Notas iniciais
Hey, pessoal! Tudo bem?!
Bom... O capítulo está gigante e... Bem, eu queria agradecer à ChestnutWild6678 pela linda recomendação. Eu fiquei quicando na cadeira. Obrigada, sua linda.
E... Me desculpem pela demora. Tive uma semana apertada e ainda tenho prova amanhã, mas como já estou péssima na matéria e sem esperanças, decidi escrever. ~ok, não façam isso também, ok?! u.ú
Bem... Outra coisa que eu queria explicar era que a estória se passa, alternativamente, a partir do episódio nove da quarta temporada.
Ahhh, sejam muitíssimo bem vindas, novos leitores!! Quando esse maldito período de provas escolares acabar, eu irei responder aos reviews!!
Boa leitura e até lá embaixo.

O sol forte atravessou a janela de vidro, as persianas abertas. Caroline se espreguiçou, sentindo todo seu corpo se estalar à medida em que o fazia. Levantou-se da cama, da mesma forma como sempre costumava fazer, caminhando diretamente para o banheiro, para fazer sua higiene matinal. Assim que trocou de roupas, tateou por seu telefone celular, à procura de noticias de seus amigos.

Não havia nada.

Frustrada, Caroline desceu as escadas, para o café da manhã, pedindo internamente para que Klaus não estivesse em casa. Seria difícil para ela lidar com o fato deles terem se beijado noite anterior. E com o fato — principalmente para si mesma, que havia gostado daquilo.

Assim que alcançou a sala onde seria servido o café da manhã, Caroline sentiu um suspiro escapar de seus lábios, quando notou que Klaus não estava ali. Ela se sentou, servindo-se de um pouco de suco de laranja e o bebericando em seguida, assim como também, cortou seu próprio pedaço de bolo, servindo-se. Com um garfo suspenso, ela se virou para olhar para a empregada, ali, em pé, pronta para servi-la.

– O senhor Mikaelson está...

– Eu estou aqui, Caroline. – a voz soou atrás dela, fazendo-a se entalar com o próprio suco. Fazendo o máximo para se recompor, ela olhou para o seu próprio prato, enfiando o garfo no bolo, tirando um pedaço do mesmo, e o levando a boca. Tudo o que não precisava era de contato visual. – Como você passou a noite, amor?

Ela levantou seu rosto, para ver então o sorriso torto, cheio de significados. Nenhum deles parecia ser totalmente concentrado no sarcasmo, mas bem... Ele estava lá. Na forma como ele erguia uma sobrancelha quase que inconscientemente, ou em como ele cruzava as mãos sobre a mesa, enquanto tinha sua xícara sendo servida de café. Caroline não se dignou a olhá-lo por muito mais tempo. Sentia seu rosto quase a ponto de se autoenterrar no prato, ou a ponto de sair correndo de lá.

– Bem. – ela disse secamente, bebericando de seu suco. Exatamente quando seu aparelho telefônico soou em seu bolso, vibrando. Sentiu seu coração quase estourar no peito, e então, arrastou-se com a cadeira para trás, fazendo um barulho ranger no chão de madeira, ela se levantou, jogando o guardanapo sobre a mesa. – Se me der licença...

A expressão na qual ele lhe correspondeu não fora nem um pouco doce, ou sarcástica ou qualquer coisa do tipo. Apenas fria. Ele fez um milimétrico sinal com a mão, em desdém, e ela saiu.

Caminhando a passos largos e rápidos, quase que correndo, até o banheiro, no final do corredor pintado de branco e repleto de quadros antigos. Assim que fechou a porta atrás de si, ela sentou-se no vaso sanitário, de tampa negra, elaborada com desenhos florais. Ela puxou seu aparelho do bolso, atendendo-o.

– Stefan? Eu pedi para que não ligasse... O que houve? – sua voz saia quase que desesperada. Principalmente, pelo fato de que Tyler poderia ter voltado, causado algum a alguém. Ela se perguntava como ele estava.

– Tyler voltou – Stefan disse, o que era previsível. – E ele está furioso.

– Você contou a ele sobre Carol? – murmurou, como se alguém pudesse escutá-la. E talvez, realmente pudesse. Klaus costumava ter artimanhas.

– Eu não precisei. A Xerife o fez. – o som saiu pesado pelos lábios da jovem vampira. Ela sentiu seu corpo esfriar. Queria estar lá, para ajudar seu namorado. Ajudar seus amigos. – Ele perguntou por você. Ele surgiu na minha porta ontem à noite... Ele estava furioso. Ele queria saber onde você estava, o que havia acontecido com você e o porquê de Klaus ter ido embora.

– Você acha que ele juntou os pontos? – ela perguntou, seu coração apertando em seu peito.

– Não. Ainda não. É só uma questão de tempo... Daqui a pouco tempo, ele provavelmente irá juntar as peças, quando notar que Klaus não voltará tão cedo, assim como você.

Um longo suspiro escapou pelos lábios dela. Seu peito esmagado, como se houvesse uma estaca pressionando próximo ao seu coração. Como se a qualquer momento, ela fosse entrar em desespero total. Ainda mais...

– Precisamos andar logo, Stefan. – Caroline murmurou, passando a mão por seu cabelo, bagunçando-o.

– Eu sei. – comentou Stefan, sua voz embargada de preocupação. O que fez Caroline se perguntar o quão ruim poderia estar a situação de Elena, agora que ela era uma vampira e estava ligada — fazendo coisas que só Deus sabia, com Damon Salvatore. Irmão de Stefan.

– Como você está lidando? – ela perguntou, preocupada pelo amigo.

– O melhor que posso... Tentando não deixar a raiva me subir à mente e matar Damon e quem quer mais que atravesse meu caminho. – ele puxou o ar para seus pulmões com força. E por um instante, a loira quis estar junto do amigo, ajudá-lo. Mesmo que fosse com um abraço.

– Eu estarei logo de volta. Eu prometo... Quando encontrarmos a cura e aprisionarmos ele... Nós poderemos lidar com isso...

– É o que eu penso todos os dias. – suspirou o vampiro do outro lado da linha, novamente, o peso confortável entre eles. Exceto que havia a tensão na voz de Caroline. Stefan poderia sentir isso...

– O que aconteceu?

Como ela diria ao amigo que na verdade, Klaus e ela haviam se beijado noite passada, enquanto Tyler batia na porta de Stefan, desesperado por noticias dela?

– Nós nos beijamos. – ela disse tão rápido que mal pode ser compreendida. Ou fora o que pensou, até que escutou o resfolegar do outro lado da linha.

– Woah! – foi tudo o que Stefan soltou.

– É. Eu sei... Eu estou... Bem, eu não sei. – ela sentiu seus olhos umedecerem, assim como sua garganta secar.

– E o que você sentiu? – perguntou Stefan, ao contrário de acusá-la sobre o que tinha feito. Ela quase sorriu com aquilo. Era cômico... Ele estava passando pela mesma situação na qual Tyler estava. Ela se sentiu como Elena... Bem, exceto pelo fato de que ela sabia que amava Tyler. Tinha certeza quanto a isso. Mas não podia negar que os últimos dias com Klaus havia dado uma nova visão sobre toda a maldade do vampiro a ela.

– Eu não sei. Mas eu sei que isso não mudará a forma como as coisas irão terminar, assim como o planejado. – ela disse, soando mais forte do que realmente se sentia. – Nós vamos prendê-lo. O quanto antes... Bonnie irá nos ajudar e... – Uma batida soou na porta. Caroline pulou, sentindo como se seu coração fosse explodir em seu peito a qualquer momento. Ela se levantou. – Está ocupado!

– Eu sei. – a voz soou do outro lado. – Mas o senhor Mikaelson deseja vê-la, senhorita... Ele diz que é importante. E está no escritório dele, esperando.

Ela se levantou do tampo do vaso de mármore, endireitando suas roupas e suspirando. – Eu preciso ir. Depois nos falamos. – ela disse para Stefan, desligando logo em seguida. Enfiou o telefone no bolso de trás dos seus jeans, e voltou a endireitar a blusa amarela que usava. Olhou-se no espelho, notando que parecia abatida, suspirando, abriu a porta. – Obrigada. Eu já estou indo...

– Ok, senhorita... – a pequena mulher, que servira a Klaus na mesa do café da manhã sorriu, dando as costas para Caroline.

– Hey – a vampira chamou, a pequena mulher de cabelos negros e longos virou-se. Caroline se aproximou dela, segurando-a pelos ombros delicadamente. Compelindo-a. – O que você escutou de mim no banheiro? Você estava escutando atrás da porta? O que escutou?

Basta você acreditar nas suas próprias palavras... É fácil fazer isso... Basta acreditar. — a voz sussurrada em sua mente soava. E ela acreditava.

– Você dizia sobre aprisionar Klaus... – a mulher murmurou, sonhadoramente. Seus olhos vagos, encarando aos verdes de Caroline. A vampira sorriu, de forma quase doentia.

– Você não escutou nada naquele banheiro. E se o senhor Mikaelson lhe perguntar sobre isso, você irá dizer que eu apenas estava utilizando ao banheiro. Apenas. Você entendeu? – a pequena mulher assentiu lentamente, fazendo a vampira sorrir satisfeita. – Agora, vá.

Quase correndo pelo corredor, a mulher desapareceu pelo mesmo. Caroline suspirou, fazendo uma pequena careta e caminhando até o outro corredor, à caminho do escritório de Klaus.

[...]

Ele estava sentado lá, fingindo encarar os papeis sobre a mesa. O sol brilhava forte, através das persianas. A porta teve um pequeno click, e ele pode vê-la entrando pela mesma. Não havia sido a primeira vez na qual a vira desde ontem, mas era a primeira na qual eles estavam a sós. Caroline fechou a porta atrás de si, caminhando até a mesa, em seus elegantes jeans em suas longas pernas, em botas de saltos, e uma blusa amarela. Ela parecia séria... E ele se pegou admirando seu rosto bonito, sério, mas ainda assim, bonito o bastante para fazer um pequeno sopro frio soar em seu estômago.

– O que queria falar comigo? – ela perguntou, parando atrás de uma cadeira de encosto alto, de couro. Ela o encarou, como se esperasse alguma noticia aterrorizante. Ele não conseguiu evitar o sorrisinho que escapou. Klaus se levantou da mesa, dando a volta da mesma, e parando de frente a vampira. Ele pegou-lhe a mão, enquanto ela apenas tentava se afastar.

– Eu queria falar sobre ontem... – ele começou, umedecendo os lábios com a ponta da língua. Caroline havia percebido aquilo, já que seus olhos pararam por longos segundos nos lábios dele.

– Não se preocupe... – ela balbuciou, olhando-o nos olhos. Esvaia força. Ela era forte, Klaus sabia disso... Talvez essa fosse umas coisas que o fazia se sentir tão atraído por ela. – Não irá se repetir...

Então, era como se tivesse recebido uma bofetada em cheio na face. Ou talvez se o tivesse, não teria doido tanto quanto. Obviamente, ele esperava por aquilo, ou talvez até a bofetada, mas não o aquilo.

– Eu não...

Eu não tenho intenção de que se repita, Klaus. – ela disse, sua voz dura. A expressão dura também tomou a face do vampiro original, sentia-se quase que ofendido. Magoado. Essa era a palavra. Cerrando seus punhos, ele caminhou até a mesa onde havia uma garrafa de uísque, ele encheu o copo, até a borda, bebendo-o em seguida de uma só vez. Podia sentir os olhos de Caroline em suas costas. Podia sentir a raiva subir, também.

A culpa era de Tyler Lockwood... Ele podia dizer isso. Pois era isso que sentia. Culpa do maldito hibrido que outrora ele salvara a vida. Ele não deveria tê-lo feito. Tyler Lockwood não merecia nada no qual Klaus havia feito por ele. E pela primeira vez, sentiu-se extremamente satisfeito por ter matado a mãe do maldito. Puxando o ar com força, e soltando-o em seguida, Klaus sentiu-se capaz de olhar para Caroline sem que sentisse raiva. Eram poucas as vezes que isso ocorria, mas quando acontecia... Bem, ele não iria querer machucá-la. Tanto que ela era vista, dentre os amigos dela, como a “isca” ou “distração” dele. E sempre... Absolutamente, sempre, funcionava.

– Caroline... – seu nome saiu amargo na voz dele, ela se encolheu um pouco, aparentemente, prevendo a raiva. – Eu não queria que o tivesse acontecido. Não para que você achasse que eu tivesse beijado-a a força. Eu...

– Eu entendo. – ela murmurou, desviando o olhar para a janela. – Eu posso ter vindo com você, mas eu ainda continuo com Tyler. E eu não irei me desfazer dele... E eu espero que você cumpra sua palavra quanto a não tocá-lo, nem a ninguém mais dos meus amigos. Essa é a razão pela qual eu vim. Apenas.

– Eu entendo. – fora sua vez de murmurar. Fechou os olhos com força, voltando a beber do seu copo, esvaziando-o, para enchê-lo novamente e bebê-lo.

Tomando aquilo como fim de conversa, Caroline saiu pela porta, batendo-a suavemente. Ele podia escutar o som dos passos dela pelo carpete do corredor, à caminho de seu quarto, talvez... Suspirou, mas sem nenhum resultado que pudesse vir a se acalmar, arremessou o copo cheio de uísque contra a parede, do outro lado do escritório. O copo partiu-se em milhares de fragmentos ao alcançar a parede, em direção ao chão.

[...]

Caroline sentiu as lágrimas começarem a subir aos seus olhos, assim que alcançou ao quarto, fechando a porta e correndo até a cama, jogando-se ali, de bruços. Ela enfiou seu rosto contra os travesseiros, e se limitou a deixá-los abafar seus soluços.

O que diabos estava fazendo? Sentia agulhas afundarem em seu peito. Sentia como se a qualquer momento aquela estaca na qual havia sentido mais cedo, afundasse em seu coração. Matando-a. Havia dor ali... Algo estranho. Havia se sentindo contente quando beijou Klaus. Havia se sentido bem com aquilo... Havia gostado, apesar de ainda haver a culpa. Ela pretendia matá-lo. Mesmo que não com todo o sentido da palavra.

“Não passa de um plano...” sua mente lhe disse, pela milésima vez. Acabar com Klaus parecia ruim. E se ele descobrisse? E se ele matasse as pessoas nas quais ela amava? E se ele se magoasse ainda mais? Ela podia ver a forma como ele olhava para ela. Havia quase que devoção em seus olhos, palavras, gestos.

Diabos... Ele era apaixonado por ela. E ela estava usando aquilo contra ele. Ela e seus amigos. E quando Tyler descobrisse? Ele realmente ficaria bastante estressado com aquilo. Furioso era a palavra certa. Mas ela estava fazendo aquilo principalmente por ele... Não era? Sim. Era. Um sacrifício, apesar de não ruim quanto lhe parecera no início quando tomara aquela decisão, mas que podia matá-la caso Klaus descobrisse a verdade.

Ela sentou-se na cama, sentindo que as lágrimas pararam de descer, provavelmente, o próximo passo fosse descer sangue por seus olhos. Não conseguira dormir como esperado. O dia começava a se esvair pela janela. Quantas horas haviam se passado desde que se trancara ali, mesmo?! Não sabia dizer. Apenas sentia como se precisasse fazer alguma coisa a respeito. Saber se Klaus estava bem, já que escutara o som de vidro se quebrando no escritório dele, quando saíra. Ainda não conseguia se sentir totalmente indiferente quanto a ele, apesar de se esforçar aos montes.

Levantou-se, arrumando seus cabelos quando passou de frente a um espelho, e saindo. Fechou a porta e encaminhou-se ao escritório. Ela bateu algumas vezes, até que então sentiu a presença de alguém. Virou-se para ver a mulher morena e baixinha que havia compelido mais cedo.

– Onde ele está? – perguntou com urgência.

– Ele saiu... Já faz algumas horas. – a mulher respondeu. – Ele pediu para que quando chegasse, não o perturbasse.

Caroline apenas sentiu um calor queimar por dentro de seu peito, sem entender nada, ela apenas assentiu, voltando a caminhar para o seu quarto.

– Senhorita? – a mulher chamou. A vampira virou-se para encarar a pequena mulher. – Ele não parecia muito bem.

Remorso... Essa era uma boa palavra para definir o que Caroline Forbes sentiu naquele instante.

– Obrigada. – foi tudo o que disse, antes de voltar a caminhar para seu quarto, e esperar até que ele chegasse. Se ele chegasse.

Notas finais
Ahhh, e não sintam raiva da Caroline, ok?! ~ok, eu meio que senti '-' , mas tudo bem... usahushsha, e nem sintam de mim!!! Eu sou legal! Apesar de adorar destruir casais -sqn
Ok, parei. Até a próxima. Vou ver se consigo postar antes do final de semana.
Beijokas e se cuidem, suas divas!