Lembranças

39 Winter has come


Notas iniciais
Oi gente linda que me faz emocionar ao ler os comentários! Gente, muito obrigada pelos comentários do capítulo anterior. Ainda estou muito mais que radiante por saber que atingi meu objetivo: emocionei vocês e fiz vocês entenderem o amor do nosso casal. *_____* Gente, isso pra mim não tem preço. Sei que estou devendo desculpas por não estar postando com mais frequência mas estou bem enrolada com questões pessoais e acadêmicas. Espero que compreendam. Mas podem ficar tranquilos e tranquilas que deixar de postar, nunca! AVISOS: Gente, a partir de agora a história vai dar uma andada... Vou fazer sempre de uma maneira que seja compreensível. Qualquer dúvida, reclamação, sugestão, é só deixar um review aqui ok? ;) Feliz dia das Mãezocas pessoal! Mantenham-se firme e fortes, se isso sequer é possível, para o casamentão amanhã hein? ;) #Caskett s2 Aproveitem a leitura amorecos.

Acordei meio que desnorteada, porém logo me tranquilizei ao sentir que era o corpo do Rick junto ao meu. Olhei para o relógio na mesinha de cabeceira: 16h25min.

– Rick... – Sussurrei enquanto me aconchegava a ele.

– Hun... – E aquele sorriso de abriu enquanto seus braços me abraçavam mais forte. – Se for um sonho me deixa dormir mais um pouquinho. – O beijei levemente nos lábios.

– Sua sorte e minha sorte é que isso é realidade. – O beijei mais longamente. – Mas a falta de sorte se encontra no fato de que já são 16h e a gente precisa voltar pra Manhattan hoje.

– Um dia eu vou te raptar sabia?

Sorrimos e antes de me levantar ainda trocamos mais beijos e carinhos. Fugi da cama para o banheiro. Arrumei-me rapidinho. Sai do banheiro já juntando minhas coisas e tentando organizar a casa e o quarto para o deixarem na mesma ordem anterior. Do andar de cima dava para ouvir a forma desajeitada que Rick juntava e arrumava as coisas lá embaixo. Quando terminei tudo eu peguei a bolsa e desci. Encontrei Rick ainda cobrindo os móveis. Ajudei-o a terminar. Quando estávamos próximos da porta ouço meu celular tocar.

– Oi mãe!

– Oi querida, está tudo bem por ai?

– Tudo bem mãe.

– Como foi o almoço?

– Foi bom. A “tia da Lanie” fez uma receita italiana. – Rick segurou o riso enquanto eu o encarava.

– Que bom! E o parque? Deu para irem nessa chuva?

– Nem arriscamos, demos só uma volta e comemos algumas guloseimas. – Rick balançava a sacola com as guloseimas que ele havia comprado, enquanto ria.

– Já estão voltando? Cuidado com a chuva. Pede pra Lanie dirigir com cuidado... Ela tá ai perto? Deixa-me falar com ela...

– Não... Quer dizer, ela está aqui... – Fiz sinal pro Rick entrar no FaceTime pra falar com a Lanie. – Mas está terminando de tomar banho... Quando ela terminar a gente vai. Mas pode deixar que eu direi seu alerta para ela.

– Ok... Peça para ela me ligar depois que sair do banho. Quero falar com ela também.

– Ih mãe, pra quê tanto cuidado? Está tudo bem. – Ela estava me deixando nervosa. Rick fez sinal de que havia conectado.

– Katherine, eu sou sua mãe e todo cuidado é pouco. Não gosto de duas meninas, uma com recém-carteira tirada, dirigindo no meio da chuva.

– Eu sei mãe, desculpa. Mas estamos crescidas, a Lanie é sempre cuidadosa, não precisa se preocupar. Também tenho juízo. – Rick põe o celular, com Lanie na chamada, na minha frente. – E a chuva nem tá forte...

– Ok, ok... Mande um beijinho para ela. Juízo!... Espero você para o jantar?

– Acho que vou passar na Lanie primeiro, mãe.

– Tudo bem então. Até mais tarde. Qualquer coisa me ligue.

– Certo. Beijos.

Lanie que ainda esperava assustada na chamada finalmente falou algo quando me viu desligar e suspirar fundo.

– Garota essa foi por pouco!

– Ai Lanie, desculpa.

– Tudo bem, agora eu acho melhor vocês dois começarem a se mexerem para voltar. Andem logo, mais uma desculpa e ela não vai mais cair!

– Claro, estamos indo... Eu e Rick já estamos saindo. Ele vai me deixar ai na sua casa ok?

– Tudo bem... Ai você me conta os babados. – Lanie falou sugestivamente.

– Pera aí?! Contar o quê para ela Kate? – Rick se assustou. Nós duas gargalhamos.

– Nada que manche sua reputação Richard Rodgers. – Eu falei em meio às risadas.

– Ah Kate, quê isso?! Sério mesmo? – Ele estava realmente alarmado. – Lanie!

– Lanie, depois a gente se fala... Obrigada por tudo, beijos. – Desliguei a chamada e virei-me pro Rick.

– O que você fica falando sobre mim para a Lanie?

– Ah... Muitas coisas... – Falei o provocando. Abri a porta e da varanda o chamei que já estava com nossas bolsas na mão. – Agora vamos que não podemos nos atrasar. Mamãe pensa que estamos em Coney Island.

– No carro você vai me explicar, não vai?

– Vou pensar no seu caso...

Entramos no carro e durante todo o percurso de volta Rick ficou tentando me persuadir para contar sobre os assuntos que eu e Lanie costumávamos conversar.

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O tempo foi passando. Eu e Rick estávamos cada vez mais próximos. O inverno chegou mais frio que anos anteriores. Mas dessa vez eu tinha a sensação do amor mútuo. Era um inverno diferente.

Passamos o inverno entre livros, cobertores, fondues, patinações, tombos, omissões, fugidinhas e alguns dias na cabana dos meus pais, claro, essa última acompanhados. Infelizmente.

Logo o Natal se aproximou e o que já esperava que acontecesse se anunciou. Dona Martha Rodgers mandou através do Rick convites, para mim e meus pais, para um jantar na casa dela. Rick estava em pânico. Ele sempre me dizia que a mãe dele era uma louca convicta e que juntar ela com meus pais poderia ser uma explosão eminente. Eu na verdade estava nervosa pelo fato de finalmente rever a Dona Martha, ou melhor, apenas Martha como ela gostava, como namorada oficial do filho dela. Lembro-me dela quando eu e Rick éramos crianças. Ela sempre me pareceu divertida. Porém sempre ouvi e ouço Rick reclamar de sua ausência.

Foi, a princípio, um encontro amigável e sem muitos requintes, apesar do apartamento luxuoso que Rick vivia. Eu ainda não havia entrado lá. Conhecia o apartamento dele anterior. Não o novo. Ela me recebeu com um caloroso abraço e me disse que eu estava muito mais bonita. “Rick é um garoto de sorte mesmo!” Ela me disse sorrindo. Os olhos azuis tão brilhantes como os do Rick. Logo em seguida cumprimentou minha mãe com dois beijinhos no rosto e meu pai com um aperto de mão. Martha estava vestida de uma forma nada convencional e isso já deixou meu pai de sobrancelhas arqueadas e expressões fechadas. O jantar estava péssimo. E ao perceber, Martha que sempre agia e falava teatralmente, deixando minha mãe desnorteada, pediu a janta em um restaurante de entrega. Rick suava frio e tinha uma expressão preocupada com o fim do jantar. Eu procurava acalmá-lo.

Conforme o novo jantar foi sendo devorado, logo vários temas e assuntos foram sendo discutidos e de certa forma isso foi preocupante, porém bom. Os assuntos trocados permitiram que meus pais entendessem e conhecessem melhor aquela atriz. Permitiu ver a Martha Rodgers além da vida artística. Permitiu que Martha entendesse os limites dos meus pais. Mamãe estava mais propícia a querer conhecer o desconhecido. Papai, sendo influenciado pela sua esposa, acabou cedendo e se abrindo a diversas conversas. Pela primeira vez eu e Rick esboçávamos um sorriso durante o jantar. Creio que o vinho também ajudou para que muito em breve eles estivessem rindo enquanto Martha contava a vida dos bastidores televisivos.

Rick me levou para conhecer o quarto dele. Havia muitas coisas curiosas e nerds. Mas todos de um estilo que me agradava. A não ser por uma caveira esboçada em uma falsa carne viva e sangrenta. Era nojento! Algumas coisas, como coleções de quadrinhos e alguns jogos de videogame eram tão velhos quanto nossa amizade. Além de coleções e objetos, ele tinha muitos mais manuscritos do que eu poderia imaginar. Vez ou outra ele me deixava ler algum. Mas a maioria era quase um segredo. Ele se dedicava a essa habilidade. Ele acreditava e me fazia acreditar que realmente esse era o destino dele. As maiorias dos contos, que estariam na revista literária na volta as aulas, já estavam escritos. Ele fazia com que eu o admirasse.

Ele não queria que eu percebesse, mas era claro o esforço que ele vinha fazendo, para quem sabe, alcançar nota suficiente para concorrer a uma vaga em Stanford.

O jantar terminou bem. E logo ouvi comentários na volta para casa do Senhor e Senhora Beckett que Martha era uma boa pessoa apesar da sua loucura inegável. Que Rick tinha de quem herdar o bom coração. Esses comentários me tornaram, e a Rick também, mais confiante de que nossos rumos dariam certo.

Notas finais
E ai gente? O que acharam? Foi um capítulo mais simples, sem grandes emoções... Tá na hora de fazer a história andar né verdade? ;) beijinhos florzinhas e cravinhos!