuar parecendo divertida.

— Sim, linda. Você é uma pessoa crua, naturalmente estonteante, e, céus, como eu senti saudade! Saudade de olhar para você todos os dias, saudades de rir com você, de te desafiar a sair da sua caixinha. Estou feliz que está de volta. E que me aceita. — Aquele sorrisinho e olhar de cachorro pidão estampavam seu rosto, e, aquilo sim! Era uma obra de arte. — Regina, já que você falou em farsas e segredos, tem algo que você precisa saber.

Não gostei nada de sua preocupação e seriedade, por isso franzi o cenho como sinal para que ela se esclarecesse.

— Eu e Lily terminamos. Quero dizer, eu terminei com ela. Ela me contou tudo, tudinho, desde o início e aí eu nem conseguia olhar para a cara dela. E eu nem conseguia acreditar que Mary Margaret tinha aquele lado safadinho! Dá pra crer? — Como se não fosse absolutamente nada demais, Emma caiu na gargalhada, segundo ela, imaginando aquela mulher que mais parecia uma Branca de Neve ser levada como a Rainha Má. Isso também significava que sua história com Lily não a incomodava mais. Por algum motivo, eu não conseguia desvendar se era bom ou ruim. Então, quebrando minhas próprias expectativas, eu não guardei mais essa indagação sobre Emma Swan. Eu simplesmente a perguntei.

— Uau… você está bem? Quero dizer, está conseguindo seguir em frente? — Era uma sensação boa apenas perguntar de uma vez, sem ficar remoendo tudo dentro de mim.

— Ah, sim, claro! Eu sabia que nosso relacionamento não duraria muito tempo além do já havia durado. Nós duas nos desgastamos demais com assuntos repetidos, infinitos. Ela continua no hospital. Liguei para a mãe dela assim que saí de lá e ela disse que estaria a caminho. Ela vai ficar bem, não me preocupo com isso. Lily sempre soube se virar, sempre soube sobreviver. — As palavras fluíam com uma autêntica naturalidade, e aquilo me aliviou.

— Tudo bem, então. Você já almoçou? — Resolvi mudar de assunto antes que aquele silêncio pesado se instalasse no ar.

— Ahn, não. Estou faminta, na verdade. — Sorriu tortamente.

— Se importa se eu cozinhar algo legal? — Apontei para a cozinha e já fui me deslocando até lá. — Henry, o que você quer almoçar?

— Lasanha! — Ele berrou do sofá. Como era folgado esse menino.

— Nananão. Nem pensar. Eu não vou deixar você cozinhar na minha própria casa. — Emma nos interrompeu e foi me conduzindo até o sofá, ao lado de Henry. — Vocês vieram me visitar, são meus convidados, portanto, eu cozinho. E, Henry, lasanha? Sério? Não quer comer algo diferente de tudo o que você já comeu? — Ela desafiou meu filho.

— Como você sabe que eu sempre faço lasanha? — Interrompi, colocando as mãos na cintura, numa pose imponente.

— Sei lá… instinto. E você disse que ama a culinária italiana, esqueceu, doidinha? — Ela me deu a língua. — Então, hoje eu vou cozinhar!

— Henry, eu compro uma quentinha para você caso a gente sofra alguma infecção estomacal. Emma é um desastre na cozinha. — Integrei meu filho à nossa brincadeira e todos ríamos. Eu, na medida que minhas lesões me permitiam.

— Você vai se arrepender de ter dito isso, senhorita Mills. Lastimarás este dia. Guarde minhas palavras… — Ela foi se afastando dramaticamente de nós e sumiu na cozinha.

Enquanto Emma aprontava sua peripécia gastronômica, aproveitei para conversar com Henry sobre casualidades. Escola, amigos, igreja, Grace…O ritmo de nossa conversa fora diminuindo conforme nossas energias foram se esvaindo e, quando dei por mim, já estava sendo acordada de meu cochilo por um cheiro insuportável de queimado. Olhei para o meu lado e vi Henry adormecido. Esqueci que criança é livre da paranoia de dona de casa de se desesperar ao sentir um cheiro de queimado.

— Emma, está tudo bem? Você não está colocando fogo na casa, está? — Falei em voz alta enquanto caminhava até a cozinha. Lá, Emma abrigava uma expressão aflita e concentrada, muito fofa de se ver.

— Ahn, não, está tudo sobre controle. Queimei nosso molho, mas já tive outra ideia aqui. Sabe, com os preparativos para aquele festival, fiquei muito tempo afastada desse fogão, então fui enferrujando, sabe como é. — Um sorriso torto se formou e minha vontade ali era de apenas apertá-la e dizer que ela era a criatura mais graciosa que já pousou nesta terra. Se eu fosse mesmo passar um tempo sob aquele teto, essa seria uma coisa que eu teria que aprender a controlar.

— Entendi. E o que a dona Benta aí está preparando? — Cutuquei seu braço com o cotovelo, mordendo o lábio inferior.

— Chama-se Biryani, um prato típico da Índia. É, basicamente, arroz, alguns temperos indianos como o curry e frango marinado. Mulher, eu te disse, eu sou supreendentemente boa na cozinha. — Ela mexia a mistura enquanto me deu uma piscadela. Derreti.

— Quero só ver, Julia Child. — Compartilhamos uma risada e eu me sentei no banco alto da copa para assistir à Emma cozinhando. Mais uma vez, filtrei o que havia ao meu redor e eu quase conseguia sentir um lar crescendo ali. Só faltavam alguns ajustes e voilá.

Quinze minutos se passaram desde que me sentei e observava Emma Swan de costas, toda atrapalhada, mas sempre adorável, preparar o almoço. Meu estômago já reivindicava a refeição e Henry já havia despertado de seu sono.

— Quem está com fomeeee? — Ela saiu gritando, batendo na lateral da panela de barro com uma colher de pau. Eu nem imaginava que ela possuía tantos utensílios culinários em sua residência.

— Euuuu! — Henry, sempre folgado, gritou também. Eu só consegui rir. Até porque, meu organismo não me permitia gritar ou realizar movimentos bruscos.

Sentamo-nos à sua mesa de jantar simples, que acomodava alguns livros de física e matemática e alguns papeis espalhados. Juntei tudo e pus em cima do aparador, notando o quão pesado o conhecimento poderia ser. Bem, talvez eu nunca soubesse seu real peso.

— Parece bom. Vamos checar. Henry, se estiver bom, eu compro sorvete para todos nós. Se estiver horrível, Emma paga. Mas você precisa ser sincero, ok?

— Ok! Atacar!!! — Ele, fugaz, encheu seu prato daquilo que ele nem sabia o que era, e logo abocanhou o garfo.

Conforme mastigava, sua expressão mudava gradativamente de destreza para ojeriza. Ele me olhou, negando com a cabeça, pedindo-me permissão para cuspir no prato. Fiz que não com a cabeça e com os olhos, e, com uma cara de sofrimento derradeiro, ele engoliu a gororoba.

— Blergh! Está horrível! Nossa, acho que nem comida de cachorro é tão ruim quanto isso. — Ele tomava água com uma vontade que nunca vi antes.

— Meu Deus, não pode estar tão ruim assim. Deixe-me ver… — Servi uma porção do arroz e dei a primeira garfada. Henry só poderia estar delirando, porque aquilo estava delicioso. Arregalei os olhos e olhei para Emma. — Misericórdia, isso não está nada mau… nada mau mesmo. Olha, estou realmente surpresa. E, Henry, de onde você tirou isso? — Passei a olhar para meu filho com um olhar de desaprovação.

— Eu sei, não é? Está muito gostoso, Emma! Parabéns! Eu só queria que minha mãe admitisse que outras pessoas também cozinham bem. — Ele respondeu com um sorriso muito do sapeca no rosto. Pouquíssimas foram as vezes em que briguei de verdade com Henry, pois aquelas caras que ele fazia sempre me derrotavam.

Emma riu apontando para mim e eu devolvi a graça dando-lhe a língua. Todos almoçamos e conversamos sobre nossas vidas. A de Henry era super legal, ele contou sobre a competição entre as meninas para ver quem tinha o melhor discman ou o Nokia mais moderno. A vida Emma, apesar de não ter sido tão feliz ultimamente, era interessante, pois ela falava sobre números, as engenharias de todas as coisas ao nosso redor. Henry parecia imerso em todas aquelas informações, e eu soube que, muito provavelmente, eu teria um pequeno engenheiro como filho.

Após recolhermos os pratos e lavarmos a louça — eu lavava, Henry secava e Emma guardava -, fui até o banheiro a fim de lavar os ferimentos, dar-lhes um merecido descanso.

Era complicado ter que me olhar no espelho. Era doloroso, em mais de um sentido, aceitar que ele havia me agredido e que agora era aquela imagem que me restava: uma mulher derrotada, fraca, horrível. Mas, para Emma, eu era bonita. E era isso que teria que bastar para me manter de pé, seguindo minha vida com a mínima dignidade.

Quando comecei a enxaguar bem de leve o roxo em volta dos meus olhos, escutei passos se aproximando, passos esses que eram pesados demais para serem de uma criança de quase onze anos.

— Regina? Está tudo bem? — Emma apareceu na porta do banheiro e conferiu mansamente.

— Sim, estou bem. Está doendo um pouco, mas depois de lavar acho que melhora. — Ofereci-lhe um sorriso amarelado.

Emma entrou de vez no banheiro e se sentou na borda da banheira, ligando-a. Aquele simples movimento acelerou meu coração, pois me fez imaginar diversos cenários envolvendo aquela banheira. Entretanto, ela apenas me chamou para sentar ao seu lado, e eu fui.

— Deixe-me ver isso. — Ela analisava profundamente meu rosto, como nunca antes havia feito. Seus olhos sobre mim eram como faróis procurando por algo perdido no mar no meio da noite. E eu queria, mais do que tudo, que ela o achasse. — Água quente funciona melhor. — Calmamente, comportou um pouco de água em sua mão e molhou meu rosto. A sensação da quentura aconchegante em choque com minha face chocante me fez gemer. — Estou te machucando?

Ela, imediatamente, retirou a mão de minha superfície.

— N-não, por favor, continue. — Eu não sabia se estava abusando de sua ajuda, mas eu merecia um pouco de afago após tudo o que aconteceu.

— Tudo bem… Regina, mais cedo você me perguntou se estava tudo bem se recomeçássemos, sem segredos ou farsas. — Ela cravou suas brutas esmeraldas em mim. — Mas eu não posso fazer isso.

Meus olhos se arregalaram. Será que eu nunca conseguiria ser feliz nem um pouquinho? Será que ninguém, nem mesmo Emma, poderia cooperar?

— Como assim, Emma? Por quê? — Minha voz era trêmula.

— Não enquanto você continuar com a história de que caiu na escada. Existem duas pessoas nessa amizade e a honestidade precisa partir de ambas. Conte-me o que aconteceu de verdade, Regina.

Respirei fundo e soltei todo o ar que cabia em meus pulmões.

— Foi o Robin. Era isso que você queria ouvir? Foi ele! Ele me agrediu assim que eu voltei do hospital. Estava tudo escuro, entrei no quarto e ele simplesmente me atacou. Hoje de manhã eu acordei desse jeito e Henry disse que ele o impediu de me apunhalar com uma faca. Ele saiu para trabalhar e nós viemos para cá. — A cada frase que eu proferia, os olhos de Emma se arregalavam cada vez mais.

— O QUÊ? ESSE INFELIZ É UM MONSTRO! — Ela se levantou da banheira e andava de um lado para o outro, nervosa. — Regina, esse verme precisa ser preso! Eu vou denunciá-lo agora.

Ela saiu do banheiro marchando raivosamente, mas eu a puxei de volta.

— Emma, não. Não agora. Por favor. Eu estou com a cabeça muito cheia, não consegui dormir decentemente desde aquele maldito festival. Por favor. — Meu polegar acariciava as costas de sua mão.

— Tudo bem. Mas amanhã estaremos na delegacia. — Ela decidiu.

— Já que você tocou nesse assunto… eu e Henry saímos de casa. Não sabemos ainda onde o nosso ‘amanhã’ começará. — Abordei o assunto de uma forma um tanto dramática.

— Mas que coisa, Gina! É óbvio que vocês ficarão aqui. O tempo que precisarem. Se quiserem ficar para sempre, será uma honra. — Ela falou sem o mínimo rastro de diversão. Ela realmente queria nossa presença ali para toda a eternidade. Seria bastante tempo, mas não seria nada ruim.

— Emma, não, eu não quero incomodar. — Passei a encarar o chão. Às vezes eu conseguia ser uma ótima atriz. Eu e meu filho desabrigados e eu ainda querendo fazer charminho.

— Nem adianta, senhorita Mills. Você e Henry serão os novos membros da família Swan. — Ela riu e me abraçou. Aquela sensação de lar que eu estava quase sentindo quando pus meus pés nessa casa, finalmente havia se completado quando Emma Swan me abraçou sob aquele teto. — Bem-vinda ao lar, Regina Mills.

Notas finais
AH, GENTE!!!!! A FIC TEM CAPA NOVAAAAAA :D digam nos comentários o que acharam dela, por favor! Sim, já é a terceira capa dessa joça kkkkkk eu sou a loka das capas, sorry :( Até o próximo, amo vocês ❤️