Notas iniciais
Olá! Como estão?!
Bem... Eis mais um capítulo, extremamente especial! E... Dedicado à Fran Malfoy, que recomendou a fic. Eu fiquei extremamente saltitando - ok, não é uma coisa legal de se imaginar. Acredite. usahsuhsauh, mas... Sério. Obrigada, e... Eis o capítulo especial dedicado a você.
E... Sejam bem vindas, leitoras novas.
Aproveitem o capítulo, e até a próxima!!
Agora... Eu vou assistir o episódio 10 ~ le eu chorando de emoção ~
Boa leitura, e... Até a próxima!! ^-^'


– Eu aposto que você irá adorar a comida daqui. – disse Klaus, naquele sotaque e sorriso convencido. Caroline sorriu para ele, pensando no quão agradável poderia ser a companhia dele quando ele queria.



– E se não for? – testou ela.

– Então, iremos para outro. – retrucou, puxando uma cadeira para ela se sentar, e ela o fez prontamente, agradecendo pelo cavalheirismo.

Um garçom se aproximou do casal, oferecendo os cardápios. Caroline e Klaus o pegaram, lendo as letras bordadas em um dourado intenso. Ao escolherem um vinho — que vinha a ter sido escolha de Klaus, Caroline se pegou admirando o lugar. As paredes cobertas por um papel de parede cinza com preto, dando ao lugar um tom mais sombrio, coberto por velas e castiçais, assim como o grande lustre de cristais que cintilava. Ela se sentiu perdida em meio a tanta beleza.



– É um dos meus restaurantes preferidos. – comentou Klaus, ao notar o olhar admirado da vampira. Ela sorriu para ele, de forma fácil.

– É tudo tão perfeito aqui, que... Eu não sei se quero ir embora. – ela disse, antes que pudesse remediar. O sorriso nos lábios de Klaus apenas aumentou.

– Você não precisa ir. Veneza é só um pouco do grande lugar chamado mundo, Caroline...

Com um sorriso debochado, ela virou-se para ele, encarando no fundo dos olhos azuis acinzentados dele, uma sensação boa surgindo.

– Você está tentando me comprar? – ela brincou, com um sorriso largo.

– Eu estou conseguindo? – ele alcançou a mão dela, sobre a mesa e a apertou levemente.

– Talvez... – ela deixou a mão do vampiro original ali, por um longo instante, tirando-a quando o garçom alcançou a mesa, trazendo o vinho pedido, e despejando na taça de Caroline após servir Klaus. – Obrigada.

O sorriso que ela deu ao garçom fora invejado por Klaus. Havia uma centelha de flerte ali. Algo tão simples... Quase impercebível, mas ali estava. Principalmente, quando o garçom virou-se para ela, com um sorriso igualmente repleto de flerte.

– À disposição. – ele murmurou, ainda sorrindo soltou uma piscadela para a loira, que apenas o assistiu se afastar, ainda com um sorriso preguiçoso nos lábios. Quando se voltou para Klaus, notou que todo o sorriso e expressão leve e divertida havia ido embora. Sua mandíbula e punhos cerrados, levaram à Caroline repensar sobre o que acontecera, sem nem se dar conta. Era natural dela flertar... Mesmo que isso levasse caretas de ciúmes de Tyler às vezes. Bem... Ao menos, com Tyler, ela não costumava fazer isso.

– Oh. Eu... Eu sinto muito. – ela murmurou envergonhada ao se dar conta do que acabara de fazer. Klaus apenas encarou sua taça, todo o leve clima de divertimento havia ido embora, apenas por uma coisa tola.

O jantar passara o mais silencioso possível. De repente, não havia mais assunto para os dois. Não havia clima descontraído. E Caroline se sentiu péssima com aquilo. Afinal, começava a se acostumar com a presença de Klaus. O Klaus bom com ela. Com um suspiro pesado, ela se deixou imersa em seus pensamentos, assim como ele.


[...]



Casais de mãos dadas, desfrutando de seus relacionamentos perfeitos, desciam a rua, em direção à ponte do Rialto. Klaus olhou para o rosto de Caroline, brilhava sobre a fraquíssima luz emitida pelo sol. Ela era bonita. Por Deus... Ela era linda. E à medida que eles desciam pela rua de paralelepípedos, ele sentiu vontade de tocá-la. De ambos serem um casal de mãos dadas, tais como os vários outros. Esquecendo então, todo o ciúme mudo que havia sentido mais cedo.



Como se percebesse aquele fio solto de pensamento escapar da mente de Klaus, Caroline abraçou-se, como se sentisse frio. Mas vampiros não sentiam frio. Prontamente, Klaus fez menção de retirar seu paletó e oferecê-lo a ela, que apenas balançou sua cabeça, negativamente.



– Não estou com frio. – murmurou ela, encarando a ponte e a água que brilhava sob o fraco sol, ela sorriu, de forma que suas maçãs se alterassem, fazendo a vontade de tocá-la, apenas aumentar para Klaus. – É tudo tão... Lindo.



– Sim. – concordou ele. – Eu disse a você... O mundo é muito mais do que Mystic Falls, Caroline.


A loira, por si, virou seu rosto para fitá-lo, observando-o como enfiava suas mãos nos bolsos da calça jeans, e em como o fraco sol brilhava em sua barba por fazer. Ele dessa vez, não tinha um sorriso. Havia seriedade ali, mas ela não pode deixar de notar o brilho em seus olhos.

Lembrava-se da vez em que ele salvara sua vida, após Tyler mordê-la em seu aniversário. Em como Klaus havia lhe dito que havia um mundo lá fora. E havia... Talvez, as palavras dele — que a tocara outrora — a tocasse outra vez. Mas de forma ainda mais potente. Havia, sim, um mundo lá fora. Muito mais bonito e mais livre do que Mystic Falls tinha a oferecer. Mas ela apenas não entendia como ainda se sentia tão mexida com a ideia de deixar sua cidade natal.

– Laços são o que nos prende. – comentou ela. – Eu sempre serei ligada à Mystic Falls.

– Não... Você deixou as pessoas se ligarem a você – discordou Klaus. – Em cinquenta anos, quando voltar à Mystic Falls, perceberá que nunca será a mesma coisa. Que não faz mais parte de lá... E quando esse dia chegar, você entenderá o significado de “ter um mundo inteiro à sua espera”.

– As coisas não são como queremos. – disse ela, parando de caminhar no meio do caminho, ela se aproximou do pequeno muro de proteção da ponte, encostando-se ali e observando a água do canal. Os prédios pintados de cores diversas, antigos e extremamente bonitos, chamou a atenção dele, imerso em seus próprios pensamentos.

– Ninguém disse que seria. – ele disse, encostando suas costas contra a pilastra, olhando para o lado, para a expressão fria e pensativa de Caroline, que agora, deixava de encarar a água para assistir ao sol se pondo por completo. E por um longo momento, o silêncio se manifestou entre eles. – Se eu soubesse o quão bonita você é, ou o quão...

– Não comece. – alertou ela, olhando para ele, que mantinha um sorriso torto. Ele gostava daquelas interrupções dela. De como ela parecia não ter medo dele, de como ordenava que ele se calasse. E de como ele o fazia.

– Rebekah costumava gostar daqui. – comentou ele, voltando sua atenção para os prédios, enquanto Caroline o fitava. – Ela costumava dizer que se casaria em Veneza...

– Mas você não deu chance para ela – a loira apontou, e quando sentiu o olhar frio de Klaus sobre ela, arrependeu-se de tê-lo dito.

– Não. – concordou ele, se aproximando lentamente. – Talvez se eu tivesse sido um bom irmão, tivesse deixado-a partir quando quis, ela não teria perdido milhares de séculos comigo, ou em um caixão.

Caroline suspirou, sentindo-se mal em dizer qualquer outra coisa, olhando para baixo. Até que sentiu seu queixo ser levantado, os olhos azuis acinzentados de Klaus brilhavam, não em algo perigoso, mas em algo doce, potente. Que fez algo se balançar dentro dela. Sua pele parecia formigar sob o toque dos seus dedos.

– Eu não quero que isso se repita... – ele sussurrou, sua voz rouca, carregada. – Você é livre, Caroline... Eu não quero que mais ninguém seja obrigado a estar comigo...

– Eu vim por livre e espontânea vontade... – ela mentiu, em um sussurro. Havia milhares de coisas sob aquelas palavras. Havia milhares de sentidos e mentiras, e segundas intenções. E talvez, Klaus soubesse... Talvez ele não quisesse admitir.

Ele sorriu, de forma torta. Seus corpos próximos um do outro. Sua outra mão deslizou por sobre o braço da jovem vampira, enquanto a outra se mantinha em seu queixo. Ela não se deu um instante sequer para respirar. Paralisada, ela pensou se poderia desfrutar daquilo, do toque quente que formigava em sua pele.

Então Klaus tomou aquilo como um aviso, um sinal verde. Ele roçou o canto dos lábios contra a bochecha de Caroline, sentindo o corpo da garota se arrepiar com a barba pinicando, ou talvez fossem outras sensações. Ele podia senti-la resfolegar enquanto entreabria os lábios, e ele levava os seus aos dela.

E de todas as formas nas quais ele sonhara com aquilo, nenhuma pareceu chegar ao mínimo detalhe do que a realidade. Deslizando seu braço até a cintura de Caroline, ele segurou-a e a puxou contra ele, enquanto a outra mão, que outrora estivera em seu queixo, passou para sua nuca, segurando-a, como se pudesse desaparecer, à medida que seus lábios davam passagem para um beijo mais profundo. Caroline se viu agarrada à ele com tal voracidade que se perguntou por quanto tempo quis aquilo. Suas mãos cravadas na cintura dele, suas unhas enfiando-se levemente por sobre a camisa debaixo do paletó.

Sentindo seu corpo inteiro se arrepiar, Caroline sentiu suas costas contra a pilastra ao seu lado. Prensada entre a pilastra e Klaus, ela se permitiu suspirar quando sentiu os lábios quentes e macios dele deslizarem até seu pescoço, roçando com pequenos e demorados beijos ali. Ela fechou os olhos, se sentindo perdida. Desfrutando das mãos de Klaus que subiam pela lateral de seu corpo.

E então, parou. Ele se afastou, após dar um longo e casto beijo. Seus olhos queimando em um desejo profundo, seus lábios entreabertos, suas mentes confusas, seus corações parecendo que iriam explodir em seus peitos, seus rostos corados.

Ele encostou sua testa contra a bochecha dela, respirando com dificuldade, pensando em dizer qualquer coisa, mas de repente, percebendo que se o fizesse, estragaria tudo.

– Anda. Vamos para casa... – sussurrou ele, após alguns longos instantes daquele jeito. Caroline assentiu, caminhando ao seu lado, Klaus pegou sua mão, entrelaçando os dedos nos dela, que não reclamou. E tal como havia sido mais cedo, ele se sentiu parte dos casais felizes que caminhavam pelas ruas.

E após alguns longos minutos caminhando, Klaus fez questão de retirar seu paletó e colocá-lo ao redor dos ombros de Caroline, que apenas o agradeceu, sentindo-se um tanto que envergonhada pelo beijo mais cedo. Após um longo silêncio, Caroline parou, fazendo-o parar também.

– Eu sinto muito. – ela disse. – Pelo restaurante, quero dizer. Eu... Eu não deveria ter...

– Shhi. – ele interrompeu, levando um dedo até os lábios dela, calando-os. – Não se preocupe quanto a isso. Está tudo bem, Caroline...

Caroline sorriu, afastando seu rosto do dedo de Klaus, e voltando a caminhar, dessa vez, suas mãos não estavam mais dadas. Havia o silêncio entre eles novamente. Mas apenas isso.

Quando adentraram a casa, Caroline subiu as escadas, as luzes acesas. Sua cabeça começava a doer.

– Caroline? – Klaus chamou, no pé das escadas. Ela se virou, para que pudesse olhá-lo. – Eu estou feliz por você ter vindo comigo.

Ela soltou-lhe uma piscadela, ainda vestida com seu paletó, e voltou a subir as escadas, olhando por cima do ombro, ele ainda a observava. Ela sorriu. E a única sensação que ela tinha, pela primeira vez, desde aquilo tudo, era que estava feliz de ter ido embora de Mystic Falls com Klaus, também.

Notas finais
Ps: se houver algum erro de português e tudo mais, me avisem, ok?! Porque, eu revisei, mas... Do jeito lesa que eu sou, é capaz de ter deixado alguma coisa passar.
Enfim, só isso e.e