Prólogo

Há cinquenta e cinco anos passados, os feiticeiros habitantes do planeta Zankos, responsáveis por controlar toda a fúria da natureza no universo, foram surpreendidos por visitantes inusitados. Dragões.De todas as espécies cores e tamanhos. Dezenas de criaturas de pele escamosa, com aspecto de réptilchegaram no planeta após a noite do “Tributo Zankiano”. O ritual cultuado pelos feiticeiros anualmente.

Na primeira noite de primavera, as Treves- Três luas verdes se alinham paralelamente tornavam-se douradas e sugavam do planeta a força vital denominada de Zinkos. O pó mágico da cor âmbar. Zinkos é encontrado dentro milhares e milhares troncos de árvores viçosas que ficavam espalhadas por todo o planeta montanhoso, e também era usado nas poções mágicas e nas cúpulas de vidro dos cajados.

Para que o planeta se mantivesse aquecido á noite, os feiticeiros não utilizavam madeira nas suas fogueiras e sim zinkos, que ao entrar em contato com o pó de pedras claras, encontrada no interior das montanhas formavam uma grande fogueira, e aquecia as gélidas madrugadas.

Dentre todas as montanhas do planeta, Trions era a única que os feiticeiros não podiam transitar livremente pois, lá era o santuário do Lekitun, o livro de madeira sagrado dos feiticeiros. O poderoso livro é o responsável por produzir o zinkos, manter o equilíbrio e fertilizar todo o planeta Zankos.

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O Lekitum foi escritos pelos Deuses Zanquianos. É um livro que proporciona um poder imensurável, só pode ser tocado pelos feiticeiros escolhidos. Aqueles que tem a marca das três luas no corpo.

Os feiticeiros escolhidos, recorriam ao livro sagrado somente em casos estremos, em que os feitiços que utilizavam no dia a dia não resolviam.Os ensinamentos que ali contém, vão desde poderosos magias até prevenir, amenizar ou desfazercatástrofes naturais em Zankos e em todo o universo.

Os dragões vieram de outro planeta, procuravam um lugar onde pudessem viver de forma pacífica, já que o último planeta que habitavam , as guerras se tornaram constantes e eles eram seres de paz, não de guerra.

Foram bem acolhidas pelos feiticeiros, que não temeram o porte colossal de algumas das criaturas.

O tempo foi passando, dragões e feiticeiros conseguiram encontrar o equilibro e viver em paz.

Um certo dia, uma jovem feiticeira Chamada Anizia. uma simples camponesa, colhedora da flor kriska, uma flor de formtato estrelado, que tinham efeito calmante e misturado ao pó de pedra clara, tinha poder de entrar na mente e fazer com que pensamentos fossem apagados por determinado tempo. Isso era aplicado quando os feiticeiros eram atordoados com sonhos e visões perturbadoras ou quando guerreavam com seres marinhos atrozes que penetravam em suas mentes os confundindo.

Anizia junto com os outras dezenas de feiticeiros, colhia as flores de petálas roxas e extremidades felpudas pratas e um melindroso miolo turquesa. Sempre que o sol se punha.As flores que estavam deformadas, que tinham perdido a grande maioria das pétalas não eram descartadas pela jovem. Ela procurava cipós finos e o enfeitava com as pétalas machucadas e o colocava sobre seus longos cabelos azuis encaracolados. Uma feiticeira como corpo robusto e baixa estatura. Sua bochecha era rosada por conta do forte calor que fazia nos dias de forte sol alaranjado.

Com duas grandes cestas a tira colo, ela caminhava despreocupada pela floresta, até que um dia ela percebeu a presença de um dos dragões de pequeno porte, que a observava de longe.No inicio ela temeu, mas com o tempo aprendeu a conviver com a presença dele. E até sentia falta nos fins de tarde que não o via.

Em um certo entardecer, Anizia o viu sair por de trás de uma das colossais árvores. Com timidez ela se aproximou e sorriu, o dragão se mostrou acanhado, Anizia transpareceu calma e serena. Retirou do cesto um ramo com a flor e o ofereceu a ele, em sinal de paz.

Encabulado, ele se aproxima. Seus olhos avermelhados contrastou com a luz verde que vinha das três luas, tornado um marrom cintilante. Com uma voz grave e rouca ele se apresentou. Seu nome era Droz.

Os dois cabreiros, iniciaram uma conversa, vez ou outra passavam feiticeiros e dragões que olhavam com estranheza a proximidade entre os dois, que se mantiveram indiferentes a opinião de todos que por ali passavam.

Luas vinham, luas iam meses se passaram e Anizia já não olhava para ele comos mesmo olhos.Droz, tornou-se companhia constantes nos fins de tarde da feiticeira.Anizia já não receava a companhia dele, mesmo sendo três vezes maior que ela.Os dois se encantaram. Não se viam comocriaturas diferentes. Ela dizia que o enxergava com os olhos do coração. Fascinou-se com as proezas ao vê-lo voando tão alto, quase tocando o céu esverdeado.

As três luas verdes radiante que formavam um semicículo, estava convidativas no céu de estrelas vivas. Droz, não se acanhou e a convidou para ver as luas mais de perto. Guiada por um impulso Anizia, subiu nas costas do seu dragão encantado. Passou os finos dedos sobre a grossa pele amarelada do seu dragão, esbarrou em seus curtos cifres prateados, procurava uma maneira de se equilibrar, até que encontrou um espaço entre as longas e arqueadas asas, onde suas mãos se encaixaram perfeitamente. E voaram pelo céu zanquiano por toda a noite. Um amor platônico nasceu, entre a meiga feiticeira e o brusco porém, amável dragão.

Os dois tentaram evitar que o sentimento crescesse, mas já era tarde demais. Estavam apaixonados e não sabiam como lidar com aquele sentimento.

O dragão dominado pela paixão, com os olhos encharcados de lágrimas pediu a sua amada bruxa, que tentasse encontrar algum feitiço que fizesse com que ele tivesse a aparência de um feiticeiro, para que pudessem se amar livremente, sem que fossem julgados por feiticeiros e dragões.

Um feitiço foi lançado sobre o dragão e ele enfim estava com a fisionomia de um feiticeiro. Os dois puderam se amar sem que ninguém os julgassem. Mas, a felicidade de ambos não perdurou. O feitiço lançado sobre ele não era forte o suficiente e ele voltara a se transformar em um dragão.

Os dois por pressão dos feiticeiros e dragões acabaram se afastando, mas a feiticeira já carregava em seu ventre o fruto de um amor que foi condenado por duas raças. Por todo um planeta.